SUS pode começar a ofecer “touca gelada” para diminuir queda de cabelo da quimioterapia

Tratar o câncer sem perder a própria imagem no espelho pode deixar de ser privilégio. O SUS pode passar a oferecer a “touca gelada”, tecnologia que reduz a queda de cabelo causada pela quimioterapia. O Ministério da Saúde abriu uma consulta pública, publicada no Diário Oficial na quarta-feira (16), e a população tem 20 dias para enviar contribuições. A proposta é voltada a mulheres com câncer de mama em quimioterapia. O nome técnico é resfriamento automatizado do couro cabeludo. O que acontece durante a sessão? A touca esfria o couro cabeludo enquanto o remédio é aplicado. O frio contrai os vasos sanguíneos da região. Menos medicamento chega à raiz dos fios, e menos cabelo cai. Os números animam. Um estudo publicado em 2026 com 152 pacientes com câncer de mama encontrou cabelo preservado em 74,5% das mulheres que usaram o sistema. A técnica também é recomendada pela NCCN, entidade americana que reúne centros de tratamento de câncer. Mas não é uma solução mágica. O resultado muda de paciente para paciente, a touca não impede a queda em todos os casos e o tipo de quimioterapia também interfere. Por que isso é maior do que estética? Para muitas mulheres, a perda de cabelo é o momento em que a doença se torna pública. Um projeto de lei federal sobre o tema destaca justamente que a queda capilar está entre os efeitos colaterais mais temidos e afeta diretamente a autoestima e a saúde emocional das pacientes. Cuidar disso é tratar a pessoa de forma holística, e não apenas o tumor. camara Uma empresa brasileira no centro do jogo A tecnologia já é usada em alguns serviços públicos do país. O pedido para levá-la a todo o SUS partiu da Fabinject, empresa brasileira. É um sinal claro de que a inovação nacional em saúde pode ganhar escala pela porta da incorporação pública. O caminho agora é técnico. Depois da consulta, a Conitec, comissão que avalia o que entra no SUS, analisa as contribuições e emite a recomendação final. O processo segue então para decisão do secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde. Quem quiser participar pode acessar a página de consultas públicas da Conitec no portal gov.br. www É a prova de que o cuidado oncológico do futuro olha para a experiência completa da paciente. Tratar bem também é permitir que ela continue se reconhecendo durante a jornada. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
USP vai usar desempenho das faculdades como fator na seleção para residência médica

A faculdade onde você se formou acaba de entrar na disputa por uma vaga de residência na USP. A Faculdade de Medicina da universidade vai considerar a instituição de origem do candidato na seleção para ingresso em março de 2027. A regra está no edital publicado na sexta-feira, 18 de setembro. A residência é a especialização que o médico faz depois de formado, e a da USP está entre as mais disputadas do país. Nesta seleção são 864 vagas distribuídas em 115 programas. No processo anterior, eram cerca de 743 vagas para 9.103 inscritos. Como a regra funciona na prática? O critério usa o ENAMED, a prova nacional que avalia os cursos de medicina. A nota individual do candidato não entra na conta. O que vale é o conceito que a faculdade dele recebeu em 2025. Esse conceito funciona como multiplicador da nota do currículo. Conceito 5 aplica fator 1,20. Conceito 4 aplica 1,10. Conceitos 1, 2 e 3 ficam em 1,00. A nota tem teto de 100 pontos. Um candidato com currículo de 80 pontos sobe para 96 se veio de uma faculdade conceito 5. Com conceito 4, vai a 88. Nos demais casos, continua com 80. Parece pouco, mas pode decidir o jogo O peso na nota final é pequeno. A prova objetiva vale 9 e o currículo vale 1. No exemplo acima, a diferença final chega a 1,6 ponto. Só que em programas com mais de 70 candidatos por vaga, esse detalhe pode separar aprovado de reprovado. E a USP não está sozinha. A Faculdade de Medicina de Jundiaí também passou a dar pontos extras conforme o conceito da faculdade no ENAMED. O governo prevê que, a partir de 2027, o exame aconteça duas vezes por ano e seja integrado à seleção nacional de residência. O que muda para o mercado de educação médica? Esse é o movimento que merece atenção. O ENAMED deixa de ser apenas um indicador regulatório e vira ativo competitivo. Uma nota ruim da instituição passa a custar pontos concretos aos formados dela. Para as faculdades, a qualidade medida no exame vira argumento de captação. Para o aluno, a escolha do curso ganha uma camada estratégica que vai até a especialização. É a prova de que, na saúde, a reputação institucional está virando moeda. E quem forma médicos vai ter que mostrar resultado para continuar em campo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Os 10 anos mais importantes para sua saúde e longevidade acontecem dos 36 aos 46

A velha ideia de que a conta da saúde só chega depois dos 50 está com os dias contados. Uma pesquisa finlandesa aponta que os anos entre 36 e 46 formam uma das janelas mais decisivas para a saúde a longo prazo. É nessa fase que o corpo começa a cobrar, com juros, pelos hábitos das décadas anteriores. O que a pesquisa encontrou? Os cientistas acompanharam centenas de pessoas nascidas em 1959 na cidade de Jyväskylä, com avaliações aos 27, 36, 42, 50 e 61 anos. Foram 326 participantes na primeira avaliação e 206 nas etapas seguintes. O trabalho foi publicado na revista Annals of Medicine. A análise foi além da balança. A saúde física foi medida por um índice de risco metabólico que reúne pressão arterial, circunferência da cintura, glicose, colesterol e outras gorduras no sangue. A saúde mental entrou por questionários sobre sintomas de depressão e bem-estar psicológico. O resultado é direto. Quem fumava, bebia muito e treinava uma vez por semana ou menos já apresentava saúde física e mental pior por volta dos 36 anos. E o estrago era maior em quem sustentou esses hábitos por muito tempo. Cada hábito ataca um flanco diferente Aqui mora o insight mais estratégico do estudo. O sedentarismo pesou mais no corpo. O cigarro pesou mais na mente. O álcool atingiu os dois lados. No dia a dia, os sinais são conhecidos por qualquer executivo nessa faixa etária. Uma noite mal dormida derruba o dia seguinte inteiro. Uma semana sem treino já faz falta. A recuperação fica mais lenta. É o fim da fase em que dava para viver das reservas da juventude. Por que isso importa para empresas e para o mercado? Pense em quem está entre 36 e 46 anos numa empresa. São gestores e líderes no auge da carreira, justamente quando a performance cobra mais. Programas de saúde corporativa que olham só para o check-up anual perdem o timing. A janela de prevenção está aberta antes, e quem entra em quadra nessa fase protege desempenho, engajamento e retenção de talentos. A autora do estudo, a pesquisadora em longevidade Tiia Kekäläinen, defende atacar tabagismo, excesso de álcool e sedentarismo o mais cedo possível, antes que o dano se acumule. Isso não significa que o corpo vira uma chave aos 36. Ainda dá para construir força e bons hábitos nessa fase. Há uma ressalva importante. Os pesquisadores afirmam que os resultados valem principalmente para quem nasceu no fim dos anos 50 e 60. Em gerações mais novas, o efeito pode ser diferente. A longevidade do futuro é menos sobre reverter danos aos 60 e mais sobre jogar bem a partida dos 40. Quem entende isso, pessoa ou empresa, sai na frente. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
O novo ritual de saúde e bem-estar das novas gerações é tomar banho no escuro

Esqueça a rotina de skincare com dez etapas. A nova aposta das redes para desacelerar é apagar a luz do banheiro. Batizada de “dark showering”, ou banho no escuro, a tendência ganhou força no TikTok e no Instagram com uma proposta quase provocativa para um setor acostumado a vender mais passos, mais produtos e mais estímulos. O ritual é simples. Sai a luz forte do teto e entram velas, luminárias de sal ou nenhuma iluminação. Sabonete, xampu e hidratante continuam os mesmos. O que muda é o ambiente, e com ele a função do banho, que deixa de ser tarefa e vira alguns minutos de pausa. Por que menos luz faz tanta diferença? Existe uma lógica fisiológica por trás do movimento. Com menos estímulo visual, o sistema nervoso encontra um caminho mais curto para desacelerar. Evitar luz forte à noite também protege a melatonina, o hormônio que prepara o corpo para o sono. O psiquiatra americano Daniel Amen explica que luz intensa e luz azul elevam o cortisol e derrubam a melatonina, enquanto a iluminação baixa ativa o sistema nervoso parassimpático e coloca o corpo em modo de relaxamento. pharmacydaily A água quente entra como reforço. Pesquisas indicam que um banho quente cerca de uma hora antes de deitar pode reduzir o cortisol, o hormônio do estresse. E a ideia não nasceu no feed. Rituais de banho japoneses e ayurvédicos já apostavam na pouca luz para induzir descanso. A especialista em Ayurveda Nidhi Pandya chega a descrever a prática como um casulo sensorial que avisa ao corpo que é hora de relaxar. xataka Onde está a oportunidade? Aqui está a virada de chave para quem joga nesse mercado. O banho no escuro não depende de nenhum produto novo. Ele vende ambiente, ritual e sensação. Isso abre espaço para marcas de iluminação, aromaterapia, hotelaria e spas que entenderem que o consumidor quer menos estímulo, e não mais uma etapa na rotina. Mas o jogo exige responsabilidade. Ainda não existem estudos específicos sobre o banho no escuro. Especialistas também alertam que o breu total aumenta o risco de quedas e lesões. A recomendação é luz baixa e quente, nunca escuridão completa. Quem for comunicar a tendência precisa carregar essa ressalva junto. É a prova de que o autocuidado do futuro é menos acúmulo e mais subtração. Às vezes, a melhor inovação em bem-estar é tirar algo da rotina, e não colocar. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Uma das marcas de suplementos mais conhecidas do Brasil acaba de trocar a prateleira pelo cabide.

O Vitafor® Group apresentou em 16 de setembro, com desfile na Casa Charlô, em São Paulo, a Vitafor.co, sua primeira marca de vestuário wellness. São 54 peças femininas e masculinas. E o ponto de partida da coleção não foi a passarela. Foi a fórmula. Por que uma empresa de suplementos foi parar no guarda-roupa? Porque o jogo mudou de lugar. O athleisure, a roupa que transita entre o treino e a rotina urbana, avança 10,3% ao ano no Brasil e deve chegar a US$ 6 bilhões, cerca de R$ 31 bilhões, até 2033, segundo a Grand View Research. No mundo, a projeção da Dimension para o mesmo período é de US$ 900 bilhões. Esses números contam uma história maior do que a da moda. O bem-estar deixou de caber em uma categoria e passou a ocupar o dia inteiro do consumidor. Para quem vende saúde, a disputa já não é só pelo espaço na prateleira, é pela presença na rotina. “A saúde deixou de ser apenas o que consumimos. A Vitafor.co nasce para traduzir essa evolução, ampliando o cuidado com o bem-estar para além da suplementação, agora também na forma como nos vestimos”, afirma Débora Dutra, diretora de marketing do Vitafor® Group e fundadora da nova marca. A fórmula virou coleção Cada linha nasceu de um suplemento do portfólio. Isofort® leva a lógica de construção muscular e performance para tecidos tecnológicos e modelagens anatômicas. Omegafor® Plus inspira peças focadas em equilíbrio e fluidez de movimento. Simfort® traduz a ideia de bem-estar contínuo, enquanto V-Fort® Ultra e V-Coffee® Energy Boost representam momentos diferentes da preparação física e mental. O conceito vem acompanhado de entrega técnica. As peças oferecem alta respirabilidade, compressão equilibrada, termorregulação e elasticidade, e foram pensadas para musculação, corrida, yoga, pilates, caminhada e também para o uso casual. Aqui está a virada de chave. O maior risco de qualquer extensão de marca é parecer um logo estampado em camiseta. Ao amarrar cada peça a um produto que o consumidor já conhece, a Vitafor transforma a roupa em vitrine do suplemento e o suplemento em repertório para a roupa. Segundo a empresa, é a primeira vez que uma companhia de suplementação nutricional cruza essa fronteira usando a composição dos próprios produtos como matéria-prima conceitual. Trata-se de um ecossistema pensado meticulosamente A Vitafor.co não é um movimento isolado. O grupo vem abrindo frentes em sequência, com a Vitafor Europe, sediada em Portugal e com e-commerce para o consumo internacional, e com a Fitzei, sua marca de snacks saudáveis. Agora soma o vestuário a um portfólio de mais de 270 suplementos. E leva para a moda um ativo difícil de copiar. Desde 2015, a Vitafor ocupa o primeiro lugar no Top of Mind das marcas mais reconhecidas pelos profissionais de saúde do Brasil na categoria suplementos, com fábrica própria de mais de 18 mil metros quadrados em Araçoiaba da Serra e laboratório de análises interno, o VLabor. Não por acaso, o lançamento foi desenhado para reunir profissionais da saúde, lojistas parceiros e influenciadores. É a rede que construiu a reputação da marca, agora convidada a enxergá-la em outro formato. O recado para o mercado é claro. No bem-estar, a fronteira entre categorias está cada vez mais fina, e quem tem credibilidade acumulada pode usar esse lastro como trampolim para novos territórios. “A performance não começa apenas no treino, mas nas escolhas que fazemos ao longo da rotina”, resume Débora. A marca de wellness do futuro é menos fabricante de produto e mais parceira de rotina, presente no que você toma, no que você come e, agora, no que você veste. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Você sabe o que precisa fazer pela sua saúde. Então por que é tão difícil manter?

A rotina de wellness ficou mais completa, mas também mais difícil de sustentar. Treinar, comer bem, recuperar o corpo, cuidar da mente e dormir melhor parecem escolhas simples isoladamente. O problema começa quando todas elas precisam caber na mesma agenda. É aí que entra uma questão pouco discutida. Quanto da sua energia é realmente usada para cuidar da sua saúde e quanto é gasta para conseguir chegar até ela? Um treino pode exigir deslocamento. O recovery pede outro compromisso. Comprar opções mais saudáveis significa mais uma parada. Encontrar silêncio para desacelerar pode ser um desafio em uma cidade como São Paulo. Aos poucos, cuidar de si também vira uma questão de logística. O movimento do wellness começa a apontar para outra direção. Em vez de adicionar mais uma tarefa à rotina, a próxima evolução pode estar em retirar as barreiras que tornam uma vida mais saudável difícil de manter. E se cuidar de você pudesse exigir menos esforço? O conceito por trás do novo Well Home, da Living, marca do grupo Cyrela especialista em construir bem-estar, parte justamente dessa lógica. Em vez de concentrar o wellness em uma única experiência, o empreendimento foi pensado para aproximar diferentes dimensões do bem-estar da rotina de quem mora ali. O projeto reúne movimento, recovery e espaços voltados à mente. São duas academias Matrix, sendo uma no rooftop, além de uma sala de yoga, dança e meditação, sauna, banho de resfriamento e sala demassagem, A lógica muda. O wellness deixa de depender apenas da força de vontade e passa a estar mais integrado ao ambiente e à rotina. O verdadeiro luxo pode ser recuperar o seu tempo Existe uma moeda cada vez mais disputada na vida urbana. Não é apenas dinheiro. É tempo. Quando diferentes experiências de saúde e bem-estar estão mais próximas, diminui também o custo invisível de chegar até elas. O que antes exigia deslocamento, planejamento e mais uma decisão na agenda pode fazer parte de uma mesma rotina. Essa ideia aparece em diferentes pontos do Well Home. O recovery foi estruturado como um circuito de experiências que combina sauna seca, ducha de resfriamento e espaços para massagem e relaxamento. Até a chegada em casa entra nessa equação. O lobby foi concebido como uma transição de descompressão entre a cidade e o espaço privado, com pé-direito de 5 metros, vegetação, iluminação natural e curadoria de materiais, cores e texturas que dão a sensação de relaxamento e bem-estar antes mesmo de você abrir a porta do apartamento. É uma mudança sutil, mas estratégica. Quando o ambiente reduz etapas, o comportamento desejado torna-se mais fácil de repetir. Sua casa pode participar da sua rotina, não apenas abrigá-la O conceito também chega à escala do apartamento. As unidades foram planejadas para integrar os ambientes, ampliar a entrada de luz natural e criar espaços dedicados ao autocuidado. O projeto ainda prevê recursos de smart home wellness, com infraestrutura para programação de iluminação e climatização de acordo com diferentes momentos da rotina, como modo sono e modo bom dia. A proposta da Living é construir o bem-estar de forma intencional. Não como uma amenidade isolada, mas como algo pensado desde a implantação do edifício até a experiência dentro da unidade. E talvez essa seja a virada mais interessante. O wellness não precisa necessariamente ocupar mais espaço na sua agenda. Ele pode começar ocupando melhor o espaço onde sua vida já acontece. Se a sua rotina de saúde ainda está espalhada pela cidade, talvez esteja na hora de juntar tudo num único endereço. Conheça o Well Home 👉https://www.meuliving.com.br/empreendimentos/well-home Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A FDA autorizou um tratamento que ataca lesões de endometriose enquanto preserva a fertilidade

O FDA acaba de liberar os primeiros testes em humanos do ENDO-205, um remédio feito exclusivamente para atacar a endometriose. É o primeiro tratamento não hormonal desenvolvido especificamente para essa doença, e isso muda o tabuleiro para um mercado que carente de inovação real. Por que tratar hormônio deixou de ser suficiente Os remédios usados hoje mexem no sistema hormonal para frear a endometriose. Isso trava a ovulação e pode atrapalhar quem quer engravidar, um efeito colateral que pesa muito na vida de quem já enfrenta uma doença crônica dolorosa. O ENDO-205 propõe outro caminho. Ele é um peptídeo, uma proteína pequena treinada para grudar só nas lesões da doença. A ideia é destruir o tecido doente sem tocar no equilíbrio hormonal do corpo, indo direto na causa em vez de apenas conter o avanço. O que os testes em animais já mostraram Nos testes com animais, o remédio eliminou as lesões e reduziu a inflamação, sem afetar o tecido saudável ao redor. Esse resultado indica um jeito de tratar a causa da doença, não só o sintoma, algo raro nesse campo até aqui. É importante ter clareza sobre o estágio atual. Esses resultados ainda são de laboratório e animais. A liberação do FDA autoriza apenas a primeira fase de testes em humanos, com foco em segurança, não em eficácia. O caminho até a aprovação final ainda é longo. Um mercado de 190 milhões de mulheres esperando por opções Endometriose afeta mais de 190 milhões de mulheres no mundo, e a maioria convive com opções de tratamento limitadas e cheias de efeitos colaterais. Se o ENDO-205 funcionar em humanos, ele pode virar o primeiro remédio capaz de tratar a doença sem interferir na fertilidade. É a prova de que a saúde da mulher deixou de ser um nicho esquecido pela indústria farmacêutica e virou território de inovação de verdade. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Adidas lança jaquetas de couro em parceria com Pokemon

A adidas Originals acaba de provar que nostalgia gamer vende, e vende caro. A marca lançou uma linha de jaquetas de couro inspirada em Pokémon para marcar os 30 anos da franquia, e a jogada diz muito sobre para onde caminha o consumo de moda entre quem cresceu com controle na mão. Três lendas, três jaquetas São três modelos, cada um estampando um personagem icônico. Charizard, Pikachu e Gengar ganham versões próprias, com as cores de cada Pokémon aplicadas ao couro e um patch enorme de chenille, aquele bordado felpudo bem característico, estampado nas costas. A coleção já está à venda em lojas selecionadas da adidas Originals por US$ 280. Um lançamento mais amplo chega em 22 de setembro, trazendo mais três modelos de tênis dentro da colaboração completa. Streetwear virou porta de entrada para franquias de games O movimento mostra como a moda de rua se transformou na ponte entre entretenimento e consumo. Pokémon deixou de ser só nostalgia guardada na gaveta e virou peça de guarda-roupa, algo para usar na rua, não só para lembrar. Marcas de moda estão de olho num público específico. Quem jogou e assistiu Pokémon nos anos 90 e 2000 hoje tem poder de compra e quer carregar essa nostalgia para o dia a dia, de forma tangível e visível. Um produto para várias gerações ao mesmo tempo A coleção também tem versão infantil, o que amplia o alcance entre diferentes faixas etárias. Pai e filho podem vestir a mesma franquia, cada um na sua jaqueta. Isso mostra que o apelo do personagem atravessa gerações, e que marcas espertas sabem transformar esse elo emocional em faturamento recorrente. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Um estudo relacionou as canetas emagrecedoras com pensamentos depressivos

Emagrecer com ajuda de remédio virou rotina para milhões de pessoas, mas um estudo sul-coreano acende um alerta que o mercado de bem-estar não pode ignorar. Pesquisadores do Asan Medical Center encontraram uma ligação entre o uso de medicamentos prescritos para perda de peso e sintomas de saúde mental, principalmente entre quem reganha o peso que havia perdido. O que os números revelam O time analisou dados de 27.741 adultos, coletados entre 2013 e 2022. Desse universo, 846 pessoas, cerca de 3%, usaram remédio prescrito por médico para perder ou manter peso. Quem passou por esse tratamento teve 2,7 vezes mais chance de relatar pensamentos suicidas, na comparação com quem nunca usou a medicação. O dado que mais chama atenção vem de um recorte específico. Entre as pessoas que reganharam o peso perdido, essa chance sobe para 4,2 vezes. O corpo até responde ao remédio, mas a cabeça carrega um peso que a balança não mostra. Correlação não é sentença, mas o mercado precisa prestar atenção Os próprios pesquisadores fazem questão de frisar um ponto importante. O estudo é observacional, então ele mostra uma relação entre dois fatores, não comprova que um causa o outro. A frustração de não atingir a meta de peso pode pesar tanto quanto qualquer efeito direto da substância no organismo. Vale lembrar também que os dados são de um período anterior à popularização dos remédios mais usados hoje. Isso não invalida o alerta, apenas pede cautela na hora de generalizar o resultado para toda a categoria de medicamentos atual. O que isso significa para quem constrói produtos de bem-estar Para clínicas, farmacêuticas e programas de saúde corporativa que apostam fichas nos remédios para emagrecimento, o recado é direto. Tratar peso sem tratar mente é jogar pela metade. O produto vencedor dessa próxima década provavelmente não é o remédio isolado, é o pacote que junta acompanhamento nutricional, suporte psicológico e metas realistas desde o primeiro dia. Saúde mental precisa entrar na conversa sobre emagrecimento com o mesmo peso que o número na balança. Quem construir esse cuidado integrado sai na frente, tanto na retenção de pacientes quanto na reputação da marca. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Anvisa aprova 12 canetas novas para emagrecer e controlar diabetes em 2026

A velha lógica de um único dono do mercado de emagrecimento está com os dias contados no Brasil. A Anvisa aprovou em 2026 doze novas canetas injetáveis para diabetes tipo 2 e obesidade, sendo dez à base de semaglutida e duas de liraglutida. O gatilho foi a queda da exclusividade da semaglutida em 20 de março, que abriu a porteira para genéricos e similares de outras farmacêuticas entrarem em um território que a Novo Nordisk dominava sozinha. A corrida começou no dia seguinte à queda da patente O primeiro a cruzar a linha foi o Ozivy, da EMS, aprovado em 26 de maio e incorporado à Lista de Medicamentos de Referência da Anvisa em 10 de julho. Em 29 de julho vieram cinco registros de uma vez, com Semavy, Owozy, Zempneo, Seemasun e Orsema. Agosto trouxe mais quatro, incluindo Semaclique e Yluméc. Em setembro, a agência aprovou dois genéricos de liraglutida produzidos pela EMS. O mercado já vinha se mexendo antes disso. Desde outubro de 2025, a Eurofarma comercializa o Extensior e o Poviztra, em parceria com a própria Novo Nordisk, produtos idênticos ao Ozempic e ao Wegovy. Ou seja, a fila de concorrentes começou a se formar antes mesmo da largada oficial. O que a concorrência faz com o preço O Ozempic custa entre R$ 975, nas apresentações de 0,25 mg e 0,5 mg pelo programa Preço NovoDia no comércio eletrônico, e R$ 999 na versão de 1 mg. O Ozivy chegou às farmácias anunciado entre R$ 452 e R$ 498 por caneta. Como a legislação exige que genérico custe no mínimo 35% menos que o medicamento de referência, a estimativa para os próximos lançamentos fica na faixa de R$ 293 a R$ 323. Uma queda dessa magnitude não é apenas alívio no bolso, é mudança de perfil de consumidor. O tratamento que era acessível a uma faixa estreita de renda passa a alcançar um público muito maior, e isso reorganiza tudo que orbita em volta, de clínicas de emagrecimento a planos de saúde, academias, nutrição e acompanhamento de longo prazo. Vale lembrar que os medicamentos aprovados ainda precisam ter preço definido pela CMED antes de chegarem às prateleiras. Barateamento não é sinônimo de escolha certa Aqui mora o alerta que o mercado não pode ignorar. A endocrinologista Bruna Marinho aponta que os produtos não são automaticamente intercambiáveis. A decisão depende do diagnóstico, da necessidade real de perda de peso, de outras doenças do paciente, dos estudos disponíveis para cada produto e da tolerância a efeitos colaterais como náusea e constipação. E existe o fator tempo. Obesidade e diabetes são doenças crônicas, o que significa medicação contínua por meses ou anos. A conta que interessa não é o preço de uma caneta, é a capacidade de sustentar o tratamento com acompanhamento médico ao longo de todo esse período. Escolher pela prateleira mais barata sem avaliação clínica é trocar um problema por outro. É a prova de que a democratização do acesso e o cuidado responsável precisam andar juntos. O mercado de longevidade que se consolida agora no Brasil não será definido por quem vende a caneta mais barata, e sim por quem constrói a jornada completa em volta dela, com diagnóstico, acompanhamento e suporte para o paciente chegar do outro lado. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/