O presidente dos Estados Unidos lançou o TrumpRx.gov, um site direto ao consumidor que promete descontos agressivos em medicamentos prescritos. Entre eles estão as canetas emagrecedoras que hoje simbolizam a nova era do tratamento da obesidade, como Ozempic e Wegovy.
Segundo a plataforma, os descontos para medicamentos voltados ao tratamento da obesidade podem chegar a 85%. Na prática, isso colocaria o custo mensal dos tratamentos à base de GLP-1 em uma faixa média entre US$ 149 e US$ 350, um valor muito abaixo do que o mercado americano costuma praticar.

O movimento não veio do nada. Ele acontece após 16 das maiores farmacêuticas do mundo assinarem acordos de “nação mais favorecida” com o governo. A lógica foi simples: menos tarifa e mais corte de preço. Em troca de isenções tarifárias, as empresas aceitaram reduzir os valores cobrados do programa Medicaid e, agora, também de consumidores que pagam do próprio bolso por meio do TrumpRx. Entre os acordos mais simbólicos estão os firmados com Eli Lilly e Novo Nordisk, gigantes por trás dos principais medicamentos de GLP-1.
A Casa Branca vende a iniciativa como uma virada tecnológica e econômica. Em publicação na rede X, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que o site será de última geração e deve economizar milhões de dólares para os americanos. A promessa é de acesso mais simples, menos intermediários e preços mais próximos do resto do mundo desenvolvido.
Mas nem todo mundo sai ganhando do mesmo jeito. Especialistas chamam atenção para um ponto importante: compras feitas pelo TrumpRx não contam para a franquia dos planos de saúde. Para quem depende do seguro, o alívio pode ser menor do que parece. Ainda assim, o gesto escancara um problema antigo. Nos Estados Unidos, pacientes pagam quase três vezes mais por medicamentos do que em outros países ricos, diferença que Trump vem usando como argumento para pressionar a indústria.
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