Fórmula 1, agora IRONMAN: o Nubank escolheu a alta performance como linguagem

O Nubank deu um passo calculado fora do óbvio. A fintech anunciou que passa a ser patrocinadora master do IRONMAN Brasil e das provas TRIDAY SERIES, em parceria com a Unlimited Sports. Não é sobre visibilidade esportiva. É sobre ocupar um território simbólico onde performance, disciplina e status já fazem parte do pacote. O que aconteceuO Nubank não comprou apenas mídia. Comprou naming rights, ativações recorrentes e presença estrutural no calendário do triathlon brasileiro. Na prática, a marca passa a “assinar” um dos esportes mais exigentes do mundo — aquele que combina preparo físico extremo, planejamento financeiro, viagens e investimento constante em rotina. Triathlon é esforço de longo prazo. E poucas narrativas conversam tão bem com marcas que querem falar de consistência, controle e alta performance. Por que uma fintech está de olho no seu treinoPorque o público já está lá. Segundo dados divulgados pelo próprio Nubank, cerca de 70% dos atletas de edições recentes do IRONMAN no Brasil já são clientes da fintech. Ou seja: não é aquisição. É aprofundamento de relação. O alvo é claro: Ultravioleta, o cartão premium da casa. O triathlon concentra exatamente o perfil que o produto quer reforçar — consumidores de alta renda, alta disciplina e forte identificação com saúde, performance e estilo de vida ativo. O esporte vira linguagem. Não discurso. O que muda para quem corre (e sofre) a provaA parceria não fica só no branding. Para atletas e clientes, ela se traduz em vantagens práticas: pré-venda de inscrições, vagas extras em provas concorridas, descontos, facilidades no pagamento e ativações nas arenas dos eventos, como check-in simplificado e experiências exclusivas. Na lógica do Nubank, a marca deixa de ser algo que você acessa no celular e passa a fazer parte da sua rotina de treino, competição e viagem. Fidelização aqui não vem de taxa menor — vem de presença no lifestyle. O próximo passo em 2026O plano já nasce grande. A previsão é realizar 10 provas ao longo de 2026, somando IRONMAN e TRIDAY SERIES, com estimativa de 15 mil atletas entre amadores e profissionais. O acordo também marca uma virada no mercado: o Nubank assume um espaço antes ocupado por bancos e corretoras tradicionais, reforçando que wellness virou um dos canais mais eficientes de construção de marca premium. O recado para o mercado é simples: performance física virou ativo de marca. A pergunta que fica é direta: se o seu cliente organiza a vida em torno do corpo, do treino e da constância, sua marca aparece onde essa vida acontece? 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Kasi lança AI Run Coach e leva feedback de treino em tempo real para a corrida

Correr está na moda.Treinar certo, nem tanto. É exatamente nessa lacuna que a Kasi quer entrar. A empresa acaba de lançar o AI Run Coach, um aplicativo que fornece orientação em tempo real durante o treino, usando dados como ritmo, frequência cardíaca e desempenho para corrigir o corredor enquanto ele corre — não depois. O timing não é aleatório. Segundo o relatório Year in Sport 2025, da Strava, a corrida vive um boom puxado pela Geração Z:+28% nos 5K,+39% nos 10K,+31% nas meias maratonase +33% nas maratonas em relação ao ano anterior. Mas existe um problema silencioso por trás desses números. Inscrição não é compromisso.E volume não é qualidade. Onde a maioria dos corredores erra A maior parte dos corredores — iniciantes ou experientes — até segue um plano.O erro acontece na execução. Ritmo errado.Intensidade exagerada.Treino feito “no feeling”. O resultado aparece semanas depois: estagnação, fadiga ou lesão. É esse padrão que os treinadores de corrida por IA tentam quebrar. E a Kasi aposta em um diferencial claro: feedback ao vivo, no momento em que o erro acontece. Um coach no ouvido, durante o esforço O funcionamento começa simples. O usuário informa um tempo recente em alguma distância — 5 km, 10 km ou meia maratona.A partir disso, o app calcula os ritmos ideais para cada tipo de sessão: A diferença aparece durante o treino. Com o celular ou relógio conectado, o AI Run Coach fala pelos fones. Ele avisa se o ritmo está acima do ideal, se a frequência cardíaca saiu do alvo ou se é hora de desacelerar. Se o corredor começa um intervalado rápido demais, o app pode até pedir para parar e recomeçar. E mais importante: explica por que aquele treino existe e por que exagerar compromete o resultado. Em outras palavras:o erro é corrigido no momento em que acontece, não dias depois. Por que isso muda o jogo Segundo o fundador e CEO da Kasi, Dr. Jason Karp, o problema do treino online tradicional é ser passivo demais. O treinador envia o plano.O atleta executa sozinho.O feedback vem depois — quando já é tarde. “Ensinar durante o treino é muito mais eficaz do que corrigir depois”, resume. A tese é clara:o melhor momento para aprender é enquanto o corpo está em esforço. IA, mas sem excluir o treinador humano Apesar do nome, a Kasi não quer ser apenas “IA contra gente”. A plataforma também permite que treinadores reais acompanhem o treino em tempo real, recebam os dados do atleta e se comuniquem com ele durante a sessão. Na prática, o app vira uma infraestrutura para que coaches consigam escalar acompanhamento de qualidade, mesmo à distância. Essa abordagem coloca a Kasi diretamente no radar de plataformas já consolidadas, como a Runna, hoje uma das líderes em planos digitais de corrida. A aposta de Karp é que a combinação entre experiência prática de treino e feedback ao vivo cria uma camada que os planos tradicionais ainda não entregam. Compatibilidade e próximos passos No lançamento, o aplicativo funciona com iPhone e Apple Watch. A empresa já sinalizou que pretende integrar outros relógios amplamente usados por corredores, como os da Garmin. O que isso diz sobre o futuro da corrida A corrida está entrando na mesma fase que outras áreas da saúde já viveram. Menos motivação genérica.Mais execução guiada por dados.Em tempo real. O próximo salto não é correr mais. É correr certo, enquanto ainda dá tempo de corrigir. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Inglaterra em modo “arrumar a casa” na saúde: câncer, filas infantis, corte de equipe e um teste mais sensível

A saúde pública na Inglaterra entrou numa semana daquelas que deixam a mensagem bem clara: o problema não é falta de pauta — é falta de fôlego no sistema. De um lado, o governo promete atacar desigualdades no câncer que travaram a evolução da última década. Do outro, aparecem os números que doem: crianças esperando mais de um ano por atendimentos comunitários, serviços alongando filas por corte e congelamento de contratações, e uma pressão crescente em áreas como fisioterapia. No meio disso tudo, uma boa notícia prática: o principal teste de triagem de câncer de intestino vai ficar mais sensível, com potencial real de salvar vidas ao encontrar casos mais cedo. Câncer: “onde você mora não pode decidir seu tratamento” A ministra de Saúde Pública, Ashley Dalton, divulgou um posicionamento sobre o próximo National Cancer Plan, com um recado direto: as taxas de sobrevivência melhoraram, mas o progresso desacelerou — e as comunidades trabalhadoras são as mais prejudicadas. A promessa é reduzir diferenças regionais, com medidas como: Tradução FitFeed: câncer virou uma pauta de CEP. E o governo está assumindo isso publicamente. Filas de “community care” para crianças: o tempo que não volta Uma análise noticiada pela BBC aponta que dezenas de milhares de crianças aguardam mais de um ano por serviços comunitários do NHS (como audição e suporte para deficiência). E um dado puxa o ar da sala: um quarto das crianças na fila está nessa espera acima de 12 meses. O alerta dos especialistas é simples e cruel: em pediatria, tem janela de desenvolvimento. Se você perde, você paga em complicação de longo prazo — não por falta de tratamento, mas por falta de timing. O Departamento de Saúde e Assistência Social disse estar tomando “ações firmes” e citou planos de investimento em cuidado comunitário dentro do 10 Year Health Plan. Fisioterapia: filas sendo “estendidas” por falta de gente Aqui a pauta é menos glamourosa e mais real: equipe. Uma pesquisa da Chartered Society of Physiotherapy (outubro; divulgada pela HSJ) mostrou que: O número que resume a tendência: a preocupação com insuficiência de staff foi de ~70% (início de 2024) para 80% (fim de 2025). Ou seja: não é que a fila “cresce” sozinha. Ela é fabricada quando o time encolhe. Tecnologia: a “tech chief” do NHS vai para um projeto de identidade digital A CTO do NHS England, Sonia Patel, vai deixar o cargo em março para assumir por 12 meses uma função interina como CTO do governo, liderando um programa de identidade digital nacional. O movimento é simbólico: o que era “transformação digital da saúde” agora encosta numa peça maior do Estado — infraestrutura de identidade. E isso pode impactar desde acesso a serviços até integração de dados (com todas as discussões de segurança e governança que vêm junto). Triagem de câncer de intestino: o teste vai ficar mais “fino” A melhor notícia da lista é bem objetiva: o NHS vai aumentar a sensibilidade do FIT (teste imunológico fecal), usado amplamente na triagem de câncer intestinal. A aposta é simples: melhor sensibilidade = mais chance de pegar antes, inclusive antes de sintomas, e a expectativa citada por lideranças do NHS é de salvar centenas de vidas com a mudança. O que isso diz sobre 2026 O retrato que aparece aqui é um sistema tentando fazer três coisas ao mesmo tempo: E, quando dá, melhorar o que realmente muda jogo: detecção precoce. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Atenção nos aeroportos e mais um lembrete de que “vírus raro” não significa “vírus irrelevante”.

A Índia enfrenta um novo alerta envolvendo o vírus Nipah, com foco recente em Bengala Ocidental, onde cerca de 110 pessoas foram colocadas em quarentena após exposição a casos confirmados, incluindo profissionais de saúde atendidos no início de janeiro. Em surtos anteriores, o Nipah já foi associado a taxas de letalidade altas, que podem chegar a aproximadamente 75% em determinados contextos. O que está acontecendo O Nipah é um patógeno conhecido por aparecer de forma episódica em partes da Ásia desde o fim dos anos 1990. Quando surgem suspeitas ou confirmações, a resposta costuma seguir um roteiro rígido: rastreio de contatos, isolamento de pessoas expostas e intensificação de vigilância para evitar que casos se multipliquem sem detecção. Foi esse tipo de acionamento que colocou a região em modo de cautela, com impacto direto em protocolos de viagem. Por que aeroportos entraram no modo alerta O surto na Índia acendeu o sinal amarelo em países vizinhos. Na Tailândia, autoridades reforçaram medidas de triagem e protocolos de saúde em aeroportos com voos vindos da área afetada, incluindo Suvarnabhumi, Don Mueang e Phuket. Entre as ações citadas estão triagens de passageiros em chegadas específicas e intensificação de limpeza e coordenação com postos de controle sanitário. Vale traduzir o que isso significa na prática: triagem em aeroporto não é uma “parede” perfeita contra vírus, mas é um mecanismo para identificar casos sintomáticos rapidamente e acionar rastreio e isolamento antes que o problema se espalhe. Até o momento, não há confirmação de casos de Nipah na Tailândia. O que é o Nipah e por que ele preocupa O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, pode passar de animais para humanos. Ele é associado principalmente a morcegos frugívoros e, em alguns surtos, também a porcos. A transmissão pode ocorrer por alimentos contaminados e também por contato próximo entre pessoas, especialmente em ambientes de cuidado. O motivo da preocupação é a combinação de três fatores: possibilidade de casos graves, risco de transmissão em certos contextos e ausência de tratamento específico. Por isso, o Nipah aparece nas listas da OMS de patógenos prioritários para pesquisa, por seu potencial de gerar surtos relevantes. Sintomas que costumam aparecer nos relatos oficiais As descrições oficiais geralmente apontam um início com sintomas como febre, dor de cabeça, dores no corpo, vômitos e dor de garganta, com possibilidade de evolução para problemas respiratórios e sinais neurológicos em casos mais graves, como encefalite. Um detalhe importante para leitura de risco: em surtos, a vigilância costuma focar especialmente em pessoas com sintomas compatíveis que tiveram exposição conhecida (contato com caso, ambiente de risco ou deslocamento recente em áreas afetadas). Contexto rápido O vírus foi identificado no fim dos anos 1990, com surtos marcantes na Malásia, e desde então registra episódios recorrentes principalmente em Bangladesh e Índia, com respostas baseadas em testagem, isolamento e rastreamento. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
A Ulta está deixando um recado claro: “beleza” virou só a porta de entrada.

A Ulta Beauty está dando um passo claro para além da maquiagem e do skincare. A varejista americana iniciou um piloto que reposiciona suas lojas como espaços de bem-estar, misturando produto, experiência e orientação. O projeto se chama Wellness by Ulta Beauty e funciona como um shop-in-shop mais experiencial, que expande o antigo Wellness Shop. A proposta é borrar de vez a fronteira entre beleza e autocuidado, tratando wellness como parte central da jornada do consumidor. O que está acontecendo, na prática O piloto começa em quatro cidades dos Estados Unidos, incluindo Columbus (Ohio), Richmond/Short Pump (Virgínia), Salem/Peabody (Massachusetts) e, nos próximos meses, Naperville (Illinois). Nessas lojas, a Ulta amplia o espaço dedicado a wellness, adiciona mesas interativas para descoberta e passa a contar com wellness educators, profissionais treinados para orientar o cliente em categorias que vão além do “uso estético” tradicional. A ideia é simples: menos compra por impulso, mais compra guiada. O movimento já vinha sendo preparado Esse reposicionamento não surgiu do nada. Em agosto, a Ulta já havia ampliado suas áreas de wellness em cerca de um terço das lojas, trazendo marcas como ARMRA, Therabody, Ritual, Bloom Nutrition e Nutrafol. Agora, o sortimento ganha novas camadas com a entrada de Stripes, marca de cuidado para menopausa criada por Naomi Watts, Playground, de Christina Aguilera, e da The Nue Co., que conecta fragrância e bem-estar. O recado é claro: wellness deixou de ser um “extra” e passou a ser um eixo estratégico. Um contraste com o resto do mercado Enquanto alguns varejistas ajustaram ou reduziram discretamente seus assortments de wellness, a Ulta está indo na direção oposta. A CEO Kecia Steelman já descreveu o segmento como um potencial negócio bilionário, leitura que também aparece em players como a Target. Além da loja física, a empresa segue testando marcas e subcategorias no UB Marketplace, sua plataforma digital de descoberta. A lógica é experimentar no online antes de decidir o que merece espaço permanente na prateleira. O que isso sinaliza Mais do que lançar novas marcas, a Ulta está testando um novo papel para o varejo. A loja deixa de ser apenas um ponto de venda e passa a funcionar como um ambiente de descoberta e orientação de hábitos. Beleza e wellness estão virando a mesma cesta.Produto e educação começam a dividir o mesmo espaço. A pergunta que fica é direta: o varejo está apenas mudando a forma de expor produtos ou está assumindo, pouco a pouco, o papel de curador do autocuidado cotidiano? 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
O cérebro usa o amiloide como ferramenta, desde que exista controle

Durante décadas, o amiloide foi tratado como o grande vilão do cérebro. Um erro biológico. Algo que precisaria ser eliminado a qualquer custo. Alzheimer, Parkinson, Huntington. A lógica era simples: quando ele aparece, algo deu errado. Um novo estudo do Stowers Institute for Medical Research, publicado na PNAS, desmonta essa ideia. E se o amiloide, em alguns contextos, não fosse um erro?E se fosse um recurso? A pesquisa, liderada pelo neurocientista Kausik Si, mostra que o cérebro pode usar estruturas amiloides de forma intencional para sustentar memórias de longo prazo. O ponto central não é o amiloide em si, mas a existência de um sistema que mantém esse processo sob controle. Memória não é só acúmulo. É escolha. Todo mundo já viveu isso. Algumas memórias desaparecem rápido. Outras parecem ganhar espaço permanente. O estudo ajuda a explicar essa diferença. O foco dos pesquisadores foi a proteína Orb2, já conhecida por formar estruturas amiloides necessárias para a consolidação da memória em moscas-da-fruta. A pergunta sempre foi direta: se amiloides podem ser perigosos, como o cérebro impede que esse mecanismo vire problema? A resposta tem nome: Funes. Funes, a proteína que organiza o risco Funes é uma proteína do tipo J-domain chaperone. Em vez de bloquear a formação do amiloide, ela orienta o processo. Nos experimentos, Funes interage com formas intermediárias da Orb2 e direciona sua conversão para um estado amiloide estável, funcional e ligado à memória. Não é contenção. É coordenação. Os autores chamam isso de amiloidogênese fisiológica. O uso controlado de uma estrutura biologicamente arriscada para um fim construtivo. Em outras palavras, o cérebro não está lutando contra o amiloide o tempo todo. Em momentos específicos, ele depende dele. Sem controle, a memória não se sustenta Para ligar molécula e comportamento, os pesquisadores treinaram moscas-da-fruta a associar um odor desagradável a uma recompensa de açúcar. Quando a função de Funes foi reduzida, a memória de longo prazo enfraqueceu. Quando a proteína foi restaurada, a capacidade de lembrar voltou. Funes não é acessório. Ela faz parte do mecanismo que transforma experiência em memória durável. O problema nunca foi só o amiloide Usando cryo-EM, os autores analisaram a estrutura do amiloide formado pela Orb2 e mostraram que ele é compatível com um amiloide endógeno, diferente das fibrilas associadas à neurodegeneração. Isso reforça a tese central: o problema não é apenas a presença do amiloide, mas o contexto em que ele se forma. Qual estrutura.Em que momento.Sob qual nível de controle. A diferença entre memória e neurodegeneração pode não ser química. Pode ser organizacional. O que isso muda para longevidade cognitiva Na lente da longevidade, o estudo levanta uma hipótese desconfortável. Talvez o declínio cognitivo não seja apenas resultado do acúmulo de danos, mas da perda gradual dos sistemas que mantêm processos perigosos sob controle. Com o envelhecimento, chaperones tendem a perder eficiência. Ao mesmo tempo, proteínas instáveis se tornam mais comuns. O resultado não é apenas mais erro, mas menos capacidade de usar mecanismos complexos com precisão. Se processos semelhantes existirem em vertebrados, o futuro das intervenções cognitivas pode ir além de “limpar o cérebro”. Pode passar por restaurar a capacidade de coordenação. Menos remoção.Mais regulação. Controle também envelhece O estudo ainda aponta conexões genéticas inesperadas com transtornos psiquiátricos, sugerindo que chaperones podem influenciar não apenas memória, mas percepção e interpretação da realidade. No fim, a história é simples e profunda. O cérebro não falha só quando acumula problemas.Ele falha quando perde a capacidade de manter sistemas complexos sob controle. Talvez envelhecer não seja apenas acumular dano, mas perder o maestro que mantém a orquestra tocando no tempo certo. E isso muda completamente a conversa sobre memória, cérebro e longevidade. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
O Alerta Silencioso: Como a Menopausa Redesenha seu Cérebro

A menopausa é muito mais do que ondas de calor e alterações de humor. Um estudo recente da Universidade de Cambridge acende um alerta: essa fase da vida feminina provoca uma redução significativa no volume da massa cinzenta do cérebro, impactando diretamente regiões cruciais para a memória e regulação emocional, como o hipocampo. O que está por trás da ‘névoa cerebral’? A grande vilã desse processo é a queda nos níveis de estrogênio. Esse hormônio não regula apenas o ciclo reprodutivo; ele é um guardião da saúde cerebral. O estrogênio promove a plasticidade sináptica (a comunicação entre neurônios), atua como um anti-inflamatório natural e é essencial para manter a estrutura neuronal. Com sua diminuição, o cérebro perde um de seus principais protetores, o que acelera a perda de volume e pode até desencadear processos de neuroinflamação. Ansiedade, insônia e memória: os efeitos no dia a dia Essa mudança estrutural no cérebro não é abstrata. Ela se traduz em sintomas bem reais que afetam o bem-estar e a performance. Mulheres na pós-menopausa relatam mais ansiedade, depressão e insônia, sintomas diretamente ligados à redução da massa cinzenta. Além disso, testes cognitivos mostram que o tempo de reação fica mais lento, e a vulnerabilidade a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, aumenta. A terapia hormonal é a solução? Nem tanto. A resposta mais óbvia seria a terapia de reposição hormonal (TRH), mas a ciência mostra que o caminho é mais complexo. O estudo indicou que a TRH não demonstrou uma melhora significativa na preservação da massa cinzenta ou nos sintomas de saúde mental. Essa lacuna abre uma avenida de oportunidades para o mercado de femtech e bem-estar, com espaço para o desenvolvimento de terapias aprimoradas e apps de monitoramento cognitivo. O que fica claro é que a menopausa precisa ser encarada como um evento neurológico importante. Entender seu impacto cerebral é o primeiro passo para exigir mais pesquisa, melhores tratamentos e, principalmente, para que as mulheres tenham o acompanhamento médico especializado que merecem para proteger sua saúde mental e cognitiva a longo prazo. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
A NikeSKIMS acabou de dar o próximo passo lógico: entrar no jogo do footwear.

A collab, que nasceu com a promessa de peças pensadas para transitar do studio para a vida real, lança agora seu primeiro tênis: NikeSKIMS Rift, um modelo minimalista com cara de “ballet flat meets sneaker”. A proposta é clara: movimento sem esforço, do caminho até o treino ao café pós yoga. O que é o Rift, na práticaO Rift não é exatamente novo. Ele nasceu como silhueta de corrida nos anos 90 e ficou marcado pelo detalhe que divide opiniões e, por isso mesmo, vira assinatura: a ponta “tabi”, com separação do dedão em relação aos outros dedos. Na versão NikeSKIMS, essa ideia volta mais limpa, mais sleek e mais lifestyle, mantendo o conceito de deixar o pé articular de forma mais natural enquanto você anda. Os detalhes que definem o modeloTabi toe: a divisão do dedão cria mais liberdade de movimento do pé.Uma tira no mediopé: calça rápido, firma no pé, sem cadarço.Entressola baixa: sensação mais “próxima do chão”, estável, com cara de studio shoe.Solado com logo texturizado: branding discreto que também funciona como tração. Kim Kardashian resume o espírito do produto com o argumento central da estética SKIMS: minimalista, elegante e “flattering”, agora aplicado num tênis. Por que isso importa (de verdade)Porque a NikeSKIMS está apostando no território que mais cresce dentro da wellness economy: peças híbridas, que não exigem troca de identidade. Você treina, sai, resolve a vida e continua “no look”. O Rift não tenta ser o tênis mais técnico do mundo. Ele tenta ser o tênis mais usável do seu dia. Onde comprarO NikeSKIMS Rift Mesh já está disponível na Nike.com, Skims.com e em pontos selecionados nos EUA. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Inclusão de R$ 200 mil: como a Preta Porter está hackeando o mercado da beleza

Direto da periferia do Rio para o horário nobre do Shark Tank Brasil, Tais Baptista está redesenhando o mapa da indústria de cosméticos. Com a Preta Porter, ela não só desenvolveu produtos de alta performance para mulheres negras, mas também conquistou um investimento de R$ 200 mil da investidora Monique Evelle, provando que propósito e lucro andam juntos. Qual é a fórmula por trás do negócio? A trajetória de Tais, que cresceu em Santa Cruz (RJ), é a base de tudo. A percepção de que faltavam produtos de qualidade para o seu público veio durante um intercâmbio na França. Ela entendeu que a lacuna ia além da estética, envolvendo tecnologia e respeito à diversidade. Com a convicção de que “talento não falta; o que falta são pontes”, ela criou uma marca que une inovação e capacitação. Estratégia multicanal com um toque de IA. A Preta Porter opera em um modelo de negócio afiado. Além do e-commerce próprio e da presença em marketplaces como Magazine Luiza, a marca inovou com parcerias B2B, distribuindo seus produtos em máquinas inteligentes. O grande diferencial, no entanto, é o Clube da Onça, uma plataforma que usa inteligência artificial para oferecer treinamentos personalizados e fortalecer sua comunidade de revendedoras, transformando autocuidado em oportunidade de negócio. O que o mercado de wellness aprende com isso? O investimento no Shark Tank não foi apenas capital, foi validação. Mostra que o mercado está atento a negócios que combinam impacto social com um modelo escalável. A Preta Porter é um alerta para executivos do setor de bem-estar: a era dos produtos genéricos acabou. O futuro pertence a marcas autênticas que refletem a diversidade cultural e promovem a equidade de forma genuína. A expansão da marca, com planos de ampliar o portfólio e os canais de distribuição, só reforça que a inclusão não é mais uma opção, é o centro da estratégia. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
O câncer de pele mais perigoso é o que parece inofensivo

Se parece micose, hematoma ou verruga, pode ser melanoma. O melanoma acral é um tipo raro de câncer de pele que surge nas palmas das mãos, plantas dos pés e embaixo das unhas. Ele não dói, não coça e não sangra nas fases iniciais. Justamente por isso, costuma passar despercebido — por pacientes e, muitas vezes, até por profissionais de saúde. Segundo o cirurgião oncológico Luiz Fernando Nunes, referência no estudo do melanoma acral, o maior perigo está no disfarce. Essas lesões frequentemente são confundidas com problemas benignos e acabam recebendo tratamento antes do diagnóstico correto. Por que esse melanoma engana tanto Diferente do melanoma mais conhecido, associado à exposição solar, o melanoma acral não tem relação clara com o sol. Ele aparece em regiões que não costumam entrar no radar de risco. Na prática, o erro se repete: Como geralmente não há dor ou incômodo, a suspeita de câncer simplesmente não surge. O erro mais grave: tratar antes de diagnosticar O alerta é direto: não trate sem biópsia. Procedimentos como cauterização podem até melhorar o aspecto externo da lesão.Por dentro, o tumor continua evoluindo. Além disso, esse tipo de intervenção destrói informações fundamentais para o prognóstico, como a profundidade do melanoma — dado essencial para definir tratamento, risco de metástase e acompanhamento. O que confirma o diagnóstico O diagnóstico correto exige três passos básicos: É nesse exame que se avalia o fator mais importante do melanoma: o quanto a lesão cresceu em profundidade, e não apenas o tamanho visível. Outros pontos decisivos incluem: Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples e eficaz é o tratamento. Tratamento evoluiu, prognóstico também Quando identificado precocemente, o melanoma acral pode ser tratado com cirurgia conservadora, preservando função e estética — inclusive em casos que antes exigiam amputação de dedos. Em estágios mais avançados, entram em cena imunoterapia, terapias-alvo, quimioterapia, radioterapia e, em situações específicas, cirurgia complementar. Fique atento a esses sinais Lesão simples só é simples depois da confirmação. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui