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O número de jovens obesos deve aumentar e atingir 228 milhões até 2040

Novo estudo revela que os índices quadruplicaram nas últimas décadas e preocupam especialistas pelos impactos na saúde futura

Menos tempo brincando ao ar livre, mais horas em frente às telas e hábitos cada vez mais sedentários vêm transformando a rotina de crianças e adolescentes em diferentes partes do mundo. O reflexo dessa mudança já aparece nos consultórios e nas estatísticas de saúde: a obesidade avança em ritmo acelerado entre a população mais jovem e preocupa especialistas pelos impactos que pode gerar ao longo da vida. De acordo com o World Obesity Atlas 2026, a prevalência da condição passou de 4% em 1975 para quase 20% em 2022.  A projeção é que, até 2040, cerca de 228 milhões de jovens entre 5 e 19 anos vivam com obesidade em todo o mundo.

Para o médico Dr. Edson Ramuth, fundador do Emagrecentro, rede de emagrecimento saudável e estética corporal, os números ajudam a explicar por que a obesidade entre a população mais jovem se tornou uma preocupação crescente para especialistas em saúde. “A obesidade é uma condição complexa e multifatorial. Além da alimentação e da atividade física, fatores genéticos, hormonais, emocionais e comportamentais também influenciam o desenvolvimento da doença. Por isso, o cuidado precisa ir além de orientações isoladas e considerar a realidade de cada criança ou jovem, permitindo estratégias mais adequadas para prevenção e acompanhamento ao longo do tempo”, explica.

Na avaliação do especialista, a identificação precoce do excesso de peso amplia as chances de evitar complicações futuras. “Quanto mais cedo a criança ou o jovem recebe orientação adequada, maiores são as possibilidades de corrigir hábitos, prevenir doenças associadas e promover uma relação mais saudável com a alimentação e o próprio corpo. Trata-se de uma condição crônica que exige monitoramento contínuo e uma abordagem individualizada ao longo do tempo”, completa.

Prevenção começa dentro de casa

Para Fernanda Lopes, nutricionista da Six Clínic, iniciativa 100% online dedicada ao cuidado de pessoas com obesidade e sobrepeso, o problema raramente está relacionado a um único hábito. “O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, excesso de telas, poucas horas de sono e a ausência de hábitos alimentares estruturados criam um ambiente favorável ao aumento do peso corporal”, explica.

Segundo a nutricionista, outro equívoco comum é tratar a alimentação saudável como uma medida temporária. “Quando a família adota mudanças apenas por alguns dias ou semanas, os resultados dificilmente se sustentam. A construção de hábitos precisa fazer parte do cotidiano e envolver todos os membros da casa, porque as crianças aprendem principalmente pelo exemplo”, orienta. 

A profissional ressalta ainda que o acompanhamento profissional pode fazer diferença tanto na prevenção quanto no tratamento. “Cada paciente possui necessidades específicas, por isso a orientação de profissionais qualificados ajuda a identificar fatores associados ao excesso de peso e a definir estratégias mais adequadas para cada realidade. A telemedicina também facilita esse acompanhamento, ampliando o acesso ao suporte contínuo e contribuindo para a manutenção de hábitos saudáveis ao longo do tempo”, conclui.

Fonte: Markable

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