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Anticoncepcionais e saúde mental: uma conversa que a medicina precisa aprofundar

Milhões de mulheres iniciam o uso de contraceptivos ainda na adolescência e permanecem utilizando-os por décadas. Em um momento em que a saúde mental ocupa o centro das discussões médicas, talvez seja hora de refletirmos sobre uma pergunta que ainda fazemos pouco: qual é o impacto do uso  contínuo de anticoncepcionais sobre um organismo que funciona de forma integrada?

Há alguns anos, durante uma consulta, ouvi uma paciente dizer algo que me fez refletir.

“Comecei a tomar anticoncepcional aos 15 anos por causa da acne. Hoje tenho 37. Nunca parei. Nunca ninguém perguntou se eu ainda precisava.”

Essa frase ficou comigo.

Não porque seja incomum. Muito pelo contrário. Ela representa a realidade de milhões de mulheres.

Nas últimas décadas, a contracepção medicamentosa deixou de ser apenas um método para evitar uma gestação. Tornou-se uma solução frequentemente utilizada para acne, cólicas menstruais, irregularidade dos ciclos, síndrome dos ovários policísticos e diversas outras situações clínicas. Em muitos casos, o tratamento começa na adolescência e segue por dez, quinze ou vinte anos sem que haja uma nova discussão sobre sua real necessidade.

Naturalizamos esse processo.

E talvez seja justamente aí que esteja o problema.

Não estou propondo um debate simplista entre ser “a favor” ou “contra” o uso desses medicamentos. A medicina raramente funciona em extremos. O que proponho é algo diferente: refletir sobre a banalização de uma intervenção farmacológica capaz de modificar continuamente um dos sistemas mais complexos do organismo humano.

Quando falamos em saúde mental, essa reflexão torna-se ainda mais necessária.

Muito além da contracepção

Durante muitos anos, a conversa sobre anticoncepcionais concentrou-se quase exclusivamente em dois aspectos: eficácia contraceptiva e segurança ginecológica.

Esses temas continuam sendo extremamente importantes.

Mas a ciência avançou.

Hoje sabemos que os hormônios sexuais exercem influência muito além do aparelho reprodutor. Estrógenos e progesterona participam ativamente da fisiologia cerebral, modulando regiões relacionadas à memória, ao comportamento, às emoções, ao sono e à resposta ao estresse.

Não por acaso, encontramos receptores hormonais distribuídos em áreas como o hipocampo, a amígdala e o córtex pré-frontal, estruturas intimamente ligadas à regulação emocional.

Esses hormônios também participam da modulação de neurotransmissores como serotonina, dopamina e GABA, envolvidos na sensação de bem-estar, motivação, ansiedade e estabilidade do humor.

Diante desse conhecimento, parece razoável fazer uma pergunta.

Se reconhecemos que os hormônios influenciam o funcionamento cerebral, por que ainda tratamos seus efeitos emocionais como uma possibilidade secundária ou pouco relevante?

Essa pergunta não significa afirmar que toda mulher desenvolverá alterações emocionais ao utilizar contraceptivos.

Significa reconhecer que essa possibilidade merece ser considerada, investigada e discutida com muito mais atenção do que tem sido até hoje.

O que a literatura científica começou a mostrar.

Nos últimos anos, diversos estudos passaram a investigar essa relação.

Um dos mais conhecidos foi publicado em 2016 na JAMA Psychiatry por Charlotte Skovlund e colaboradores. A pesquisa acompanhou mais de um milhão de mulheres dinamarquesas e observou uma associação entre o uso de contraceptivos e um aumento na prescrição inicial de antidepressivos, especialmente entre adolescentes.

É importante interpretar esses dados com responsabilidade.

O estudo não demonstrou que os contraceptivos causam depressão. Demonstrou uma associação estatística que despertou a atenção da comunidade científica e abriu caminho para novas investigações.

Desde então, outros trabalhos trouxeram resultados semelhantes, enquanto alguns encontraram associações mais discretas ou dependentes do tipo de contraceptivo utilizado, da idade da paciente e de fatores individuais.

Em outras palavras, a literatura ainda está em evolução.

Mas existe um consenso crescente sobre um ponto: a interação entre contraceptivos e saúde mental é complexa demais para ser ignorada ou reduzida a respostas simplistas.

Talvez o maior erro seja tentar responder essa questão com um “sim” ou “não”.

Na medicina, poucas perguntas importantes admitem respostas tão simples.

Nem toda mulher responde da mesma forma

Essa talvez seja a principal mensagem que gostaria de compartilhar.

Ao longo de mais de quatro décadas acompanhando mulheres em diferentes fases da vida, aprendi que duas pacientes podem utilizar exatamente o mesmo medicamento e apresentar experiências completamente diferentes.

Uma pode adaptar-se muito bem.

Outra pode perceber alterações importantes no humor, na disposição, na libido ou na qualidade do sono.

Nenhuma das duas está “errada”.

Elas apenas possuem organismos diferentes.

Infelizmente, ainda existe uma tendência de interpretar essas diferenças como se fossem apenas questões emocionais ou características da personalidade.

Na prática clínica, entretanto, essa conclusão pode ser precipitada.

Cada organismo possui uma história hormonal única, determinada por fatores genéticos, metabólicos, inflamatórios, ambientais e comportamentais.

É justamente por isso que sempre defendi uma visão integrada da fisiologia humana.

Os hormônios não atuam isoladamente.

Eles funcionam como uma grande orquestra.

Quando modificamos um instrumento dessa orquestra durante anos, é natural que outros sistemas também sejam influenciados.

Ignorar essa interação talvez seja uma das maiores simplificações da medicina contemporânea.

Quando deixamos de perguntar “por quê?”

Existe uma pergunta que, na minha opinião, deveria fazer parte de toda consulta de acompanhamento de uma mulher que utiliza contraceptivos há muitos anos.

Essa indicação ainda faz sentido hoje?

Pode parecer uma pergunta simples, mas ela raramente é feita.

Imagine uma adolescente de 14 anos que procura atendimento por causa da acne. Ela recebe uma prescrição de fármacos contraceptivos. O tratamento funciona, a pele melhora e a medicação é mantida. Os anos passam. Aos 20, aos 25 e aos 30 anos, ela continua utilizando o mesmo método. Em muitos casos, essa decisão jamais foi reavaliada de forma ampla. Não porque houve negligência, mas porque, culturalmente, passamos a enxergar essa medicação como algo quase neutro, parte da rotina feminina.

Entretanto, poucas intervenções farmacológicas permanecem por tanto tempo na vida de uma pessoa sem que sejam periodicamente discutidas.

Quando um paciente utiliza um anti-hipertensivo, reavaliamos a dose, a resposta clínica, os efeitos adversos e até a necessidade de manter aquele tratamento. O mesmo acontece com medicamentos para diabetes, doenças autoimunes ou transtornos psiquiátricos.

Com os fármacos contraceptivos, porém, muitas vezes seguimos um caminho diferente. A renovação da receita passa a ser quase automática. Ainda mais crítico, essas medicações são adquiridas até mesmo sem receita médica.

Talvez esse seja um dos maiores pontos de reflexão.

Não porque toda mulher precise interromper o uso.

Mas porque toda mulher merece ter a oportunidade de decidir novamente, com base no momento atual da sua vida, e não apenas na indicação feita anos atrás.

O cérebro também participa dessa decisão

Existe uma ideia que ainda persiste no imaginário popular de que os hormônios femininos atuam apenas sobre o útero e os ovários.

Hoje sabemos que isso não corresponde à realidade.

O cérebro é um dos órgãos mais sensíveis às oscilações hormonais.

Basta observar o que acontece naturalmente durante o ciclo menstrual, no puerpério ou na transição para a menopausa. Em todas essas fases, alterações hormonais podem repercutir sobre humor, ansiedade, memória, sono, motivação e percepção de bem-estar.

Isso acontece porque estrógenos e progesterona participam da regulação de diversos sistemas neuroquímicos. Eles influenciam neurotransmissores como serotonina, dopamina, noradrenalina e GABA, além de interferirem na neuroplasticidade, na resposta inflamatória cerebral e até na forma como reagimos ao estresse.

Se reconhecemos essa influência quando falamos da menopausa ou da depressão pós-parto, por que tantas vezes deixamos de considerá-la quando a alteração hormonal decorre de uma intervenção farmacológica contínua?

Essa não é uma pergunta ideológica.

É uma pergunta fisiológica.

O que a paciente sente também é evidência clínica

Existe outro aspecto que merece atenção.

Nem toda evidência científica nasce dentro de um laboratório.

A prática clínica também produz perguntas importantes.

Ao longo da minha trajetória, acompanhei inúmeras mulheres que relatavam uma mudança muito clara depois do início do uso de fármacos contraceptivos.

Algumas descreviam uma redução progressiva da libido.

Outras falavam de uma sensação difícil de explicar.

“É como se eu tivesse perdido um pouco de mim.”

Algumas relatavam maior irritabilidade.

Outras diziam que passaram a sentir menos entusiasmo pelas coisas.

É importante dizer que esses relatos não significam, por si só, uma relação de causa e efeito.

Mas também não deveriam ser descartados simplesmente porque não aparecem em um exame laboratorial.

Na medicina, sintomas fazem parte da investigação.

Escutar continua sendo uma das ferramentas diagnósticas mais importantes que possuímos.

E talvez tenhamos perdido um pouco desse hábito em uma época em que exames e protocolos passaram a ocupar quase todo o espaço da consulta.

Individualizar continua sendo um ato de ciência

Existe uma tendência de transformar debates complexos em disputas entre extremos.

Ou o anticoncepcional é completamente seguro, 

ou é responsável por todos os problemas.

Nenhuma dessas posições me parece científica.

A medicina evolui justamente quando aceita que diferentes pacientes respondem de maneiras diferentes à mesma intervenção.

Uma mulher pode utilizar um contraceptivo durante anos sem apresentar qualquer repercussão perceptível.

Outra pode experimentar mudanças importantes no humor, na energia, na libido ou na qualidade de vida.

Ambas existem e ambas precisam ser respeitadas.

O papel do médico não é encaixar todas as pacientes na mesma resposta.

É compreender por que aquela mulher responde daquela maneira.

É por isso que, ao longo da minha carreira, passei a enxergar o organismo como uma grande integração de sistemas. Os hormônios não funcionam isoladamente. Eles conversam entre si, dialogam com o sistema nervoso, com o metabolismo, com o intestino, com o sistema imunológico e com inúmeros outros mecanismos fisiológicos.

Essa visão integrada, que costumo chamar de Orquestra Hormonal, parte de um princípio simples: quando modificamos continuamente um dos instrumentos da orquestra, precisamos observar como toda a música está sendo executada.

Olhar apenas para um único instrumento pode fazer com que percamos a harmonia do conjunto.

Quando a saúde mental passa a ser tratada apenas como um problema psiquiátrico

Talvez uma das maiores consequências dessa discussão seja justamente a forma como interpretamos os sintomas.

Quando uma mulher apresenta ansiedade, irritabilidade, tristeza persistente ou perda de libido, nossa primeira hipótese costuma ser um transtorno emocional.

Essa investigação é importante e, muitas vezes, necessária.

Mas ela não deveria excluir uma pergunta igualmente relevante.

Existe algum fator fisiológico contribuindo para esse quadro?

Em alguns casos, essa resposta pode ser positiva. Em outros, não.

Mas deixar de fazer essa pergunta significa abrir mão de compreender o paciente em sua totalidade.

Saúde mental não é construída apenas pela mente.

Ela também é influenciada pela qualidade do sono, pela alimentação, pela atividade física, pelo estresse crônico, pela inflamação e, inevitavelmente, pela fisiologia hormonal.

Quanto mais aprendemos sobre o funcionamento integrado do organismo, mais percebemos que separar corpo e cérebro talvez tenha sido uma das simplificações mais caras da medicina moderna.

Planejamento familiar não deveria ser uma responsabilidade exclusivamente feminina

Existe outro aspecto dessa discussão que me incomoda há muitos anos e que vai muito além da fisiologia.

É a forma como a responsabilidade pela contracepção foi, ao longo do tempo, transferida quase integralmente para a mulher.

É ela quem inicia o anticoncepcional, muitas vezes ainda na adolescência.

É ela quem se adapta aos efeitos esperados e, eventualmente, aos efeitos indesejados.

É ela quem precisa lembrar da medicação todos os dias, trocar dispositivos, realizar acompanhamentos periódicos e, muitas vezes, conviver silenciosamente com alterações que nem sempre associa ao método utilizado.

Enquanto isso, pouco se fala sobre a participação do parceiro nessa decisão.

Planejamento familiar, por definição, deveria ser uma construção do casal.

A decisão sobre qual método utilizar precisa considerar não apenas a eficácia contraceptiva, mas também o momento de vida, os objetivos reprodutivos, a saúde física e emocional da mulher e as possibilidades existentes para ambos.

A medicina evoluiu muito nas últimas décadas e hoje dispõe de diferentes estratégias contraceptivas. Métodos de barreira, dispositivos intrauterinos não medicados, métodos comportamentais baseados no reconhecimento da fertilidade, quando bem indicados e conduzidos, e, nos casos em que o projeto reprodutivo já foi concluído, a vasectomia representam alternativas que merecem fazer parte da conversa.

Meu objetivo não é defender um método específico. É defender que a escolha deixe de ser automática.

Uma decisão que pode acompanhar uma mulher por vinte ou trinta anos merece reflexão, informação e reavaliações periódicas.

Os contraceptivos não devem ser demonizados. Mas também não podem ser banalizados.

Ao longo da leitura deste artigo, talvez alguns leitores tenham se perguntado se sou contra a contracepção medicamentosa.

A resposta é simples.

Sou contra qualquer intervenção médica que deixe de ser individualizada.

Os contraceptivos representam um importante avanço da medicina e têm indicações muito bem estabelecidas. Para muitas mulheres, podem ser uma escolha adequada e segura.

O problema começa quando uma ferramenta terapêutica passa a ser encarada como solução universal.

Na medicina, aquilo que serve para todos costuma não servir perfeitamente para ninguém.

É exatamente por isso que acredito tanto na individualização.

Nenhum protocolo conhece melhor uma mulher do que sua própria história clínica.

Nenhum algoritmo substitui uma boa consulta.

Nenhum exame consegue resumir toda a complexidade do organismo humano.

Quando simplificamos sistemas complexos, inevitavelmente deixamos de enxergar parte da realidade.

Depois de mais de quarenta anos de consultório…

Depois de mais de quatro décadas acompanhando mulheres em diferentes fases da vida, uma convicção se fortaleceu em mim.

Os hormônios nunca atuam isoladamente.

Eles fazem parte de uma rede sofisticada de comunicação entre cérebro, metabolismo, sistema imunológico, intestino, sono e comportamento.

Essa integração sempre me levou a enxergar o organismo como uma grande orquestra.

Quando um instrumento desafina, dificilmente apenas ele será afetado.

A harmonia de toda a música pode mudar.

Por isso, acredito que toda intervenção hormonal merece ser encarada com respeito.

Respeito à fisiologia. À individualidade. E, principalmente, respeito à mulher que viverá diariamente com as consequências daquela escolha.

Talvez esse seja o maior ensinamento que o consultório me deu.

Não existem pacientes iguais.

Portanto, não deveriam existir decisões tomadas da mesma forma para todas elas.

Uma reflexão para médicos, mulheres e casais

Aos médicos, deixo um convite.

Talvez seja o momento de ampliarmos nossa escuta.

Nem toda alteração de humor será consequência dos contraceptivos.

Mas também nem toda alteração emocional deve ser automaticamente atribuída ao estresse, à rotina ou a um transtorno psiquiátrico sem que a história hormonal daquela paciente seja cuidadosamente considerada.

Individualizar não significa abandonar a ciência.

Significa aplicá-la da forma como ela foi concebida: respeitando a singularidade de cada pessoa.

Às mulheres, deixo uma mensagem de autonomia.

Perguntem. Questionem. Reavaliem.

Se o método escolhido continua fazendo sentido para a fase de vida em que vocês estão, ótimo.

Mas essa decisão merece ser revisitada periodicamente.

Não porque exista um método perfeito. Mas porque vocês mudam ao longo da vida.

E aquilo que fazia sentido aos dezesseis anos pode não ser a melhor escolha aos trinta e cinco.

Aos parceiros, deixo uma reflexão igualmente importante.

Planejamento familiar nunca deveria ser um peso carregado apenas pela mulher.

Contracepção é uma decisão do casal.

Também é responsabilidade do casal conhecer alternativas, dividir escolhas e compreender que preservar a saúde da mulher faz parte do compromisso compartilhado de construir uma família.

Conclusão

Costumo dizer que uma das maiores virtudes da medicina é a capacidade de fazer perguntas melhores.

Durante muito tempo perguntamos apenas qual método era mais eficaz para evitar uma gestação.

Hoje talvez seja hora de ampliar essa conversa.

Qual é o impacto dessa escolha sobre a qualidade de vida da mulher? Sobre sua saúde mental? Sobre sua sexualidade? Sobre seu bem-estar ao longo dos anos?

Nenhuma dessas perguntas invalida os benefícios dos contraceptivos.

Elas apenas lembram que estamos falando de um organismo extraordinariamente complexo.

Na minha visão, a medicina do futuro não será aquela que criará mais medicamentos.

Será aquela que aprenderá a individualizar melhor suas decisões.

E talvez a maior demonstração de respeito que possamos oferecer às mulheres seja justamente esta: nunca transformar uma decisão tão importante em um hábito automático.

Porque cuidar da saúde também significa ter a liberdade de revisitar escolhas, fazer novas perguntas e construir caminhos que respeitem não apenas a eficácia de um tratamento, mas também a pessoa que viverá com ele todos os dias.

Referências

* Skovlund CW et al. Association of Hormonal Contraception With Depression. JAMA

Psychiatry. 2016.

* Zettermark S et al. Hormonal contraception and antidepressant use. Acta Psychiatr

Scand.

* McEwen BS, Milner TA. Understanding the broad influence of sex hormones and sex

differences in the brain. Journal of Neuroscience Research.

* Brinton RD. Estrogen regulation of glucose metabolism and mitochondrial function.

Advances in Drug Delivery Reviews.

* World Health Organization. Family Planning/Contraception.

* American College of Obstetricians and Gynecologists. Practice Bulletins on Hormonal

Contraception.

* Faculty of Sexual and Reproductive Healthcare. Clinical Guidelines.

Dr. Ítalo Rachid é médico há quatro décadas, ginecologista de formação, professor e palestrante internacional. Autor de livros na área de saúde hormonal, desenvolveu os

conceitos de Hierarquia Hormonal e Orquestra Hormonal, propondo uma leitura integrada da fisiologia humana que valoriza a interação entre os sistemas do organismo. Ao longo de sua trajetória, participou da formação de milhares de médicos e defende uma medicina baseada em ciência, raciocínio clínico e individualidade do paciente. Pai de quatro filhas, acredita que a medicina humanizada continua sendo o caminho para promover saúde e longevidade.

CRM-CE 4554 | RQE 8626 | CRM-SP 114612

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