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Nova tecnologia alemã promete multiplicar por 20 a sobrevivência à parada cardíaca no Brasil

Hoje, uma parada cardíaca no Brasil ainda é quase uma sentença. A taxa de sobrevivência gira em torno de 3%. Pouca gente fala disso, porque é duro. Mas é exatamente aí que a inovação costuma aparecer: no lugar onde o sistema falha.

Agora entra uma alemã na conversa.

A Resuscitec está em negociação avançada para trazer ao país o CARL, um sistema móvel de ressuscitação extracorpórea. Traduzindo para a vida real: uma tecnologia que promete transformar o atendimento de emergência e empurrar a sobrevivência para um outro patamar, com números que chegam a 60% no discurso da operação.

O que tem de diferente no CARL?

A maioria das abordagens de ressuscitação é sobre “fazer o coração voltar”. Ponto.

O CARL tenta ir além: o foco é proteger o cérebro enquanto o corpo está sem oxigênio. Porque, na prática, não adianta “sobreviver” e sair com um dano neurológico que muda a vida inteira.

( Imagem do CARL abaixo )

A tecnologia nasceu de pesquisa clínica no Centro Médico Universitário de Freiburg e, na Europa, já roda em escala: mais de 100 instalações em 12 países, com mais de 800 pacientes tratados.

O recado é claro: a ambição não é só reanimar. É recuperar de verdade.

E como isso chegaria no Brasil?

A estratégia, liderada pela diretora global Natalia Seipel, é montar uma entrada com cara de projeto de infraestrutura, não de “equipamento novo”.

A ideia é negociar com SUS, universidades e hospitais públicos e privados, criando hubs metropolitanos e equipando ambulâncias e até transporte aéreo para formar uma rede regional rápida.

E tem um ponto que muita tecnologia ignora, mas aqui é central: treinamento. Os primeiros treinamentos médicos estariam previstos para começar em 2026.

Porque no cuidado crítico, tecnologia sem time preparado vira só caixa cara.

Mas tudo isso também possui um business por trás

A Resuscitec busca US$ 20 milhões para crescer e desenvolver novas aplicações, como preservação de órgãos e tratamento de traumas.

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