Trip: a bebida antiestresse que levantou U$40 milhões com celebridades

Fundada em 2019 por Olivia Ferdi e Daniel Khoury, a Trip está redefinindo o mercado de bem-estar com suas bebidas funcionais. Focada em relaxamento e usando o poder dos adaptógenos, a marca não só conquistou um público que busca alternativas ao álcool, mas também um time de investidores de peso. O que tem dentro da lata? A fórmula do sucesso da Trip combina ingredientes como magnésio, lion’s mane, ashwagandha e camomila. O resultado é uma bebida efervescente, sem álcool e sem açúcar, projetada para aliviar o estresse do dia a dia e promover uma sensação de calma. Essa aposta em “nutrition innovation” vai de encontro a uma tendência clara: a Geração Z e os millennials estão cada vez mais trocando o álcool por opções que cuidam da mente, um movimento que já impacta 25% dos lares americanos. O smart money entrou no jogo A proposta não passou despercebida. A Trip levantou U$40 milhões em uma rodada de financiamento que incluiu nomes como Joe Jonas, Alessandra Ambrosio e Ashley Graham, elevando seu valor de mercado para mais de U$300 milhões. Os números refletem o hype: a receita projetada é de U$100 milhões para este ano, com expectativa de dobrar para U$200 milhões até 2026, impulsionada por um engajamento de meio bilhão de impressões nas redes sociais. Mais que bebida, um ecossistema de calma A estratégia da Trip vai além do produto. A parceria com o app de mindfulness Calm é a prova disso, com planos de oferecer uma assinatura gratuita do aplicativo a cada lata vendida, integrando hidratação e bem-estar mental. Além disso, a empresa expandiu para o mercado de suplementos com gomas e pós funcionais, capturando múltiplos pontos de contato na jornada do consumidor. O case da Trip é uma aula para o mercado. Ele mostra como alinhar inovação com tendências culturais, usar parcerias estratégicas para construir uma comunidade leal e diversificar o portfólio para dominar um nicho. Em um mundo que busca cada vez mais por calma, a Trip encontrou uma forma de engarrafá-la. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

GoSaga Acelera no Wellness: A Massagem do Futuro é Tech e Acessível?

A GoSaga, uma holding que respira lifestyle nos setores de wellness, fitness e beleza, acaba de dar um passo gigante. A aquisição da Squeeze Massage, uma rede fundada pelos visionários por trás da Drybar, não é só mais uma transação de mercado; é uma jogada estratégica que redefine o acesso ao self-care e à recuperação. A Squeeze, que já opera 14 unidades nos Estados Unidos e tem mais 35 franquias vendidas, chega para impulsionar o crescimento do segmento de wellness da GoSaga. A missão é clara: oferecer massagens acessíveis e personalizáveis, tudo isso com o suporte de uma tecnologia de ponta. Self-Care na Ponta dos Dedos: Como a Tech Transforma a Massagem? A Squeeze Massage foi criada em 2019 por Alli Webb, Michael Landau (os mesmos da Drybar) e Brittany Driscoll, com a ambição de romper com a frustração que muitos sentiam ao buscar massagens. Fosse por estabelecimentos de qualidade duvidosa ou spas com preços exorbitantes, a ideia era simplificar e democratizar o serviço. E a solução veio com a tecnologia. O modelo de negócio da Squeeze é totalmente tech-driven, centrado em uma plataforma via app que gerencia agendamentos, preferências, pagamentos e até gorjetas de forma intuitiva. Essa conveniência elimina filas e fricções, tornando a experiência de massagem acessível e sem complicações. Não à toa, a categoria é classificada como Health Tech, mostrando o poder da tecnologia em aprimorar os serviços de saúde e bem-estar. O Plano de Expansão que Você Precisa Conhecer Desde sua primeira unidade em Studio City, Califórnia, inaugurada em 2019, a Squeeze mostrou a que veio. Em apenas 11 meses, gerou US$ 1,5 milhão em receita e conquistou cerca de mil membros, com um Net Promoter Score (NPS) de 82, indicando uma satisfação altíssima dos clientes. Com preços que incluem serviços como massagem profunda e aromaterapia, e assinaturas mensais a partir de US$ 95, a marca provou que é possível unir qualidade e preço justo. A GoSaga manterá o nome da marca Squeeze, e seu suporte será fundamental para a expansão geográfica, o aprimoramento tecnológico e o desenvolvimento da rede de franquias. Desde junho de 2021, a Squeeze já vendeu 59 unidades para 23 operadores e projeta alcançar 500 unidades até 2027. Uma expansão ambiciosa que busca fortalecer a presença no mercado com menor risco e otimizar margens através da integração operacional. A Consolidação do Wellness é o Novo Jogo? Esta aquisição não é um caso isolado, mas um sintoma de uma tendência maior: a consolidação no setor de wellness. Holdings como a GoSaga estão unindo forças com marcas estabelecidas para criar economias de escala e inovar rapidamente, atendendo à crescente demanda por serviços de bem-estar acessíveis. Para empreendedores e investidores, a mensagem é clara: o futuro do wellness está na tecnologia e nas parcerias estratégicas. Investir em apps personalizados para otimizar a experiência do cliente e explorar fusões em wellness tech são caminhos essenciais para acelerar a expansão, transformando negócios locais em redes nacionais com impacto global. GoSaga e Squeeze não estão apenas vendendo massagens; estão construindo um ecossistema de bem-estar mais conectado, inteligente e acessível. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Guaraná com fibras?

A Ambev não para de surpreender. Agora, com um olhar atento às novas demandas do consumidor, a gigante lança duas novidades que prometem mexer com o mercado de bebidas funcionais: o Guaraná Antarctica Zero com Fibras e o Fusion com Proteínas. Em um cenário onde o mercado de bebidas funcionais deve atingir R$ 9,5 bilhões até 2028, segundo a Euromonitor, as empresas estão correndo para integrar ingredientes que agreguem benefícios à saúde. E a Ambev, sempre atenta, chegou para preencher essa lacuna com soluções que são ao mesmo tempo saudáveis e convenientes. Guaraná Zero com Fibras Com 4,4g de fibras por unidade, o Guaraná Antarctica Zero com Fibras traz o que todo consumidor de bebidas funcionais busca: sabor + saúde. Com a fórmula original ajustada após mais de 100 testes, essa versão promete ser a mais potente em fibras no mercado nacional. Sem adição de açúcares e com baixo valor calórico, está pronto para se tornar parte da rotina dos brasileiros que buscam o equilíbrio perfeito entre prazer e saúde. E, o melhor, por apenas R$ 3,49. Fusion com Proteínas Mas não para por aí. O Fusion, com 10g de proteínas, chega para abalar o mercado de energéticos. Sem açúcares ou carboidratos, é a opção para quem busca energia sem culpa. Nas opções maçã verde e frutas vermelhas, é a escolha ideal para aqueles que querem praticidade e resultados. Além disso, 53% dos brasileiros que adotam hábitos mais saudáveis estão em busca de opções energéticas que ajudem a turbinar o dia a dia, e o Fusion veio para isso! A Nova Tendência: Bebidas Funcionais em Alta As bebidas prontas com apelo funcional (RTDs) estão ganhando espaço de forma acelerada. Estudo da Mintel mostra que 57% dos brasileiros buscam opções saudáveis para a digestão, o que explica o crescimento de produtos com ingredientes funcionais. A Ambev quer estar no centro desse movimento, alinhando conveniência e nutrição. O crescimento do mercado de nutrição esportiva e bebidas proteicas é um reflexo da mudança no comportamento dos consumidores. A Euromonitor aponta que o mercado de bebidas funcionais deve crescer 119% até 2028, o que representa um aumento de R$ 9,5 bilhões. Ambev Está de Olho no Futuro O grande objetivo da Ambev? Reposicionar suas marcas tradicionais diante de um público cada vez mais preocupado com o bem-estar. Em um momento desafiador para a companhia, com quedas em vendas e uma receita líquida abaixo das expectativas, a aposta em ingredientes funcionais e na diversificação do portfólio é uma jogada estratégica para aumentar a presença da marca em novas categorias. Com o aumento do consumo de produtos que aliam saúde e sabor, a Ambev não só entra no mercado de bebidas funcionais, mas também dá o próximo passo em um segmento que promete dominar o futuro das bebidas no Brasil. Fica ligado nas próximas novidades da gigante, porque o futuro da bebida é funcional, e está chegando mais cedo do que a gente imaginava. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Empreendedora cria sorvetes a partir de frutas e cascas de árvores amazônicas

De engenheira agrônoma a chef-executiva, Izanelda Magalhães está sacudindo o mercado de alimentos com a Nãnê Sorvete Amazônico. A marca, que nasceu no Acre, transforma frutas, extratos e até cascas de árvores da floresta em sorvetes 100% naturais, provando que inovação e sustentabilidade podem, sim, andar juntas. Da saúde pública à alta gastronomia: qual a virada de chave? A jornada de Izanelda começou longe das cozinhas. Com formação em agronomia, ela atuou por anos no sistema de saúde pública, mas foi a necessidade de criar pratos balanceados para sua companheira que despertou sua paixão pela gastronomia. A busca por conhecimento a levou a Lima, no Peru, e, de volta a Rio Branco, ela comandou o Jannus Bistrô por uma década. Foi lá que a semente da Nãnê foi plantada, a partir de uma sobremesa inusitada feita com chá de casca de cumaru. O ingrediente secreto? A própria floresta. O DNA da Nãnê é a biodiversidade amazônica. A marca foge dos insumos industrializados, minimizando gorduras trans e açúcar para criar uma experiência que une sabor e bem-estar. Os ingredientes vêm direto de produtores rurais e cooperativas extrativistas locais, fortalecendo a economia regional e garantindo a autenticidade dos sabores. É um posicionamento alinhado à crescente demanda global por produtos que contam uma história, são saudáveis e ambientalmente conscientes. Escala industrial, alma artesanal. O que era uma receita de bistrô hoje tem escala para crescer. A Nãnê conta com uma fábrica própria capaz de produzir 200 quilos de massa de sorvete por hora e mil picolés simultaneamente. Essa capacidade produtiva abre as portas para a expansão em mercados premium, atraindo o olhar de investidores que buscam negócios com propósito e alto potencial de crescimento. A trajetória da Nãnê Sorvete Amazônico oferece uma lição valiosa para empreendedores e executivos: priorizar as origens locais não só constrói lealdade, mas também cria um diferencial competitivo poderoso. Ao integrar inovação, cultura e sustentabilidade, Izanelda Magalhães mostra que o futuro do wellness pode ter o sabor autêntico e surpreendente da Amazônia. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Câncer de mama: a nova terapia que está mudando o jogo

Uma nova combinação de medicamentos está redefinindo o tratamento para o câncer de mama HER2-positivo metastático, um dos tipos mais agressivos da doença. Um estudo internacional com mais de mil pacientes revelou que a nova abordagem aumenta o tempo de vida sem progressão da doença para quase 41 meses, um salto gigante em relação aos 27 meses do tratamento padrão. Como funciona essa ‘bomba inteligente’? A grande sacada está na combinação de duas frentes. De um lado, o trastuzumabe deruxtecana (T-DXd), um tipo de “míssil teleguiado” que se conecta à proteína HER2 nas células cancerosas e libera quimioterapia diretamente dentro delas. A tecnologia é tão precisa que minimiza os danos aos tecidos saudáveis e ainda atinge células vizinhas, mesmo que tenham pouca expressão da proteína. Do outro lado, o pertuzumabe atua como um bloqueador, impedindo que os receptores HER2 se comuniquem e enviem sinais de crescimento para o tumor. Juntos, eles criam um ataque duplo e altamente eficaz. Os números não mentem Na prática, essa estratégia reduziu o risco de progressão da doença ou morte em impressionantes 44%. A taxa de resposta ao tratamento subiu para 85%, com 15% das pacientes alcançando a remissão completa — quase o dobro do tratamento convencional. Esses resultados representam o maior avanço na área nos últimos 15 anos, consolidando a terapia direcionada como o futuro da oncologia. Mais tempo, mais vida: o impacto real Para as pacientes, o resultado vai além das estatísticas. A nova terapia significa mais tempo com a doença sob controle, o que se traduz em melhor qualidade de vida e mais esperança. Embora existam efeitos colaterais graves, como anemia e queda na imunidade, eles são considerados manejáveis e esperados para tratamentos intensivos. O próximo passo é garantir que essa inovação chegue a quem precisa, superando desafios de acesso e abrindo portas para novas pesquisas em monitoramento de saúde e biotecnologia. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Alerta Vermelho na Saúde: Por que o Brasil está perdendo a batalha contra a meningite?

O sinal de alerta está ligado. Desde 2022, o Brasil falha em atingir as metas de vacinação contra a meningite, deixando uma geração de bebês e adolescentes vulnerável a uma doença com alta taxa de letalidade. A baixa cobertura vacinal virou um desafio de saúde pública que coloca em xeque nossas estratégias de prevenção e abre um debate urgente. Os números não mentem: um risco real A meta do Programa Nacional de Imunizações é clara: 95% de cobertura para bebês e 80% para adolescentes de 11 a 14 anos. A realidade, porém, é bem diferente. A vacina ACWY, que protege contra quatro tipos da bactéria e foi incorporada em 2020, tem uma cobertura de apenas 61,9% no país. O problema é que a meningite não é brincadeira: a doença mata até 20% dos infectados e pode deixar sequelas permanentes, como surdez e alterações cognitivas. A vacinação é, de longe, a forma mais eficaz de prevenção. Adolescentes: o ponto cego da imunização O principal gargalo está na vacinação dos adolescentes. Eles frequentam menos as unidades de saúde, e faltam estratégias focadas nesse público. A solução, no entanto, já é conhecida: campanhas de vacinação nas escolas. O modelo se provou um sucesso com a vacina contra o HPV e poderia ser a chave para virar o jogo, integrando saúde e educação para alcançar quem mais precisa. O futuro é coletivo (e uma oportunidade de inovação) A baixa cobertura não é um problema individual, ela impede a criação da “imunidade de rebanho”, que protege toda a comunidade ao diminuir a circulação da bactéria. É aqui que a inovação entra em cena. Há uma oportunidade clara para empresas e investidores apostarem em soluções de medical innovation, criando parcerias para expandir programas de vacinação escolar e desenvolvendo tecnologias para rastrear e aumentar a adesão. Superar esse desafio exige uma ação coordenada entre poder público, escolas e o setor privado. Manter o calendário vacinal em dia é mais do que um ato de cuidado pessoal; é um compromisso com a saúde coletiva e o futuro do país. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Seu Terapeuta Agora é um Robô? A IA invadiu a saúde mental

Desde seu lançamento explosivo no final de 2022, o ChatGPT transcendeu a barreira da tecnologia para se tornar um confidente digital. De terapeutas em Manhattan que o usam para analisar sonhos a milhões de pessoas buscando um suporte emocional acessível, a IA está se acomodando no divã, levantando uma questão central: isso é uma revolução no bem-estar ou um atalho perigoso? Por que a terapia virou tech? A resposta é simples: conveniência e falta de julgamento. Em um mundo com longas filas de espera e altos custos para terapia, chatbots como o ChatGPT surgiram como um “care fix” — uma solução rápida para as lacunas do sistema de saúde mental. Estudos mostram que a busca por terapia e companhia são as principais motivações, com usuários compartilhando viralmente no TikTok e Reddit como a IA oferece um espaço seguro para desabafar sobre ansiedade, carreira e relacionamentos sem medo de estigmas. O que os profissionais acham disso? A comunidade terapêutica está dividida, mas a adoção cresce. Enquanto alguns veem com cautela, outros, como os terapeutas Jack Worthy e Nathalie Savell, já utilizam a IA como uma ferramenta complementar de reflexão entre as sessões. Uma pesquisa de 2023 revelou que mais de 10% dos médicos já usam chatbots para tarefas como pesquisa e documentação, e quase 50% planejam adotá-los. O consenso é claro: a IA pode ser um poderoso assistente, mas nunca um substituto para a conexão humana. O lado B: quando a IA falha A popularidade massiva transformou o uso do ChatGPT em um experimento social com poucos testes de segurança. O perigo é real: o uso inadequado de chatbots para suporte emocional já foi ligado a casos de suicídio. Essas ferramentas frequentemente falham em lidar com crises graves de saúde mental e não devem ser usadas como única fonte de apoio. A recomendação unânime dos especialistas é que qualquer uso para fins terapêuticos seja supervisionado por um profissional. A ascensão da IA na saúde mental é um caminho sem volta. A oportunidade agora está em desenvolver aplicativos mais seguros e especializados, unindo a expertise de terapeutas e a capacidade da tecnologia. O ChatGPT abriu a porta, mas a conversa sobre ética, privacidade e os limites da tecnologia no bem-estar está apenas começando. O futuro não é sobre substituir humanos por robôs, mas sobre como usar essa nova ferramenta para fortalecer, e não terceirizar, nosso cuidado emocional. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Seu sono é “quebrado”? Talvez esse seja o jeito certo de dormir

Se a ideia de dormir oito horas seguidas parece uma meta inatingível, talvez a culpa não seja sua, mas da própria meta. A ciência está mostrando que o despertar no meio da noite, longe de ser um sinal de insônia, pode ser um eco do nosso padrão de sono natural e evolutivo. Antes da vida moderna, o sono em dois turnos era a regra, não a exceção. Como a luz elétrica bagunçou nosso relógio biológico? Até a Revolução Industrial, o padrão de “primeiro sono” e “segundo sono”, separados por uma hora de vigília, era comum em todo o mundo. A chegada da iluminação artificial mudou tudo. A exposição à luz à noite, especialmente a azul dos eletrônicos, suprime a produção de melatonina, o hormônio que sinaliza ao corpo que é hora de descansar. Esse mecanismo desregula nosso relógio biológico interno, o núcleo supraquiasmático (SCN), que sincroniza nosso corpo com o ciclo de 24 horas do sol. Não é insônia, é o seu ritmo natural voltando Estudos modernos confirmam essa tese. Quando voluntários são colocados em ambientes com escuridão prolongada, sem as referências de tempo da vida moderna, eles espontaneamente voltam a adotar um padrão de sono segmentado. Entender que acordar de madrugada é uma característica biológica pode reduzir drasticamente a ansiedade associada à insônia. Não é um “defeito”, mas sim o seu corpo tentando seguir um roteiro ancestral. O que fazer quando acordar às 3 da manhã? A abordagem mais eficaz é não lutar contra a vigília. A terapia cognitivo-comportamental para insônia recomenda que, se você não voltar a dormir em cerca de 20 minutos, o ideal é levantar e fazer uma atividade calma sob luz fraca, como ler ou meditar. Evite a todo custo olhar para o relógio ou para o celular. Pela manhã, a exposição à luz natural ajuda a recalibrar o ritmo circadiano, preparando o corpo para o próximo ciclo. O futuro do bem-estar passa por abandonar a rigidez das oito horas e abraçar uma abordagem mais personalizada. A indústria de health tech já enxerga oportunidades em terapias digitais e wearables que nos ajudam a entender e gerenciar esses ciclos. No fim, a busca não é por um sono ininterrupto, mas por um descanso que respeite nossa biologia. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Ansiedade: o bug no sistema ou um alerta que você ignora?

A ansiedade não é sua inimiga. Pense nela como um sistema de alerta natural do corpo, um mecanismo biológico desenhado para te preparar para o desconhecido e impulsionar a adaptação. O problema começa quando esse alarme não desliga, transformando um desconforto útil em um ciclo de esgotamento físico e mental. O que acontece quando o alerta trava no modo ‘on’? Quando a ansiedade se torna crônica, ela sobrecarrega o sistema. Emocionalmente, se manifesta como medo intenso, desmotivação e pode evoluir para transtornos de humor. Fisicamente, o impacto é direto: estresse crônico, noites mal dormidas, dores pelo corpo e um sistema imunológico enfraquecido. Esse desequilíbrio acontece porque o corpo entra em modo de luta ou fuga constante, com neurotransmissores como a serotonina e o GABA, responsáveis pela calma, em descompasso. O desequilíbrio entre doar e se cuidar Muitas vezes, a raiz do problema está em um padrão comportamental: o hábito de priorizar as necessidades dos outros em detrimento do próprio bem-estar. Esse “desequilíbrio de doação” leva ao esgotamento e abre a porta para o sofrimento psíquico. É aqui que entra a inteligência emocional — a capacidade de reconhecer e gerenciar as próprias emoções. Usar os sentimentos como dados para tomar decisões mais conscientes é a chave para estabelecer limites e retomar o controle. Construindo uma rotina anti-ansiedade A boa notícia é que é possível recalibrar o sistema. A solução passa por criar hábitos intencionais de autocuidado. Identificar os gatilhos de desconforto e reservar tempo para atividades prazerosas e auto-observação são estratégias práticas para mitigar os sintomas. Rotinas com meditação e exercícios físicos são cruciais para promover o equilíbrio e a longevidade. Para casos mais complexos, o apoio de profissionais de saúde mental é fundamental para guiar o processo. No final, entender a ansiedade é o primeiro passo para gerenciá-la. Ficar atento aos sinais do seu corpo e buscar ativamente o equilíbrio não é um luxo, mas uma necessidade para proteger sua saúde mental e física a longo prazo. O mercado de bem-estar já percebeu isso, e a busca por soluções inovadoras, de apps a novas terapias, só cresce. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Academia para crianças?

Em Recife, os engenheiros Marcelo e Karina Lessa transformaram uma necessidade familiar em um negócio inovador. A Grow Happy não é só uma academia infantil; é um espaço que une exercícios funcionais e atividades lúdicas para garantir o desenvolvimento integral dos pequenos, com 100 alunos já a bordo provando que o modelo funciona. A dor que virou motor de negócio A ideia não surgiu de uma planilha, mas da vida real. Com um filho com TDAH que não se encaixava nos esportes tradicionais, Marcelo e Karina viram um gap no mercado. Eles queriam um ambiente seguro e acolhedor que fosse além do treino, focando em uma infância ativa e feliz. Essa motivação pessoal se tornou o propósito da Grow Happy, atraindo famílias que buscam mais do que um serviço, mas um valor compartilhado. R$ 100 mil, especialização e um plano claro Para tirar o projeto do papel, o casal investiu R$ 100 mil e, mais importante, investiu em conhecimento. Marcelo se especializou em Educação Física e Karina em Psicomotricidade, garantindo uma base técnica sólida para transformar exercícios em brincadeiras. O método é inclusivo, focado em crianças de 1 a 12 anos, e a localização estratégica, próxima a escolas, validou a aposta no nicho. O mercado de wellness infantil é o próximo hype? O sucesso da Grow Happy é um sinal claro: existe uma demanda crescente por soluções que cuidem da saúde física e mental das crianças desde cedo. A marca se encaixa na tendência de desenvolvimento integral, mostrando que corpo e mente andam juntos. O modelo abre portas para academias temáticas e parcerias estratégicas com escolas, integrando o bem-estar à rotina educacional. Mais do que um case de sucesso, a Grow Happy mostra como negócios com propósito genuíno criam conexões duradouras. Ao focar no desenvolvimento integral, a marca não só constrói um futuro mais saudável para as crianças, mas aponta para onde o mercado de wellness deve olhar a seguir. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/