24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Vulcabras dispara: a estratégia por trás do lucro recorde e da aposta em wellness.

A Vulcabras, dona da Olympikus e da Under Armour no Brasil, não está para brincadeira. A gigante dos calçados reportou um lucro líquido de R$ 547,2 milhões no último trimestre, um salto impressionante de 217,8%, impulsionado em parte por benefícios fiscais. O resultado deixa claro que a aposta em produtos esportivos acessíveis e alinhados ao bem-estar virou uma máquina de crescimento. Os números não mentem: como a performance virou rotina? Com uma receita líquida de R$ 955,7 milhões e um crescimento de 21,8% em relação ao ano anterior, a empresa completou seu 21º trimestre consecutivo de expansão. A grande estrela desse show é a linha de running da Olympikus, que cresceu 22,9% e já responde por 87% da receita total. Chinelos esportivos e a linha de vestuário, turbinada pela Under Armour, também registraram avanços sólidos, mostrando que a estratégia de diversificação está no caminho certo. Mais que um tênis: a democratização do lifestyle ativo. O sucesso da Vulcabras vai além das planilhas financeiras. Ele reflete uma tendência de mercado poderosa: a crescente demanda por um estilo de vida mais ativo. Ao posicionar a Olympikus como uma alternativa acessível e de qualidade frente aos importados, a empresa não apenas protege suas margens, mas também democratiza o acesso a produtos que incentivam a prática de exercícios no dia a dia. É o wellness saindo do nicho e ganhando as ruas. Dividendo na mão e olho no futuro. Para coroar o bom momento, a Vulcabras anunciou a distribuição de R$ 597,7 milhões em dividendos extraordinários e mantém um programa de recompra de até 10 milhões de ações. Na prática, a mensagem é clara: a gestão financeira é sólida o suficiente para recompensar os investidores e, ao mesmo tempo, reinvestir no crescimento sem precisar se alavancar. Em um cenário de juros altos, essa é uma jogada de mestre que oferece lições valiosas sobre como equilibrar expansão e estabilidade em mercados emergentes. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Nova era dos presentes que botam a criançada pra suar

Esqueça os presentes que deixam as crianças paradas. A nova onda do mercado de wellness infantil aposta em tecnologia e criatividade para combater o tempo excessivo de tela, com gigantes como Nike e Lego unindo forças e startups de tech, como a Nex Playground, transformando a sala de estar em um campo de jogos ativo. O mercado finalmente ouviu os pais? A preocupação com o sedentarismo infantil, onde, segundo dados do Grupo LEGO, apenas uma em cada cinco crianças atinge os níveis de atividade física recomendados, acendeu um alerta no mercado. Pais em busca de alternativas “sem culpa” para o tempo de tela impulsionaram uma demanda por produtos que combinam diversão e movimento. Essa é a grande oportunidade que as marcas estão abraçando: alinhar-se às tendências de saúde familiar e construir hábitos saudáveis desde cedo. Tecnologia e collabs: a fórmula do sucesso No centro dessa revolução está a gamificação. O Nex Playground, um console de US$ 338 com IA e rastreamento de movimento, transforma o corpo da criança no controle, incentivando o jogo ativo. Do outro lado, parcerias estratégicas criam desejo, como a colaboração entre Nike e Lego, que une o apelo do esporte com a criatividade dos blocos de montar em tênis de US$ 120. A estratégia é clara: tornar a atividade física irresistível, com opções que vão desde o Soccer Bot de US$ 60 até bicicletas elétricas como a da Woom, de US$ 1.999. Do hype no TikTok ao esgotado nas lojas O sucesso desses produtos não é por acaso. A Nex, por exemplo, apostou pesado no marketing de influência, gerando um buzz viral no TikTok que levou o Playground a esgotar em grandes varejistas durante a Black Friday. As marcas também aproveitam promoções sazonais para impulsionar as vendas, como os descontos da Quince em roupas esportivas. A mensagem é que a inovação, combinada com estratégias de marketing digital afiadas, está criando um novo e lucrativo segmento no mercado de bem-estar. Mais do que apenas vender brinquedos, essa tendência aponta para um futuro onde o bem-estar infantil é construído através de experiências engajadoras. Ao transformar a atividade física em brincadeira, o mercado não só cria produtos de sucesso, mas também investe na saúde de uma nova geração, provando que o futuro do wellness é divertido, interativo e, acima de tudo, ativo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Seu app de sono agora é uma clínica médica: a nova aposta da Sleep Cycle

O popular app de rastreamento de sono, Sleep Cycle, acaba de redefinir sua proposta de valor. Em uma parceria estratégica com a Dreem Health, uma clínica digital, a plataforma vai conectar seus milhões de usuários a especialistas, transformando dados de bem-estar em diagnósticos médicos. É a tecnologia do seu celular evoluindo de alarme inteligente para um verdadeiro gateway de saúde. De dados a diagnóstico: como a mágica acontece? Na prática, a integração é direta. Os dados coletados pelo Sleep Cycle sobre seus padrões de sono servem como ponto de partida para consultas remotas com especialistas da Dreem Health. Isso permite a criação de diagnósticos e planos de tratamento personalizados para distúrbios como insônia e apneia do sono. O melhor? Nos EUA, o serviço já conta com cobertura das principais seguradoras, como Medicare, Aetna e Cigna, quebrando uma grande barreira de acesso ao cuidado profissional. Por que essa jogada é a próxima fronteira do well-tech? O movimento da Sleep Cycle não é isolado; ele ilustra uma macrotendência de plataformas de saúde digital se tornando hubs de cuidado. Erik Jivmark, CEO da empresa, define a parceria como um “passo fundamental” no roadmap médico da companhia, focando em uma abordagem proativa da saúde. A estratégia é clara: monetizar o engajamento dos usuários com serviços clínicos, aumentando a retenção e a receita, e usar alianças estratégicas para acelerar a penetração no mercado. A economia do sono está acordada (e faturando alto) A demanda por soluções de sono nunca esteve tão em alta. Estatísticas mostram que 43% dos Millennials já usaram folgas remuneradas apenas para se recuperar do cansaço, um sinal claro da prioridade que o descanso ganhou. Com investidores injetando milhões em inovações no setor, como os US$ 5,5 milhões recebidos pela Sleep.ai, fica evidente que o sono virou um negócio sério e lucrativo. A união entre Sleep Cycle e Dreem Health é mais do que uma nova feature; é um sinal de para onde o mercado de bem-estar está caminhando. A fronteira entre apps de lifestyle e plataformas clínicas está desaparecendo, criando um ecossistema onde a tecnologia não apenas monitora, mas também conecta o usuário a um tratamento real. Para o consumidor, é a promessa de um cuidado mais acessível. Para o business, é a prova de que o futuro da saúde é integrado, digital e está na palma da mão. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

A Maratona de NY virou uma máquina de US$ 1 bilhão

A New York Road Runners (NYRR) transformou a corrida de rua em um negócio de impacto bilionário. Com a Maratona de Nova York como carro-chefe, a organização sem fins lucrativos não só quebra recordes de participação, mas também injeta quase US$ 1 bilhão na economia local, provando que bem-estar e business correm lado a lado. Os números são de outro patamar Esqueça o Super Bowl. Sozinha, a Maratona de Nova York de 2024 gerou um impacto econômico de US$ 692 milhões, um valor comparável ao maior evento esportivo dos EUA. No total, os 34 eventos anuais da NYRR movimentam quase US$ 1 bilhão, o equivalente à temporada completa dos times de baseball Yankees e Mets somados. Com mais de 55 mil finalistas só na maratona, o evento impulsiona o turismo, com gastos milionários em hotéis, restaurantes e atrações locais. Mais que uma corrida, uma comunidade A grande sacada da NYRR não está apenas na escala, mas na estratégia. Programas como o “9+1”, que garante uma vaga na maratona para quem completa nove corridas e um voluntariado, criam um ecossistema de engajamento contínuo. As receitas das inscrições são reinvestidas em programas comunitários, construindo uma base de lealdade que vai muito além da linha de chegada. Em um mercado competitivo, a organização foca em qualidade e segurança para garantir um crescimento sustentável. A jogada de mestre: tecnologia e inclusão Alinhada ao boom do wellness pós-pandemia, a NYRR investe pesado em inovação. O aplicativo da organização melhora a experiência do corredor com rastreamento e gerenciamento de provas, enquanto parcerias de treinamento digital e produção de conteúdo próprio engajam a comunidade o ano todo. A estratégia é clara: usar a tecnologia para tornar a corrida mais acessível, inclusiva e alinhada ao lifestyle de quem busca longevidade e bem-estar. Para executivos do setor, a lição é direta: a NYRR oferece uma aula sobre como monetizar eventos com propósito, equilibrar escala com segurança e usar dados para criar uma marca forte. É a prova de que o futuro do bem-estar se constrói com uma estratégia de negócio afiada. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

O Fim do Happy Hour? Como Ateliês se Tornaram a Nova Febre do Wellness Corporativo

Esqueça o chopp e a conversa fiada. A nova aposta de gigantes como Google, Meta e Nestlé para destravar a criatividade e engajar equipes está em oficinas de aquarela, tear e até degustação de chocolate. Ateliês como a Casa Locomotiva e o Desligue a Mente estão pivotando seu modelo de negócio para atender uma demanda crescente do mundo corporativo por experiências que conectam bem-estar e resultado. Por que a criatividade virou o novo team building? A resposta está na busca por soluções que vão além do óbvio. Com o avanço do trabalho híbrido e a crescente preocupação com a saúde mental, os departamentos de RH e inovação precisam de ferramentas mais autênticas para integrar times. A proposta é usar a arte para reduzir o estresse, desbloquear o potencial criativo e fortalecer laços de uma maneira que nenhuma planilha ou reunião online consegue, promovendo um ambiente mais coeso e inovador. O cardápio de experiências que gera resultado As vivências são totalmente personalizadas. A Casa Locomotiva, um ateliê de 650 m², oferece oficinas que custam cerca de R$ 800 por pessoa. Já o Desligue a Mente cria experiências imersivas a partir de R$ 590 por participante. Para uma pegada mais sensorial, a Connexpand aposta na sua “Chocolate Experience”, uma degustação guiada que pode até ajudar na resolução de conflitos, com pacotes que variam de R$ 2.500 a R$ 5.000 por grupo. O ROI do bem-estar criativo E não se engane, isso é muito mais que um mimo. A aposta tem gerado um impacto financeiro real. Para esses espaços criativos, o mercado B2B se mostrou uma mina de ouro: as parcerias corporativas já representam 30% do faturamento da Casa Locomotiva e impressionantes 80% da agenda do Desligue a Mente. Fica claro que investir no bem-estar criativo não é custo, mas um investimento direto na produtividade e na retenção de talentos. O futuro do trabalho é mais humano, sensorial e, definitivamente, mais criativo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Açaí Virou Hambúrguer: A Foodtech que Conquistou o Mundo com o Sabor da Amazônia

Esqueça tudo que você sabe sobre comida funcional. A empreendedora Pricila Almeida, fundadora da Amazônia Smart Food, está redefinindo o jogo ao transformar superfoods como açaí e tucumã em hambúrgueres e linguiças veganas. Lançada em 2021, a startup não só inova no prato, mas também promove uma revolução sustentável com impacto direto na floresta. Negócio com alma: por que a sustentabilidade é o ingrediente principal? O plano de negócios da Amazônia Smart Food vai muito além do lucro. A estratégia prioriza a inovação com propósito, a sustentabilidade e a transformação social. Ao utilizar recursos locais, a empresa fortalece a bioeconomia, um setor em plena ascensão no universo wellness que responde à demanda global por produtos saudáveis e com pegada ambiental positiva. Na prática, isso significa gerar empregos e renda para comunidades rurais e tradicionais da região, melhorando a qualidade de vida e fomentando hábitos saudáveis. Do Pará a Singapura: os números da expansão O modelo de negócio já provou seu valor. A foodtech opera em 11 estados brasileiros, com mais de 40 pontos de venda e parcerias estratégicas com gigantes como Mundo Verde e Biomundo. Mas a ambição é global: seus produtos já chegaram aos EUA, Canadá, Alemanha, Suíça e Singapura. A base desse crescimento está na floresta: 60% da matéria-prima é de origem regional, e a meta é empregar até 500 pessoas nos próximos dois anos. O futuro é bio: um mercado de bilhões A Amazônia Smart Food está de olho no futuro e planeja atrair investidores para crescer 60% ainda este ano. O potencial é gigantesco. A bioeconomia do açaí já movimenta US$ 1 bilhão, e estudos indicam que fortalecer esse setor pode adicionar R$ 40 bilhões anuais ao PIB da Amazônia Legal, criando mais de 300 mil empregos. Para empreendedores e investidores, é uma oportunidade única de capitalizar o interesse global em saúde e sustentabilidade. A lição que fica é clara: integrar sustentabilidade e impacto social não é mais um diferencial, é o core de um negócio resiliente. Com rastreabilidade e inovação local, a Amazônia Smart Food mostra que é possível crescer, preservar a floresta e melhorar a vida das pessoas, um hambúrguer de açaí de cada vez. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Studio Novo e a expansão calculada que redefine o fitness boutique

Em Nashville, a febre do fitness de baixo impacto tem nome: Studio Novo. Liderado por Anna Tefel, o estúdio está dobrando a aposta com uma nova unidade em East Nashville para atender a uma demanda que não para de crescer. A fórmula do sucesso? O método Lagree, um treino que desafia o corpo sem o desgaste das articulações, alinhado à crescente busca por bem-estar funcional. O método que une Pilates e bodybuilding Criado por Sebastien Lagree, um ex-bodybuilder que mergulhou no Pilates, o método é um híbrido inteligente. Ele combina a força do bodybuilding, a consciência corporal do yoga e o foco no core do Pilates em treinos de 50 minutos. Tudo acontece no equipamento Megaformer, que usa resistência de molas para esculpir até 600 músculos com movimentos lentos, controlados e de baixo impacto, garantindo segurança e máxima eficiência. A estratégia: fugir da concorrência e dominar um novo território A decisão de expandir para East Nashville não foi um acaso, mas um movimento estratégico. Enquanto quase 90% dos estúdios de fitness da cidade se concentram no lado oeste, o Studio Novo enxergou uma oportunidade de ouro em uma área subatendida. A estratégia é clara: crescer sem entrar em uma briga direta com concorrentes como JetSet Pilates e Solidcore, capturando uma nova base de clientes e fortalecendo a marca como a pioneira do método Lagree na região. A expansão do Studio Novo é mais do que uma história local; é um reflexo da evolução do mercado de wellness. A busca por treinos funcionais, acessíveis e que respeitam os limites do corpo está em alta. Para empreendedores do setor, a lição é valiosa: monitorar a demanda regional e apostar em nichos geográficos pode ser o caminho para um crescimento sustentável, construindo uma marca forte mesmo em mercados competitivos. É o fitness boutique saindo da bolha e se tornando parte do lifestyle. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Skincare de laboratório: A ciência engoliu o marketing?

A era do “creminho milagroso” com promessas vagas chegou ao fim. Ingredientes high-tech como peptídeos biomiméticos, exossomos e PDRN estão saindo direto dos laboratórios para as prateleiras, impulsionados por biotecnologia e inteligência artificial. É a ciência ditando as regras de um mercado que movimenta mais de US$ 115 bilhões por ano e que, no Brasil, já bate os US$ 30 bilhões. O que tem de novo no potinho? Esqueça os extratos botânicos genéricos. A nova aposta de gigantes como a L’Oréal, que investiu US$ 1,4 bilhão em P&D só em 2023, está em ativos com pedigree científico. Falamos de PDRN, um composto derivado do esperma de salmão usado na medicina regenerativa, e exossomos, minúsculas vesículas que atuam como mensageiras celulares para estimular o colágeno. A biotecnologia não só cria esses ingredientes, mas garante sua segurança e eficácia, uma resposta direta a um consumidor cada vez mais cético. O consumidor virou cientista? Quase isso. Uma pesquisa aponta que 91,9% dos brasileiros valorizam produtos com eficácia comprovada. O consumidor de hoje não quer mais ouvir sobre milagres, ele quer ver evidências clínicas. Dermatologistas como Daniela Suzuki Locatelli e Roseli Siqueira reforçam: é preciso separar o que é ciência real do que é apenas marketing inflado, principalmente em um cenário onde tendências viralizam no TikTok sem o devido embasamento. A exigência por provas está forçando as marcas a investir bilhões para se manterem relevantes. A resposta das gigantes: IA e personalização Para se diferenciar, empresas como L’Oréal e Amakos da Amazônia estão usando inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento de ativos e criar rotinas de skincare hiperpersonalizadas. A tecnologia analisa tipos de pele e dados para recomendar soluções sob medida, criando nichos de mercado e protegendo inovações com patentes. É a tecnologia como ferramenta para entregar resultados, não apenas para vender uma ideia. O que fica para o mercado de wellness? A lição é clara: o futuro do skincare é um equilíbrio delicado entre hype e substância. Para os executivos do setor, o desafio é investir em pesquisa robusta, ser transparente e, no caso do Brasil, adaptar essa revolução tecnológica à nossa imensa diversidade genética. A personalização deixou de ser um luxo para se tornar a nova regra do jogo, o único caminho para construir lealdade e crescer de forma sustentável. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Recess capta US$ 30 mi para provar que a calma vale mais que cafeína

A Recess, startup de bebidas funcionais que aposta no relaxamento, acaba de levantar US$ 30 milhões em uma rodada de investimento Série B. Fundada em 2018 por Benjamin Witte, a marca quer ser um antídoto para a superestimulação do dia a dia e está se armando para dominar um mercado que não para de crescer. Chega de agito, a onda agora é relaxar Vamos ser diretos: o mundo está cansado de correr atrás do próximo pico de energia. A ascensão de movimentos como o “sober-curious” e a busca da Geração Z por um estilo de vida mais equilibrado abriram uma avenida para marcas que oferecem o oposto dos estimulantes tradicionais. A Recess surfa nessa onda, posicionando-se como uma alternativa inteligente em um mercado de energéticos que movimenta US$ 25 bilhões. Magnésio e mocktails: a fórmula do sucesso O que tem dentro da latinha? A linha Recess Mood, à base de magnésio e adaptógenos, já representa 95% das vendas da empresa, provando que os consumidores buscam ativamente produtos para melhorar o humor e aliviar o estresse. De olho na queda do consumo de álcool, a marca também lançou a Zero Proof, uma linha de mocktails artesanais. Com essa estratégia, a Recess já chegou a mais de 15.000 lojas nos EUA, incluindo gigantes como Target, Whole Foods e Trader Joe’s. Um time de peso para escalar o negócio Para colocar o plano de expansão em prática, a Recess trouxe Kyle Thomas como novo presidente e co-CEO. Com uma década de experiência na Coca-Cola e responsável por escalar a C4 Energy para quase US$ 1 bilhão em vendas, sua chegada sinaliza uma coisa: a brincadeira ficou séria. O aporte de US$ 30 milhões será usado para fortalecer a equipe, ampliar a distribuição e escalar o marketing, consolidando a Recess não apenas como um produto de nicho, mas como um player dominante no lifestyle de bem-estar. A estratégia da Recess é um verdadeiro manual para o mercado de wellness: alinhar um produto inovador a uma tendência cultural forte e investir pesado em talento e distribuição para transformar uma boa ideia em um negócio mainstream. Em um mundo que vive no limite, a calma se tornou um artigo de luxo — e a Recess está pronta para lucrar com isso. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Como uma crise de casal virou um negócio de R$ 3,4 milhões?

O que acontece quando o burnout da vida corporativa bate à porta? Para Bruno e Tamiris Fidelis, a resposta foi criar a Justo Café. Fundada em 2018 em São Gonçalo (RJ), a cafeteria nasceu de uma crise no casamento e se transformou em um negócio que faturou R$ 3,4 milhões em 2024, provando que propósito e lucro podem, sim, andar juntos. Da exaustão corporativa ao aroma do café A história começou em 2017, quando a carreira de Bruno como Coordenador de Compras começou a cobrar um preço alto da sua vida familiar. Foi a busca de Tamiris por respostas e reconexão que os levou a uma paixão em comum: o café. Em 2018, Bruno deixou o emprego e, com R$ 77 mil de economias e um pequeno empréstimo, o casal abriu a primeira loja, focada em um ambiente acolhedor e produtos de alta qualidade. O segredo é vender bem-estar, não só um produto O modelo da Justo Café vai além da bebida. O pilar do negócio é a experiência do cliente, criando um espaço de pertencimento que incentiva a desaceleração e a conexão. Essa abordagem atende diretamente à tendência de wellness, que valoriza o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e contribui para o bem-estar mental. Mais do que uma cafeteria, a marca se posiciona como um refúgio da rotina agitada. Expansão com propósito e estratégia O que começou com uma loja de 80 m² hoje conta com três unidades em operação e mais duas a caminho. Agora, a estratégia é escalar através de franquias, com a meta de alcançar 10 lojas e um faturamento de R$ 5,1 milhões ainda este ano. Para garantir que a essência não se perca, a empresa aposta em treinamentos e manuais rígidos, além de diversificar com produtos licenciados e um clube de assinaturas. A trajetória da Justo Café é uma lição para o mercado: transformar uma motivação pessoal em um modelo de negócio sustentável não só é possível, como é o futuro. Eles mostram como integrar propósito e integridade pode fidelizar clientes e construir uma marca forte em um mundo que busca cada vez mais significado nas experiências do dia a dia. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/