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Vacinas podem reduzir risco de demência e problemas cardíacos em idosos

Vacinas sempre foram vistas como proteção contra doenças específicas. Agora, os dados mostram que, para idosos, o impacto é maior. Estudos recentes indicam que a vacinação também está associada à redução do risco de demência, problemas cardiovasculares e hospitalizações. São efeitos indiretos que colocam a imunização como peça central da longevidade.

O efeito direto continua sendo o principal

A vacina contra herpes-zóster reduz em cerca de 90% o risco da doença e de dores crônicas. A vacina contra o vírus respiratório sincicial diminui quase 70% das internações no primeiro ano. A vacina da gripe segue reduzindo a gravidade dos casos em idosos. Esses benefícios seguem sendo o motivo número um para vacinar.

O ganho extra está no que vem depois

O que a ciência começa a mapear é o efeito colateral positivo. Pesquisas acumuladas nos últimos anos mostram que idosos vacinados têm menor risco de infarto, AVC e demência. Uma meta-análise publicada na revista Age and Ageing associou vacinas contra herpes-zóster, gripe e pneumococo a reduções consistentes no risco de declínio cognitivo.

Menos infecção, menos inflamação

A explicação mais aceita envolve inflamação. Infecções ativam o sistema imunológico de forma prolongada, o que aumenta o risco cardiovascular e acelera o desgaste cognitivo. Ao evitar a infecção, a vacina reduz esse efeito em cadeia. Menos infecção também significa menos internações, um fator conhecido de perda funcional em idosos.

Os números são fortes, mas pedem cautela

Estudos com mais de 100 milhões de pessoas associam a vacinação contra herpes-zóster a uma redução de até 24% no risco de demência. A vacina da gripe aparece ligada a uma queda de 13%. A pneumocócica mostra impacto ainda maior no risco de Alzheimer. A maioria dos estudos é observacional, o que impede afirmar causa direta, mas a consistência dos dados chama atenção.

A adesão ainda é baixa

Mesmo com evidências claras, muitos idosos seguem sem se vacinar. Dados do Centers for Disease Control and Prevention mostram que mais de um terço não tomou a vacina da gripe, menos da metade recebeu a vacina contra RSV e menos de 30% está em dia com o reforço mais recente contra Covid-19.

O recado final

Vacinar idosos não é só evitar uma infecção. É reduzir inflamação, hospitalização, risco cardiovascular e declínio cognitivo. É uma das intervenções mais simples e eficazes para envelhecer melhor.

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