O caso da Fernanda Venturini vira um ótimo exemplo de como o que parece “fim da linha” para a medicina tradicional pode ser só o começo quando a ferramenta muda. E aqui a virada não vem de um milagre, vem de uma escolha de abordagem.
O Dr. Tércio Rocha conta que, nesse tipo de situação, diagnóstico não é destino. Especialmente quando você troca mecânica por biologia.
A cena é quase um roteiro pronto: consultório médico, Fernanda Venturini na cadeira, uma lenda olímpica que passou anos saltando e absorvendo impacto como se o corpo fosse indestrutível. Só que o preço apareceu. Joelhos muito comprometidos, desgaste acumulado. E o veredito da medicina convencional foi direto: duas próteses totais. Para muita gente, isso é “resolver”. Para uma atleta, isso soa diferente. Não é só um diagnóstico, é uma sentença de perda de identidade. Porque não é apenas parar de sentir dor. É parar de fazer o que define quem você é.

Segundo o médico, ela chegou chorando ao consultório. Não porque queria “conforto”. Mas porque queria continuar sendo jogadora. A medicina convencional estava oferecendo substituir a peça. A medicina regenerativa, por outro lado, entrou com outra proposta: consertar a fábrica.
Em vez de serrar o osso e colocar titânio, a escolha foi pela via das células-tronco, com um objetivo bem claro: tentar regenerar a cartilagem, desinflamar o ambiente articular e devolver competência funcional ao joelho.
Na explicação do Dr. Tércio, a célula-tronco não é um remédio que faz efeito e vai embora. Ela funciona como uma unidade de inteligência, o que ele chama de “partículas divinas”. A lógica é que, ao ser aplicada, ela ajuda o corpo a identificar o problema, sinaliza caminhos de reparo, modula a inflamação crônica e estimula a formação de novo tecido. Não seria uma “reforma estética”. Seria algo mais parecido com reinstalar um software original de saúde.
O resultado, segundo o relato, foi além de “melhorar”. A funcionalidade teria sido restaurada a um nível próximo de performance. E a Fernanda fez o que poucas histórias permitem escrever sem parecer exagero: voltou para a quadra, voltou a saltar e ainda inaugurou a Seleção Brasileira Master de Vôlei. Voltou a ser quem sempre foi.
“Isso é vida. Isso é devolver vida”, diz o Dr. Tércio Rocha. E a provocação final dele é óbvia: se uma estratégia dessas funciona em uma articulação levada ao limite olímpico, o que isso poderia significar para problemas mais comuns do dia a dia, como lombar travada, joelho de corredor amador ou ombro lesionado no CrossFit?
No fundo, a tese é que a medicina do futuro não vai olhar só para a idade do RG. Vai olhar para a idade funcional. Porque envelhecer não precisa ser sinônimo de perder função. Pode ser um sinal de que as células precisam de novos estímulos e de um ambiente biológico mais favorável para continuar reparando o que a gente usa.
A história da Fernanda, nessa leitura, não é um “milagre”. É ciência aplicada. É o que acontece quando a gente para de subestimar o corpo humano e começa a oferecer ferramentas mais inteligentes para ele se reconstruir.
E fica a frase que resume o espírito dessa virada: não se contente em apenas tratar o envelhecimento. Exija regenerá-lo.
Escrito por Dr. Tércio Rocha, médico pesquisador credenciado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, referência em Medicina Regenerativa e Células-Tronco.
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