24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Peloton + Respin testam “treino com suporte” na menopausa — e 84% dizem que os sintomas melhoraram

Menopausa entrou no mainstream. E agora o fitness está tentando provar, com dado, que não é só “motivação de Instagram”. A Peloton, em parceria com a Respin Health (plataforma de cuidado na menopausa ligada à Halle Berry), divulgou resultados de um estudo de 60 dias: 84% das mulheres relataram melhora geral nos sintomas após seguir um programa estruturado de força + cardio, com educação, coaching e encontros de comunidade online. O que foi esse estudo, na prática O que melhorou (onde pega no dia a dia) Entre os sintomas mais comuns, apareceram avanços em pontos que muita mulher descreve como o “peso invisível” dessa fase: O subtexto aqui é importante: quando você junta treino + educação + suporte social, a aderência tende a subir. E sem aderência, nenhum plano funciona. Onde entra a polêmica (sem romantizar) A terapia hormonal continua sendo o centro do debate clínico para muitos sintomas — e vale um alerta de realidade: a própria sociedade científica da área já apontou que a evidência sobre exercício como “tratamento” direto para fogachos ainda é limitada/heterogênea em revisões. Ou seja: movimento ajuda muito, mas não dá pra vender como cura universal. Por que força virou “infraestrutura” na menopausa Aqui o consenso é mais sólido: na transição menopausal, a queda hormonal acelera risco de perda de massa muscular, queda de força e piora de estabilidade, o que empurra risco de quedas e fraturas. Por isso, treino de resistência aparece como base — inclusive por impacto em densidade óssea e função física. O efeito dominó: fitness correndo atrás do “treino por fase de vida” Enquanto clínicas e plataformas como Midi Health e Alloy escalam cuidado personalizado, marcas de suplementos disputam o território “menopausa” com stacks e rotinas simplificadas.E no fitness, a Pvolve vem empilhando dados com universidades (ex.: University of Exeter) sugerindo ganhos mensuráveis em força, equilíbrio e flexibilidade em mulheres 40+ em diferentes estágios da menopausa. Takeaway FitFeed O mercado está entendendo uma coisa tarde, mas finalmente: menopausa não é nicho — é infraestrutura de saúde pública e consumo. E “treinar” está saindo do lugar de conselho genérico para virar parte organizada do cuidado, com linguagem, progressão e suporte feitos para essa fase. Movimento não é acessório.É o básico bem feito — com método e contexto. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Esqueça a dieta: a nova regra de ouro é adicionar, não cortar

Chega de contar calorias e cortar o pão. Uma nova mentalidade está dominando o universo do bem-estar, trocando a cultura da restrição pela filosofia da adição. A grande sacada é simples: em vez de focar no que você não pode comer, a ideia é enriquecer o prato com alimentos nutritivos, tornando a jornada saudável algo prazeroso e sustentável. Qual é a lógica por trás disso? A abordagem, defendida por especialistas e popularizada em veículos como a newsletter Cuide-se, da Folha, ataca a principal causa do fracasso das dietas: a sensação de privação. Ao incluir mais frutas, legumes, grãos integrais e leguminosas, você aumenta a saciedade naturalmente. O resultado? Menos espaço para os ultraprocessados, sem a necessidade de proibições rígidas que geram ansiedade e culpa. É uma transição suave para hábitos melhores, que respeita o corpo e a mente. O Brasil na vanguarda: o guia que virou referência global Essa revolução não é de hoje e tem DNA brasileiro. O Guia Alimentar para a População Brasileira, criado em 2014, já trazia essa mentalidade em sua “regra de ouro”: descascar mais e desembalar menos. Reconhecido internacionalmente como um dos melhores do mundo, o guia mudou o paradigma ao focar no preparo das refeições e na qualidade dos alimentos, em vez de apenas contar nutrientes. A popularidade explodiu durante a pandemia, quando nutricionistas levaram esses conceitos para o TikTok e Instagram, e um vídeo do Ministério da Saúde sobre o tema viralizou. Como colocar o mindset em prática? A implementação é mais simples do que parece. Comece planejando as compras para garantir alimentos frescos na geladeira. Aposte no meal prep, preparando e congelando porções para a semana. E o mais importante: seja criativo. Reinvente receitas tradicionais substituindo ingredientes por versões mais nutritivas. A ideia é adicionar variedade e sabor, transformando a alimentação em um ato de autocuidado, não de punição. No fim, a mudança é sobre trocar a rigidez pela flexibilidade, promovendo uma relação mais saudável e duradoura com a comida. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/ 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

A Epidemia Silenciosa de Lesões em Jovens Tenistas

A busca pela alta performance está começando cada vez mais cedo, mas a que custo? No universo do tênis, um dado alarmante acende o alerta: cerca de 30% dos atletas entre 13 e 16 anos sofrem com fraturas por estresse. A lesão, que parece silenciosa, é um reflexo direto da intensidade dos treinos em um corpo que ainda está em pleno desenvolvimento. Onde o sonho encontra o limite do corpo? A grande vilã é a coluna lombar. Durante a adolescência, o esqueleto passa por uma fase crucial de crescimento e fortalecimento que se estende até os 22 anos. No entanto, os movimentos repetitivos do tênis – como a hiperextensão e a rotação exigidas em saques potentes como o ‘kick serve’ – aplicam uma carga excessiva sobre uma estrutura ainda imatura. O resultado é um desequilíbrio no processo de remodelação óssea: o corpo não consegue reparar os microdanos na mesma velocidade em que eles são criados, enfraquecendo o osso até o ponto da fratura. Menos intensidade, mais inteligência: a nova regra do jogo A solução não é treinar menos, mas sim treinar de forma mais inteligente. Especialistas defendem uma abordagem que equilibra dias de carga intensa com períodos adequados de recuperação. Esse descanso estratégico é o que permite que o osso se adapte e se fortaleça, blindando o atleta para o futuro. Ignorar os sinais do corpo pode custar caro: a reabilitação de uma lesão leve leva de 4 a 6 semanas, mas uma fratura completa pode tirar o atleta das quadras por até 16 semanas, comprometendo a longevidade da carreira. O futuro da performance esportiva está na intersecção entre ambição e wellness. A prevenção de lesões em jovens abre um campo fértil para inovações em tecnologias de monitoramento corporal e programas de treinamento adaptativo. O mindset mudou: para construir um campeão, é preciso primeiro construir um corpo resiliente, entendendo que a recuperação não é uma pausa, mas parte fundamental do treino. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/ 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

CBD para autismo: o que um estudo brasileiro revelou sobre o futuro do bem-estar?

Esqueça o hype. Uma pesquisa brasileira, liderada pelas universidades Unisul e UFSC, está trazendo dados concretos sobre o potencial do óleo de CBD para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os resultados apontam para uma redução significativa da agitação e uma melhora na sociabilidade, abrindo portas para uma nova era no tratamento e no bem-estar. Menos agitação, mais conexão: o que os dados mostram? O estudo acompanhou 30 crianças e adolescentes durante 24 semanas, e os resultados foram animadores. Os participantes não só ficaram mais tranquilos, melhorando a receptividade para aulas e terapias, como também mostraram avanços na interação social – um dos maiores desafios do TEA. O impacto foi tão claro que 16 dos 30 pacientes conseguiram reduzir ou até substituir outros medicamentos pela terapia com CBD. Claro, alguns efeitos adversos, como aumento do apetite e nervosismo, foram observados, reforçando a necessidade de acompanhamento médico. Ok, mas como isso funciona no cérebro? A mágica não é mágica, é ciência. O canabidiol (CBD) atua diretamente no sistema endocanabinoide, uma espécie de “maestro” que regula nosso humor, sono e imunidade, e que pode estar desregulado em pessoas com autismo. O CBD ajuda a reequilibrar a orquestra, modulando neurotransmissores e reduzindo a hiperatividade neuronal. Além disso, ele combate a neuroinflamação e o estresse oxidativo, processos que contribuem para os sintomas do transtorno. Em resumo: ele ajuda a “acalmar” o cérebro e a proteger os neurônios. O que o futuro reserva para o tratamento com CBD? Embora promissores, os próprios pesquisadores alertam que a amostra do estudo é pequena e mais pesquisas são necessárias. Para as famílias, isso se traduz em esperança, mas com cautela. Para o mercado, a porta está aberta. Empresas de health tech já miram a integração do monitoramento de terapias com CBD em apps de saúde, enquanto investidores veem oportunidades em parcerias para desenvolver produtos mais acessíveis. O CBD está deixando de ser uma promessa para se tornar uma realidade palpável na saúde neurológica, alinhando inovação e qualidade de vida. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/ 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Esqueça o Dr. Google: OpenEvidence capta US$ 250 mi para ser o copiloto dos médicos

Em menos de um ano no mercado, a OpenEvidence, uma startup de health tech, levantou US$ 250 milhões em uma rodada que elevou seu valuation para impressionantes US$ 12 bilhões. A missão da empresa é clara: oferecer um chatbot de IA que funciona como um cérebro auxiliar para médicos, transformando a tomada de decisão clínica com dados científicos de alta qualidade. Mas o que faz essa IA valer tanto? Fundada por Daniel Nadler – o mesmo cérebro por trás da Kensho Technologies, vendida por mais de US$ 550 milhões –, a OpenEvidence não é só mais uma ferramenta de IA. A plataforma é um copiloto treinado exclusivamente com literatura médica e dados científicos revisados por pares, projetado para ajudar profissionais a acessar evidências de forma rápida e precisa. A prova de que o mercado comprou a ideia está nos números: a ferramenta já alcançou mais de 40% de adoção entre médicos nos EUA e ultrapassou US$ 100 milhões em receita anualizada. O segredo? Um modelo de negócio disruptivo Enquanto a maioria das B2B techs aposta em assinaturas caras, a OpenEvidence quebrou a regra. Seu modelo de receita é baseado em publicidade direcionada dentro do app, o que elimina a barreira de custo para clínicas e consultórios menores. Essa estratégia permitiu um crescimento orgânico acelerado e, de quebra, criou sua maior vantagem competitiva: uma base de dados clínicos reais, alimentada pela própria comunidade médica, que torna a IA cada vez mais inteligente e difícil de replicar. O futuro é vertical, e a saúde agradece O sucesso da OpenEvidence sinaliza uma tendência clara no mercado de wellness: a era das IAs especializadas. Modelos generalistas perdem espaço para soluções de nicho que garantem credibilidade e usabilidade real em setores complexos como o da saúde. Com uma visão de longo prazo focada em independência e um futuro IPO no radar, a empresa mostra que o caminho para inovar em saúde passa pela co-criação com profissionais e por estratégias que aliam tecnologia de ponta com acesso democrático, melhorando os resultados para os pacientes e a segurança dos tratamentos. No fim das contas, a OpenEvidence não está apenas otimizando o atendimento médico; está redefinindo a confiança na interface entre homem e máquina. Ao aliar dados de alta qualidade a um modelo escalável, a startup prova que o maior impacto da IA no bem-estar não virá de respostas genéricas, mas de ferramentas precisas que capacitam os verdadeiros especialistas. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/ 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Enamed: 107 cursos de Medicina foram mal avaliados. E agora, o que muda de verdade?

O MEC colocou o pé no freio em 99 cursos de Medicina que tiveram desempenho ruim no Enamed (a versão do Enade para Medicina). No balanço divulgado segunda-feira, 19/01/2026, 107 cursos ficaram com Conceito 1 ou 2, e a resposta vem em forma de corte de vagas, suspensão de ingresso e bloqueio de acesso a programas federais. Em português bem direto: quem formou mal, vai sentir no bolso e na captação de alunos. Primeiro, o que é o Enamed (sem mistério) O Enamed é uma prova anual aplicada pelo Inep, ligada ao MEC, para medir a qualidade da formação em Medicina. Ele funciona como um “termômetro” do curso: olha o desempenho dos estudantes concluintes e transforma isso em Conceito Enade, de 1 a 5. O que acontece com quem tirou 1 ou 2 A regra que o MEC está aplicando é simples: E tem mais: parte dessas punições vem junto com suspensão do Fies e de outros programas federais. Como ficam as sanções, na prática Segundo o balanço divulgado: O ministro Camilo Santana reforçou que as instituições terão prazo para apresentar defesa e que a lógica do exame é “forçar a correção de rota”, com foco em qualidade de ensino e proteção da população que será atendida por esses futuros médicos. Por que 8 instituições não serão punidas diretamente pelo MEC Aqui tem um detalhe jurídico importante: nem todo curso de Medicina está sob a caneta direta do MEC. As 8 instituições estaduais e municipais citadas na lista não recebem punição direta do ministério porque pertencem a sistemas de ensino que são supervisionados pelos Conselhos Estaduais de Educação, conforme a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação). Ou seja: o MEC avalia, mas quem pode abrir processo de supervisão e aplicar sanção nesses casos é o estado (ou o sistema municipal responsável). Como o Conceito Enade é calculado (o que a nota “quer dizer”) O Conceito Enade é calculado com base no desempenho dos estudantes no exame, olhando também a participação e o percentual de alunos com resultado proficiente (quem demonstrou conhecimento suficiente). A régua divulgada no balanço foi: Um dado que chama atenção: nenhum dos cursos com Conceito 1 chegou a 40% de proficiência. Do outro lado, todos os cursos com Conceito 5 ficaram acima de 90%. O que isso sinaliza (a leitura FitFeed) Isso não é só “nota de prova”. É o governo dizendo: Medicina não pode ser linha de produção. Se a formação não entrega o mínimo, a máquina de abrir vagas começa a travar. A pergunta que fica é bem prática: essas punições vão realmente elevar a qualidade do ensino ou só reorganizar o mercado para quem já é forte? Se você tivesse que escolher hoje, você confiaria mais em qual sinal de qualidade: nota, estrutura, hospital-escola, ou reputação local?

Saunas viraram o novo happy hour: a volta dos banhos públicos como “terceiro espaço”

O wellness está vivendo um revival curioso: banhos públicos, saunas e tanques de gelo deixando de ser “ritual exótico” para virar programa social. Em vez do bar depois do trabalho, muita gente está indo para o vapor. E tem uma lógica por trás: isso funciona como terceiro espaço, aquele lugar entre casa e trabalho onde a vida acontece. Só que agora, com toalha no ombro, menos bebida e mais conversa olho no olho. Por que isso explodiu agora Alguns vetores estão empurrando essa onda ao mesmo tempo: O produto é um ritual, não só um spa A nova geração de bathhouses vende experiência guiada: circuito de sauna, resfriamento, descanso, às vezes com música, respiração, sessões em grupo e uma estética bem “club”. Isso é parte do que o Global Wellness Institute vem descrevendo como “saunas reimaginadas” e até “saunatainment” (sauna como entretenimento sensorial). Nos EUA, isso virou competição real em cidades como Nova York, com casas disputando público, proposta e preço. E junto com o boom também aparecem conversas sobre higiene, operação e padronização, porque quando vira “balada do vapor”, a régua muda. Não é nicho: tem dinheiro grande entrando Essa tendência não vive só de hype. O próprio Global Wellness Institute estima que o setor de thermal/mineral springs (termas, banhos e estabelecimentos ligados ao uso terapêutico e recreativo de águas especiais) teve US$ 71,7 bilhões em receitas em 2024, com 31.386 estabelecimentos em 130 países. E o relatório aponta que o segmento voltou forte no pós-pandemia, com crescimento robusto de 2023 para 2024 e receita acima do nível pré-pandêmico. Saúde ajuda a vender, mas o “gancho” principal é social Aqui vale uma leitura honesta: o discurso é saúde, mas o comportamento é comunidade. A Bloomberg coloca isso de forma bem clara: o boom fala mais sobre felicidade, hábitos e conexão do que sobre uma promessa médica definitiva. E o que a ciência diz, com o pé no chão Sem virar consultório, dá para separar o que é mais sólido do que é mais frágil: Curadoria FitFeed, não recomendação médica: se a pessoa tem condição cardíaca, pressão descompensada, histórico de desmaio ou qualquer dúvida, o correto é alinhar com profissional de saúde antes de brincar de “herói do gelo”. O que observar daqui para frente No fim, a pergunta é simples e bem 2026:se o seu happy hour pudesse te dar conversa boa e um reset no corpo, você iria para o bar ou para o vapor?

SciNeuro e Novartis fecham acordo de até US$ 1,7 bilhão para Alzheimer. A aposta é fazer o tratamento entrar no cérebro.

Alzheimer tem um histórico meio cruel: a terapia vira manchete, a expectativa sobe, e depois muita gente descobre que o ganho é pequeno para o preço, para o risco e para a complexidade do tratamento. Nesse cenário, a Novartis foi lá e assinou um acordo com a SciNeuro que pode chegar a US$ 1,7 bilhão. Só que o mais interessante não é o número. É a tese por trás. A Novartis ganhou o direito global de desenvolver um novo programa de anticorpos contra placas de amiloide, e a SciNeuro leva US$ 165 milhões de entrada, mais até US$ 1,5 bilhão em pagamentos por metas (testes, aprovações e vendas) e royalties se isso virar produto. A previsão é concluir a transação no primeiro semestre de 2026, dependendo das etapas regulatórias. O problema que pouca gente fala O cérebro tem um “porteiro”. É um filtro natural do corpo, feito para barrar toxinas e ameaças. O efeito colateral é óbvio: esse filtro também dificulta a entrada de muitos tratamentos. A consequência é um jogo ruim para Alzheimer: às vezes você precisa aumentar dose para tentar fazer o remédio “pegar”, e isso pode aumentar o risco sem garantir um benefício proporcional. É aqui que entra a promessa da SciNeuro. O programa usa uma tecnologia do tipo brain shuttle, que dá para entender como uma “carona guiada” para ajudar o tratamento a atravessar esse filtro e chegar ao cérebro com mais eficiência. A aposta é simples de explicar: mais tratamento onde importa, menos impacto no resto do corpo. Por que isso importa agora Porque as terapias anti-amiloide que já existem ajudam a entender o tamanho do desafio no mundo real. O Leqembi, por exemplo, é uma infusão na veia a cada duas semanas e carrega alerta para alterações vistas na ressonância, incluindo inchaço e pequenos sangramentos. Já o Kisunla também é infusão mensal e teve atualização de dose mais gradual para reduzir o risco de inchaço cerebral, segundo a Reuters. Ou seja, não é só descobrir “o alvo certo”. É fazer o tratamento chegar com eficiência e com um nível de segurança que dê para escalar. Sem hype, só a leitura correta Isso não é “cura chegando”. É uma aposta grande em uma tecnologia que ainda precisa provar, em gente, que melhora a entrega e que isso vira benefício clínico de verdade. Mas o recado do mercado é claro: talvez o próximo salto no Alzheimer venha menos de “um ingrediente novo” e mais de uma logística melhor para o remédio entrar no cérebro. Agora me diz: você acha que o futuro do Alzheimer está em criar novos remédios, ou em finalmente aprender a entregar melhor os que já existem?

Life Time lança roupas esportivas que não gritam “academia” e miram o dia inteiro

Sabe aquela roupa de treino que funciona no espelho da academia, mas parece “uniforme fitness” quando você sai na rua? A Life Time quer atacar exatamente esse ponto. A rede americana de academias premium se uniu à EVEREVE (varejista de moda feminina focada em peças casuais do dia a dia) para lançar uma coleção cápsula de 15 peças feita para uma missão simples: treinar e seguir a rotina sem precisar trocar de roupa. Na prática, é “athleisure” com acabamento mais arrumado. Menos cara de performance. Mais cara de vida real. O que tem na coleção A cápsula foi desenhada para ser versátil, com peças que funcionam em movimento, mas também “passam” em tarefas e compromissos fora do treino: O recado é claro: não é roupa para “malhar e voltar pra casa”. É para encaixar o treino no meio do dia e continuar em modo normal. Preço e posicionamento Os preços variam de US$ 36 a US$ 88, o que coloca a coleção numa faixa mais acessível do que “luxuosa”, mesmo com a imagem premium da Life Time. Ou seja: a estratégia parece menos “grife” e mais “peça coringa”. Aquela roupa que roda na semana e vira hábito. Por que uma academia está vendendo roupa? Porque o jogo mudou: muita gente não separa mais “vida fitness” e “vida normal”. Treino virou bloco do dia, não evento isolado. Para uma rede como a Life Time, roupa também vira extensão de marca: aumenta presença fora da unidade, reforça o senso de comunidade e cola a academia no cotidiano, não só no horário do treino. A parceria por trás Megan Tamte, cofundadora e co-CEO da EVEREVE, destacou que é membro vitalícia da Life Time e colocou a collab como uma combinação natural de propósito: roupas que ajudam mulheres a se sentirem confiantes e capazes no dia a dia. É a filosofia “estilo encontra força” virando produto: peças para se mover com liberdade, sem trocar de personagem ao longo do dia. Onde comprar e quando lança A coleção chega em 22 de janeiro de 2026, com venda em: Agora a pergunta que fica: você usaria roupa “de treino” num almoço ou numa reunião sem pensar duas vezes, ou ainda separa as gavetas em “academia” e “vida”?

Vida sem filhos: a coragem de reescrever o roteiro e a nova fronteira do bem-estar

Após anos de tratamentos de fertilização in vitro, a dor de um aborto e a pressão social para não desistir, a britânica Caroline Stafford tomou uma decisão radical: aceitou que não seria mãe. Longe de ser um caso isolado, sua jornada reflete um movimento crescente de mulheres que, por escolha ou circunstância, estão redefinindo o que significa uma vida plena, transformando uma narrativa de perda em uma busca por um novo tipo de realização. A cultura do ‘nunca desista’ tem prazo de validade? A sociedade nos vende a ideia de que persistir é a única opção. Para mulheres como Caroline, essa narrativa cultural cria uma tensão brutal entre o sonho da maternidade e a necessidade de aceitar os limites biológicos. A decisão de parar de tentar não é um fracasso, mas um ato de coragem que exige um reposicionamento profundo de identidade e propósito, muitas vezes em oposição a tudo que se ouve de amigos e familiares. Do luto à maratona: o wellness como ferramenta de ressignificação Como lidar com a frustração? Caroline encontrou a resposta na corrida. A prática de longas distâncias se tornou sua ferramenta para alcançar equilíbrio emocional e focar em novos objetivos, como seu negócio de biscoitos personalizados. Esse é o lifestyle de bem-estar em ação: usar rotinas como exercícios e até biohacking para gerenciar o estresse, melhorar a relação com o corpo e construir resiliência. Não se trata de apagar a dor, mas de integrá-la a uma vida mais saudável e consciente. De tabu a trend no TikTok: um movimento global O que antes era um drama privado, hoje é um fenômeno demográfico. No Reino Unido, mais da metade das mulheres nascidas em 1990 não tinham filhos aos 30 anos. No Brasil, a porcentagem de mulheres de 50 a 59 anos sem filhos saltou de 10% para 16,1% entre 2000 e 2022. Impulsionado por fatores como carreira, custos e maior acesso à informação, o movimento ganha força nas redes sociais, onde hashtags como # childfree e # ttc (tentando conceber) acumulam milhões de visualizações, criando comunidades de apoio e normalizando a conversa. A jornada de aceitar uma vida sem filhos, seja por infertilidade ou por escolha, está deixando de ser um tabu para se tornar uma nova fronteira do bem-estar. É a prova de que a realização pessoal não segue um roteiro único e que, às vezes, o plano B é o que nos leva à nossa melhor versão. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/