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Oura agora quer virar o seu “LifeOS”

A Oura deixou claro na Web Summit: o futuro do anel inteligente vai muito além de monitorar sono e recuperação. Em vez de focar apenas em saúde, a empresa está pavimentando o caminho para algo bem mais ambicioso, tornar-se uma plataforma de identidade digital e pagamentos no cotidiano.

Do bem-estar à autenticação biométrica

No palco do evento, o CEO Tom Hale explicou que a Oura está investindo em tecnologias de chaves digitais, carteiras e sistemas de identidade que usem biometria para reconhecer quem é você — e liberar acesso ao que antes dependia de senha, cartão ou crachá.

Não é um salto no escuro: desde 2020 a empresa vem comprando peças importantes desse quebra-cabeça.
Primeiro, adquiriu a Motiv, fabricante de anéis inteligentes com patentes ligadas à autenticação. Depois, em 2023, comprou a Proxy, especialista em identidade digital. O resultado? A Oura já tem a base tecnológica para transformar o anel em chave de acesso universal.

O desafio agora é de engenharia: colocar tudo isso em um dispositivo minúsculo sem perder bateria, precisão ou conforto.

Muito além da saúde preventiva

Com mais de 5,5 milhões de dispositivos vendidos e uma receita que passa de US$ 1 bilhão, a Oura já domina o território da saúde preventiva. Sua plataforma se expande ano após ano — integrando dados de laboratórios, sincronizando com sensores contínuos de glicose como o Dexcom e oferecendo acompanhamentos contínuos por IA.

A novidade é que esse ecossistema pode se fundir ao mundo real:
entrar no escritório sem crachá, pagar sem carteira, abrir portas sem chave, validar identidade sem documentos. Tudo no mesmo anel que já acompanha seu sono.

O movimento é estratégico e ousado

Enquanto boa parte dos wearables ainda disputa terreno no monitoramento de saúde, a Oura mira algo maior: construir um LifeOS, um sistema operacional pessoal que vive no seu dedo e se integra ao seu dia a dia de maneira invisível.

É um passo alinhado ao que gigantes de tecnologia buscam: um futuro menos dependente de telas, com experiências fluidas e autenticação contínua.

Em resumo

A Oura está deixando de ser apenas “o anel do sono”. Está se posicionando como a próxima chave, carteira e identidade digital, usando o wearable para muito mais do que medir passos ou batimentos.

Se der certo, a pergunta não vai ser mais “qual wearable você usa?”
E sim: “o que o seu wearable destranca?”

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