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Anéis inteligentes disparam em 2025 e sinalizam virada no mercado de Wearables

Os anéis inteligentes deixaram de ser curiosidade e entraram no radar principal do mercado de wearables. Em 2025, os envios globais da categoria cresceram cerca de 49%, enquanto os smartwatches avançaram apenas 6%, segundo dados do IDC.

O movimento sinaliza uma mudança clara de interesse do consumidor, ainda que a escala siga muito diferente.

Crescimento rápido, escala ainda distante

Mesmo com a aceleração, os smartwatches continuam dominando em volume. Em 2025, foram cerca de 163,5 milhões de unidades enviadas, contra aproximadamente 4,3 milhões de anéis inteligentes. O dado mostra que o mercado não virou, mas entrou em ponto de inflexão.

Os anéis crescem rápido porque ocupam um espaço específico: monitoramento contínuo com menos fricção, menos tela e mais conforto no uso diário.

Oura puxa a categoria

A Oura, pioneira do segmento, é o principal símbolo dessa virada. A empresa atingiu recentemente uma avaliação de US$ 11 bilhões e levantou cerca de US$ 1 bilhão no último ano.

O foco agora vai além do hardware. A Oura vem aprofundando sua camada de dados e diagnósticos, com parcerias estratégicas com Quest Diagnostics e Essence Healthcare, mirando aplicações clínicas e de saúde populacional.

Sensores viram commodity, software vira diferencial

À medida que sensores se tornam mais padronizados, o jogo começa a mudar. O diferencial deixa de ser medir passos, sono ou frequência cardíaca e passa a ser interpretar dados, gerar insights acionáveis e conectar isso a decisões reais de saúde.

Coaching, prevenção, diagnóstico precoce e integração com sistemas de saúde entram como novo campo de batalha.

Além da saúde básica

O futuro dos anéis inteligentes também aponta para usos fora do wellness tradicional. Gestos, autenticação, pagamentos e identidades digitais aparecem como próximos passos. A Oura já explora caminhos ligados a IDs digitais, enquanto novos fabricantes miram em anéis como “companheiros de IA” no dia a dia.

A ideia é simples: transformar o anel de rastreador passivo em utilidade cotidiana.

O sinal do mercado

A discussão já não é mais “pulso ou dedo”. É dados, software e utilidade real. O formato pode mudar, mas quem definir o futuro dos wearables será quem conseguir transformar sinais biológicos em valor prático para a vida das pessoas.

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