24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Transplante capilar com vibe de realeza? A nova aposta do mercado de wellness.

A Clínica Mansur, referência em transplante capilar, acaba de levar o conceito de ‘medical wellness’ a outro nível. A empresa comprou o famoso Castelo Monalisa, em Minas Gerais, um imóvel histórico que pertenceu ao ex-deputado Edmar Moreira, para transformá-lo em um resort de luxo focado em saúde e bem-estar. De escândalo político a templo do autocuidado Construído nos anos 90, o Castelo Monalisa não é um imóvel qualquer. Com uma área equivalente a 280 campos de futebol, 37 suítes, parque aquático e até uma adega para 8.000 garrafas, a propriedade que já foi centro de polêmicas agora se prepara para ser um hub de recuperação e autoestima. A ideia é aproveitar toda essa estrutura para oferecer uma experiência que vai muito além do procedimento médico. A grande sacada: por que misturar bisturi e luxo? A estratégia da Clínica Mansur é unir o útil ao agradável, capitalizando na tendência de turismo de saúde. Ao invés de uma recuperação em ambiente clínico, os pacientes terão à disposição um resort completo, facilitando a reabilitação em um espaço que promove bem-estar holístico. A proximidade com o Aeroporto Regional da Zona da Mata é outro trunfo, pensado para atrair pacientes de todo o Brasil e do exterior, transformando o tratamento em uma jornada exclusiva. Um modelo de negócio que inspira Essa jogada ousada não é apenas sobre luxo, é sobre visão de mercado. O projeto, que deve iniciar as operações em até sete meses, conta com financiamento do BNDES e incentivos fiscais da prefeitura local, sinalizando um forte apoio institucional. A clínica, que já realiza cerca de oito transplantes por dia, se posiciona como pioneira, mostrando a empreendedores do setor wellness como é possível integrar saúde, hospitalidade e alta performance financeira em um único negócio. O movimento da Mansur redefine a experiência do paciente, transformando um procedimento estético em um retiro de autocuidado. É a prova de que o futuro do bem-estar é sobre criar ecossistemas que cuidam do corpo e da mente, com um toque de exclusividade. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Como o Ozempic Criou um Novo Mercado de Wellness

Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro se tornaram uma febre global por uma razão clara: eles inibem o apetite e aceleram a perda de peso. Mas o que acontece quando milhões de pessoas simplesmente param de sentir fome? Surge um ecossistema de negócios focado em combater os efeitos colaterais dessa revolução, transformando um risco em uma oportunidade bilionária. A ciência por trás da saciedade Esses medicamentos, administrados por injeções, imitam hormônios naturais como o GLP-1 (e, no caso do Mounjaro, também o GIP). Ao ativar receptores no cérebro, eles enviam sinais de saciedade, reduzem a fome e retardam o esvaziamento do estômago. O resultado é uma redução drástica na ingestão calórica, que pode chegar a 40%, facilitando o controle de peso de forma eficaz. O risco que virou a próxima grande aposta O problema? Comer menos não significa necessariamente comer melhor. A perda de peso acelerada tem um lado B: o risco de deficiências nutricionais. Estudos mostram que mais de 22% dos usuários desenvolvem carências de nutrientes essenciais após um ano de uso. É aqui que o mercado de wellness entra em cena, criando soluções para um problema que a indústria farmacêutica gerou. A corrida por soluções nutricionais A crescente demanda por esses medicamentos abriu uma nova fronteira para o setor de bem-estar. Empresas estão investindo pesado em suplementos proteicos para evitar a perda de massa muscular, refeições prontas ricas em nutrientes e kits nutricionais personalizados para os usuários de GLP-1. A estratégia é clara: transformar a necessidade de suporte nutricional em uma fonte de receita recorrente e fidelização. O futuro é um ecossistema integrado Com a patente do Ozempic prestes a expirar em 2026, a chegada de genéricos deve democratizar ainda mais o acesso a esses tratamentos — e ampliar o mercado de produtos complementares. Para executivos e empreendedores, a lição é poderosa: os maiores desafios podem esconder as melhores oportunidades. A integração entre pharma e wellness deixou de ser tendência para se tornar a nova realidade do setor. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

A Flynow Nutrition levou a lógica de customização para o whey protein

Whey protein existe há décadas e virou um produto padrão: você compra um pote grande, escolhe um sabor e fica, sem perceber, “assinando” aquele gosto por semanas. Para muita gente, ele é o atalho para bater a meta de proteína do dia, com objetivos bem claros como ganho de massa, recuperação muscular e saciedade. Na teoria, é prático. Na vida real, é justamente essa rotina engessada que derruba a maioria das pessoas. O problema quase nunca é falta de proteína. É o cansaço de repetir a mesma experiência até ela virar obrigação. O pote fica pela metade, a adesão cai e o whey deixa de ser um hábito sustentável. Foi essa inquietação que fez a Flynow Nutrition olhar para uma pergunta óbvia, mas ignorada pelo mercado inteiro: por que o whey precisa te prender a um sabor só? Em vez de lançar “mais um whey” com um novo gosto na prateleira, a marca decidiu mexer no ritual e quebrar o pacote fechado do produto. Em dezembro de 2025, a Flynow Nutrition apresentou duas peças que funcionam juntas como um sistema: Flypro (Whey Protein), a base proteica, e Flyvor (saborizante), a camada de experiência. A sacada é ter uma base de whey e o sabor você escolher o que quer no dia. Sem precisar ficar trocando de pote porque enjoou, sem inventar mistura improvisada e sem tomar no automático. Uma tese que faz todo sentido A Flynow Nutrition batizou isso de “The Whey You Like”, e faz muito sentido porque ele redesenha seu hábito: transformando algo funcional e repetitivo em experiência customizável, pensada para aumentar a chance de repetir todo mês. A categoria do whey está mudando. E você vai sentir isso nesse ano, em vez de vender só pote fechado, a lógica vira uma base para vários módulos de sabor, o que reduz o abandono por enjoo e torna a rotina mais flexível. A tese é boa, mas a execução é o que vai dizer se isso vira padrão. Modularidade só funciona quando simplifica de verdade. Se essa lógica pegar, a categoria pode entrar numa nova fase. O whey deixa de competir só por gramas e fórmulas e começa a competir por consistência, que é onde o jogo de verdade acontece. Performance até pode começar com disciplina. Mas só vira rotina quando dá vontade de repetir. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Uma injeção a cada seis meses: a nova aposta do SUS para zerar o HIV

A Fiocruz deu o pontapé inicial no estudo ImPrEP LEN Brasil, uma iniciativa que pode redefinir a prevenção ao HIV no país. A proposta é testar a implementação do lenacapavir, uma injeção semestral que substitui a pílula diária, diretamente no Sistema Único de Saúde (SUS), sinalizando um avanço gigante na medicina preventiva. Menos pílulas, mais liberdade: como a inovação chega na ponta? O estudo vai rolar em sete cidades brasileiras, com foco em populações mais vulneráveis, como homens gays, bissexuais e pessoas trans e não binárias de 16 a 30 anos. Os participantes terão o poder de escolha: continuar com o comprimido diário ou aderir à injeção a cada seis meses. A ideia é simples e potente: uma opção mais conveniente melhora a adesão ao tratamento e simplifica o cuidado com a saúde, alinhando tecnologia e bem-estar. O dilema do acesso: inovação tem preço? Mas nem tudo são flores. O grande desafio é o custo. Nos Estados Unidos, o tratamento com lenacapavir chega a US$ 25,3 mil por ano, um valor impraticável para a saúde pública em larga escala. Embora existam caminhos para uma versão genérica a preços muito mais baixos, o Brasil ficou de fora dos acordos globais de licenciamento. Para que a injeção chegue de fato ao SUS, ainda depende da aprovação de preço pela CMED e da avaliação da Conitec, transformando o acesso em um quebra-cabeça regulatório e econômico. Por que o Brasil está na vanguarda desse teste? O estudo da Fiocruz, financiado pela Unitaid com doses fornecidas pela Gilead Sciences, funciona como um piloto estratégico. O objetivo é coletar dados práticos sobre a viabilidade, aceitação e logística da aplicação do medicamento, fornecendo ao Ministério da Saúde a evidência necessária para uma futura adoção em massa. A parceria internacional mostra que o Brasil está se posicionando como um player chave na implementação de tecnologias avançadas em saúde pública. O caso do lenacapavir é um retrato do mercado de health tech: a inovação precisa andar de mãos dadas com modelos de negócio que garantam acessibilidade. O sucesso desse projeto não só transformaria a prevenção ao HIV, mas também estabeleceria um novo padrão de como equilibrar avanços de ponta e impacto social. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Strava dá o primeiro passo para abrir capital e mira IPO nos EUA

O Strava, app que virou “diário do treino” para corrida, bike e outras atividades, entrou com um pedido confidencial para fazer um IPO nos Estados Unidos, segundo informações publicadas pelo The Information e repercutidas por Reuters e Brazil Journal. O que significa “pedido confidencial” Na prática, é um “rascunho” enviado à reguladora americana (SEC) sem tornar tudo público de imediato. É um jeito de a empresa preparar a estreia na Bolsa com mais discrição, ajustando números e documentos antes de abrir o jogo para o mercado. Quando pode acontecer As reportagens apontam que a oferta pode sair a partir da primavera do hemisfério norte (entre março e junho) de 2026. Ainda não há informações públicas sobre quanto a empresa pretende captar. Quem está puxando o processo O Goldman Sachs foi citado como banco contratado para conduzir o IPO. Por que isso importa no mundo do wellness O Strava não é só um “contador de passos”. Ele combina rastreamento de atividade com rede social, criando um efeito de comunidade (e, em alguns casos, de paquera) em cima do hábito de treinar. Essa mistura ajuda a explicar por que a plataforma cresceu tanto e por que investidores olham para ela como um possível “case” de assinatura em fitness. Números e bastidores que ajudam a entender o tamanho A Reuters lembra que o Strava foi avaliado em US$ 2,2 bilhões numa rodada em maio de 2025, liderada pela Sequoia Capital, com participação de investidores como TCV, Jackson Square Ventures e Go4it.O Brazil Journal também destaca que um IPO abriria caminho para saída (total ou parcial) de investidores antigos. O que observar daqui para frente

NIMA lança sensor portátil que detecta traços de glúten em 3 minutos

A NIMA Partners anunciou uma nova versão do seu sensor portátil de glúten, pensado para quem tem doença celíaca e vive na dúvida entre “gluten-free” do rótulo e a realidade do prato. A empresa diz que o dispositivo identifica trigo, cevada e centeio em níveis de até 10 partes por milhão (ppm), com 99% de acurácia, a partir de um pequeno pedaço do alimento. Como funciona, na prática O sistema usa um sensor e cápsulas descartáveis. Você coloca uma amostra pequena (do tamanho de uma ervilha) na cápsula, encaixa no aparelho e recebe o resultado em cerca de três minutos. No visor, um rosto sorrindo indica “ok” e um símbolo de trigo indica que foi detectado glúten. Por dentro, a cápsula age como um mini laboratório: ela tritura e mistura a amostra e roda o teste com anticorpos proprietários. O sensor usa câmera e iluminação para ler até linhas fracas na fita e traduzir isso em um resultado simples de entender. Por que isso existe Mesmo produtos rotulados como “gluten-free” podem conter até 20 ppm de glúten dentro das regras da FDA nos EUA. Na vida real, ainda tem o fator cozinha: contaminação cruzada pode acontecer no preparo, principalmente em restaurantes. App e histórico pessoal O aparelho se conecta ao app NIMA Now, que salva os testes na nuvem e deixa o usuário criar um histórico do que foi “seguro” para ele, incluindo alimentos e restaurantes testados ao longo do tempo. O que vale ter em mente O sensor testa uma amostra, não o prato inteiro. Então ainda pode existir risco se outra parte da refeição tiver contaminação. A NIMA também afirma que o desempenho foi validado por laboratório independente (BIA Diagnostics) e que sensor e cápsulas são produzidos em instalações certificadas ISO 13485. Onde comprar O NIMA Gluten Sensor e as cápsulas estão à venda no NIMAnow.com. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

OMORPHO lança legging com micro pesos embutidos para adicionar resistência sem volume

Depois da onda dos coletes com peso, a resistência está descendo para as pernas. A OMORPHO acaba de colocar no mercado a Women’s MicroLoad G Tight, uma legging com micro pesos integrados que somam cerca de 1 libra (aprox. 0,45 kg) distribuídos ao longo da parte inferior da perna para deixar caminhadas, corridas e treinos mais desafiadores sem a sensação de “peso pendurado”. A lógica é simples: pegar o conceito de tornozeleira com peso e transformar isso em roupa de performance. Os micro pesos ficam posicionados ao longo dos músculos da perna, evitando as articulações do joelho e do tornozelo, para não travar o movimento. Como funciona na prática Segundo a marca, a distribuição do peso foi desenhada para “andar junto” com o corpo em diferentes contextos, de treinos intervalados e corrida a aulas de barre, agachamentos, avanços e drills de agilidade. O modelo também traz bolsos laterais para celular e itens pequenos e a OMORPHO diz que planeja lançar painéis adicionais de peso que encaixam nesses bolsos, permitindo ajustar o nível de resistência. Tecido e construção A Wellworthy aponta a composição 73% nylon e 27% spandex, com uma aplicação em polímero de alta densidade que ajuda a manter os micro pesos no lugar. A publicação também cita que a peça é mid rise, full length e pesa aproximadamente 11 onças no total. No site da OMORPHO, a marca descreve a proposta como “leve peso” para levar resistência a qualquer treino e afirma que o posicionamento do MicroLoad evita as articulações. A empresa também menciona tecidos aprovados pelo padrão bluesign e recomenda escolher um tamanho menor se você estiver entre numerações. Preço e onde comprar A G Tight está à venda por US$ 119 no site da OMORPHO. A Wellworthy cita cinco cores: Black, Earth, Ruby, Ocean e Heather.

Wegovy em pílula: A Novo Nordisk dispara na corrida do bem-estar

A Novo Nordisk acaba de redefinir as regras do jogo no tratamento contra a obesidade. Com o lançamento da versão em pílula do Wegovy nos Estados Unidos, a farmacêutica não só oferece uma alternativa às injeções, mas já estreia com números de prescrição que superam, e muito, o lançamento da concorrente Zepbound. Afinal, qual a fórmula por trás desse boom? Os dados iniciais são impressionantes: nos primeiros dias, a pílula Wegovy alcançou mais de 4.000 prescrições, enquanto a Zepbound, da Eli Lilly, não passou de 1.900 em sua semana de estreia no ano anterior. O sucesso não vem apenas da inovação do produto, mas de uma estratégia de distribuição afiada. A Novo Nordisk está apostando em canais diretos ao consumidor, como farmácias próprias e telemedicina, para facilitar o acesso e criar uma experiência mais fluida para o paciente. A experiência do usuário no centro da batalha A competição, no entanto, está longe de acabar. A Eli Lilly já anunciou que sua própria pílula está a caminho, e o grande diferencial pode estar nos detalhes do dia a dia. Enquanto o Wegovy oral exige restrições alimentares após a ingestão, a futura pílula da concorrente promete não ter essa limitação. Essa diferença pode ser decisiva, colocando a conveniência e a experiência do usuário como o principal campo de batalha entre as gigantes farmacêuticas. O futuro do tratamento é oral (e cheio de oportunidades) A chegada de tratamentos orais como o Wegovy representa uma mudança de paradigma, tornando o controle de peso mais acessível e melhorando a adesão dos pacientes. Essa tendência abre um leque de oportunidades de negócio, desde parcerias com plataformas de telehealth para otimizar a distribuição até o desenvolvimento de suplementos que complementem a eficácia dos tratamentos. A agilidade será crucial, pois o mercado de saúde evolui em ritmo acelerado. O lançamento da pílula Wegovy é mais do que uma inovação farmacêutica; é um sinal claro de que o futuro do bem-estar será moldado pela conveniência e pela integração com o estilo de vida. A disputa entre Novo Nordisk e Eli Lilly está apenas começando, e quem entender melhor as necessidades e a rotina do consumidor levará a melhor nessa corrida que vale bilhões. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

CEO da Peloton diz que a próxima fase da marca passa por força, bem-estar e IA e menos “era das bikes”

Um ano depois de assumir o comando da Peloton, Peter Stern decidiu ajustar a expectativa do mercado e deixar o plano bem explícito. Em uma carta aos acionistas escrita neste mês, o CEO e cofundador do Apple Fitness+ afirma que a Peloton pode voltar a crescer, mas faz um alerta direto: não é para esperar a repetição do boom da pandemia, quando as bikes viraram símbolo de status e motor quase único de crescimento. O que ele apresenta, na prática, é uma mudança de identidade. A Peloton quer sair da fase de “produto único” e entrar em um capítulo mais amplo, com treino de força, expansão para o mercado comercial, IA de personalização e um empurrão rumo ao bem-estar e nutrição. Força vira prioridade e o contexto é 2025 Na carta, Stern conecta a popularização de medicamentos para perda de peso com a demanda crescente por treinamento de força em 2025. Para ele, a combinação de cardio com resistência abre uma “nova e crescente oportunidade” de aquisição de membros. Em tradução simples: a Peloton quer ser menos “só cardio” e mais uma plataforma completa de treino. Novos equipamentos e software mais natural Stern também sinaliza que essa estratégia deve aparecer em novos hardwares residenciais e em experiências de software mais intuitivas a partir de 2026. A ideia é ampliar o que a Peloton entrega dentro de casa e reduzir a dependência da lógica centrada em bicicletas. Mercado comercial entra no plano com força Outro ponto central é a expansão para fora do lar. A Peloton criou uma Unidade de Negócios Comerciais para colocar seus equipamentos em hotéis, condomínios residenciais e ambientes corporativos. O movimento se alinha ao lançamento da Pro Series, linha preparada para uso comercial que inclui o Tread+ Pro, descrito como a primeira esteira comercial da marca. IA vira coaching pessoal com o Peloton IQ A carta também coloca a inteligência artificial no centro do produto. Stern destaca o Peloton IQ como o futuro do coaching da empresa. Segundo ele, o sistema usa IA para analisar histórico de treinos, dados de wearables e performance em tempo real, entregando recomendações personalizadas, ajustes de técnica e treinos sob medida. A ambição é expandir o Peloton IQ para cobrir uma gama maior de fitness e bem-estar e incorporar mais fontes de dados de terceiros. Bem-estar vira estratégia e a nutrição entra na conversa Além do treino, Stern reforça o avanço para o território de wellness, citando a aquisição do Breathwrk, app de mindfulness. E uma frase chama atenção: a Peloton quer “fazer a ponte entre esforço e nutrição”, sugerindo que a empresa está olhando oportunidades além do treino e considerando uma possível entrada no universo de nutrição. A Peloton também aponta uma parceria com a Respin Health, plataforma de menopausa fundada por Halle Berry, para estudar como exercícios direcionados podem ajudar sintomas relacionados à menopausa. No fim, a carta deixa a direção clara. A Peloton quer crescer de novo, só que com uma Peloton diferente daquela que ficou marcada pela era das bikes.

Pandora: a startup que perdeu tudo e renasceu faturando milhões

Imagine perder 95% da sua receita do dia para a noite. Foi o que aconteceu com a Pandora, de Lucas Scudeler, no início da pandemia. Mas o que parecia o fim foi o começo de uma virada impressionante, transformando a empresa em uma potência da educação emocional com a missão de impactar um milhão de famílias até 2030. A crise que quase apagou a luz Antes de 2020, o modelo da Pandora era B2B, focado em grandes clientes corporativos como HP e Samsung. O problema? Quase toda a receita vinha de um punhado de contratos. Com a chegada da pandemia, a estrutura ruiu, e a empresa viu seu faturamento desaparecer, expondo a fragilidade de uma estratégia com alta dependência e baixa diversificação. Do presencial ao viral: a grande virada Com as costas na parede, Lucas Scudeler, que traz uma bagagem inusitada de engenharia, música e filosofia, apostou tudo no digital. A Pandora pivotou de consultorias presenciais para uma plataforma online, organizando conteúdos por “dores emocionais”. A resposta foi imediata: a audiência explodiu para 5 milhões de seguidores e a receita mensal bateu R$ 300 mil, provando que o novo modelo era escalável e ressoava com as necessidades do público. Os números não mentem: o futuro é tech A virada se traduziu em números robustos. A Pandora fechou 2025 com R$ 30 milhões em faturamento e projeta ambiciosos R$ 80 milhões para 2026. Para sustentar esse crescimento, a empresa está se estruturando como uma verdadeira tech company, com a contratação de um CFO experiente e fortes investimentos em tecnologia para escalar seu impacto e cumprir sua meta de transformação social. A trajetória da Pandora é uma aula de resiliência. Mostra que, em um mercado de wellness cada vez mais digital, pivotar com agilidade e alinhar o crescimento financeiro a um propósito claro não é apenas uma estratégia inteligente, é o caminho para construir um negócio que prospera e transforma. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/