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Revolução das Agulhas: Acupuntura agora é profissão no Brasil. O que muda?

Depois de décadas de debates, a acupuntura finalmente conquistou seu lugar ao sol no Brasil. Sancionada em janeiro de 2026, a Lei nº 15.345 regulamenta a profissão de acupunturista, encerrando um longo período de incerteza jurídica e estabelecendo um novo padrão para o mercado de bem-estar e terapias integrativas.

Quem pode ser acupunturista agora?

A nova lei define regras claras: para atuar, será preciso ter um diploma de graduação em acupuntura. Mas nem tudo é sobre o canudo. A legislação abre uma exceção importante para profissionais que, mesmo sem diploma, comprovem pelo menos cinco anos de prática contínua, garantindo que a experiência consolidada no mercado seja valorizada. Outros profissionais da saúde também poderão incorporar a técnica, desde que concluam cursos de extensão específicos. O recado é claro: a qualificação virou a palavra de ordem, tanto que o veto presidencial barrou a inclusão de cursos técnicos, priorizando a segurança do paciente.

E o impacto no mercado de wellness?

Para o setor, a regulamentação é um divisor de águas. Com a segurança jurídica, o mercado se torna mais estável e atrativo para investimentos. A expectativa é um boom na abertura de clínicas especializadas, na expansão de cursos de formação e até em novos modelos de negócio, como plataformas digitais de capacitação. Para empreendedores e executivos, é a luz verde para inovar e desenvolver ofertas diferenciadas em um cenário que ganha a confiança do consumidor e eleva seus padrões de qualidade.

Uma ponte entre o tradicional e o moderno

A lei não apenas formaliza uma prática, mas também reflete uma forte tendência do mercado de wellness: a busca por soluções holísticas que integram o conhecimento milenar com a medicina convencional. Ao incentivar a convergência de práticas, o Brasil se alinha a um movimento global que vê o bem-estar como um ecossistema integrado. A acupuntura deixa de ser vista apenas como alternativa e passa a ser reconhecida como uma ferramenta complementar poderosa para o equilíbrio físico e mental.

No fim das contas, a regulamentação é mais do que um ato burocrático. Ela legitima uma profissão, protege pacientes e profissionais e abre um novo capítulo de crescimento e inovação para a acupuntura no ecossistema de saúde brasileiro.

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