24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Câncer de mama aos 20, 30 e 40 anos?

Quando pensamos em câncer de mama, geralmente imaginamos mulheres na faixa dos 50 ou 60 anos. Mas uma nova análise apresentada no encontro anual da Radiological Society of North America (RSNA) está mudando esse paradigma de forma contundente. Os pesquisadores descobriram que mulheres com menos de 50 anos já respondem por 20% a 24% de todos os diagnósticos, e muitos desses tumores apresentam comportamento mais agressivo do que se imaginava para essa faixa etária. Câncer de mama antes dos 50: mais comum do que parece Ao longo de 11 anos de análise, o estudo mostrou que essa proporção tem se mantido estável — ou seja, não é um fenômeno pontual, mas um padrão persistente.E o detalhe mais importante: mulheres jovens representam apenas 21% a 25% das pessoas que fazem exames de rastreamento, mas ainda assim são responsáveis por um quarto dos diagnósticos. Isso revela um descompasso claro: as diretrizes de rastreamento não estão completamente alinhadas com quem realmente está adoecendo. Tumores mais invasivos entre as mais jovens O estudo também mostra um cenário mais sério do que o esperado.Entre as mulheres jovens diagnosticadas: Essa combinação alta proporção de casos + tumores agressivos, é o motivo pelo qual especialistas pedem uma revisão urgente das abordagens de triagem. As diretrizes atuais não contemplam quem mais precisa Hoje, recomendações gerais sugerem iniciar mamografia entre 40 e 45 anos para mulheres de risco comum. A triagem antes disso só é indicada para quem tem histórico familiar forte, mutações genéticas ou outros fatores de risco. Mas, para a grande maioria das mulheres abaixo dos 40 anos, simplesmente não há diretrizes formais, mesmo com evidências claras de que os casos existem e, muitas vezes, exigem diagnóstico rápido. A mensagem dos especialistas é direta: usar apenas a idade como marcador de risco não funciona mais. O que mulheres podem fazer agora? Enquanto as recomendações oficiais não avançam, há passos importantes que qualquer mulher pode adotar para monitorar o risco pessoal. 1. Peça uma avaliação de risco nas suas consultas É uma análise simples que considera histórico familiar, densidade mamária, menstruação, estilo de vida e, em alguns casos, genética. 2. Conheça seus fatores de risco Mutação em BRCA1/BRCA2, histórico forte na família e certas origens étnicas aumentam o risco mais cedo. 3. Observe seu próprio corpo Mudanças na mama, textura, secreções ou nódulos novos devem ser avaliados por um profissional. 4. Peça rastreamento antecipado se estiver em grupo de alto risco Muitas mulheres que deveriam receber mamografia + ressonância magnética mais cedo nunca são encaminhadas por falta de discussão durante a consulta. 5. Cuide dos pilares hormonais e metabólicos Exercício regular, menos álcool, sono de qualidade, dieta rica em fibras e boa saúde metabólica se associam a menor risco. O que fica dessa pesquisa O estudo deixa claro: câncer de mama em mulheres jovens não é raro, e quando aparece, pode ser mais agressivo.Por isso, especialistas defendem rastreamento mais personalizado — que considere o risco individual, e não apenas a idade. Enquanto isso, a melhor estratégia é permanecer informada, acompanhar o próprio corpo e conversar com profissionais de saúde sobre qual cronograma de rastreamento faz sentido para o seu caso. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Como a Kim Kardashian transformou a Skims em uma marca de Us 5 Bi?

A Skims, de Kim Kardashian, atingiu uma avaliação de US$ 5 bilhões e já mira um IPO para 2026. A marca, que começou como um e-commerce de shapewear em 2019, se transformou em uma potência global, provando que a fama é um ativo poderoso, mas o controle estratégico é o que constrói um império. Qual a fórmula? Branding pop com planilha na mão A grande sacada da Skims é unir marketing afiado, alinhado à cultura pop, com uma operação guiada por dados. Enquanto campanhas virais engajam o público, a empresa usa testes de mercado e escuta ativa para garantir que cada lançamento tenha retorno financeiro. É a prova de que branding criativo e rigor operacional não apenas podem, mas devem andar juntos para criar valor sustentável, especialmente no concorrido mercado de wellness. Inovação que vai além do produto O sucesso não vem só dos números. A marca ganhou relevância ao lançar produtos com impacto social real, como o sutiã com mamilo aparente que viralizou e se tornou uma solução de autoestima para mulheres que passaram por mastectomia. Esse movimento mostra como a Skims opera como um ecossistema de lifestyle, expandindo sua influência para cosméticos e outras categorias que reforçam o autocuidado e o bem-estar. A visibilidade como ativo financeiro Kim Kardashian transformou sua visibilidade em um ativo financeiro monetizável, e agora está ensinando como fazer isso. Em seu curso na MasterClass, ela detalha os “Dez Mandamentos” que guiaram o sucesso da Skims, com foco em contratos e estrutura acionária. A lição é clara: para empreendedores do setor wellness, dominar a narrativa da marca e a gestão financeira é tão crucial quanto ter um bom produto. O controle estratégico sobre a propriedade foi vital para a Skims não repetir erros do passado e maximizar seu valor de mercado. Com planos de expansão para lojas físicas globais e a projeção de ultrapassar US$ 1 bilhão em vendas, a Skims deixa um recado para o mercado: a nova geração de marcas de bem-estar precisa unir propósito, audiência e uma gestão financeira impecável para escalar de forma consistente. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Massagens robóticas chegam ao Massage Envy

A maior rede de massagem dos EUA está testando um novo tipo de toque, sem mãos humanas. O Massage Envy começou a instalar, em unidades selecionadas, as camas de massagem robóticas da Aescape, sistema guiado por IA que permite ao cliente personalizar pressão, áreas do corpo, objetivos de recuperação e até a trilha sonora da sessão, tudo por meio de uma tela sensível ao toque. Como funciona a “massagem sem mãos” A experiência é diferente de uma massagem tradicional, mas com vários elementos familiares. O cliente permanece vestido, enquanto a cama adapta pressão e ajustes ao formato do corpo, imitando a precisão de um massoterapeuta. É possível escolher sessões de 30 ou 60 minutos, em formato localizado ou corpo inteiro. Cada atendimento inclui cerca de 10 minutos para configuração da máquina e troca de roupa, antes e depois da sessão. A chegada da Aescape ao Massage Envy amplia a lista de marcas que já adotaram a tecnologia, entre elas, academias premium como Life Time e Equinox, além de Four Seasons, Marriott e Ritz-Carlton no setor hoteleiro. Para Todd Schrader, CEO do Massage Envy, o movimento reforça o propósito da rede: “A missão sempre foi tornar o bem-estar parte da rotina das pessoas. Aescape complementa isso ao oferecer uma nova forma de consistência no autocuidado.” Ele acrescenta que o formato também atrai quem gosta de testar novas tecnologias, busca opções convenientes de recuperação entre treinos ou prefere um modelo autoguiado. Mais unidades devem receber o sistema ao longo de 2026. Aescape acelera: tecnologia, celebridades e um ano de expansão A parceria fecha um ano decisivo para a Aescape. A empresa firmou acordo com Tom Brady, que se tornou diretor de inovação e trouxe seus protocolos exclusivos de recuperação e “pliability”. O parceiro de longa data de Brady, Alex Spiro, também entrou como conselheiro estratégico. A empresa já levantou mais de US$ 130 milhões em investimentos, com apoio de fundos como Valor Siren Ventures, Valor Equity Partners e nomes como o criador e atleta Logan Paul. Eric Litman, fundador e CEO da Aescape, diz que a colaboração com o Massage Envy é estratégica: “Estamos expandindo o acesso ao poder restaurador da massagem — seja pelas mãos de um terapeuta ou pela nossa experiência autônoma.” Robôs vão substituir massoterapeutas? Não exatamente… Apesar do avanço da automação, os dados do mercado mostram outra realidade: o Bureau of Labor Statistics projeta que a terapia de massagem será uma das profissões que mais vai crescer até 2034, com aumento de 15% no emprego e cerca de 24,7 mil vagas abertas por ano. Escolas como o The Soma Institute alertam: não há profissionais suficientes para atender à demanda. Nesse cenário, a Aescape não se vende como substituta, mas como suporte operacional: uma forma de oferecer serviço 24/7, aliviar carga das equipes e transformar salas ociosas em receita constante. A empresa é transparente nos valores: E não é só o Massage Envy que está apostando nessa ideia. A Pause Studio, franquia de wellness, ampliou sua parceria com a Aescape depois de um piloto em Los Angeles que superou expectativas. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

A força híbrida está moldando a nova era da longevidade

A Tonal publicou seu State of Strength 2025 e deixou claro um movimento que atravessa gerações: a musculação virou ferramenta de longevidade e não apenas de performance. O relatório mostra que rotinas híbridas, treinos inteligentes e consistência estão redesenhando a forma como adultos de todas as idades se relacionam com força, mobilidade e recuperação. Força para envelhecer melhor Segundo a Tonal, 80% dos membros treinam com foco direto em longevidade. E quem mais puxa essa onda não é a Geração Z, mas sim os Baby Boomers, que treinam 37% mais do que os jovens e ainda igualam os ganhos de performance das faixas etárias mais novas. Entre adultos acima dos 40 anos, o sentimento é parecido: a força os faz se sentirem mais capazes, confiantes e preparados para o futuro. O treino híbrido ganhou tração e as mulheres lideram A musculação continua sendo o centro das rotinas, mas os usuários estão combinando força com Pilates, mobilidade e práticas de recuperação. E quem está acelerando essa mudança são as mulheres. Desde 2021, elas registraram: O impacto aparece nos números: usuárias aumentaram em 15% sua performance nos principais levantamentos, mostrando que flexibilidade, controle e força coexistem e se amplificam. Precisão, eficiência e treinos curtos O relatório também revela que o treino eficiente virou padrão: mais da metade dos membros treina menos de 45 minutos, e 90% dizem ter ganhado mais força em menos tempo. Entre quem dizia não treinar por falta de tempo, a mudança foi drástica: 70% agora treinam de três a cinco vezes por semana, e quase 20% treinam todos os dias. A tecnologia da Tonal — com cargas automatizadas, progressão inteligente e acompanhamento preciso, encurta o caminho e mantém consistência. O que isso mostra Os Boomers e a Geração Z treinam de formas diferentes, claro. A base da Tonal tende a ser mais madura.Mas a conclusão é clara: a força se tornou intergeracional, e a combinação entre musculação, mobilidade e práticas restaurativas está criando um novo padrão de bem-estar, mais sustentável, mais funcional e mais conectado à longevidade. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Como o EGYM Wellpass eleva o bem-estar dos funcionários?

O bem-estar no trabalho virou prioridade global mas ainda esbarra em um gargalo gigantesco: baixa adesão.Empresas perdem bilhões com burnout, afastamentos e turnover, enquanto a maior parte dos programas de wellness corporativo simplesmente… não engaja. A EGYM quer virar esse jogo. Seu programa Wellpass, uma rede corporativa de fitness e bem-estar, acaba de ultrapassar 4 mil academias e estúdios parceiros nos EUA, consolidando a expansão do modelo no país. Acesso total, do jeito que a vida real pede O diferencial do Wellpass é simples: tira a fricção.Em vez de uma assinatura presa a uma academia, o funcionário ganha acesso ilimitado a mais de 19 mil espaços de fitness e wellness no mundo todo — de academias tradicionais a pilates, piscinas, centros de escalada e até quadras de pickleball. Onde o funcionário estiver — morando, viajando, trabalhando de forma híbrida — existe uma opção para treinar, se mover e reduzir o estresse.A proposta é transformar consistência em algo fácil, não em mais uma tarefa da lista. Adeus burocracia: um benefício que realmente funciona Programas corporativos falham por dois motivos: difíceis de administrar, impossíveis de personalizar. O Wellpass simplifica tudo: Para academias e estúdios, o benefício é duplo: acesso a um público corporativo novo, visitas subsidiadas pelos empregadores e receita incremental, sem precisar mudar a operação. Novas expectativas no trabalho exigem novos modelos Bem-estar deixou de ser um “extra” e virou infraestrutura.Com equipes distribuídas, agendas flexíveis e uma demanda crescente por saúde física e mental, empresas precisam de soluções que realmente funcionem no dia a dia. Com rede global, onboarding ágil e preço baseado em uso, o Wellpass ajuda empregadores a fortalecer cultura, produtividade e saúde de longo prazo e dá aos funcionários um benefício que eles, de fato, vão usar. Em resumo: no ambiente de trabalho atual, engajamento é tudo. O Wellpass entrega um benefício de wellness que não fica parado no papel — ele acompanha a rotina, o ritmo e o estilo de vida das pessoas. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

SUS terá teleatendimento para pessoas com vício em apostas

O Brasil se consolidou como o terceiro maior mercado de apostas online do mundo, mas o boom bilionário acendeu um alerta vermelho na saúde pública. Em resposta, o governo lançou uma ofensiva dupla: uma regulação mais dura do setor e uma rede de apoio digital para jogadores compulsivos, mostrando que o bem-estar entrou de vez no jogo. Da tela do celular para a linha de frente O crescimento foi explosivo, atingindo quase 18.000% em atividade financeira e cativando 42,5 milhões de usuários. O alvo principal? A Geração Z e a Classe C, grupos atraídos por promessas de ganhos rápidos impulsionadas por marketing agressivo de influenciadores e fenômenos virais como o ‘Jogo do Tigrinho’. O resultado já aparece nos números do SUS, que registrou quase 2 mil atendimentos por transtorno do jogo só no primeiro semestre de 2025, evidenciando os riscos de endividamento e os impactos na saúde mental. A aposta é no controle e no bem-estar digital Para virar o placar, o governo colocou em campo a Lei nº 14.790, que regulamentou o setor, e uma estratégia focada em tecnologia e saúde. A partir de dezembro de 2025, apostadores poderão usar sua conta Gov.br para solicitar o bloqueio de acesso a sites de apostas por meio de uma plataforma de autoexclusão. Em paralelo, uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Hospital Sírio-Libanês vai oferecer teleatendimento especializado a partir de 2026, com a meta de integrar o suporte online ao atendimento presencial. O futuro do jogo: entre o lucro e a prevenção O movimento do governo não é apenas reativo; ele sinaliza uma nova fronteira onde negócios e bem-estar se cruzam. Ao mapear o perfil dos jogadores e investir em tecnologias de monitoramento precoce, o Brasil busca equilibrar um mercado lucrativo com a responsabilidade social. A grande aposta, agora, é transformar a tecnologia, que ajudou a criar o problema, na principal ferramenta para promover um ecossistema de jogo mais seguro e consciente. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Emm capta US$ 9 milhões para decifrar a saúde do ciclo menstrual

A Emm, healthtech britânica, quer transformar algo que sempre foi invisível na saúde feminina: os sinais escondidos no ciclo menstrual. A empresa acaba de captar US$ 9 milhões para lançar sua primeira grande aposta, uma coletora menstrual inteligente equipada com sensores capazes de transformar o fluxo em dados clínicos. Menstruação como dado mensurável A proposta da Emm é simples e ousada: fazer da saúde menstrual algo mensurável, assim como já fazemos com cardiovascular, metabolismo ou sono. A coletora reúne sensores embutidos que monitoram a taxa de fluxo, o volume e a regularidade ao longo de todo o ciclo. A partir desses registros contínuos, o sistema gera insights médicos que ajudam a identificar alterações importantes, incluindo condições frequentemente negligenciadas, como a endometriose, que afeta uma em cada dez mulheres. A novidade estreia no Reino Unido no próximo ano, com expansão internacional prevista na sequência. O plano da empresa vai além do dispositivo: a Emm quer construir uma plataforma completa, adicionando diagnósticos, ferramentas digitais de acompanhamento e terapias personalizadas baseadas em dados reais do ciclo. O movimento maior: o ciclo ficando inteligente A Emm não está sozinha nessa virada. A saúde feminina está entrando em uma era em que os dados do ciclo deixam de ser simples registros de sintomas e passam a funcionar como sinais diagnósticos. Novas tecnologias estão avançando nessa mesma direção. A Hormona analisa hormônios via testes de urina; a Eli Health faz o mesmo por meio de saliva; a YON E desenvolveu um dispositivo vaginal que monitora continuamente pH e temperatura; e wearables como Withings e Oura já integram informações ao Clue para decodificar flutuações hormonais com mais precisão. O que vem pela frente A tendência é clara: transformar sinais invisíveis em inteligência menstrual. Com dados de alta resolução sendo coletados dentro e fora do corpo, Emm e outras startups estão redesenhando a forma como monitoramos, interpretamos e cuidamos da saúde reprodutiva com a mesma precisão que já aplicamos às métricas mais avançadas do wellness. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

O que realmente faz você dormir melhor? As lições de Jason Jin

Jason Jin passou a última década estudando como as pessoas dormem, acordam e se movem ao longo do dia. Ex-pesquisador do sono e hoje fundador da Zest, ele dedica seu trabalho a uma tese simples (e cada vez mais verdadeira): a vida moderna nos tira do ritmo e precisamos de ferramentas que nos ajudem a sincronizar corpo, mente e rotina com nosso relógio biológico. Em uma conversa sobre sono, energia e hábitos que realmente funcionam, Jin compartilha o que aprendeu testando desde comportamentos ancestrais até os gadgets mais sofisticados do mercado. O que ele aprendeu sobre sono desde que fundou a Zest Para Jin, a primeira grande verdade é dura: quase tudo ao nosso redor bagunça nosso sono. Luzes fortes e telas à noite empurram o horário de dormir para mais tarde. Alarmes cedo demais encurtam o descanso. E refeições tardias quebram sinais internos que deveriam manter a energia estável ao longo do dia. “Nossos ancestrais acordavam com o sol, se moviam ao longo do dia, comiam cedo e dormiam no escuro e no frio”, diz Jin. A fadiga que sentimos hoje não é mistério, é a consequência de lutar contra a própria biologia. Essa percepção guiou seu trabalho: criar ferramentas que ajudem as pessoas a voltar para um ciclo mais natural, mesmo vivendo em um mundo artificial. O que as pessoas mais confundem sobre estar realmente descansadas Jason já testou praticamente todo hack, dispositivo e suplemento de sono disponível, primeiro por curiosidade científica, depois enquanto construía um enorme banco de dados na Crescent, analisando o que realmente melhorava o sono das pessoas. E um padrão ficou claro: muita gente ignora o básico e pula direto para o gadget caro. “Existe uma espécie de ‘lei de potência’ no que realmente melhora o sono”, explica. Ou seja: uma pequena quantidade de hábitos fundamentais gera a maior parte do resultado. Para ele, antes de tentar otimizar, o foco deveria ser outro: arrumar a base da rotina. O hábito mais simples para acordar mais alerta Jason não hesita: “Exponha seus olhos à luz forte nos primeiros minutos após acordar.” Esse único hábito é um dos maiores âncoras do relógio circadiano e, segundo ele, aumenta a sensação de alerta matinal muito mais do que a maioria das soluções modernas. Outro ponto prático: Dormir múltiplos de 90 minutos (7h30 ou 9h) reduz a chance de acordar no meio de um ciclo profundo e começar o dia grogue. O que ele gostaria que todos soubessem sobre “descanso real” e energia sustentada Para Jin, existe uma confusão básica: as pessoas tratam energia como algo linear. Mas não é. “O corpo é um sistema altamente adaptativo, que ajusta a necessidade de sono de acordo com estresse, doença, treino, carga emocional e qualquer outro fator do estilo de vida”, diz. Ele insiste em algo que a neurociência confirma: não existe ‘almoço grátis’ biológico. Todo pico artificial de energia, de alerta, de dopamina, vem seguido de uma queda compensatória. As pessoas que se sentem bem de forma consistente são aquelas que protegem seus ritmos, e não as que buscam estímulos o tempo todo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Correr envelhece o rosto?

A corrida segue sendo um dos esportes mais populares entre quem quer abandonar o sedentarismo: prática acessível, sem precisar de equipamentos caros e possível de fazer em qualquer lugar. Mas junto da popularidade vem uma dúvida que muita gente repete: correr envelhece o rosto? A dermatologista Dra. Vivian Simões Pires explica que, sim, a corrida pode contribuir para alguns sinais de envelhecimento, mas não da forma simplista que muita gente imagina. Por que a corrida pode acelerar sinais de flacidez? Segundo a médica, o impacto repetido da corrida pode ter um efeito direto na firmeza da pele. A vibração constante do exercício colabora para o aumento da flacidez em pessoas predispostas, especialmente quando combinada com outro fator muito comum entre corredores: dieta excessivamente restrita. “Alguns corredores consomem poucas calorias e isso, ao longo do tempo, pode causar perda de gordura facial, deixando o rosto mais fundo e marcado”, explica a dermatologista. O verdadeiro vilão: sol + impacto + pouca proteção Mas o maior gatilho do envelhecimento para quem corre não é o impacto — é o sol. Grande parte das corridas acontece ao ar livre, muitas vezes em horários de radiação intensa. E, segundo a médica, essa é a combinação que mais acelera os danos: quebra das fibras de colágeno, ressecamento, perda de elasticidade, manchas e fotodano irreversível. “A exposição solar causa uma pele sem cor, sem viço e com fibras de colágeno totalmente quebradas”, reforça a Dra. Vivian. Além disso, o sol aumenta o risco de câncer de pele e outras doenças. Como minimizar esses efeitos sem abandonar a corrida? Para quem ama correr, a dermatologista é categórica: não precisa parar mas é essencial ajustar o contexto. Hoje existem fórmulas específicas para atletas que não escorrem, não ardem os olhos e mantêm a proteção mesmo durante treinos longos. Quando o corredor ignora o protetor solar A médica alerta que, sem fotoproteção, os danos se acumulam rapidamente: aumento visível da flacidez, estímulo à formação de manchas, textura irregular, piora do melasma e amplia o risco de câncer de pele. O sol é o fator que mais envelhece a pele e a corrida ao ar livre intensifica esse impacto quando feita sem cuidados. A visão de quem vive isso na rotina A corredora e influenciadora Marcela Nardez, que tem melasma, reforça a importância da proteção diária: “Se você tem melasma como eu, não pode sair sem protetor. Prefira os que têm base, que resistem ao suor e não escorrem. Não esqueça do pescoço, ombros e áreas expostas.” Afinal: correr envelhece o rosto? A corrida em si não é o problema. O combo impacto + déficit calórico + sol forte sem proteção é que acelera o envelhecimento. Com proteção solar adequada, horários inteligentes e uma rotina de cuidado mínima, é totalmente possível correr e manter a pele saudável, firme e protegida. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Estudo mostra que 82% recuperam peso após parar Mounjaro

Um novo estudo publicado na JAMA Network Open acendeu um alerta importante sobre o uso de Mounjaro (tirzepatida). Segundo a análise, 82% das pessoas que perderam peso com o medicamento voltaram a ganhar pelo menos 25% do peso perdido um ano após interromper o tratamento. E tem mais: quanto maior o reganho, maior a perda dos benefícios conquistados durante o uso, como melhora da pressão arterial, do colesterol e da resistência à insulina. O que o estudo analisou A pesquisa é uma análise post hoc do ensaio clínico SURMOUNT-4 e acompanhou 308 participantes. Só entraram na conta pessoas que haviam perdido pelo menos 10% do peso após 36 semanas usando a tirzepatida. Os dados foram coletados entre 2021 e 2023 e analisados até março de 2025. O padrão observado foi claro: O recado da ciência Para os pesquisadores, o estudo reforça um ponto que especialistas repetem há anos: obesidade é uma condição crônica. Ou seja, exige tratamento contínuo, acompanhamento e estratégias combinadas. A própria Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, comentou o estudo em nota: “A obesidade é uma doença crônica e progressiva que frequentemente requer tratamento de longo prazo. Assim como outras condições crônicas, a terapia deve continuar quando houver indicação médica para a manutenção dos benefícios.” A empresa também reforça que estilo de vida saudável, alimentação equilibrada, exercícios e acompanhamento psicológico, não substitui, mas complementa o tratamento. E, para muitas pessoas, essas mudanças sozinhas não são suficientes para manutenção do peso a longo prazo. Por que importa O resultado coloca luz em uma discussão central na era dos medicamentos GLP-1: o desafio não é só perder peso, é manter. E quando o tratamento para, a fisiologia tende a puxar o corpo de volta ao ponto inicial. Para quem acompanha o universo de saúde, longevidade e medicamentos para obesidade, o recado é simples: adesão e continuidade fazem tanta diferença quanto o remédio em si. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/