O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira em Porto Alegre o projeto-piloto de oferta de semaglutida, princípio ativo das chamadas canetas emagrecedoras, em hospitais federais pelo SUS o estudo, chamado Real-Bari, vai atender gratuitamente 250 pacientes com obesidade grave acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição na capital gaúcha
O público-alvo são pessoas na fila para cirurgia bariátrica que precisam reduzir peso antes do procedimento a proposta é avaliar ao longo do tempo os efeitos clínicos os custos e a viabilidade de incorporar essa terapia ao SUS
Segundo o ministro Alexandre Padilha o Brasil é pioneiro na utilização do medicamento no sistema público de saúde no primeiro momento a caneta será usada para diabetes e obesidade mas poderá se estender a outras doenças crônicas e até para tratamento de cânceres
Entre os participantes do estudo 91% apresentam obesidade mórbida e apenas 47% possuem condições clínicas para cirurgia bariátrica sendo a hipertensão a doença associada mais frequente durante os dois anos de acompanhamento serão monitorados perda de peso qualidade de vida resultados de exames condições após procedimentos cirúrgicos e custos do tratamento
Guilherme Henrique Panichi, motorista de aplicativo de 39 anos foi o primeiro paciente a receber a aplicação pública da caneta ao lado do ministro Alexandre Padilha ele estava na fila do SUS há mais de mil dias e afirma que o tratamento deve aumentar disposição e participação social
Para participar é necessário estar em acompanhamento médico no GHC ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano e comprovar que dieta e atividade física não trouxeram resultados satisfatórios por no mínimo dois meses além de poder aplicar a medicação sozinho ou com auxílio de cuidador
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