Franciny Ehlke amplia atuação no wellness e lança suplemento em cápsulas pela Green Up

Franciny Ehlke dá mais um passo além da beleza e avança sobre o território do wellness. A empresária anunciou o lançamento do Hair, Skin & Nails, suplemento alimentar em cápsulas voltado para cabelos, pele e unhas, desenvolvido pela Green Up. O produto chega ao mercado em janeiro de 2026, com venda inicial exclusiva pelo e-commerce, e preço estimado em R$ 70. Um produto que nasce da audiência O lançamento é resultado de uma demanda recorrente da comunidade que acompanha Franciny nas redes sociais, hoje com mais de 18 milhões de seguidores no Instagram. De acordo com a empresa, o desenvolvimento levou mais de um ano, envolvendo etapas de pesquisa, testes e ajustes de formulação. A Green Up afirma que o processo contou com um time multidisciplinar de pesquisa e desenvolvimento, com participação de dermatologistas e nutricionistas. A lógica da fórmula O Hair, Skin & Nails aposta em uma combinação de ativos que, no mercado, costuma aparecer de forma separada. Entre os principais ingredientes estão: A proposta é que esses componentes atuem de forma integrada no suporte nutricional de fios, pele e unhas. Onde o lançamento se encaixa no mercado A estratégia da Green Up mira um espaço específico entre preço, praticidade e formulação. Hoje, combinações semelhantes são comuns em fórmulas manipuladas. Já suplementos prontos importados costumam oferecer o resveratrol isolado ou combinado com outros antioxidantes, com preços entre US$ 30 e US$ 65 por frasco — o equivalente a R$ 150 a R$ 320, dependendo do câmbio. O novo produto chega abaixo desse patamar, com foco em consumo recorrente e acesso ampliado. Um discurso que vai além da estética Apesar do nome, a comunicação da marca aponta que o suplemento não se limita ao cuidado estético. Entre os benefícios associados ao produto estão melhora da firmeza, elasticidade e luminosidade da pele, redução da quebra das unhas e suporte contra sinais de envelhecimento precoce. A Green Up também destaca a biodisponibilidade dos ingredientes como um diferencial, por influenciar diretamente a absorção dos nutrientes. Essas informações fazem parte do posicionamento do produto e não substituem orientação médica ou nutricional. Wellness como estratégia de longo prazo “O objetivo sempre foi desenvolver produtos que realmente funcionem, com ingredientes de alta qualidade, mas que sejam acessíveis”, afirma Franciny, em nota relacionada ao lançamento. A empresa também informa que prepara novos lançamentos para o primeiro semestre de 2026, ampliando a atuação no segmento de saúde e qualidade de vida. Quem é Franciny Ehlke Franciny Ehlke tem 26 anos e iniciou sua trajetória aos 14, criando conteúdo de beleza no YouTube. Natural de Curitiba, construiu sua marca pessoal ligada a maquiagem e lifestyle. Em 2021, lançou a FRAN by Franciny Ehlke e, posteriormente, fundou a Green Up, hoje posicionada como uma de suas principais apostas no ecossistema de wellness. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Como Viver Até os 100? Victor Yoshida, VYX HealthTech e a construção da saúde antes da doença

No décimo primeiro episódio do Como Viver Até os 100?, Michel Cohen recebe o médico Victor Yoshida, fundador da VYX HealthTech. A conversa parte de uma provocação simples, mas pouco praticada: por que seguimos investindo tanto em tratar doenças e tão pouco em construir saúde? Ao longo do episódio, Victor desmonta promessas mágicas, explica por que viver até os 100 anos não é mais a grande questão e apresenta um novo foco para a medicina contemporânea: healthspan, a qualidade de vida ao longo do tempo. FICHA RÁPIDA DO EPISÓDIO Convidado: Victor YoshidaEmpresa: VYX HealthTechFunção: Médico e fundadorDuração: ~36 minutosTema central: Longevidade • Medicina preventiva • Rotina e sono Quem é o Victor, sem atalho Victor cresceu no interior de São Paulo, sempre com a sensação de estar alguns passos à frente do tempo. Foi esportista desde cedo, jogou tênis na infância e, ainda adolescente, tomou uma decisão rara: abandonar o caminho óbvio para estudar e projetar o longo prazo. Entrou muito jovem na faculdade de medicina e, ao longo da formação, teve contato com uma mentora que o expôs a diferentes especialidades e centros de excelência. Essa curiosidade o levou até Houston, no Texas, onde estagiou no maior centro oncológico do mundo, o MD Anderson. Foi ali que veio o estalo: a medicina que ele aprendia era brilhante para tratar doenças, mas pouco eficiente para evitá-las. Da medicina reativa à saúde construída Depois de anos atuando presencialmente em uma das principais clínicas de medicina de precisão de São Paulo, Victor decidiu sair para criar a VYX HealthTech. O objetivo é ambicioso: construir uma clínica digital focada em longevidade, com atendimento online, integrado e personalizado. A lógica muda completamente. Em vez de esperar sintomas, a proposta é identificar riscos antes que eles virem doença. Em vez de protocolos prontos, planos sob medida. Em vez de “não morrer”, viver bem. A rotina do Victor começa na noite anterior Um dos pontos mais fortes do episódio é a forma como Victor enxerga rotina. Para ele, o dia não começa ao acordar, mas ao dormir. Sono como pilar centralVictor prioriza higiene do sono a partir das 19h. Reduz telas, usa óculos de bloqueio de luz azul, janta cedo e mantém o quarto completamente escuro e fresco, entre 20 °C e 22 °C. Ele acorda, sempre que possível, sem despertador. O foco não é quantidade de horas, mas qualidade dos ciclos de sono. ManhãLuz solar logo ao acordar para reforçar o ritmo circadiano. Treino de força em jejum, aproveitando a energia da refeição do dia anterior. DiaAtendimentos, reuniões e organização do trabalho. Alimentação simples, com prioridade para proteína. Final de tardeAtividade aeróbica, tênis ou treino em zona 2. Sauna cerca de três vezes por semana. NoiteDesaceleração total para fechar o ciclo e preparar o próximo dia. 5 insights centrais do episódio 1) Viver até os 100 não é mais a pergunta certaSegundo Victor, a maioria das pessoas vai ultrapassar os 100 anos. A questão real é como chegar lá. 2) A medicina não ensina prevençãoNa formação médica tradicional, aprende-se a diagnosticar e tratar. Prevenir quase não entra no currículo. 3) Sintoma é fase tardiaQuando o corpo mostra sinais, o problema já vinha sendo construído há anos. 4) Wearables são software, não sensorO diferencial dos dispositivos não está no hardware, mas na leitura e interpretação dos dados. 5) Não existe protocolo mágicoQualquer promessa simples para uma resposta complexa é, quase sempre, mentira. Respostas rápidas que dão o tom do episódio Jejum: longevidadeCafé: não é para todo mundoÁlcool: não é para ninguémMelatonina: útil, mas frequentemente mal utilizadaGlúten: não é vilão absoluto, mas precisa ser entendidoAçúcar: a droga mais acessível e subestimada da atualidade Suplementos mais comuns, sem receita pronta Victor reforça que tudo na VYX é personalizado. Ainda assim, se tivesse que citar um “senso comum” para grande parte das pessoas: 3 Frases que valem o print “Se alguém te prometeu viver até os 100 com uma fórmula simples, está te enganando.” “A medicina não vai deixar você morrer. A pergunta é como você vai viver.” “Healthspan é sobre qualidade de vida, não sobre sobreviver.” A visão de futuro Victor acredita que estamos entrando em uma nova era da saúde. Não é uma briga entre medicina tradicional e preventiva. É uma integração. Tratar doenças continuará sendo essencial, mas construir saúde será o verdadeiro diferencial. No fim, o episódio deixa um convite direto: parar de adiar hábitos básicos e começar pequeno. Porque viver muito não será exceção. Viver bem, sim. REFERÊNCIAS CITADAS NO EPISÓDIO Livros• Outlive — Peter Attia Perfis e referências• Mark Hyman• Dave Asprey• Peter Attia• Andrew Huberman Plataformas• VYX HealthTech Onde assistir o Fit-Talk? O Como Viver Até os 100? vai ao ar toda segunda no Spotify e no YouTube da FitFeed, trazendo conversas diretas e práticas sobre rotinas inteligentes e os bastidores de quem vive o bem-estar na vida real. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
A semana de 4 dias não é hype: aumenta o lucro e derruba o burnout

Esqueça a ideia de que trabalhar mais é sinônimo de resultado. Um estudo robusto do Boston College, publicado na revista Nature, confirma: a semana de quatro dias, sem corte de salário, melhora a saúde mental dos times e ainda engorda o caixa das empresas. E o melhor: isso já é realidade no Brasil. Na prática, a conta fecha? A agência brasileira .be comunica, com 50 funcionários, resolveu testar o modelo em dezembro de 2023 para reter talentos e frear a alta rotatividade. O resultado foi um salto de 40% no faturamento anual, que bateu R$ 65 milhões, e uma queda de 50% no turnover. A iniciativa prova que investir em equilíbrio entre vida pessoal e profissional se traduz em ganhos econômicos claros. O segredo não é só cortar a sexta-feira Para a mudança funcionar, não basta apenas dar um dia de folga. A .be comunica precisou de diálogo, maturidade gerencial e ajustes operacionais inteligentes: reuniões mais rápidas, trabalho em duplas com rodízio e folgas fixas para garantir que os clientes nunca ficassem na mão. A lição é que a produtividade vem da inovação na cultura organizacional, não da simples redução de horas. A ciência por trás do descanso produtivo O estudo que validou essa tendência acompanhou quase 3.000 trabalhadores em vários países e foi categórico. Os funcionários relataram menos burnout, mais satisfação e uma melhora nítida na saúde física e mental, efeitos que persistiram meses após o teste. O principal motor dessa transformação foi o aumento do tempo para descanso, resultando em uma melhor qualidade do sono e maior capacidade de trabalho. O futuro do trabalho é flexível A semana de quatro dias deixa de ser um benefício excêntrico para se tornar uma alavanca competitiva. Ao conectar bem-estar e performance, o modelo mostra que cuidar das pessoas é o caminho mais inteligente para o crescimento sustentável. É um convite para líderes repensarem o trabalho e apostarem em um futuro mais equilibrado e, por que não, mais lucrativo. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Regras para cantinas escolares estão associadas a menor consumo de ultraprocessados entre adolescentes, aponta estudo nacional

O que é vendido dentro das escolas importa — e influencia diretamente o que adolescentes comem. É isso que indica um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de Uberlândia, que analisou dados de mais de 81 mil adolescentes, entre 13 e 17 anos, matriculados em escolas públicas e privadas de todas as capitais brasileiras. A conclusão é clara: capitais que possuem normas para regular a venda de alimentos nas escolas apresentam menor consumo de ultraprocessados entre adolescentes quando comparadas àquelas sem esse tipo de regulamentação. Como o estudo foi feito A pesquisa utilizou dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2019, levantamento conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essas informações foram cruzadas com um mapeamento detalhado das leis, decretos, portarias e resoluções estaduais e municipais que, até aquele ano, regulavam a comercialização de alimentos e bebidas em escolas. De um lado, os pesquisadores identificaram quais capitais possuíam normas em vigor e a quem elas se aplicavam. De outro, analisaram tanto as respostas de diretores e responsáveis pelas escolas — indicando a existência de cantinas e os produtos oferecidos — quanto os relatos dos próprios estudantes sobre o que haviam consumido no dia anterior. O padrão observado A partir dessa combinação de dados, um padrão consistente emergiu. Adolescentes que estudavam em escolas cobertas por normas de regulação da venda de alimentos apresentaram menor consumo de ultraprocessados. Já entre aqueles que frequentavam escolas com cantinas que ofereciam maior variedade desses produtos, o consumo tendia a ser mais elevado. Essa associação permaneceu mesmo após ajustes estatísticos por fatores como idade, sexo, escolaridade da mãe, tipo de escola, renda familiar e região do país. Entre os alimentos classificados como ultraprocessados estão refrigerantes, sucos industrializados, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, doces, sorvetes, embutidos e macarrão instantâneo. O papel do ambiente escolar Segundo os autores, o ambiente escolar exerce um papel central na formação de hábitos alimentares, já que crianças e adolescentes passam grande parte do dia nesse espaço e repetem ali escolhas que tendem a se consolidar ao longo do tempo. “Uma das hipóteses é que, se o adolescente percebe que naquele ambiente onde passa muitas horas não há esse tipo de alimento, isso ajuda a formar hábitos alimentares melhores, que podem impactar o consumo até mesmo fora da escola”, afirma Laura Luciano Scaciota, pesquisadora da USP e primeira autora do artigo. O estudo também aponta que a simples presença de cantinas faz diferença. Entre escolas que possuem esse tipo de espaço, quanto maior a oferta de ultraprocessados, maior foi o consumo relatado pelos estudantes. Diferenças entre escolas públicas e privadas A análise evidencia ainda um contraste importante entre redes de ensino. Nas escolas públicas, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) estabelece diretrizes que priorizam alimentos in natura ou minimamente processados, o que tende a limitar a presença de ultraprocessados no dia a dia dos alunos. Já nas escolas privadas, onde o programa não se aplica, a cantina costuma ter um papel mais central na alimentação, e a ausência de regras específicas amplia a oferta desses produtos. Desigualdade regional e impacto em saúde pública O estudo também revela diferenças regionais. Capitais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste concentram a maior parte das normas que regulam a venda de alimentos nas escolas. No Norte e no Nordeste, ainda existem capitais sem qualquer regulamentação, cenário que pode aprofundar desigualdades no acesso a uma alimentação mais saudável. Esse dado preocupa especialistas porque o consumo elevado de ultraprocessados entre adolescentes já está associado, em estudos anteriores, a maior risco de obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças crônicas não transmissíveis. Para os pesquisadores, os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas mais abrangentes. “Esse tipo de evidência é um incentivo para a criação de novas regulamentações. Existem exemplos que funcionam no país, como em Niterói e no estado do Ceará, mas defendemos uma lei nacional que possa inibir a comercialização e a publicidade de ultraprocessados nas escolas”, afirma Scaciota. No fim, o estudo aponta para um ponto-chave da discussão sobre saúde e prevenção: o ambiente molda o hábito. E, no caso da alimentação de adolescentes, o que está disponível na escola pode influenciar escolhas que se estendem para além dos portões. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Governo lança rede de hospitais inteligentes no SUS com IA, telemedicina e UTIs conectada

O governo federal anunciou a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS, um dos projetos mais ambiciosos de digitalização já propostos para a saúde pública brasileira. O plano prevê R$ 4,8 bilhões em investimentos, com apoio do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do BRICS), para integrar inteligência artificial, telemedicina, automação, conectividade avançada e sistemas digitais ao atendimento do Sistema Único de Saúde. O objetivo declarado é usar tecnologia como infraestrutura para agilizar diagnósticos, apoiar decisões clínicas e reduzir filas, especialmente em cenários de urgência, emergência e alta complexidade. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o projeto marca a “entrada definitiva do SUS na fronteira tecnológica”, com a promessa de que inovação de ponta não fique restrita ao setor privado. O que está previsto no projeto A estratégia se organiza em duas frentes principais. A primeira é a implantação de 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) inteligentes em hospitais públicos distribuídos por 13 estados, contemplando todas as regiões do país. Essas unidades devem operar com monitoramento contínuo, maior integração de dados clínicos e possibilidade de conexão entre equipes locais e especialistas remotos, criando uma rede mais padronizada de cuidado intensivo. A segunda frente é a construção do primeiro hospital público 100% inteligente do Brasil, que será instalado em São Paulo, no complexo do Hospital das Clínicas da USP. Batizado de Instituto Tecnológico de Emergência, o projeto conta com um financiamento anunciado de R$ 1,7 bilhão via Banco do BRICS, dentro do pacote total de investimentos da rede. De acordo com informações divulgadas pelo governo e por veículos oficiais, a nova unidade será voltada principalmente para urgência e emergência, com grande capacidade de atendimento, integração com a rede de UTIs inteligentes e uso intensivo de sistemas digitais. O prazo estimado de construção varia entre três e quatro anos, conforme projeções iniciais. Onde ficam as UTIs inteligentes As primeiras comunicações públicas indicam que as UTIs inteligentes devem ser implementadas em cidades como Manaus (AM), Dourados (MS), Belém (PA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). A distribuição final, no entanto, ainda depende de etapas técnicas e administrativas. Além disso, o plano prevê a participação de hospitais universitários federais, reforçando o papel dessas instituições tanto na assistência quanto na formação de profissionais capacitados para operar em um ambiente cada vez mais digitalizado. O que significa “hospital inteligente” na prática No discurso oficial, a ideia de hospital inteligente vai além da compra de equipamentos modernos. Envolve: A expectativa do governo é que essa combinação reduza o tempo entre a chegada do paciente, o diagnóstico e o início do tratamento, além de otimizar o uso de leitos e recursos. Por que esse movimento importa Na prática, o projeto tenta enfrentar um desafio histórico do SUS: a distância entre a escala do sistema e sua capacidade de coordenação. A aposta é que tecnologia funcione como base estrutural para melhorar fluxo, eficiência e qualidade do cuidado, sobretudo em áreas críticas. Ainda assim, a experiência internacional mostra que o sucesso desse tipo de iniciativa depende menos do volume de investimento e mais de fatores como integração de sistemas, governança de dados, segurança da informação e treinamento das equipes de saúde. É nesse ponto que a promessa de um SUS mais tecnológico será, de fato, testada. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Duas injeções por ano: a revolução na prevenção do HIV chegou. E agora?

Esqueça a pílula diária. A Anvisa acaba de aprovar o lenacapavir, um antirretroviral injetável que promete proteção contra o HIV com apenas duas aplicações por ano. A inovação, que demonstrou eficácia próxima de 100% em estudos clínicos, representa uma virada de chave para a saúde preventiva, mas esbarra em um desafio gigante: o acesso. O que torna o lenacapavir tão diferente? A grande sacada do lenacapavir está no seu mecanismo de ação. Em vez de uma abordagem tradicional, ele ataca o capsídeo viral, uma espécie de “escudo protetor” do HIV, bloqueando seu ciclo de replicação em múltiplas fases. Essa ação potente é o que permite que uma única injeção semestral mantenha a proteção. Estudos com milhares de pessoas, incluindo mulheres na África do Sul e Uganda, confirmaram a eficácia quase total, sem nenhum caso de infecção entre os participantes do grupo que recebeu o medicamento. Menos rotina, mais qualidade de vida Na prática, a transição de um comprimido diário para duas injeções anuais é um salto enorme em termos de bem-estar e adesão. Para muitas pessoas, especialmente em populações vulneráveis com dificuldade de seguir a rotina da PrEP oral, essa inovação elimina uma barreira significativa. A proposta é simplificar a prevenção, reduzir falhas e promover uma longevidade mais saudável, integrando a ciência de ponta a um estilo de vida com menos preocupações. O elefante na sala: quem pode pagar pela revolução? Apesar de toda a empolgação, a chegada do lenacapavir ao Brasil vem com um asterisco gigante: o preço. Com um custo anual estimado entre 25 e 28 mil dólares, o medicamento ainda não foi incorporado ao SUS, o que limita drasticamente seu alcance. Enquanto organizações como a OMS recomendam a droga como uma nova ferramenta poderosa, o acesso no Brasil depende de complexas negociações políticas e econômicas. O desafio agora é transformar essa inovação de ponta em uma política pública acessível. O lenacapavir não é apenas um novo medicamento; é um vislumbre do futuro da prevenção do HIV. Ele amplia o arsenal de estratégias, mas também expõe a lacuna entre o avanço científico e a equidade no acesso à saúde. O próximo capítulo dessa história será definido não nos laboratórios, mas nas mesas de negociação que decidirão se essa revolução será para todos ou apenas para alguns.
Saúde vira o principal campo de disputa da IA entre as big techs

Por muito tempo, saúde foi tratada como território delicado demais para a inteligência artificial. Risco alto, regulação pesada, confiança em jogo.Agora, virou prioridade estratégica. Nas últimas semanas, OpenAI, Google, Anthropic e Amazon colocaram a saúde no centro de seus lançamentos mais relevantes. Não como teste. Como infraestrutura. A leitura é direta: a próxima grande disputa da IA acontece dentro do cuidado com o corpo humano. OpenAI transforma hábito em produto Milhões de pessoas já usam o ChatGPT para tirar dúvidas sobre treino, sono, exames e sintomas. A OpenAI decidiu formalizar esse comportamento. Com o ChatGPT Health, usuários podem conectar prontuários médicos, resultados de exames e dados de bem-estar, incluindo informações de wearables. A virada não está só em responder perguntas, mas em fazê-lo com base em histórico contínuo e pessoal. Menos resposta genérica. Mais contexto de vida real. Na prática, saúde começa a ganhar uma interface conversacional. Amazon leva a IA para dentro da atenção primária A Amazon escolheu um caminho mais operacional e direto ao ponto. Por meio da One Medical, a empresa lançou um assistente de saúde integrado ao app de cuidados primários. O sistema acessa o prontuário completo do paciente para explicar exames, responder dúvidas, sugerir o tipo de atendimento adequado e executar ações práticas, como agendar consultas ou renovar medicamentos. Aqui, a IA deixa de ser só informativa. Ela vira parte ativa da jornada de cuidado. Anthropic ataca o maior gargalo do sistema A proposta da Anthropic é menos visível para o consumidor, mas estrutural para o ecossistema. Com o Claude for Healthcare, a empresa se posiciona como uma camada de conexão em um sistema fragmentado. Pacientes podem integrar histórico médico, exames e dados físicos para entender relatórios, se preparar para consultas e formular perguntas melhores.Do outro lado, médicos e operadoras usam a IA para lidar com documentação, regras regulatórias e burocracias que drenam tempo do cuidado humano. É saúde como tradução. E como eficiência. Google aprofunda onde sempre foi forte: imagens médicas Enquanto outras big techs avançam no contato direto com o paciente, o Google reforça seu domínio nos bastidores da medicina. A nova versão do MedGemma 1.5 amplia a capacidade da IA de interpretar tomografias, ressonâncias e lâminas de patologia. O foco não é substituir especialistas, mas apoiar decisões clínicas, identificar padrões sutis e reduzir variações de interpretação em escala. Menos ruído. Mais precisão. O fio condutor: cautela e humanos no centro Apesar de estratégias diferentes, todas as empresas repetem a mesma premissa: humanos continuam no loop.A proximidade da IA com o cuidado real exige controle, transparência e responsabilidade. Erros, excesso de confiança algorítmica e questões regulatórias não são detalhes. São o centro do debate. Ainda assim, uma coisa ficou clara. Saúde deixou de ser um projeto lateral para as gigantes da tecnologia. Virou um território central onde dados, confiança e decisões sobre o corpo estão sendo disputados em tempo real. A pergunta que fica não é se a IA vai entrar na sua saúde.É quem vai mediar essa relação. E até onde você está disposto a confiar. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
A beleza entrou na era da longevidade ao mirar a energia das células da pele

Durante anos, o cuidado com a pele seguiu um roteiro conhecido. Antioxidantes para proteger, iluminar e reforçar a barreira cutânea. Vitamina C, vitamina E, niacinamida. Funciona. Sempre funcionou. Mas esse discurso começou a mudar. À medida que a ciência da longevidade ganha espaço, a pergunta ficou mais direta: e se envelhecer bem não for apenas proteger a superfície da pele, mas preservar a energia das células que a mantêm funcionando? É nesse ponto que as mitocôndrias entram no centro da conversa. Quando a energia cai, a pele mostra Por muito tempo, as mitocôndrias ficaram restritas às aulas de biologia. Hoje, elas viraram infraestrutura no novo vocabulário da beleza. “As mitocôndrias são as centrais de energia das células da pele. Elas sustentam o reparo celular, a produção de colágeno e a função da barreira cutânea”, explica a dermatologista Zeba Chhapra, em entrevista à Vogue Arabia. Com o passar do tempo, essa eficiência diminui. Estresse oxidativo, poluição, radiação UV e estilo de vida aceleram o processo.Na prática, isso aparece como pele opaca, flacidez, manchas e uma sensação constante de cansaço cutâneo. Não é só estética. É energia celular em queda. O estresse que se acumula O envelhecimento da pele não acontece de um dia para o outro. Ele é cumulativo. Espécies reativas de oxigênio, geradas naturalmente pelo metabolismo e intensificadas por sol, poluição, estresse e noites mal dormidas, danificam proteínas, lipídios e o DNA das células da pele. O corpo até tem sistemas antioxidantes próprios, mas eles não dão conta para sempre. Os antioxidantes tradicionais ajudam neutralizando parte desse dano, sobretudo nas camadas mais superficiais.Os antioxidantes mitocondriais atuam antes: dentro da mitocôndria, onde o desgaste começa. É uma mudança clara de lógica.Menos correção tardia. Mais preservação ao longo do tempo. Beleza encontra longevidade Essa virada acompanha um movimento maior do mercado de wellness. Segundo Nathalie Chevrot, diretora global de skincare da Symrise, a inovação em beleza está migrando de resultados imediatos para mecanismos biológicos associados ao envelhecimento, como função mitocondrial, estabilidade do DNA e senescência celular. O consumidor também mudou. Hoje, envelhecer é visto como um processo natural. O desejo não é “parecer mais jovem a qualquer custo”, mas manter função, conforto e confiança com o passar dos anos. Nesse contexto, longevidade não é estética. É manutenção. Onde isso já aparece Por enquanto, os antioxidantes mitocondriais estão concentrados no segmento premium. Séruns avançados e cosmecêuticos lideram essa frente, onde entrega precisa e absorção fazem diferença real. Esses ativos também começam a aparecer em suplementos e protocolos regenerativos, ampliando o cuidado para além da superfície da pele. Marcas de luxo e biotecnologia investem em complexos patenteados desenvolvidos ao longo de anos de pesquisa. Ingredientes como MitoQ, PQQ e combinações de peptídeos antioxidantes são formulados para alcançar as mitocôndrias com mais eficiência. A biotech suíça Timeline, por exemplo, desenvolveu o Mitopure, uma forma clinicamente estudada de urolitina A voltada ao suporte da função mitocondrial em nível celular. Não é sobre idade, é sobre rotina Embora esses produtos sejam frequentemente comunicados para pessoas acima dos 30 anos, o fator determinante não é a idade no RG. Vida urbana intensa, exposição solar constante, estresse crônico, viagens frequentes, poluição e excesso de telas aumentam o estresse oxidativo e aceleram o desgaste mitocondrial, mesmo em pessoas jovens. Cuidar da saúde das mitocôndrias pode ajudar a manter uma renovação celular mais equilibrada. No dia a dia, isso tende a aparecer como pele mais firme, tom mais uniforme e menos sinais de inflamação e fadiga. Um novo marco para o skincare Os antioxidantes mitocondriais não são apenas mais um ingrediente da vez. Eles sinalizam uma mudança estrutural na forma como a beleza se conecta à saúde. O skincare deixa de prometer voltar no tempo e passa a falar em sustentar energia, função e resiliência celular. Talvez as inovações mais importantes da beleza não sejam as que vemos no espelho.Mas as que garantem que ele continue refletindo uma pele saudável ao longo dos anos. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Arnold Schwarzenegger lança stack básico com a Momentous e faz um movimento contra a complexidade dos suplementos

A indústria de suplementos vive uma fase de excesso. Fórmulas proprietárias, stacks cada vez mais longos e promessas difíceis de sustentar no dia a dia. É nesse cenário que Arnold Schwarzenegger faz um movimento curioso e estratégico. O ex-fisiculturista e ator se uniu à Momentous para lançar o The Arnold Stack, um combo com apenas três suplementos. Nada de inovação mirabolante. A proposta é justamente o oposto: voltar ao básico. O que vem no The Arnold Stack O stack reúne três produtos considerados fundamentais e amplamente estudados ao longo de décadas: São suplementos conhecidos, quase óbvios. E é exatamente aí que está o ponto. Em vez de apostar em diferenciação por complexidade, o lançamento aposta em consistência, previsibilidade e evidência científica. O recado por trás do produto Arnold sempre foi vocal sobre sua filosofia: o que constrói resultado não é tendência, é repetição. O The Arnold Stack materializa essa ideia em forma de produto. Um posicionamento claro contra o que virou padrão no setor: stacks cheios de ingredientes difíceis de explicar e ainda mais difíceis de manter como hábito. Não é coincidência que todos os itens do combo tenham certificação NSF Certified for Sport, um selo relevante para atletas e profissionais que precisam de garantia sobre pureza, rotulagem e ausência de substâncias proibidas. Em um mercado cada vez mais questionado, confiança virou ativo. Por que isso importa agora O lançamento conversa diretamente com o momento do wellness. Consumidores estão mais céticos, mais informados e menos dispostos a comprar promessas vazias. Ao simplificar a oferta, Arnold e Momentous sinalizam que o futuro pode estar menos na novidade e mais na curadoria do que realmente funciona. É menos sobre criar algo novo e mais sobre assumir uma posição clara em um mercado inflado. Quanto custa e onde comprar O The Arnold Stack já está disponível no site da Momentous por US$ 102,85. A marca também oferece desconto no primeiro pedido para quem opta pelo modelo de assinatura. No fim, esse lançamento não é sobre suplemento. É sobre narrativa. Em um setor viciado em complicar, escolher o básico virou uma decisão estratégica. E você: na sua rotina, o que funciona melhor, seguir tendência ou sustentar o essencial? 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
A creatina Sabor energético de Camila Loures que virou recorde no Brasil

Em janeiro de 2026, a Yoha fez algo que ninguém tinha feito antes no Brasil: transformou um meme em recorde histórico. A marca lançou a Creatina sabor Energético, surfando a viralização do bordão do influencer Toguro. O resultado foi um marco para o mercado brasileiro de wellness: a primeira live da história do país a alcançar 50 milhões de curtidas. E talvez você nunca tenha ouvido falar da marca, sabe por quê? A Yoha tem apenas 4 meses de vida. Quatro meses, três recordes Nem toda marca nasce pequena. Algumas já chegam entendendo o jogo e a Yoha é um desses casos. Em setembro de 2025, Camila Loures lança a Yoha, sua marca própria de suplementos, já estreando com mais de 50 produtos no portfólio desde o primeiro dia. A marca nasce depois de Camila Loures viver uma transformação profunda no corpo e no estilo de vida. Camila, que soma milhões de seguidores em suas redes, decide usar a própria trajetória para incentivar pessoas a buscarem sua melhor versão. A estreia aconteceu em uma live no Instagram e virou um marco. Em apenas duas horas, mais de 7 mil pedidos foram realizados. Depois de dois meses do lançamento, o TikTok virou motor. A Yoha entrou com força total, explorando o live commerce como poucos no Brasil faziam até então. Os números podem te falar como aconteceu: Agora em janeiro Chegou o recorde que entrou para a história. A Yoha leu o momento cultural e viralizou com o tema creatina nas redes, conectando o bordão do influenciador Toguro. A marca lançou a Creatina sabor Energético. O resultado: terceira maior live do Brasil em GMV e a primeira live da história do país a alcançar 50 milhões de curtidas. Quem é Camila Loures Camila Loures é influenciadora com milhões de seguidores somados em suas redes sociais. Nos últimos anos, ela viveu uma transformação profunda no corpo e no estilo de vida que se tornou pública. Camila usou a própria credibilidade para criar e validar a marca. E funcionou: 7 mil pedidos em 2 horas na live de lançamento mostraram que a audiência confiava nela o suficiente para comprar um produto que acabara de nascer. O modelo que poucos conseguem replicar Logo após o lançamento, a marca estruturou um dos seus pilares mais fortes: uma comunidade ativa de influenciadores e afiliados. Pessoas que acompanham a trajetória da Camila passaram a consumir os produtos, compartilhar resultados reais e divulgar a marca de forma orgânica. Seguidores literalmente viraram parceiros. E o crescimento se tornou coletivo. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui