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Rede de academias The Simple Gym se prepara para chegar em São Paulo

O mercado fitness brasileiro pode estar entrando em uma nova fase de posicionamento. A The Simple Gym chegou a São Paulo apostando em um espaço intermediário entre academias de massa e studios premium, com uma proposta que mistura ambiente mais calmo, estética sofisticada e experiência social.

A rede, frequentada por famosos, quer alcançar nove unidades até o fim de 2026.

E talvez o ponto mais interessante não esteja apenas nos aparelhos ou no treino.

A academia virou experiência de ambiente

Segundo a proposta da marca, a ideia é fugir do excesso de estímulos que dominou parte das academias nos últimos anos. Em vez de luzes agressivas, som alto e sensação de lotação constante, a aposta está em ambientes mais iluminados, clima mais tranquilo e uma experiência visualmente agradável.

Mas existe um detalhe importante aqui.

Mesmo buscando um espaço mais calmo, a marca não abre mão de ser instagramável.

Isso ajuda a mostrar como o mercado fitness atual começa a equilibrar duas demandas que cresceram juntas: performance e experiência estética.

As pessoas continuam buscando resultado físico, mas também querem ambientes onde se sintam confortáveis para permanecer, socializar e até produzir conteúdo.

O treino agora compete com o ambiente

Durante muito tempo, academia era vista quase exclusivamente como infraestrutura de treino. Equipamentos, metragem e quantidade de máquinas eram os principais diferenciais.

Agora, o cenário parece mais complexo.

Iluminação, arquitetura, acústica, sensação de exclusividade e identidade visual passaram a fazer parte da decisão de consumo. O treino continua importante, mas a experiência ao redor dele ganhou peso real no mercado.

E isso ajuda a explicar o crescimento de modelos que tentam ocupar justamente o espaço entre o acessível e o premium extremo.

Wellness também está mudando o fitness

A chegada da The Simple Gym mostra como o fitness começa a absorver códigos mais próximos da wellness economy. Ambientes menos acelerados, foco em bem-estar, estética minimalista e experiências mais sensoriais passam a ganhar espaço dentro de um mercado que antes era dominado quase exclusivamente pela lógica da alta performance.

No fim, talvez a disputa das academias daqui para frente não seja apenas sobre treino. Pode ser sobre qual ambiente as pessoas querem habitar todos os dias.

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