24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Depressão na terceira idade: o inimigo invisível que o Brasil ignorado

A depressão em idosos é uma crise silenciosa e subestimada no Brasil. Uma pesquisa com quase 7 mil brasileiros acima de 60 anos revela um cenário alarmante: enquanto 15,9% relatam sintomas depressivos, menos de 40% deles recebem um diagnóstico formal. Um gap perigoso que mascara um problema de saúde pública e afeta a qualidade de vida de uma população inteira. O mapa da vulnerabilidade: quem está mais em risco? Os dados mostram um perfil claro. Mulheres idosas têm um risco 2,23 vezes maior de serem diagnosticadas com depressão em comparação aos homens. Além do gênero, o sedentarismo e a baixa escolaridade (até oito anos de estudo) se destacam como fatores que aumentam significativamente a vulnerabilidade. Curiosamente, a pesquisa não encontrou uma relação direta com o estado civil, quebrando o mito de que estar solteiro ou casado influencia diretamente no quadro. Não é ‘coisa da idade’: a biologia por trás da tristeza Um dos maiores desafios é que os sintomas da depressão em idosos — como fadiga e perda de apetite — são frequentemente confundidos com sinais normais do envelhecimento. Essa confusão na atenção primária atrasa o tratamento. A ciência explica que o quadro nessa fase da vida é mais complexo, envolvendo uma mistura de alterações neurobiológicas, como desequilíbrios de neurotransmissores (serotonina e dopamina), neuroinflamação e a sensibilidade do cérebro ao estresse, com menor influência genética do que em adultos mais jovens. A virada de chave: do diagnóstico tardio à prevenção inteligente Se o diagnóstico é um desafio, a prevenção se torna a principal estratégia. Incentivar a prática regular de exercícios físicos é uma das medidas mais eficazes para proteger a saúde mental e combater o sofrimento psíquico. O futuro também aponta para oportunidades de negócio e bem-estar, com investimentos em aplicativos de monitoramento e parcerias entre healthtechs e sistemas de saúde para promover um envelhecimento mais ativo e saudável. A mensagem é clara: a tristeza e o isolamento não devem ser naturalizados na terceira idade. É preciso que profissionais e familiares estejam atentos, promovendo avaliações regulares e um suporte que olhe para o bem-estar emocional como pilar da qualidade de vida. A solução passa por mais atenção, tecnologia e, principalmente, mais movimento. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Gianecchini aos 53 anos ensina o que o mercado fitness levou 30 anos pra entender

Reynaldo Gianecchini aparece em uma nova campanha fitness falando algo que todo mundo que treina há anos sabe, mas o mercado insiste em fingir que não existe: “Comecei por estética, mas o que me fez ficar foi minha cabeça”. Simples assim. Sem discurso motivacional genérico, sem promessa de transformação em 90 dias, sem coach gritando no seu ouvido. E isso importa porque estamos vendo uma virada de chave no jeito como o Brasil enxerga exercício. O foco está saindo da estética pura e migrando pra longevidade, saúde mental e bem-estar emocional independente da idade ou do corpo que você tem. Uma narrativa mais inclusiva O mercado fitness brasileiro foi construído em cima de um padrão muito específico: jovem, corpo definido, busca estética. Isso deixou muita gente de fora ou pior, fez muita gente se sentir deslocada dentro da própria academia. Mas tem gente fugindo disso. Procurando espaços onde se sintam bem, encontrem gente parecida com elas, ambientes leves, com troca de verdade. Lugares onde você não precisa parecer “fitness” pra estar ali. Lá fora, chamam isso de soft wellness: uma forma mais humana de cuidar da saúde. No Brasil, isso está chegando aos poucos, mas chegando. Por que essa campanha acerta? A escolha de Gianecchini e Fernanda Souza não é à toa. Não são influencers da geração Z com corpo jovem. São figuras públicas que têm trajetória, que já passaram por mudanças no corpo ao longo de décadas, que têm uma relação com o cuidado construída com o tempo. A mensagem que eles passam é de que academia não é projeto de verão. É ferramenta de saúde que você usa a vida inteira, do seu jeito, no seu ritmo. Isso conversa direto com um público que cansou de ser cobrado, que não quer mais academia que parece escritório corporativo competitivo, que prefere movimento a “treino pesado”. Um público que existe em todas as idades e que finalmente está sendo representado. A mudança de narrativa O mercado fitness brasileiro foi construído em cima de promessa de transformação rápida. Isso funcionou por décadas. Mas agora, uma fatia cada vez maior de consumidores não compra mais esse discurso.Querem consistência. Querem se sentir bem, não deslocados. Querem um espaço que respeite seu tempo, sua idade, seu corpo. E campanhas como essa da Ultra Academia mostram que algumas marcas já perceberam isso e estão ajustando sua proposta. A Ultra surgiu em 2021 justamente com esse propósito: se você conhecer o espaço, vai ver que não tem catracas, as cores são claras, tudo é pensado pra não levar pressão pra quem está dentro. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

A proteína que pode “pausar” o relógio biológico da fertilidade

Esqueça tudo o que você achava que sabia sobre envelhecimento e fertilidade. Uma nova pesquisa identificou a verdadeira vilã por trás da queda na qualidade dos óvulos com o passar dos anos: a perda de uma proteína chamada Shugoshin. Essa descoberta não só explica o porquê do declínio, como abre a porta para, quem sabe, reverter o processo. Afinal, o que essa proteína faz? Na prática, a Shugoshin funciona como uma guardiã molecular. Sua missão é proteger os cromossomos dentro dos óvulos, garantindo que eles se dividam corretamente. Com a idade, os níveis dessa proteína caem, deixando os cromossomos vulneráveis. O resultado? Um risco muito maior de erros genéticos, a chamada aneuploidia, que é uma das principais causas de infertilidade, abortos espontâneos e síndromes genéticas. A ciência encontrou uma solução? É aqui que a história fica interessante. Em um estudo com células de camundongos e humanas, cientistas conseguiram restaurar os níveis da Shugoshin usando microinjeções de RNA mensageiro. Os resultados foram impressionantes: o número de óvulos com cromossomos estáveis saltou de cerca de 50% para quase 75%. Em óvulos humanos, a técnica reduziu pela metade os erros de separação cromossômica, um avanço gigantesco. O que isso significa para o futuro? Essa descoberta pode revolucionar os tratamentos de fertilidade e a ciência da longevidade feminina. Ao proteger a integridade dos óvulos, a técnica pode melhorar drasticamente as taxas de sucesso da fertilização in vitro e, no futuro, estender a janela reprodutiva das mulheres. Para o mercado, isso abre uma nova fronteira para investimentos em biotecnologia, conectando bem-estar e inovação de ponta. Embora a pesquisa ainda seja preliminar e precise de mais validação, ela representa um divisor de águas. Entender o mecanismo exato do envelhecimento reprodutivo é o primeiro passo para criar soluções que dão às mulheres mais autonomia e poder de escolha sobre seu futuro. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Sua vacina da gripe pode blindar seu cérebro contra o Alzheimer?

Esqueça a ideia de que vacinas servem apenas para evitar uma doença sazonal. Uma megaanálise com mais de 104 milhões de pessoas está revelando uma conexão poderosa: manter a imunização em dia é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o risco de demência e proteger a saúde cognitiva a longo prazo. Como uma picada no braço protege o cérebro? A lógica é mais simples do que parece. Vacinas, como as da gripe e do herpes-zóster, treinam o sistema imunológico e evitam infecções que causam neuroinflamação crônica. Esse processo inflamatório silencioso é um dos grandes vilões da saúde cerebral, pois danifica neurônios e acelera o declínio cognitivo. Ao reduzir essa carga infecciosa, as vacinas ajudam a preservar a saúde vascular e a mitigar o estresse oxidativo, blindando o cérebro contra os gatilhos da demência. Os números não mentem Os dados são impressionantes e reforçam a importância de manter a carteirinha atualizada. A vacina contra o herpes-zóster, por exemplo, demonstrou reduzir o risco geral de demência em 24% e o de Alzheimer em impressionantes 47%. Já a vacina contra a gripe diminui o risco em 13%, enquanto a pneumocócica pode cortar a chance de desenvolver Alzheimer em 36%. Até mesmo a vacina tríplice (tétano, difteria e coqueluche) mostrou uma redução de 33% no risco de demências em idosos. O futuro do wellness é preventivo Essa conexão está reposicionando a vacinação como uma ferramenta de longevidade e bem-estar. Não se trata mais apenas de prevenir doenças agudas, mas de uma estratégia proativa para um envelhecimento saudável. Para adultos e idosos, a mensagem é clara: cuidar da imunidade é cuidar da cognição. Embora a ciência ainda busque provas de causalidade direta, as evidências apontam para um caminho promissor, integrando a vacinação como um pilar essencial nas políticas de saúde pública e nos programas de wellness. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

SmartFit derrapa na bolsa: sinal de alerta para o mercado de wellness?

A SmartFit, gigante do setor de academias, viu suas ações despencarem 9,45% em um único dia, atingindo a mínima desde o ano anterior. O gatilho? Declarações de executivos sobre a dificuldade em expandir as margens de lucro, que, somadas à ausência de um comunicado oficial, fizeram o mercado pisar no freio e questionar a sustentabilidade do crescimento no setor. O que está por trás da queda? Enquanto o Ibovespa registrava uma leve alta, as ações da SmartFit seguiram na contramão. A queda reflete a sensibilidade do mercado de wellness a qualquer sinal de pressão na rentabilidade. Em um ambiente competitivo que exige investimento constante em tecnologia e experiência do cliente, simplesmente crescer em volume não é mais garantia de sucesso. A falta de transparência da empresa após os comentários dos executivos só aumentou a desconfiança, mostrando como a comunicação controlada é crucial para gerenciar as expectativas dos investidores. Nem tudo é músculo: a oportunidade na crise Apesar do susto, a gestora Ativa Research manteve a recomendação de compra para as ações, projetando um preço-alvo de R$ 36,00 — um potencial de valorização de mais de 58%. Essa visão otimista sugere que a volatilidade pode abrir janelas para movimentos estratégicos. A queda expõe os desafios do setor, mas também reforça a necessidade de inovação, como parcerias com health techs para criar programas de longevidade e expandir a oferta de serviços. O futuro do fitness é mais do que só treino O caso da SmartFit deixa um recado claro para todo o ecossistema de bem-estar: o crescimento precisa ser acompanhado de margens saudáveis. A pressão por resultados força as empresas a irem além do básico, integrando tecnologia e novas soluções para garantir não só a saúde física dos clientes, mas também a saúde financeira do negócio. A inovação no modelo de negócio será o verdadeiro diferencial para quem quer liderar o futuro do wellness. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Neko Health leva seus scans preventivos de última geração para os Estados Unidos

A clínica sueca de saúde preventiva Neko Health vai abrir sua primeira unidade nos Estados Unidos na primavera de 2026, em Nova York. Será o maior espaço da empresa até agora e marca um passo estratégico na expansão global do modelo de check-ups rápidos, tecnológicos e focados em prevenção. Fundada na Europa, a Neko aposta em exames avançados como porta de entrada para o cuidado contínuo, em um momento em que cada vez mais pessoas buscam detectar riscos antes que eles virem doença. Como funcionam os scans da Neko O diferencial da Neko está no exame proprietário de corpo inteiro, que combina diferentes camadas de avaliação em uma única visita. Os scans mapeiam a saúde da pele, eficiência cardiovascular e sinais iniciais de risco metabólico. O protocolo inclui ainda exames de sangue feitos no local, testes de força de preensão, medição da pressão ocular e avaliação clínica imediata. Os resultados são analisados por médicos e discutidos com o paciente em menos de uma hora. A proposta é transformar dados complexos em insights claros, acionáveis e compreensíveis. Dados longitudinais como motor de crescimento Hoje, a Neko opera seis unidades na Europa, em cidades como Estocolmo, Londres e Manchester. Em 2025, o volume de exames realizados cresceu seis vezes. Mesmo assim, a empresa mantém uma fila de espera de cerca de 300 mil pessoas. A retenção ajuda a explicar esse crescimento. Cerca de 80% dos pacientes voltam para novos exames, criando um histórico longitudinal de dados que permite acompanhar mudanças reais ao longo do tempo, algo raro no sistema de saúde tradicional. Não substitui o médico, mas muda o ponto de partida A Neko deixa claro que não pretende substituir a atenção primária. A clínica só prescreve medicamentos em situações urgentes. Na maioria dos casos, os exames funcionam como um filtro inicial: apenas cerca de 4% dos pacientes são encaminhados para médicos ou especialistas após os scans. Na prática, o modelo reduz exames desnecessários e antecipa sinais de risco que normalmente só seriam investigados anos depois. Concorrência e posicionamento Com a chegada a Nova York, a Neko entra em um mercado competitivo, disputando espaço com clínicas preventivas equipadas com scanners avançados, como Prenuvo, Biograph e Fountain Life. Algumas dessas concorrentes oferecem terapias regenerativas e prescrição mais ampla, enquanto a Neko aposta em simplicidade, rapidez e foco estrito em diagnóstico. O que está em jogo À medida que exames eletivos, painéis de sangue e check-ups tecnológicos se tornam mais acessíveis, a prevenção começa a ganhar status de hábito, não exceção. A Neko se posiciona para transformar diagnósticos em um novo ponto de entrada para o cuidado em saúde. Com os Estados Unidos como principal campo de teste, a empresa aposta que dados precoces, acompanhados ao longo do tempo, podem redefinir como as pessoas se relacionam com o próprio corpo — antes que sintomas apareçam.

Saúde da mulher entra na era dos ciclos de vida e não mais de eventos isolados

Durante décadas, a saúde da mulher foi tratada como uma sequência de episódios desconectados: gravidez, parto, pós-parto. Fora desses momentos, o cuidado simplesmente desaparecia. Agora, esse modelo começa a mudar. A Pomelo Care acaba de levantar US$ 92 milhões, alcançando uma avaliação de US$ 1,7 bilhão, para expandir seu modelo de cuidado além da gestação. O foco passa a ser um acompanhamento contínuo da saúde feminina, incluindo saúde hormonal, perimenopausa e menopausa. Na prática, isso significa tratar a saúde da mulher como um processo ao longo da vida, e não como um intervalo curto dentro do sistema médico. Do pré-natal ao “e depois?” Até aqui, a Pomelo era conhecida por sua atuação em gravidez e pós-parto, com um modelo virtual-first que combina análise preditiva de dados com acesso 24 horas a equipes clínicas, apoio emocional e suporte social. O resultado foi concreto: redução de partos prematuros, menos casos de depressão pós-parto, menos internações em UTI neonatal — e custos menores para planos de saúde. Hoje, a empresa já cobre 25 milhões de mulheres e crianças e está presente em cerca de 7% de todos os nascimentos nos Estados Unidos. Mas a pergunta inevitável surgiu: o que acontece depois que a gravidez termina? O buraco no cuidado começa aos 35 Para muitas mulheres, os primeiros sinais de desequilíbrio hormonal aparecem anos antes da menopausa: fadiga persistente, alterações de humor, ganho de peso, queda de libido, piora do sono. Sintomas reais, mas frequentemente ignorados ou tratados de forma fragmentada. A nova fase da Pomelo tenta preencher esse vazio. A proposta é criar jornadas de cuidado contínuas, que podem começar antes da concepção, passar por gravidez e pós-parto, e seguir até a meia-idade. Na prática, isso inclui desde coaching pré-concepcional e doulas virtuais até orientação nutricional na perimenopausa e acompanhamento para terapia hormonal, quando indicado. É menos sobre “tratar sintomas” e mais sobre manter funcionalidade, energia e qualidade de vida ao longo do tempo. Uma mudança maior no mercado O movimento da Pomelo não acontece isoladamente. Ele sinaliza uma virada mais ampla na saúde feminina, que começa a ser organizada por fases da vida, não por consultas pontuais. Outros players já se movem nessa direção: O fio condutor é o mesmo: usar dados, biometria e acompanhamento contínuo para antecipar problemas, não apenas reagir a eles. Por que isso importa de verdade Apesar de avanços tecnológicos e bilhões investidos, a experiência de cuidado da mulher ainda é fragmentada. Muitas passam anos ouvindo que “é normal”, “faz parte da idade” ou simplesmente saem de consultas sem respostas claras. A aposta de empresas como a Pomelo é simples, mas poderosa: intervenções pequenas, feitas no momento certo, podem gerar impacto acumulado ao longo de décadas. Menos rupturas no cuidado. Menos silêncio entre fases da vida. Mais continuidade. O novo jogo da saúde feminina Se antes a saúde da mulher girava em torno da maternidade, agora ela começa a ser redesenhada em torno do healthspan — viver mais tempo com qualidade, autonomia e equilíbrio. Não é sobre medicalizar tudo. É sobre não desaparecer do sistema quando o corpo muda. E essa, talvez, seja a mudança mais importante de todas.

Revolução das Agulhas: Acupuntura agora é profissão no Brasil. O que muda?

Depois de décadas de debates, a acupuntura finalmente conquistou seu lugar ao sol no Brasil. Sancionada em janeiro de 2026, a Lei nº 15.345 regulamenta a profissão de acupunturista, encerrando um longo período de incerteza jurídica e estabelecendo um novo padrão para o mercado de bem-estar e terapias integrativas. Quem pode ser acupunturista agora? A nova lei define regras claras: para atuar, será preciso ter um diploma de graduação em acupuntura. Mas nem tudo é sobre o canudo. A legislação abre uma exceção importante para profissionais que, mesmo sem diploma, comprovem pelo menos cinco anos de prática contínua, garantindo que a experiência consolidada no mercado seja valorizada. Outros profissionais da saúde também poderão incorporar a técnica, desde que concluam cursos de extensão específicos. O recado é claro: a qualificação virou a palavra de ordem, tanto que o veto presidencial barrou a inclusão de cursos técnicos, priorizando a segurança do paciente. E o impacto no mercado de wellness? Para o setor, a regulamentação é um divisor de águas. Com a segurança jurídica, o mercado se torna mais estável e atrativo para investimentos. A expectativa é um boom na abertura de clínicas especializadas, na expansão de cursos de formação e até em novos modelos de negócio, como plataformas digitais de capacitação. Para empreendedores e executivos, é a luz verde para inovar e desenvolver ofertas diferenciadas em um cenário que ganha a confiança do consumidor e eleva seus padrões de qualidade. Uma ponte entre o tradicional e o moderno A lei não apenas formaliza uma prática, mas também reflete uma forte tendência do mercado de wellness: a busca por soluções holísticas que integram o conhecimento milenar com a medicina convencional. Ao incentivar a convergência de práticas, o Brasil se alinha a um movimento global que vê o bem-estar como um ecossistema integrado. A acupuntura deixa de ser vista apenas como alternativa e passa a ser reconhecida como uma ferramenta complementar poderosa para o equilíbrio físico e mental. No fim das contas, a regulamentação é mais do que um ato burocrático. Ela legitima uma profissão, protege pacientes e profissionais e abre um novo capítulo de crescimento e inovação para a acupuntura no ecossistema de saúde brasileiro. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Governo vai usar IA em hospitais do SUS para acelerar triagem, diagnósticos e telemedicina

O Sistema Único de Saúde acaba de dar um passo importante rumo à medicina digital. O governo federal anunciou a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS, uma iniciativa que leva inteligência artificial, conectividade avançada e medicina de precisão para dentro da rede pública. O objetivo é claro: reduzir filas, acelerar diagnósticos e ganhar velocidade no atendimento, especialmente em situações de emergência. Segundo o Ministério da Saúde, a tecnologia pode tornar a triagem até cinco vezes mais rápida. O que muda na prática A nova rede conecta hospitais, UTIs e serviços de saúde por meio de uma infraestrutura digital integrada. Isso permite diagnósticos à distância, monitoramento contínuo de pacientes e decisões clínicas mais rápidas, mesmo fora dos grandes centros. Na prática, significa menos tempo de espera, mais precisão nos encaminhamentos e melhor uso dos recursos médicos. “O hospital inteligente usa inteligência artificial e alta tecnologia para permitir procedimentos à distância e acelerar o diagnóstico”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o anúncio. O que são os hospitais inteligentes do SUS Os hospitais que fazem parte da rede passam a operar com uma série de tecnologias integradas, incluindo: O foco não é substituir profissionais, mas dar suporte tecnológico para decisões mais rápidas e seguras. Onde começa Nesta primeira fase, o projeto prevê 14 UTIs inteligentes em 13 estados. Um dos principais polos será o Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo, que contará com cerca de 800 leitos voltados à emergência e capacidade para atender mais de 20 mil pacientes por ano. A proposta é testar, ajustar e depois escalar o modelo para outras regiões do país. Investimento e apoio internacional O projeto conta com R$ 1,7 bilhão em recursos viabilizados com apoio dos países do Brics, além de um aporte adicional de R$ 1,1 bilhão do Ministério da Saúde para compra de equipamentos e custeio das unidades. O investimento sinaliza uma mudança de postura: tecnologia deixa de ser piloto isolado e passa a integrar a estrutura do SUS. O que isso representa para o futuro da saúde pública Mais do que digitalizar processos, a iniciativa aponta para um novo modelo de cuidado no setor público. Um SUS mais conectado, preventivo e orientado por dados. Em um sistema pressionado por filas, desigualdade regional e falta de profissionais em áreas remotas, a IA entra como ferramenta de eficiência, não como promessa futurista. Se funcionar como planejado, a rede pode redefinir como o cuidado em saúde é entregue no Brasil: menos espera, mais precisão e decisões mais rápidas quando o tempo importa. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

O app de R$ 6 que virou o guardião de milhões na China

Um aplicativo chamado Si Le Me, que custa menos que um café, virou o download pago mais popular na China com uma proposta simples e poderosa: cuidar de quem mora sozinho. A solução da Moonscape Technologies usa a tecnologia não para conectar pessoas, mas para garantir que elas estão seguras, mesmo na solidão. Na prática, como funciona essa babá digital? A mecânica é direta: o app exige check-ins periódicos do usuário. Se a pessoa passar dois dias sem registrar nenhuma atividade, o sistema dispara automaticamente um alerta para um contato de emergência previamente cadastrado. Para usar, basta fornecer o nome e o e-mail de um contato confiável, uma configuração mínima que entrega uma camada extra de proteção e bem-estar. O business da solidão moderna O sucesso do Si Le Me não é um acaso, mas um reflexo de uma transformação social profunda. A previsão é que, até 2030, cerca de 200 milhões de chineses vivam sozinhos. Essa realidade acendeu debates sobre isolamento e segurança pessoal, criando o cenário perfeito para uma solução de Health Tech que oferece tranquilidade. O app não apenas resolve um problema prático, mas também dialoga com a crescente sensação de solidão na sociedade moderna. E qual o próximo passo? O olho do mercado já está no potencial global do Si Le Me. A integração com dispositivos wearables, como relógios inteligentes, é uma oportunidade óbvia para um monitoramento ainda mais preciso da saúde e segurança. A expansão para outros mercados que enfrentam tendências demográficas semelhantes é o próximo passo lógico para investidores que buscam aliar tecnologia, bem-estar e um modelo de negócio com propósito. Mais do que um aplicativo, o Si Le Me é um sinal dos tempos: a tecnologia encontrando seu lugar para resolver uma das necessidades mais básicas do ser humano – a de se sentir seguro. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/