Tem um mercado crescendo na sombra, bem na nossa cara: canetas emagrecedoras compradas na fronteira, sem prescrição, sem rastreio e, em alguns casos, falsificadas.
E agora o próprio Paraguai colocou isso no papel.
A Dinavisa (o “equivalente” da Anvisa por lá) publicou um alerta reconhecendo a comercialização não autorizada de produtos que dizem conter tirzepatida em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, e classificou como risco grave à saúde pública.
No alerta, a Dinavisa diz que esses produtos não têm registro sanitário vigente no país e que, por isso, não dá para garantir composição, qualidade, segurança nem eficácia. é como se você estivesse eaplicando qualquer coisa
E eles listam nomes que aparecem nessas falsificações, como “Mounjaro”, “Tirzapatide injection”, “TirzseBound”, “Tirzepatide – Freedom Research” e “Tirzepatide Synedica Labs”.

O barato que sai caro…
O alerta é direto: produtos irregulares podem ter substâncias não declaradas ou concentrações erradas, além de não existir informação validada sobre dose, preparo e modo de uso.
E tem um detalhe que quase ninguém lembra: mesmo quando o produto fosse “real”, medicamento injetável exige cadeia de conservação e transporte. Se isso já é difícil no formal, imagina no clandestino.
Como isso abastece o Brasil?
Porque o mercado se organiza como mercado paralelo mesmo: compra na fronteira, revende por rede social, entrega “por fora”, e tenta driblar fiscalização de tudo quanto é jeito.
Enquanto isso, a Anvisa vem apertando o cerco: já proibiu a comercialização e determinou apreensão de lotes irregulares de tirzepatida associadas às chamadas “canetas do Paraguai”, justamente por falta de registro e situação irregular.
Em novo alerta, a Anvisa reforçou que essas canetas não são produto de “uso livre”: devem ser usadas apenas conforme a bula e com prescrição e acompanhamento profissional, citando o risco de eventos adversos graves, como pancreatite aguda.
Segundo a própria agência, há 225 notificações suspeitas de pancreatite associadas ao uso desses medicamentos e seis mortes sob investigação por possível relação com o uso de canetas emagrecedoras.
A Dinavisa recomenda não comprar pela internet, redes sociais ou canais não autorizados e diz que, se a pessoa estiver usando algo do tipo, deve interromper e buscar orientação de profissional de saúde.
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