24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Dormir menos de 7 horas pode reduzir a expectativa de vida

Durante muito tempo, o sono foi tratado como algo negociável na rotina moderna. Dormir pouco virou sinônimo de produtividade. Mas uma nova pesquisa da Oregon Health & Science University (OHSU) sugere que esse hábito pode ter um custo bem maior do que imaginávamos: anos de vida. O estudo, publicado nesta semana na revista Sleep Advances, analisou dados do Behavioral Risk Factor Surveillance System, do CDC, entre 2019 e 2025. O objetivo foi entender como a privação crônica de sono se compara a outros fatores clássicos de risco à saúde, como tabagismo, dieta inadequada e sedentarismo. O recorte foi claro: dormir menos de sete horas por noite, patamar considerado “sono suficiente” pelo CDC e por organizações internacionais de sono, apresentou uma correlação negativa significativa com a expectativa de vida, mesmo após o ajuste para fatores de saúde e socioeconômicos. Em outras palavras, o impacto do sono insuficiente permaneceu relevante independentemente de renda, acesso a cuidados médicos ou outros hábitos de vida. Entre todos os fatores analisados, apenas o tabagismo mostrou uma associação mais forte com menor longevidade. O padrão se repetiu ao longo dos anos estudados e em praticamente todos os estados norte-americanos, reforçando o sono como um fator de saúde pública universal, não restrito a grupos específicos. Andrew McHill, fisiologista do sono da OHSU e autor sênior do estudo, admitiu surpresa com a força da relação encontrada. Segundo ele, mesmo para quem estuda sono há anos, o tamanho do efeito chamou atenção. Embora o estudo não investigue diretamente os mecanismos biológicos por trás dessa associação, McHill destaca que o sono influencia diretamente sistemas fundamentais do corpo, como a saúde cardiovascular, o sistema imunológico e o funcionamento cerebral. A mensagem, segundo ele, é clara: o sono precisa ser priorizado com o mesmo peso que alimentação e exercício físico. A ideia de “compensar no fim de semana” ou empurrar o descanso para depois não se sustenta à luz dos dados. O dinheiro começa a seguir o sono Ao mesmo tempo em que a ciência reforça a importância do descanso, o mercado começa a reagir. O sono deixou de ser apenas um hábito pessoal para se tornar uma das frentes mais quentes do ecossistema de wellness. Nos Estados Unidos, millennials já usam dias de folga para dormir melhor, enquanto investidores apostam pesado em tecnologias voltadas à recuperação noturna. Um exemplo recente é a Orion Sleep, que levantou US$ 18 milhões em uma rodada seed para lançar uma capa de colchão inteligente com inteligência artificial, capaz de ajustar temperatura corporal ao longo da noite com base em batimentos cardíacos, respiração e padrões individuais de sono. Outra aposta é a Sleep.ai, que captou US$ 5,5 milhões e acaba de lançar um sensor de sono que usa apenas o smartphone para mapear ciclos de descanso de forma automática, sem necessidade de wearables. O sono também começa a se integrar ao cuidado clínico. Aplicativos como o Sleep Cycle passaram a se conectar diretamente a especialistas em sono, permitindo avaliação e tratamento estruturados para milhões de usuários. Mais do que bem-estar, questão de longevidade O estudo da OHSU reforça algo que o discurso de wellness vem tentando traduzir há anos: dormir bem não é luxo, nem autocuidado estético. É infraestrutura biológica. Em um mundo obcecado por otimização, dados e performance, o sono aparece como um dos pilares mais simples e ainda assim mais negligenciados, da saúde de longo prazo. E agora, com evidência robusta, fica mais difícil continuar tratando o descanso como opcional. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Evvy lança teste caseiro de urina com PCR para diagnóstico preciso de infecção urinária

A Evvy, empresa de saúde feminina conhecida pelo seu teste de microbioma vaginal, acaba de ampliar sua atuação com o lançamento do UTI+, um exame de urina feito em casa que utiliza tecnologia PCR para identificar infecções urinárias com precisão laboratorial. O teste detecta 12 uropatógenos principais e 7 marcadores de resistência a antibióticos, entregando resultados em apenas um dia útil, um avanço relevante em um cenário ainda marcado por diagnósticos imprecisos e tratamentos por tentativa e erro. Atualizando um modelo defasado de cuidado As infecções urinárias estão entre as condições mais comuns entre mulheres, mas o modelo tradicional de diagnóstico segue falhando. Segundo dados da própria Evvy, culturas de urina convencionais deixam de identificar entre 60% e 70% dos patógenos e ainda podem levar vários dias para ficar prontas. Esse atraso frequentemente resulta em prescrições empíricas, uso inadequado de antibióticos e ciclos recorrentes de infecção. O UTI+ surge justamente para corrigir esse gargalo, identificando com precisão qual bactéria está causando a infecção e quais antibióticos têm maior chance de funcionar. Como funciona o UTI+ O processo é simples: a usuária coleta a amostra de urina em casa e envia ao laboratório da Evvy, certificado pelo padrão CLIA nos Estados Unidos. Em até um dia útil, os resultados ficam disponíveis. Para usuárias elegíveis, a plataforma oferece prescrição direcionada no mesmo dia, baseada nos dados do teste — eliminando o “achismo” comum no tratamento de infecções urinárias. Conectando microbioma vaginal e saúde urinária O lançamento também reforça uma abordagem mais integrada da saúde feminina. Dados da Evvy mostram que 47% das usuárias que relataram uma infecção urinária recente apresentavam bactérias relacionadas à UTI no microbioma vaginal, sugerindo uma conexão direta entre saúde vaginal e urinária. Com isso, o UTI+ se soma ao portfólio da empresa, que agora cobre microbioma vaginal, infecções urinárias e ISTs, além de oferecer cuidado contínuo com prescrição personalizada e acompanhamento individual. Um passo rumo à medicina de precisão para mulheres Ao unir testes moleculares, diagnóstico rápido e tratamento direcionado, a Evvy avança na construção de um modelo de cuidado mais preciso, conectado e centrado na experiência real das mulheres, indo além do tratamento pontual para atacar as causas recorrentes dos problemas. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Esqueça a proteína: a fibra é a nova estrela do bem-estar

Se até agora o seu foco era apenas em proteínas, prepare-se para uma reviravolta no cardápio e no mercado. A fibra alimentar está deixando de ser coadjuvante para se tornar a protagonista no setor de alimentos e bebidas, e gigantes como PepsiCo, Coca-Cola e Nestlé já estão apostando alto nessa tendência com lançamentos inovadores. O que é esse tal de ‘fibermaxxing’? A tendência ganhou até nome nas redes sociais: ‘fibermaxxing’, um movimento que incentiva uma nutrição focada em turbinar a ingestão de fibras. E não é um papo de nicho. Uma pesquisa da Datassential aponta que 54% dos consumidores americanos buscam ativamente por alimentos ricos no nutriente, um número que salta para 60% na Geração Z. Esse interesse reflete uma mudança maior no wellness: a busca por saúde intestinal e bem-estar preventivo, algo que a ciência já comprova e que o déficit de consumo na população só reforça. Como as grandes marcas estão surfando essa onda? O mercado reagiu rápido ao chamado dos consumidores. A PepsiCo, que já definiu a fibra como um de seus pilares estratégicos para 2026, lançou snacks como o Smartfood Fiber Pop. A Coca-Cola entrou na briga com seu refrigerante prebiótico, enquanto startups como a Olipop já captaram US$ 50 milhões em investimentos. A grande sacada está na inovação, com produtos que combinam fibras e proteínas, oferecendo múltiplos benefícios e justificando um posicionamento premium. O recado é claro: a conversa sobre saúde evoluiu. O consumidor moderno quer soluções práticas, com ingredientes funcionais e respaldo científico. Varejistas como o Whole Foods já confirmam que a fibra é uma tendência-chave para o futuro próximo. A era da saúde intestinal não é mais uma promessa, é o agora, e representa uma oportunidade gigante para as marcas que souberem aliar inovação com propósito. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Hiya Health: a marca que criou vitaminas infantis sem açúcar

Fundada por dois pais com background em tecnologia, a Hiya Health nasceu para resolver um problema simples: a baixa qualidade das vitaminas infantis, cheias de açúcar e aditivos. A solução? Um multivitamínico clean que, em 2024, foi adquirido pela gigante USANA por US$ 260 milhões, provando que bem-estar infantil é um negócio sério. Qual a fórmula do sucesso (além da vitamina)? A resposta está na metodologia. Os fundadores Darren Litt e Adam Gillman trataram o produto como um software, usando uma abordagem ágil para ajustar a fórmula três vezes só no primeiro ano, com base no feedback direto dos pais. O modelo Direct-to-Consumer (DTC) foi a peça-chave para essa conexão, permitindo uma coleta de dados ultra-rápida e a construção de uma comunidade fiel. Como engajar crianças (e estúdios de Hollywood)? Em um mercado saturado, a Hiya Health apostou na experiência. A marca transformou a hora da vitamina em um momento divertido, com garrafas reutilizáveis que as crianças customizam e jogos mensais. Para escalar, a estratégia foi genial: parcerias com gigantes do entretenimento como Disney e Mattel, conectando saúde a personagens que as crianças amam. Uma combinação de nutrição e diversão que diferenciou a marca na prateleira. O futuro é um ecossistema completo de bem-estar? Depois de crescer com autofinanciamento disciplinado, a aquisição pela USANA abre um novo capítulo. A Hiya Health projeta ultrapassar US$ 100 milhões em vendas líquidas em 2025, com mais de um milhão de assinantes. O plano agora é expandir o portfólio para além das vitaminas, criando soluções para hidratação e saúde intestinal e consolidando um sistema completo para a saúde infantil. O case da Hiya Health mostra que a inovação em wellness não se limita à fórmula. Ao combinar um produto de qualidade com uma estratégia tech-driven e parcerias criativas, a marca não só conquistou o mercado, mas redefiniu o que os pais esperam de um suplemento infantil. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Maternidade: a nova realidade da fertilidade após os 35 anos

A ideia de um “precipício da fertilidade” aos 35 anos está com os dias contados. O que antes era um marco de ansiedade para muitas mulheres, hoje é visto como um marcador prático, e não um limite biológico absoluto. A combinação de mudanças sociais e avanços da ciência está reescrevendo as regras do planejamento familiar. O que realmente acontece com o corpo? Esqueça a ideia de um declínio abrupto. The New York Times registrou que a fertilidade feminina diminui de forma progressiva, resultado da redução natural na quantidade e qualidade dos óvulos, aos 37 anos, por exemplo, restam cerca de 25 mil. Fatores como alterações hormonais, miomas, diabetes e obesidade também entram na equação, assim como o aumento no risco de anomalias e abortos espontâneos. A recomendação é clara: após seis meses de tentativas sem sucesso, mulheres com mais de 35 devem buscar avaliação médica especializada. E os homens? A conta não é só delas A conversa sobre fertilidade precisa ser inclusiva. A partir dos 40 anos, a fertilidade masculina também entra em declínio, com a redução na qualidade do esperma e na produção de testosterona. Entender que o planejamento familiar é uma via de mão dupla é fundamental para um diagnóstico completo e decisões mais assertivas. A tecnologia como aliada da maternidade tardia O adiamento da maternidade por questões de carreira, educação e finanças já é um fato. Dados mostram que, enquanto a fertilidade global cai, o número de nascimentos em mulheres com mais de 40 anos aumentou 2%. Esse movimento é impulsionado pelos avanços na reprodução assistida, que ampliaram as possibilidades e a segurança para gestações mais tardias. O resultado é um mercado em plena expansão, com clínicas especializadas e tecnologias de monitoramento personalizado ganhando cada vez mais espaço. No fim das contas, a narrativa está mudando. Menos pânico com o calendário e mais foco em informação de qualidade e acompanhamento individualizado. Desmistificar a pressão dos 35 anos não só reduz a ansiedade, mas abre caminho para um planejamento reprodutivo mais consciente, alinhado ao estilo de vida e aos objetivos de cada um. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Lumati lança primeiro teste caseiro para medir microplásticos no corpo

A Lumati acaba de apresentar o Lumati Detect, um teste de saliva que identifica a presença e a concentração de microplásticos no organismo, um tema que deixou de ser ambiental para se tornar questão central de saúde humana. Com microplásticos sendo encontrados em tecidos, sangue e até placenta, cresce a preocupação sobre seus efeitos no corpo: inflamação, estresse oxidativo, alterações metabólicas e até impactos em energia, humor e envelhecimento acelerado. Como funciona O processo foi pensado para ser simples e rápido. Em poucos minutos, o usuário coleta a saliva com o kit Lumati e envia para o laboratório da empresa nos EUA.A análise identifica: O relatório chega ao usuário com linguagem acessível e detalhamento exato dos contaminantes encontrados. Monitoramento contínuo A Lumati recomenda repetir o teste a cada 90 dias, especialmente para quem segue protocolos de detox da marca, que incluem terapias como hidrogênio, fotobiomodulação e suporte antioxidante via suplemento Lumati Red. Segundo David Perez, CEO e fundador da empresa, o objetivo é trazer clareza, não pânico:“O teste não é sobre medo, é sobre foco. Quando você mede o que está te afetando, consegue agir para restaurar seu sistema e sua cabeça ao equilíbrio.” O início de uma nova linha O Lumati Detect inaugura a futura plataforma de testes da empresa. Novos exames caseiros devem ser lançados para acompanhar outros marcadores de saúde e ajudar usuários a monitorarem seu bem-estar com precisão ao longo do tempo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

R.A.D e Rogue Fitness lançam edição limitada do R.A.D ONE V2

Duas potências do treinamento funcional acabam de unir forças. A R.A.D anunciou uma parceria com a Rogue Fitness para lançar versões exclusivas do R.A.D ONE V2, o tênis assinatura da marca. Pela primeira vez, os dois nomes, ambos pilares da comunidade de performance, assinam um produto juntos. Força encontra estilo Fundada em 2019, a R.A.D se tornou queridinha do universo CrossFit pela combinação de desempenho técnico com design inspirado no skate. Já a Rogue, criada em 2006, virou referência global em força e condicionamento, fornecendo equipamentos para eventos como CrossFit Games, USA Weightlifting e World’s Strongest Man. A colaboração nasce justamente dessa interseção: duas marcas moldadas pela mesma cultura de treino. Os detalhes da coleção A linha R.A.D x Rogue Fitness traz duas versões co-branded do R.A.D ONE V2, ambas construídas para estabilidade nos levantamentos e versatilidade em treinos híbridos. Os modelos carregam: A parceria também vem na esteira do R.A.D x Rogue Tin Slingers, competição global realizada em novembro que reuniu as comunidades das duas marcas em eventos presenciais e desafios virtuais. Unidas pela mesma comunidade “R.A.D e Rogue nasceram da mesma comunidade”, afirma Ben Massey, fundador da R.A.D e ex-atleta de CrossFit. “Estamos animados para iniciar essa parceria com uma marca tão icônica.” Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Implanon: A estratégia bilionária que está redefinindo a saúde feminina no Brasil

A farmacêutica Organon não está para brincadeira. Com o Implanon, seu implante contraceptivo de longa duração, a empresa dobrou sua participação no mercado brasileiro em apenas um ano, saltando de 29,5% para 59%. O movimento foi impulsionado por um contrato gigante com o SUS e uma mudança regulatória que promete transformar o acesso à saúde da mulher no país. Mas como eles fizeram isso? O pulo do gato foi a combinação de uma demanda crescente com uma estratégia regulatória afiada. A procura pelo Implanon explodiu, com um crescimento de 370% desde 2021. De olho nesse movimento, a Organon fechou um contrato de R$ 244 milhões com o SUS para fornecer 1,8 milhão de unidades até 2026, garantindo uma fatia de 81% no setor público. Para completar, a partir de setembro de 2025, os planos de saúde serão obrigados a oferecer o implante, abrindo de vez as portas do mercado privado. Produção a todo vapor para atender o boom Para dar conta do recado, a Organon está acelerando sua operação. A fábrica em Campinas (SP) virou um hub estratégico para escalar a produção e aumentar as exportações para a América Latina. A empresa também aposta na terceirização, que hoje responde por 45% da produção e deve chegar a 53%. É um modelo de negócio flexível e eficiente, que mostra como escalar uma operação de saúde feminina em mercados emergentes. O que fica de lição? O case da Organon é um manual para o setor de wellness. A empresa não só identificou uma preferência crescente por soluções contraceptivas mais tecnológicas e convenientes, como atuou de forma decisiva no ambiente regulatório para destravar o mercado. Com uma projeção de crescimento de 143% na sua área de saúde da mulher até 2029, a Organon prova que aliar um produto inovador a uma execução disciplinada é a fórmula para liderar e transformar um setor inteiro. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Sunday Scaries: por que a ansiedade de domingo virou o novo burnout da Geração Z?

Aquele aperto no peito que chega no domingo à tarde tem nome: “Sunday Scaries”. O fenômeno, que viralizou no TikTok, descreve a ansiedade generalizada com a antecipação da semana de trabalho e já se tornou um sintoma cultural, afetando mais de 75% dos millennials e da Geração Z e transformando o dia de descanso em um gatilho para o estresse. Mas por que o domingo virou o novo vilão? A principal causa é a ansiedade com as responsabilidades da semana seguinte, mas o buraco é mais embaixo. A cultura “always-on”, com e-mails e notificações de trabalho invadindo o fim de semana, borra as fronteiras entre vida pessoal e profissional. Some a isso a pressão para otimizar o tempo livre e o acúmulo de tarefas domésticas, e o domingo perde sua função de recarga. O psiquiatra Viktor Frankl chamou isso de “neurose do domingo”: um vazio existencial que surge quando as distrações da rotina param, expondo a falta de propósito. Os dados não mentem: a conta chegou Uma pesquisa da Talker Research aponta que a angústia dominical acontece, em média, 36 domingos por ano, com pico por volta das 15h54. O impacto na Geração Z é ainda mais brutal: 74% sentem essa ansiedade mensalmente e, pasme, 20% já pediram demissão por causa dela, segundo um estudo com trabalhadores americanos. A consequência vai além do emocional, afetando o corpo com insônia e níveis de cortisol (o hormônio do estresse) até 23% mais altos. Da ansiedade à oportunidade de negócio A crise abriu uma avenida para o mercado de wellness. Empresas já enxergam oportunidades em programas corporativos de descompressão, focados em combater o burnout antes que ele comece. Além disso, cresce a demanda por plataformas digitais que ajudam a criar rituais de domingo personalizados e tecnologias que monitoram o humor e otimizam o ritmo circadiano, melhorando a qualidade do sono. A popularização dos Sunday Scaries não é apenas um meme. É um sinal claro de que o modelo de trabalho tradicional está esgotado, especialmente para as novas gerações que priorizam a saúde mental acima de tudo. A solução passa por adotar um ritmo mais gentil e consciente, transformando o bem-estar proativo em uma estratégia central, não apenas um benefício. Afinal, a busca por equilíbrio não tira folga, nem mesmo no domingo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

A guerra do bem-estar: Zealand Pharma aposta em IA para desafiar o reinado do Ozempic

Enquanto Novo Nordisk e Eli Lilly dominam as manchetes, a dinamarquesa Zealand Pharma traçou um plano ambicioso para abocanhar uma fatia do bilionário mercado de medicamentos antiobesidade. Com a estratégia ‘Metabolic Frontier 2030’, a empresa promete lançar cinco novos fármacos até o fim da década e usar a inteligência artificial como sua principal arma para redefinir o tratamento da saúde metabólica. Qual é o plano de mestre? A estratégia é clara: inundar o mercado com inovação. A meta da Zealand é desenvolver ao menos 10 programas clínicos, focando em soluções que vão além da simples perda de peso. No centro do seu pipeline estão o petrelintide, desenvolvido com a Roche e que atua de forma diferente dos agonistas de GLP-1, e o survodutide, um agonista duplo. A empresa também mostrou pragmatismo ao interromper o desenvolvimento do dapiglutide, reconhecendo a alta competitividade e focando seus recursos onde pode, de fato, se destacar. Tecnologia e parcerias para sair na frente Para acelerar o passo, a Zealand Pharma inaugurou um centro de pesquisa em Boston focado em combinar sua expertise em peptídeos com inteligência artificial, visando criar drogas mais eficientes e personalizadas. Além da tecnologia interna, a empresa firmou uma parceria estratégica com a biotech chinesa OTR Therapeutics para desenvolver tratamentos orais. O acordo, que começa com um investimento de 20 milhões de dólares, responde à crescente demanda por opções mais convenientes e acessíveis para o tratamento de doenças metabólicas. Como se diferenciar na selva dos GLP-1? Em um mercado projetado para atingir 150 bilhões de dólares até 2030, ser apenas mais um não é uma opção. A grande aposta da Zealand é a diferenciação. O petrelintide, por exemplo, atua no hormônio amilina, prometendo uma perda de peso eficaz com menos efeitos colaterais gastrointestinais que os concorrentes. Já o survodutide tem uma ação dupla que, além de tratar a obesidade, mostra potencial para combater a esteato-hepatite metabólica (MASH), uma comorbidade grave. A lição para o setor de wellness é nítida: diante de uma concorrência acirrada, com gigantes como AstraZeneca e Pfizer entrando no jogo, a sobrevivência depende de um pipeline diversificado, alianças estratégicas e a integração de tecnologias de ponta. A Zealand Pharma não quer apenas competir; ela quer liderar a próxima geração de bem-estar metabólico. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/