A medicina regenerativa acaba de viver um dos momentos mais importantes da sua história no Brasil.

Mas essa conquista não aconteceu da noite para o dia, ela é resultado de muitos anos de pesquisa, desenvolvimento e médicos que nunca deixaram de acreditar na ciência. Como membro da Sociedade Americana de Medicina Regenerativa, acompanho essa evolução há anos e fico muito feliz em ver esse reconhecimento acontecendo. Mais do que uma nova resolução, esse é um passo importante para uma medicina cada vez mais baseada em evidências, responsabilidade e indicação correta. O PRP não é uma solução para todos os casos, mas pode ser uma excelente ferramenta para pacientes selecionados, sempre dentro de um plano de tratamento individualizado. Esse é um tema que ainda gera muitas dúvidas e vou continuar trazendo conteúdos para explicar, de forma simples, o que realmente mudou e como isso pode impactar a prática clínica. Dr. Marcelo Kodja Ortopedista | CRM 7670 | RQE 2621 Membro da Sociedade Americana de Medicina Regenerativa Atendimentos em Joinville, Balneário Camboriú e São Paulo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Você treina certo, mas usa o tênis errado? Isso importa mais do que parece

Tem gente que não erra na dieta, não pula o aquecimento, segue uma planilha bem estruturada e ainda assim acaba com dor no joelho, no tornozelo ou na planta do pé. Na maioria das vezes, o problema não está no treino, está no tênis. O calçado esportivo não é um acessório, mas sim a parte do sistema de absorção de impacto do seu corpo. Cada passada durante uma corrida transmite uma força equivalente a duas ou três vezes o seu peso corporal para as articulações. Um tênis inadequado não distribui essa carga de forma eficiente, e o preço disso aparece cedo ou tarde. O erro mais comum não é comprar um tênis ruim, mas comprar o tênis errado para você. Há diferença importante entre um tênis de corrida, um de treino funcional e um de quadra. Um tênis de corrida é projetado para movimento linear, com amortecimento voltado para o calcanhar e o antepé. Usado em um treino de agachamento, burpee ou movimentação lateral, ele perde estabilidade justamente onde você mais precisa. O inverso também é verdade: um tênis de academia com solado rígido e base larga, ótimo para levantamento de peso, absorve mal o impacto em uma corrida de 5 km. Além do tipo de atividade, existe outro fator que a maioria ignora na hora de escolher, que é o padrão de pisada. Pé pronado (que vira para dentro), supinado (que vira para fora) ou neutro exige estruturas de suporte diferentes. Usar um tênis neutro em um pé com pronação acentuada é como dirigir com o alinhamento torto: o carro até anda, mas o desgaste vem mais rápido do que deveria. O que acontece quando o tênis não é adequado Do ponto de vista ortopédico, o uso prolongado de calçado inadequado está associado a condições como fasciíte plantar (inflamação na sola do pé), síndrome da banda iliotibial (dor lateral no joelho comum em corredores), tendinopatia do tendão de Aquiles e estresse sobre a cartilagem do joelho, especialmente em quem já tem algum grau de desgaste articular. Não é alarmismo, mas mecânica. O corpo compensa onde pode, e essas compensações, repetidas centenas de vezes por treino, geram sobrecarga cumulativa. Como escolher melhor Três perguntas simples orientam uma escolha mais inteligente: Treinar bem é uma decisão de médio e longo prazo. O tênis certo não vai melhorar seu rendimento da noite para o dia, mas o errado pode interromper seu progresso de forma inesperada. Vale a atenção. Dr. Marcelo Kodja é ortopedista e traumatologista, especializado em cirurgia do joelho, medicina esportiva e tratamentos regenerativos. Quer continuar por dentro do que realmente está apostando no bem-estar? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Inscreva-se em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Dor no Joelho: Por Que Ela Está Cada Vez Mais Comum?

Se você sentiu dor no joelho nos últimos meses, saiba que não está sozinho. A queixa é cada vez mais frequente nos consultórios — e não atinge apenas pessoas sedentárias ou idosas. Atletas, jovens e adultos ativos estão na lista. Mas por que isso está acontecendo? E o que é possível fazer para correr (ou simplesmente viver) com mais qualidade? Neste artigo, vou responder essas perguntas de forma simples e direta, falar sobre inovações que já chegaram ao mercado — incluindo tênis com tecnologias surpreendentes — e explicar como abordo esse problema de forma ampla e personalizada nos meus pacientes. 1. O Joelho Sob Pressão: Uma Articulação Que Trabalha Demais O joelho é a maior articulação do corpo humano. Ele une o fêmur, a tíbia e a patela, e é responsável por suportar todo o peso do tronco a cada passo. Ao subir uma escada, ele aguenta até 4 vezes o seu peso corporal. Ao correr, esse número pode chegar a 7 ou 8 vezes. Não é à toa que ele seja tão vulnerável. Qualquer desequilíbrio — muscular, postural, de calçado ou de sobrecarga — pode desencadear um processo inflamatório que, com o tempo, evolui para dor crônica. 2. Por Que a Dor no Joelho Está Aumentando? Alguns fatores explicam esse crescimento: “A dor no joelho raramente tem uma causa única. Na maioria das vezes, é uma soma de fatores — e é por isso que o tratamento também precisa ser múltiplo.” — Dr. Marcelo 3. A Corrida e o Joelho: Vilã ou Aliada? Existe um mito comum de que correr ‘destrói o joelho’. A ciência, no entanto, mostra uma realidade mais nuançada: corredores recreativos têm MENOS artrose do que pessoas sedentárias. O problema não é correr — é correr mal. Os erros mais comuns dos corredores que acabam com dor no joelho: 4. Inovação no Calçado: Como a Tecnologia Pode Ajudar (e Muito) Nos últimos anos, as grandes marcas investiram bilhões em pesquisa para criar tênis que realmente fazem diferença — não apenas em desempenho, mas na proteção articular. Veja alguns destaques: Nike Air Zoom Alphafly — O Tênis da Quebra de Recordes O Alphafly foi o tênis que ajudou Eliud Kipchoge a quebrar a marca de 2 horas na maratona. O segredo está na combinação de três tecnologias: a espuma ZoomX (ultra leve e com alto retorno de energia), câmaras de ar Air Zoom no antepé, e uma placa de fibra de carbono embutida. Para quem corre com dor no joelho, o resultado prático é uma redução significativa do impacto em cada passada, menor esforço muscular e uma corrida mais fluida. É um equipamento de alto custo, mas que representa o estado da arte em proteção e performance. Adidas 4DFWD — Amortecimento do Futuro, Feito em Impressora 3D A Adidas trouxe uma revolução com o 4DFWD: a sola intermediária é impressa em 3D com uma estrutura reticulada que não apenas absorve o impacto vertical, mas o redireciona para a frente. Isso significa menos pressão sobre joelhos e quadris, e uma passada mais eficiente. A tecnologia foi desenvolvida com dados de mais de 5 milhões de pontos de pressão coletados de corredores reais. O resultado é um tênis que parece quase personalizado em como distribui as forças do impacto. Nike Mind 001 — O Tênis de Recuperação que Fala com o Cérebro Esse é talvez o mais inovador e menos conhecido. O Nike Mind 001 parece uma sandália simples — mas foi desenvolvido para uso na recuperação pós-treino com um conceito fascinante: estimular regiões sensoriais específicas da planta do pé para ativar circuitos neurológicos ligados à recuperação muscular e ao relaxamento do sistema nervoso. A sola usa diferentes texturas e densidades para criar estímulos que, segundo a Nike, reduzem a tensão muscular e melhoram o sono reparador. Para atletas mais velhos — ou qualquer pessoa que busca recuperação mais eficiente — ele representa uma forma inteligente de usar o calçado como ferramenta terapêutica. 5. Mas o Tênis Resolve Sozinho? Não. Tecnologia no calçado é um passo importante — mas é apenas uma peça do quebra-cabeça. O erro mais comum que vejo no consultório é focar apenas no joelho como se ele fosse uma peça isolada. O joelho dói porque algo no sistema como um todo está desequilibrado. Pode ser fraqueza nos glúteos, inflamação sistêmica por alimentação inadequada, deficiência de vitamina D e magnésio, um sistema nervoso sobrecarregado ou cartilagem que precisa de suporte regenerativo. 6. Como Abordo o Paciente com Dor no Joelho: Uma Visão Integrativa Na minha prática clínica, não trato uma articulação. Trato uma pessoa. Isso significa avaliar o paciente de forma ampla, considerando todos os sistemas envolvidos. Minha abordagem inclui: Avaliação Clínica Completa Suplementação Estratégica Quando identifico deficiências, corrijo com suplementação direcionada: vitamina D, colágeno tipo II, magnésio, ômega-3, entre outros. A cartilagem precisa de nutrientes para se regenerar — e muitas pessoas estão cronicamente deficientes. Procedimentos Regenerativos Para casos de artrose, desgaste ou inflamação persistente, utilizo procedimentos minimamente invasivos que estimulam a regeneração tecidual: Esses procedimentos não se limitam ao joelho — podem ser aplicados no quadril, ombro, coluna e outras articulações comprometidas. Neuromodulação com Tecnologia REAC Aqui está um diferencial que poucos médicos no Brasil oferecem. A tecnologia REAC (Radio Electric Asymmetric Conveyor) é uma forma de neuromodulação cerebral não invasiva que reorganiza o sistema nervoso autônomo — o sistema que regula inflamação, dor, sono, energia e recuperação. Quando o sistema nervoso está em desequilíbrio crônico (o que é muito comum em pessoas com dor crônica, atletas sobretreinados ou indivíduos sob estresse prolongado), o corpo perde a capacidade de se recuperar adequadamente. A REAC restaura esse equilíbrio, melhorando a resposta inflamatória, a qualidade do sono e a regeneração muscular e articular. Utilizo essa tecnologia há mais de uma década e ela é parte central do meu protocolo para pacientes com dor crônica, fibromialgia, artrose e atletas que buscam recuperação e performance. 7. O Que Você Pode Fazer Agora Independentemente de buscar atendimento médico, existem ações que você pode tomar hoje: Conclusão: O Joelho