arrow-left-square Created with Sketch Beta.

Retiros não são tendência. São posicionamento.

Depois de cinco anos conduzindo experiências em Alter do Chão, eu entendi que retiros não são fuga e muito menos moda. São estratégia de construção de comunidade, e comunidade é o ativo mais valioso de qualquer marca de wellness.

Retiros estão em alta, viraram tendência. Mas tendência não sustenta negócio, vínculo sustenta.

Há cinco anos levo mulheres para Alter do Chão. O que começou como uma experiência virou parte fundamental do ecossistema da minha marca. E ao longo desse tempo, ficou claro: retiro não é produto isolado. É quase uma ferramenta de aprofundamento.

O mercado de wellness cresceu exponencialmente isso todo mundo já sabe. A economia da experiência substituiu a lógica da simples e antiga prestação de serviço. As pessoas já não buscam apenas aula e treino. Elas buscam contexto, pertencimento e até propósito. E é isso que um “retiro” bem pensado entrega.

Recentemente ampliei o calendário: edição para mulheres, edição para casais, além de destinos como Trancoso, Chapada e Preá. Cada formato atende uma necessidade específica de público, e isso não é atoa, é basicamente leitura de comportamento.

Mulheres buscam espaço seguro de expansão e pertencimento, casais buscam pausa e reconexão fora da rotina e pessoas mais maduras buscam reinvenção.

Quando você entende isso, o retiro deixa de ser “viagem” e passa a ser extensão estratégica da marca. Eu vivi quatro anos como “nômade”. Viajei o mundo. E sempre que conto isso, surge a mesma pergunta: “Por que você parou?”

Existe uma romantização da liberdade do viajante. Como se movimento constante fosse sinônimo de sucesso. Mas no mercado, e na vida, profundidade vale mais que deslocamento. Viajar me ensinou a expandir e “voltar” me ensinou a construir.

E é exatamente isso que um retiro faz com uma marca física. Ele amplia alcance, aprofunda relacionamento e aumenta o tempo de conexão com o cliente. Uma aula dura uma hora. Um retiro dura dias. Mas o impacto pode durar anos. Quando alguém vive uma experiência imersiva, ela retorna para o estúdio com outro nível de entendimento e a retenção aumenta.

O retiro cria consciência, o estúdio cria constância. E juntos, eles constroem comunidade, que pra mim é o ativo mais sustentável que existe dentro do wellness.

Não se trata apenas de faturamento pontual de viagem. Trata-se de posicionamento e mostrar que a marca não entrega só serviço, entrega transformação contextualizada.

O futuro do wellness não está apenas em protocolos, suplementos ou equipamentos, está na capacidade de criar experiências que integrem corpo, mente e relações.

Retiros não são fuga ou escapismo, como muitos acham, eles ampliam os propósitos. E talvez o maior aprendizado desses cinco anos seja esse: Wellness forte não é o que se move o tempo inteiro. É o que cria raiz suficiente para crescer.