Nova York ficou em primeiro lugar no Global Cities Index 2026, da Oxford Economics, pelo segundo ano seguido. O ranking avaliou as 1.000 maiores cidades do mundo. Mas o recado mais interessante não está no topo da lista, está nos critérios.
Como o ranking é montado
O índice olha cinco áreas, economia, capital humano, qualidade de vida, meio ambiente e governança. Nova York tirou nota máxima em economia, puxada pela concentração de empresas, universidades e empregos bem pagos. Ficou à frente de Londres e Paris.
Seattle, San Francisco, Dublin, Boston, San Jose, Tóquio e Zurique completam o top 10. Os Estados Unidos ocupam cinco das dez primeiras posições.
O calcanhar de Aquiles das grandes metrópoles
Nem tudo é vitória. O relatório aponta que Londres, Dublin e Nova York sofrem com o custo da moradia, o que derruba suas notas de qualidade de vida apesar da renda alta. Já as cidades europeias se destacam justamente em qualidade de vida, meio ambiente e governança.
O mapa está mudando
O ranking também mostra o avanço da Ásia e do Oriente Médio. Dubai e Riad entraram no top 50. A Oxford Economics projeta ainda que, até 2050, cidades chinesas e indianas devem gerar uma fatia do PIB urbano global maior que a da Europa.
É a prova de que o conceito de “bom lugar para viver” virou ativo estratégico. Qualidade de vida e meio ambiente já pesam tanto quanto dinheiro, e isso define onde talentos, empresas e investimentos em bem-estar vão se instalar.
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