24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

SciNeuro e Novartis fecham acordo de até US$ 1,7 bilhão para Alzheimer. A aposta é fazer o tratamento entrar no cérebro.

Alzheimer tem um histórico meio cruel: a terapia vira manchete, a expectativa sobe, e depois muita gente descobre que o ganho é pequeno para o preço, para o risco e para a complexidade do tratamento. Nesse cenário, a Novartis foi lá e assinou um acordo com a SciNeuro que pode chegar a US$ 1,7 bilhão. Só que o mais interessante não é o número. É a tese por trás. A Novartis ganhou o direito global de desenvolver um novo programa de anticorpos contra placas de amiloide, e a SciNeuro leva US$ 165 milhões de entrada, mais até US$ 1,5 bilhão em pagamentos por metas (testes, aprovações e vendas) e royalties se isso virar produto. A previsão é concluir a transação no primeiro semestre de 2026, dependendo das etapas regulatórias. O problema que pouca gente fala O cérebro tem um “porteiro”. É um filtro natural do corpo, feito para barrar toxinas e ameaças. O efeito colateral é óbvio: esse filtro também dificulta a entrada de muitos tratamentos. A consequência é um jogo ruim para Alzheimer: às vezes você precisa aumentar dose para tentar fazer o remédio “pegar”, e isso pode aumentar o risco sem garantir um benefício proporcional. É aqui que entra a promessa da SciNeuro. O programa usa uma tecnologia do tipo brain shuttle, que dá para entender como uma “carona guiada” para ajudar o tratamento a atravessar esse filtro e chegar ao cérebro com mais eficiência. A aposta é simples de explicar: mais tratamento onde importa, menos impacto no resto do corpo. Por que isso importa agora Porque as terapias anti-amiloide que já existem ajudam a entender o tamanho do desafio no mundo real. O Leqembi, por exemplo, é uma infusão na veia a cada duas semanas e carrega alerta para alterações vistas na ressonância, incluindo inchaço e pequenos sangramentos. Já o Kisunla também é infusão mensal e teve atualização de dose mais gradual para reduzir o risco de inchaço cerebral, segundo a Reuters. Ou seja, não é só descobrir “o alvo certo”. É fazer o tratamento chegar com eficiência e com um nível de segurança que dê para escalar. Sem hype, só a leitura correta Isso não é “cura chegando”. É uma aposta grande em uma tecnologia que ainda precisa provar, em gente, que melhora a entrega e que isso vira benefício clínico de verdade. Mas o recado do mercado é claro: talvez o próximo salto no Alzheimer venha menos de “um ingrediente novo” e mais de uma logística melhor para o remédio entrar no cérebro. Agora me diz: você acha que o futuro do Alzheimer está em criar novos remédios, ou em finalmente aprender a entregar melhor os que já existem?

Life Time lança roupas esportivas que não gritam “academia” e miram o dia inteiro

Sabe aquela roupa de treino que funciona no espelho da academia, mas parece “uniforme fitness” quando você sai na rua? A Life Time quer atacar exatamente esse ponto. A rede americana de academias premium se uniu à EVEREVE (varejista de moda feminina focada em peças casuais do dia a dia) para lançar uma coleção cápsula de 15 peças feita para uma missão simples: treinar e seguir a rotina sem precisar trocar de roupa. Na prática, é “athleisure” com acabamento mais arrumado. Menos cara de performance. Mais cara de vida real. O que tem na coleção A cápsula foi desenhada para ser versátil, com peças que funcionam em movimento, mas também “passam” em tarefas e compromissos fora do treino: O recado é claro: não é roupa para “malhar e voltar pra casa”. É para encaixar o treino no meio do dia e continuar em modo normal. Preço e posicionamento Os preços variam de US$ 36 a US$ 88, o que coloca a coleção numa faixa mais acessível do que “luxuosa”, mesmo com a imagem premium da Life Time. Ou seja: a estratégia parece menos “grife” e mais “peça coringa”. Aquela roupa que roda na semana e vira hábito. Por que uma academia está vendendo roupa? Porque o jogo mudou: muita gente não separa mais “vida fitness” e “vida normal”. Treino virou bloco do dia, não evento isolado. Para uma rede como a Life Time, roupa também vira extensão de marca: aumenta presença fora da unidade, reforça o senso de comunidade e cola a academia no cotidiano, não só no horário do treino. A parceria por trás Megan Tamte, cofundadora e co-CEO da EVEREVE, destacou que é membro vitalícia da Life Time e colocou a collab como uma combinação natural de propósito: roupas que ajudam mulheres a se sentirem confiantes e capazes no dia a dia. É a filosofia “estilo encontra força” virando produto: peças para se mover com liberdade, sem trocar de personagem ao longo do dia. Onde comprar e quando lança A coleção chega em 22 de janeiro de 2026, com venda em: Agora a pergunta que fica: você usaria roupa “de treino” num almoço ou numa reunião sem pensar duas vezes, ou ainda separa as gavetas em “academia” e “vida”?

Vida sem filhos: a coragem de reescrever o roteiro e a nova fronteira do bem-estar

Após anos de tratamentos de fertilização in vitro, a dor de um aborto e a pressão social para não desistir, a britânica Caroline Stafford tomou uma decisão radical: aceitou que não seria mãe. Longe de ser um caso isolado, sua jornada reflete um movimento crescente de mulheres que, por escolha ou circunstância, estão redefinindo o que significa uma vida plena, transformando uma narrativa de perda em uma busca por um novo tipo de realização. A cultura do ‘nunca desista’ tem prazo de validade? A sociedade nos vende a ideia de que persistir é a única opção. Para mulheres como Caroline, essa narrativa cultural cria uma tensão brutal entre o sonho da maternidade e a necessidade de aceitar os limites biológicos. A decisão de parar de tentar não é um fracasso, mas um ato de coragem que exige um reposicionamento profundo de identidade e propósito, muitas vezes em oposição a tudo que se ouve de amigos e familiares. Do luto à maratona: o wellness como ferramenta de ressignificação Como lidar com a frustração? Caroline encontrou a resposta na corrida. A prática de longas distâncias se tornou sua ferramenta para alcançar equilíbrio emocional e focar em novos objetivos, como seu negócio de biscoitos personalizados. Esse é o lifestyle de bem-estar em ação: usar rotinas como exercícios e até biohacking para gerenciar o estresse, melhorar a relação com o corpo e construir resiliência. Não se trata de apagar a dor, mas de integrá-la a uma vida mais saudável e consciente. De tabu a trend no TikTok: um movimento global O que antes era um drama privado, hoje é um fenômeno demográfico. No Reino Unido, mais da metade das mulheres nascidas em 1990 não tinham filhos aos 30 anos. No Brasil, a porcentagem de mulheres de 50 a 59 anos sem filhos saltou de 10% para 16,1% entre 2000 e 2022. Impulsionado por fatores como carreira, custos e maior acesso à informação, o movimento ganha força nas redes sociais, onde hashtags como # childfree e # ttc (tentando conceber) acumulam milhões de visualizações, criando comunidades de apoio e normalizando a conversa. A jornada de aceitar uma vida sem filhos, seja por infertilidade ou por escolha, está deixando de ser um tabu para se tornar uma nova fronteira do bem-estar. É a prova de que a realização pessoal não segue um roteiro único e que, às vezes, o plano B é o que nos leva à nossa melhor versão. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

GLP-1: A revolução da longevidade com um efeito colateral oculto

Medicamentos como Mounjaro e Ozempic viraram o jogo no controle de peso e doenças crônicas, especialmente para o público sênior. A promessa de uma saúde metabólica otimizada é real, mas por trás do hype existe um “lado B” que o mercado de wellness já está de olho: a perda de massa muscular e o risco de desidratação. Desvendando a mágica: como eles funcionam? A grande sacada dos agonistas do GLP-1 é atuar diretamente no cérebro, mais especificamente no hipotálamo, para aumentar a sensação de saciedade e diminuir o apetite. Na prática, estudos mostram uma redução na ingestão calórica que pode chegar a 39%. Ao mesmo tempo, eles otimizam a secreção de insulina e suprimem o glucagon, ajudando a gerenciar quadros de diabetes tipo 2 e hipertensão de forma eficaz. O preço do emagrecimento: sarcopenia e desidratação no radar Aqui a história fica complexa. O emagrecimento acelerado pode vir com um custo alto, principalmente para idosos: a sarcopenia, uma perda de massa muscular que compromete a força e a autonomia. Some-se a isso os conhecidos efeitos colaterais gastrointestinais, como náuseas e vômitos, e um risco ainda mais silencioso: esses medicamentos podem reduzir a percepção de sede, aumentando as chances de desidratação, infecções urinárias e até comprometimento renal. A solução não é o remédio, é a estratégia integrada Então, qual é a saída? A nova fronteira da longevidade está em criar um ecossistema ao redor desses tratamentos. Isso significa um acompanhamento nutricional focado em alta ingestão de proteína para proteger os músculos, combinado com uma rotina de exercícios de força. A visão é clara: os GLP-1 são uma ferramenta poderosa, mas não substituem o combo clássico de hidratação, alimentação equilibrada e atividade física. O futuro do uso desses medicamentos não está apenas na farmácia, mas em programas que unem tecnologia farmacêutica com bem-estar. Para o mercado, surgem oportunidades em suplementos e parcerias com profissionais de saúde. Para o usuário, fica o lembrete: a verdadeira longevidade é construída com equilíbrio, onde a inovação serve de apoio, e não de atalho. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Kopenhagen e Puravida lançam matcha com leite de aveia em 2 versões, tradicional e morango

A Kopenhagen fechou uma collab com a Puravida para colocar o matcha no cardápio de verão com uma proposta bem clara: bebida leve, vegana e zero açúcar. Segundo o GKPB, a novidade chega em duas versões, Matcha Latte Tradicional e Matcha Latte com Morango. Na prática, é matcha “pronto no copo”, feito com leite vegetal (leite de aveia), mirando quem quer uma opção mais refrescante do que os cafés e chocolates clássicos da cafeteria. Em posts de divulgação, a marca também destaca a versão com calda de morango zero açúcar. Para quem ainda não pegou a onda: matcha é chá verde em pó, famoso por entregar cafeína e um gosto mais herbal. Virou símbolo de rotina funcional, mas aqui o jogo é outro: transformar esse ingrediente em produto de balcão, fácil de pedir e repetir no calor. No fim, a collab diz muito sobre momento de mercado: até marca “de indulgência” está abrindo espaço para bebidas mais leves e alinhadas ao consumo consciente, sem precisar parecer sermão. Você acha que o matcha virou só moda de verão ou já virou hábito fixo?

Claude entra na saúde com “modo privacidade” e conexão com PubMed e Apple Health

A Anthropic empurrou o Claude para dentro do mundo real da saúde: lançou recursos voltados ao setor com suporte a uso em ambientes HIPAA (a regra dos EUA para proteger dados de pacientes). Em português simples: IA que pode lidar com informação sensível, mas com trilho de segurança e compliance. O que o Claude passa a fazer A proposta é aliviar a parte mais pesada do dia a dia: ajudar em tarefas administrativas e de informação clínica, como documentação, checagens e processos que hoje consomem tempo de profissionais e equipes. Para isso, o Claude ganha “integrações” com fontes e bases usadas na prática, incluindo: E o paciente entra no loop também Nos EUA, usuários podem optar por conectar dados de saúde com consentimento, incluindo Apple Health e Android Health Connect. A ideia é transformar exames e métricas em explicações mais claras e em perguntas melhores para levar ao consultório. Quem já está usando A Banner Health virou o case mais citado: no relato divulgado, 85% dos profissionais disseram que trabalharam mais rápido e com mais precisão usando Claude.A Anthropic também lista empresas do ecossistema pharma e saúde, incluindo Novo Nordisk e Sanofi. Por que isso importa agora A disputa da IA na saúde mudou de pergunta. Antes: “ela responde bem?”Agora: “ela cabe no compliance e tira trabalho do caminho?” O movimento acompanha a tendência do setor: a OpenAI também lançou uma oferta para organizações de saúde com foco em controle de dados e suporte a uso sob HIPAA.E o estado de Utah está testando IA para automatizar parte de renovações de receitas, tentando reduzir sobrecarga (com debate sobre risco e supervisão). No fim, a pergunta é direta: IA na saúde vai ser lembrada por “dar diagnóstico”, ou por devolver tempo para quem cuida?

A menopausa saiu do armário. E sua empresa, está preparada?

O que antes era um tabu sussurrado a portas fechadas virou pauta central no universo de business e wellness. A menopausa não é mais um problema individual, mas um fator estratégico que impacta a produtividade, a retenção de talentos e a cultura corporativa. Empresas que ignoram essa realidade estão, literalmente, perdendo dinheiro. O custo do silêncio: por que ignorar a menopausa sai caro? A conta não fecha. Na Alemanha, a falta de suporte para mulheres na menopausa custa às empresas € 9,5 bilhões por ano, com 40 milhões de dias de trabalho perdidos. O cenário não é diferente no Brasil, onde cerca de 30 milhões de mulheres estão no climatério e um terço delas relata que sintomas como ondas de calor e fadiga afetam seu desempenho profissional. O resultado? Muitas são forçadas a reduzir a jornada ou até a se aposentar mais cedo, gerando uma perda imensa de talentos seniores em setores-chave como educação e saúde. De tabu a trend: a revolução acontece nas redes e na ciência A mudança de chave veio com a força das redes sociais e da cultura pop. Influenciadoras como Tamsen Fadal e celebridades como Halle Berry e Oprah Winfrey abriram o diálogo, transformando o Instagram e o TikTok em plataformas de empoderamento. Ao mesmo tempo, a ciência avança. Um estudo de 2024 da Women’s Health Initiative, por exemplo, reavaliou a terapia hormonal, mostrando que seus benefícios para mulheres com menos de 60 anos superam os riscos, quebrando antigos medos e abrindo portas para novos tratamentos. A resposta do mercado: quem está saindo na frente? Enquanto 63% das empresas alemãs ainda veem a menopausa como um “assunto privado”, o Reino Unido já entendeu o recado. Mais de 7.800 organizações, incluindo gigantes como Vodafone e PwC, implementaram políticas de apoio com horários flexíveis, cobertura de tratamentos e conscientização. Essa é a nova fronteira do wellness corporativo: criar uma cultura inclusiva que não só acolhe, mas também potencializa a diversidade etária. Investir em programas de apoio à menopausa deixou de ser apenas uma pauta de RH para se tornar uma vantagem competitiva clara, essencial para atrair e reter talentos e construir um ambiente de trabalho sustentável. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Quanto maior a empresa, maior o burnout? Estudo revela o real vilão da saúde mental.

Um novo levantamento da Starbem com quase 6 mil trabalhadores brasileiros acende um alerta: o risco à saúde mental cresce junto com o tamanho da empresa, chegando a 46% nas grandes corporações. Mas o vilão da história não é o excesso de trabalho, e sim um inimigo mais sutil que está sabotando o bem-estar corporativo. O problema não é o volume, é a falta de vida Ao contrário do que se imagina, a sobrecarga de tarefas não é a principal culpada pelo esgotamento. O grande fator de risco, segundo a pesquisa, é o conflito entre trabalho e vida pessoal, que atinge mais de 73% dos colaboradores em empresas de médio porte e mais de 60% nas grandes. Essa dificuldade de desconectar é um gatilho direto para a ansiedade, que já afeta entre 25% e 30% dos profissionais no país. Liderança ausente, time desconectado Conforme as empresas crescem, a burocracia e as hierarquias complexas criam um abismo entre líderes e equipes. Fatores como liderança distante, baixa escuta e falta de reconhecimento foram apontados como agravantes da crise de saúde mental. Essa ausência de suporte social e clareza de propósito alimenta um ciclo de estresse contínuo e mina o sentimento de pertencimento, deixando os colaboradores isolados. Seu cérebro no modo de sobrevivência A ciência explica o impacto biológico dessa pressão. Ambientes de trabalho estressantes ativam de forma crônica o eixo HPA, nosso sistema de resposta ao estresse, inundando o corpo com cortisol. Esse desequilíbrio hormonal afeta diretamente o cérebro: prejudica o córtex pré-frontal (responsável pela tomada de decisões), hiperativa a amígdala (centro das emoções) e impacta o hipocampo (ligado à memória). Em resumo, o estresse crônico nos deixa menos focados e mais reativos. O recado é claro: uma cultura que ignora o equilíbrio entre vida pessoal e profissional não é apenas tóxica, é neurologicamente prejudicial. A solução exige uma mudança estrutural com foco em flexibilidade, comunicação aberta e líderes presentes. É um chamado para que as empresas repensem seus modelos e invistam em bem-estar como pilar estratégico, e não apenas como um benefício superficial. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

O ‘Reboot’ do Cérebro: Como a Psilocibina Está Virando o Jogo da Saúde Mental

A psilocibina, o composto ativo dos “cogumelos mágicos”, está saindo do tabu para se tornar a grande aposta da ciência no tratamento de transtornos como depressão, estresse pós-traumático e dependência química. A promessa é de uma abordagem que oferece resultados mais rápidos e eficazes que os antidepressivos convencionais, promovendo uma verdadeira reorganização no cérebro. Mas como isso funciona na prática? A mágica é pura neurociência. A psilocibina atua como um agonista dos receptores de serotonina (principalmente o 5-HT2A), promovendo um aumento na plasticidade neural. Em outras palavras, ela ajuda o cérebro a criar novas conexões e quebrar padrões de pensamento rígidos e negativos, que são a marca registrada da depressão. Além disso, a substância interrompe temporariamente a atividade da “Rede de Modo Padrão” (DMN), uma espécie de piloto automático do cérebro associado a pensamentos auto-referentes, permitindo um “reset” mental. Resultados promissores, mas com um pé no freio Ensaios clínicos já mostram que a terapia com psilocibina pode ter efeitos superiores aos de tratamentos tradicionais, com menos efeitos colaterais. No entanto, não é uma pílula mágica. Especialistas alertam que as respostas variam muito de pessoa para pessoa, e o uso sem supervisão médica é perigoso, podendo levar a experiências psicodélicas desafiadoras com efeitos adversos prolongados. A segurança depende de um ambiente terapêutico controlado e rigoroso. O futuro é psicodélico (e bilionário)? O potencial da psilocibina está aquecendo o mercado de mental wellness e atraindo investimentos significativos. Empresas como a Compass Pathways estão conduzindo testes clínicos em larga escala que podem influenciar as decisões regulatórias globais. Apesar do otimismo, o caminho para a aprovação em massa ainda enfrenta barreiras éticas e legais. O desafio agora é construir um corpo de evidências robusto o suficiente para integrar essas terapias de forma segura e acessível ao sistema de saúde, equilibrando inovação com responsabilidade. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

A aposta milionária que saiu do mercado financeiro para criar um universo para gatos

Sair do mercado financeiro para criar um negócio focado em bem-estar felino parece ousado, mas foi a aposta de Daniel Mostacada e Mário Minatel. Em 2020, eles fundaram a Woolie, uma marca de design exclusivo para gatos que já faturou R$ 5 milhões e agora se expande com um modelo de franquia que é a cara do novo varejo: phygital, com propósito e focado em comunidade. De uma necessidade pessoal a um negócio de nicho A ideia da Woolie nasceu de uma frustração real. Daniel, ex-executivo do Itaú BBA e tutor de nove gatos, não encontrava produtos que respeitassem o comportamento dos felinos. Com a expertise em logística de seu sócio, Mário Minatel, eles uniram a paixão por pets com uma gestão afiada para atacar esse nicho subexplorado, criando produtos ergonômicos que realmente melhoram a qualidade de vida dos animais. Como escalar unindo digital, franquias e propósito? A jornada começou no online, com um modelo direto ao consumidor que rapidamente validou a demanda. Para ir além, a marca lançou em 2025 o Woolieverso, um modelo de franquia inovador que integra loja física, centro de adoção e hub logístico regional. Com investimento a partir de R$ 40 mil e um payback projetado em até dois anos, a estratégia omnicanal é fortalecida por uma comunidade engajada com mais de 8 milhões de alcance mensal no Instagram. O elo entre o bem-estar do pet e o seu A Woolie entendeu que cuidar de um pet é também cuidar de si. Produtos ergonômicos não apenas promovem a saúde física e emocional dos gatos, mas impactam diretamente o bem-estar dos tutores, reduzindo o estresse e fortalecendo o vínculo. Essa conexão entre saúde animal e humana posiciona a marca na vanguarda do mercado de wellness, mostrando que o futuro é holístico. O case da Woolie é a prova de que focar em um público específico com uma estratégia que equilibra experiência, eficiência e propósito é o caminho para um crescimento sustentável. Ao internalizar a logística e construir uma comunidade fiel, a marca não vende apenas produtos, mas promove um lifestyle. É a reinvenção do mercado pet, um arranhador de cada vez. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/