24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Myo: a fisioterapia que quer te proteger do futuro

Esqueça a fisioterapia reativa que você só procura quando sente dor. A Myo, antiga Myodetox, está redefinindo o setor com uma abordagem de wellness preventivo e personalizado, focada em otimizar a performance e “blindar” seu corpo contra futuras lesões. Uma ideia que nasceu da dor de um dos fundadores e hoje mira a expansão global. E na prática, como funciona? A Myo opera como uma butique de cuidados corporais. As sessões de 60 minutos, que custam a partir de US$ 250, vão muito além do tratamento convencional. Elas incluem avaliações corporais completas, terapia manual e planos de exercícios personalizados pelo método “FutureProof”, que foca em mobilidade, força e consciência corporal. O ambiente não é clínico, mas sim acolhedor, criando uma experiência premium e direta com o cliente em locais como Nova York. A dor que virou inspiração A virada de chave veio de experiências pessoais. O fisioterapeuta Vinh Pham fundou a clínica após uma crise de saúde o fazer repensar o setor. Scott Marcaccio juntou-se a ele como cofundador depois de se tornar seu paciente por uma lesão nas costas, impressionado com a abordagem. A missão deles é clara: aumentar o “QI Corporal” global, ensinando as pessoas a cuidarem do corpo com a mesma naturalidade que cuidam da higiene dental, trocando o foco do sintoma para a solução. O futuro do wellness é preventivo Ao se posicionar como uma marca de “Fitness Tech”, a Myo surfa na onda do bem-estar personalizado e de alta performance. A estratégia não é apenas tratar quem já está lesionado, mas atrair um público ativo — como corredores — que busca longevidade e eficiência. Esse modelo abre portas para a integração de tecnologia, como apps de análise corporal, e mostra um caminho escalável para investidores, transformando a fisioterapia em um lifestyle de alto valor agregado. A Myo não está apenas consertando corpos; está construindo uma nova mentalidade sobre saúde. Ao unir dados, personalização e uma visão de futuro, a empresa prova que o maior luxo no bem-estar não é remediar, mas prevenir. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Sim, apenas 15 minutos de caminhada podem valer ouro para sua saúde!

Se você pensava que qualquer caminhada já valia, prepare-se para um upgrade na sua rotina de bem-estar. Um estudo recente com mais de 33 mil adultos, a maioria na faixa dos 60 anos, revela que o segredo não está apenas em quantos passos você dá, mas sim na continuidade. Pesquisadores do UK Biobank descobriram que caminhar de forma contínua por 10 a 15 minutos é um game-changer para a saúde do coração e para a sua longevidade. Caminhar é bom, mas caminhar bem é ouro! Os dados são claros: os participantes que dedicavam 15 minutos ou mais a caminhadas ininterruptas tiveram uma redução de aproximadamente 50% no risco de desenvolver doenças cardíacas. E não para por aí! Aqueles que caminhavam por 10 minutos seguidos já mostravam benefícios superiores em saúde cardíaca e mortalidade, comparado a quem fazia pausas mais frequentes. O mais surpreendente? Esses resultados são independentes do número total de passos dados ao longo do dia, ou seja, a qualidade da sua caminhada superou a quantidade nesse quesito. Isso sugere que o “como” você se move pode ser tão, ou mais, importante que o “quanto”. Por que a continuidade importa? A ciência explica! Quando você mantém o ritmo, seu corpo entra em um modo de eficiência que sessões curtas e picadas não conseguem ativar. Caminhadas mais longas otimizam a circulação sanguínea, turbinam o metabolismo e geram adaptações poderosas no seu sistema cardiovascular. Estamos falando de melhorias na pressão arterial, função endotelial e até na redução de placas nas artérias. Além disso, a atividade contínua contribui para um IMC saudável, regula os níveis de glicose e insulina, e ajusta seus perfis lipídicos. Em termos práticos, menos inflamação sistêmica e mais vitalidade celular, com a biogênese mitocondrial em alta. Mais que passos: Longevidade e Oportunidades no Radar Este estudo não anula a máxima de que “qualquer movimento é melhor que a inatividade”, mas ele refina as recomendações existentes. Embora o estudo seja observacional e não prove causalidade direta – com fatores de estilo de vida podendo influenciar os resultados –, ele sugere uma estratégia clara. Para quem busca longevidade e uma saúde cardíaca de ferro, especialmente se exercícios intensos não são uma opção, focar em caminhadas contínuas se mostra uma estratégia simples e eficaz. No universo do wellness e business, a pesquisa abre portas: empresas de tecnologia podem desenvolver wearables inteligentes que incentivem esses blocos de atividade contínua, enquanto programas de saúde preventiva e parcerias com foco em idosos podem ser repensados para promover essa prática. É uma oportunidade de ouro para inovar e transformar a saúde de milhões, oferecendo soluções que combinam tecnologia, acessibilidade e ciência para um estilo de vida mais ativo e consciente. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Quer viver 14 anos a mais? A ciência mapeou o caminho.

E se a fórmula para uma vida mais longa e saudável já estivesse decifrada? Um estudo bombástico publicado no The New England Journal of Medicine colocou os holofotes sobre cinco vilões conhecidos da nossa saúde: hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade e tabagismo. A conclusão é direta: neutralizar esses fatores pode redefinir o que esperamos da nossa longevidade. O que a ciência descobriu? A pesquisa, que analisou dados de mais de 2 milhões de pessoas em 39 países, não deixou dúvidas. Fatores como a pressão alta desgastam as artérias, enquanto o cigarro inflama o corpo e o diabetes bagunça o metabolismo. Juntos, eles são a principal causa de doenças cardiovasculares, que lideram as estatísticas de mortalidade após os 50 anos. O estudo basicamente quantificou o impacto de virar o jogo contra eles. O ROI da longevidade: qual o ganho real? Vamos aos números, porque eles são impressionantes. Manter esses cinco fatores de risco sob controle pode adicionar até 14,5 anos de vida livre de problemas no coração. O maior benefício é observado quando as mudanças de hábito começam por volta dos 40 anos. Controlar a hipertensão, por exemplo, é o que mais rende anos sem doenças. Já abandonar o cigarro prolonga a vida como um todo, com homens e mulheres ganhando mais de 5 anos de expectativa de vida. O mesmo vale para o diabetes, que, quando ausente, adiciona cerca de 6 anos à conta. Do seu check-up às políticas públicas. A mensagem é clara: o poder está nas nossas mãos. Adoção de uma dieta equilibrada, prática de exercícios, controle de peso e monitoramento da pressão e glicemia são as ferramentas para essa transformação. Mas não é só sobre esforço individual. O estudo elogiou as políticas públicas brasileiras como exemplos de como ações em larga escala podem reduzir a prevalência desses fatores. Isso abre um campo enorme para a inovação, desde apps de monitoramento de saúde até parcerias estratégicas entre empresas de wellness e o setor público para escalar a prevenção. A conclusão é que a longevidade deixou de ser um mistério para se tornar um projeto. Um projeto que combina escolhas pessoais inteligentes com um ecossistema de saúde e bem-estar que nos apoia a viver mais e, principalmente, melhor. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Sauna faz bem para a saúde?

Sabia que a sauna pode ser uma verdadeira aliada da saúde e não só um ritual de relaxamento? Mais do que aliviar o estresse, ela ajuda a reduzir dores e inflamações, melhora o humor, fortalece o coração e ainda impulsiona a imunidade. Com apenas 5 a 10 minutos dentro da sauna, o corpo começa a suar e é nesse momento que ocorre a eliminação de toxinas. A partir dos 15 minutos, o organismo entra em um ritmo mais intenso: a frequência cardíaca aumenta, há maior produção de leucócitos e um pico no hormônio do crescimento (GH), responsável pela regeneração celular e pelo ganho de massa muscular. Com cerca de 20 minutos, os benefícios cardiovasculares aparecem: estudos mostram uma queda no peptídeo natriurético tipo B (marcador de sobrecarga cardíaca) e uma melhora na função do ventrículo esquerdo, essencial para o bombeamento de sangue. Depois de 30 minutos, a sauna também pode ajudar no controle glicêmico, reduzindo o açúcar no sangue e melhorando a sensibilidade à insulina. Mas atenção: passar de 45 minutos já pode causar desidratação e perda de minerais importantes, o que torna esse tempo o limite ideal de exposição ao calor. O segredo por trás de tudo isso está no nosso “termostato interno”: o hipotálamo. É ele quem ajusta a temperatura corporal e comanda os vasos sanguíneos a dilatarem, permitindo a dissipação do calor. Nesse processo, cerca de 2,5 milhões de glândulas sudoríparas entram em ação e suar, nesse caso, é sinônimo de saúde. Quem aí é do time da sauna?Dica final: prefira a sauna seca e, se optar pela a vapor, verifique se há filtro de cloro na água. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Como a Fountain Life está usando IA para prever doenças antes dos sintomas?

Imagine um sistema de saúde que não espera você ficar doente para agir. Essa é a proposta da Fountain Life, healthtech cofundada por Tony Robbins que levantou US$ 108 milhões para transformar a longevidade em um jogo de dados, literalmente. A empresa está na vanguarda de um movimento que troca o modelo reativo por uma abordagem proativa e hiper-personalizada. Mas como essa mágica acontece? A grande sacada da Fountain Life é integrar dados de wearables que você já usa — como Apple Watch, Garmin e Oura — com diagnósticos de ponta, incluindo ressonância magnética, genômica e biópsias líquidas. Todas essas informações alimentam a Zori, uma assistente de IA que cria um fluxo de dados unificado para otimizar sua saúde em tempo real. Segundo o CTO Chris Hemp, a meta é oferecer insights práticos para ajustar o lifestyle antes que os problemas apareçam. Resultados que falam (e atraem investidores) E a estratégia funciona. O modelo da empresa já identificou condições de saúde potencialmente fatais em 14% dos seus membros, pessoas que se consideravam saudáveis. Esse tipo de resultado não apenas valida a tese, mas também atrai capital, como os recentes US$ 18 milhões captados em uma rodada Série B. O dinheiro está sendo usado para expandir a operação, que já conta com centros de longevidade de luxo na Flórida, Texas e Nova York. O futuro é acessível? Embora o serviço hoje seja premium, o plano é escalar. A Fountain Life pretende abrir novas clínicas em Houston, Los Angeles e Miami até 2026 e, mais importante, formar parcerias para treinar outras instalações médicas. A visão é clara: democratizar o acesso à medicina de precisão, transformando a forma como o consumidor final interage com a própria saúde. É a tecnologia e o bem-estar caminhando juntos para redefinir o que significa viver mais e melhor. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

FDA reavalia terapia hormonal e abre novo capítulo para a saúde feminina

Depois de duas décadas de receio, a FDA (a agência reguladora dos EUA) acaba de derrubar a advertência de “caixa preta” para a terapia de reposição hormonal (TRH) na menopausa. A decisão, que estava em vigor desde 2003 por associar o tratamento a riscos de ataques cardíacos e câncer, sinaliza uma mudança de paradigma, tornando o acesso a tratamentos mais fácil e abrindo a porta para uma nova era no bem-estar feminino. Afinal, o risco zerou? Calma, não é bem assim. A atualização removeu os alertas sobre riscos de ataques cardíacos, derrames e câncer de mama dos rótulos, mas a TRH não é isenta de perigos e não serve para todas. O que novas evidências científicas mostram é que, para mulheres saudáveis que iniciam o tratamento até 10 anos após a menopausa (ou antes dos 60), os benefícios costumam superar os riscos. A abordagem agora é ultra-personalizada, levando em conta o perfil de cada paciente e a via de administração do hormônio. Como a terapia realmente funciona? De forma direta, a TRH devolve ao corpo o estrogênio que os ovários deixam de produzir, aliviando os sintomas mais incômodos da menopausa. Esse hormônio atua no hipotálamo, o “termostato” do nosso cérebro, estabilizando a temperatura corporal e diminuindo as ondas de calor. Além disso, reverte a atrofia vaginal, combatendo a secura e o desconforto. Para mulheres que ainda têm útero, a progesterona entra na jogada para proteger o endométrio. O que muda na prática para as mulheres (e para o mercado)? A decisão, apoiada por entidades como a Sociedade da Menopausa, significa menos burocracia e mais conversas abertas e sem medo nos consultórios. A mudança melhora a qualidade de vida ao facilitar o acesso a um tratamento eficaz. Para o mercado, é um sinal verde: a inovação em saúde feminina ganha força, abrindo um campo gigante para investimentos em novos tratamentos e parcerias com farmacêuticas para expandir as opções disponíveis. A era do medo generalizado da terapia hormonal parece estar chegando ao fim, dando lugar a uma abordagem baseada em dados e individualidade. A mensagem é clara: a menopausa não é uma sentença. Com acompanhamento médico e informação de qualidade, a decisão sobre o tratamento volta a ser da mulher, que agora tem mais ferramentas para buscar bem-estar em todas as fases da vida. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Câncer de mama: a nova terapia que está mudando o jogo

Uma nova combinação de medicamentos está redefinindo o tratamento para o câncer de mama HER2-positivo metastático, um dos tipos mais agressivos da doença. Um estudo internacional com mais de mil pacientes revelou que a nova abordagem aumenta o tempo de vida sem progressão da doença para quase 41 meses, um salto gigante em relação aos 27 meses do tratamento padrão. Como funciona essa ‘bomba inteligente’? A grande sacada está na combinação de duas frentes. De um lado, o trastuzumabe deruxtecana (T-DXd), um tipo de “míssil teleguiado” que se conecta à proteína HER2 nas células cancerosas e libera quimioterapia diretamente dentro delas. A tecnologia é tão precisa que minimiza os danos aos tecidos saudáveis e ainda atinge células vizinhas, mesmo que tenham pouca expressão da proteína. Do outro lado, o pertuzumabe atua como um bloqueador, impedindo que os receptores HER2 se comuniquem e enviem sinais de crescimento para o tumor. Juntos, eles criam um ataque duplo e altamente eficaz. Os números não mentem Na prática, essa estratégia reduziu o risco de progressão da doença ou morte em impressionantes 44%. A taxa de resposta ao tratamento subiu para 85%, com 15% das pacientes alcançando a remissão completa — quase o dobro do tratamento convencional. Esses resultados representam o maior avanço na área nos últimos 15 anos, consolidando a terapia direcionada como o futuro da oncologia. Mais tempo, mais vida: o impacto real Para as pacientes, o resultado vai além das estatísticas. A nova terapia significa mais tempo com a doença sob controle, o que se traduz em melhor qualidade de vida e mais esperança. Embora existam efeitos colaterais graves, como anemia e queda na imunidade, eles são considerados manejáveis e esperados para tratamentos intensivos. O próximo passo é garantir que essa inovação chegue a quem precisa, superando desafios de acesso e abrindo portas para novas pesquisas em monitoramento de saúde e biotecnologia. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Alerta Vermelho na Saúde: Por que o Brasil está perdendo a batalha contra a meningite?

O sinal de alerta está ligado. Desde 2022, o Brasil falha em atingir as metas de vacinação contra a meningite, deixando uma geração de bebês e adolescentes vulnerável a uma doença com alta taxa de letalidade. A baixa cobertura vacinal virou um desafio de saúde pública que coloca em xeque nossas estratégias de prevenção e abre um debate urgente. Os números não mentem: um risco real A meta do Programa Nacional de Imunizações é clara: 95% de cobertura para bebês e 80% para adolescentes de 11 a 14 anos. A realidade, porém, é bem diferente. A vacina ACWY, que protege contra quatro tipos da bactéria e foi incorporada em 2020, tem uma cobertura de apenas 61,9% no país. O problema é que a meningite não é brincadeira: a doença mata até 20% dos infectados e pode deixar sequelas permanentes, como surdez e alterações cognitivas. A vacinação é, de longe, a forma mais eficaz de prevenção. Adolescentes: o ponto cego da imunização O principal gargalo está na vacinação dos adolescentes. Eles frequentam menos as unidades de saúde, e faltam estratégias focadas nesse público. A solução, no entanto, já é conhecida: campanhas de vacinação nas escolas. O modelo se provou um sucesso com a vacina contra o HPV e poderia ser a chave para virar o jogo, integrando saúde e educação para alcançar quem mais precisa. O futuro é coletivo (e uma oportunidade de inovação) A baixa cobertura não é um problema individual, ela impede a criação da “imunidade de rebanho”, que protege toda a comunidade ao diminuir a circulação da bactéria. É aqui que a inovação entra em cena. Há uma oportunidade clara para empresas e investidores apostarem em soluções de medical innovation, criando parcerias para expandir programas de vacinação escolar e desenvolvendo tecnologias para rastrear e aumentar a adesão. Superar esse desafio exige uma ação coordenada entre poder público, escolas e o setor privado. Manter o calendário vacinal em dia é mais do que um ato de cuidado pessoal; é um compromisso com a saúde coletiva e o futuro do país. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Alzheimer: a inflamação cerebral é a peça que faltava no quebra-cabeça?

Um estudo publicado na renomada revista Nature Neuroscience está mudando o jogo na luta contra o Alzheimer. A pesquisa aponta que a progressão da doença não se resume ao acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau, mas é turbinada por um fator crucial: a neuroinflamação, uma espécie de “guerra civil” entre as células de defesa do cérebro. O que essa briga de células significa? No centro do cérebro, temos a micróglia e os astrócitos, células que deveriam atuar como guardiãs da nossa saúde neural. No Alzheimer, no entanto, a comunicação entre elas se torna disfuncional. Em vez de proteger, elas entram em um ciclo vicioso de inflamação crônica, liberando citocinas que aceleram o dano aos neurônios e, consequentemente, o declínio cognitivo. Esse ciclo não só agrava o quadro, como também potencializa os efeitos tóxicos das proteínas já conhecidas. E as proteínas? Deixaram de ser vilãs? Não exatamente. O acúmulo de beta-amiloide e tau continua sendo um problema, mas a nova descoberta mostra que, sem a resposta inflamatória, o impacto delas é limitado. É a inflamação que transforma essas proteínas em agentes muito mais destrutivos. Essa perspectiva explica por que os tratamentos atuais, focados apenas na redução das placas, têm uma eficácia modesta, desacelerando a progressão em cerca de 30%. O futuro do tratamento (e do lifestyle) A descoberta abre uma nova avenida para o desenvolvimento de terapias. O futuro está em medicamentos que consigam regular essa comunicação inflamatória, acalmando o sistema imune cerebral. Isso já atrai o olhar de investidores para o potencial de terapias anti-inflamatórias e diagnósticos que detectem a inflamação precocemente. Para o nosso dia a dia, o recado é claro: hábitos que combatem a inflamação sistêmica — como alimentação equilibrada, exercícios e gestão de estresse — são mais importantes do que nunca para a longevidade cerebral. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/

Alongamento antes de correr é necessário? 

Aquela cena clássica de esticar os músculos antes de uma corrida pode estar mais sabotando seu treino do que ajudando. Estudos mostram que o alongamento estático, aquele em que você segura uma posição, não só é pouco eficaz como pode diminuir temporariamente sua força e potência, impactando diretamente a performance. A nova regra do jogo é o aquecimento dinâmico, que prepara o corpo de forma inteligente para o esforço. Por que o ‘puxa e estica’ tradicional saiu de moda? Pesquisas indicam que forçar um músculo a se alongar de forma estática antes do exercício pode comprometer sua capacidade de explosão, o que é crucial em atividades como sprints. Na prática, você está pedindo para o músculo relaxar e se estender, quando o que você realmente precisa é que ele se contraia com força e rapidez. A exceção? Apenas para pessoas com flexibilidade muito limitada, onde um alongamento leve pode ajudar na mobilidade. A virada de chave: o poder do aquecimento ativo O aquecimento dinâmico é o oposto do estático. Pense em movimentos ativos como polichinelos, elevação de joelhos ou uma caminhada rápida. O objetivo é aumentar gradualmente a frequência cardíaca e o fluxo sanguíneo para os músculos, elevando a temperatura corporal. Fisiologicamente, isso otimiza a atividade enzimática, torna as contrações musculares mais eficientes e prepara o coração para o esforço, evitando picos de estresse e a fadiga precoce. Como aplicar isso no seu dia a dia? Não precisa ser complicado. Para corredores iniciantes, uma caminhada rápida de 10 a 15 minutos, seguida de breves acelerações, já é um excelente começo. Já os mais experientes podem optar por uma corrida leve. Essa preparação não só reduz drasticamente o risco de lesões, como torna a corrida uma experiência mais confortável e segura. Em dias frios, a dica é se vestir em camadas e ir tirando as peças conforme o corpo esquenta. O futuro do aquecimento é tech e consciente A mudança do alongamento estático para o dinâmico é mais do que um detalhe técnico; é uma evolução na mentalidade de performance e bem-estar. Para o corredor, significa mais segurança e melhores resultados. Para o mercado, abre um leque de oportunidades em inovação, desde apps com rotinas personalizadas até parcerias com grupos de corrida, provando que a ciência do movimento é o futuro do fitness. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/