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Pela primeira vez, um cirurgião remove tumor cerebral com ajuda de inteligência artificial

Rhys Hibbert, de 48 anos, se tornou o primeiro paciente do mundo a passar por uma cirurgia cerebral guiada por inteligência artificial em tempo real. Ele tinha um tumor benigno de 11 milímetros na hipófise, a glândula na base do crânio responsável por produzir hormônios essenciais, que pressionava os nervos ópticos e ameaçava causar cegueira total.

Como a IA atua dentro do centro cirúrgico

Durante o procedimento, o sistema analisava as imagens da cirurgia em tempo real e apontava a localização de vasos sanguíneos e nervos que não são visíveis a olho nu. A lógica é parecida com o reconhecimento facial dos celulares, só que em vez de identificar rostos, o sistema reconhece estruturas anatômicas escondidas dentro da cabeça do paciente.

Uma experiência que nenhum cirurgião acumula sozinho

O sistema foi treinado com centenas de vídeos de cirurgias de hipófise, um volume de casos maior do que a maioria dos cirurgiões vê ao longo de toda a carreira. Sem esse apoio, a chance de o tumor não ser totalmente removido ficava entre 25% e 50%, e o risco de danificar um vaso sanguíneo importante variava entre 0,5% e 2%. É a diferença entre operar sozinho e operar com décadas de repertório acumulado disponíveis na tela.

O próximo passo é um copiloto de IA pra cada cirurgião

A ambição por trás do projeto vai além desse caso específico. A ideia é chegar a um sistema que funcione como um segundo especialista dentro da sala de cirurgia, disponível pra orientar o médico sempre que for necessário. Pra hospitais e empresas de tecnologia médica, isso abre um novo território competitivo, o de vender não só equipamento, mas expertise cirúrgica escalável embutida em software.

Oito semanas depois da cirurgia, Hibbert recuperou totalmente a visão periférica, ganhou energia e viu os efeitos colaterais desaparecerem. A inteligência artificial não tirou o controle das mãos do cirurgião. Ela entrou como um segundo par de olhos especializado, operando junto, dentro do corpo do paciente. É esse tipo de parceria que deve redesenhar o centro cirúrgico do futuro.

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