10 - 13 de Junho

DISTRITO ANHEMBI - SP

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Caneta de semaglutida brasileira chega nas farmácias custando R$452

A corrida pela semaglutida no Brasil acaba de ganhar um novo protagonista. A farmacêutica EMS lançou o Ozivy, o primeiro medicamento brasileiro com a substância após a expiração da patente, prometendo sacudir o mercado de bem-estar e saúde metabólica com uma estratégia estratégica de preços e distribuição nacional, que começou em maio e deve cobrir todo o país até julho.

O bolso agradece: a nova era dos preços

A chegada do Ozivy iniciou uma verdadeira guerra de preços. Com um valor de lançamento de R$ 452 e um plano de tratamento que reduz o custo médio mensal para R$ 287 nos primeiros três meses, a EMS forçou concorrentes como Novo Nordisk e Eurofarma a reajustarem suas tabelas. O resultado? A faixa de preço para tratamentos iniciais com semaglutida agora se movimenta entre R$ 399 e R$ 599, uma queda que torna o acesso mais viável para uma parcela maior da população. O movimento da EMS não é pontual: a empresa disponibilizou mais de 500 mil unidades iniciais para garantir a capilaridade.

Mais que um remédio, uma mudança no jogo do bem-estar

A nacionalização da produção vai muito além da competição entre farmacêuticas. Ela representa um passo importante para a democratização do acesso a tratamentos de alto valor para diabetes e controle de peso, impactando diretamente a saúde metabólica dos brasileiros. Para o setor de bem-estar, o cenário é de pura oportunidade. A expectativa é que o mercado de agonistas de GLP-1, impulsionado pela semaglutida, praticamente dobre de valor e atinja R$ 20 bilhões até 2026. Isso abre espaço para novos modelos de negócio, desde plataformas de telemedicina focadas no acompanhamento de pacientes até programas integrados de educação e saúde.

O que vem pela frente?

O lançamento do Ozivy é um divisor de águas. Ele não apenas pressionou os preços para baixo, mas também reforça a importância estratégica da indústria farmacêutica local. Com a queda de valores, a discussão sobre a inclusão da semaglutida no SUS ganha força. Para empreendedores e executivos do universo wellness, a mensagem é clara: o jogo mudou. Acompanhar essa tendência e desenvolver soluções que além de custo-benefício e educação serão fundamentais para surfar essa nova onda.

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