Seu shake vegano pode estar sabotando seus ganhos? A ciência responde.

Na batalha dos shakes, a ciência já tem um veredito claro: para quem busca hipertrofia, o whey protein ainda sai na frente. Estudos clínicos mostram que ele não só aumenta a massa magra com mais eficiência, como também supera as proteínas de soja e ervilha na recuperação muscular após o treino. Mas o que explica essa vantagem? O segredo do match perfeito com o músculo O pulo do gato está na leucina, o aminoácido que funciona como um gatilho para a síntese proteica através da via mTOR. Enquanto o whey protein entrega de 8% a 10% de leucina, uma dose padrão de 25g já bate a meta para estimular o crescimento. Já as proteínas vegetais, como soja (7,8%) e cânhamo (5,1%), exigem porções que podem chegar ao dobro do tamanho para dar o mesmo start no seu músculo. A conta é simples: menos leucina, menos resultado com a mesma dose. Digestão e pureza: o que ninguém te conta A eficiência do whey não para por aí. As proteínas de origem animal têm uma digestibilidade superior, o que significa que seu corpo absorve os aminoácidos de forma mais rápida e completa. Do outro lado da balança, as proteínas vegetais trazem um ponto de atenção: a contaminação. Estudos detectaram a presença de chumbo em 75% das amostras de proteínas vegetais testadas, um risco que é significativamente menor em opções filtradas como o whey isolado. Então, a proteína vegetal não tem vez? Calma, nem tudo está perdido para o time plant-based. Embora menos otimizadas para o ganho de massa isolado, as proteínas vegetais carregam benefícios extras como fibras e fitoquímicos, que dão um boost na saúde geral. A boa notícia é que a indústria já se ligou no movimento e está desenvolvendo versões fortificadas com leucina, buscando equiparar o poder de fogo com o do whey e entregar uma opção sustentável e eficaz. No fim do dia, a escolha do seu shake depende do seu objetivo. Para performance e ganho de massa, a ciência aponta para o whey como a escolha mais eficiente. Mas se a sua pegada é mais focada em um lifestyle consciente e equilibrado, as proteínas vegetais são uma alternativa válida, desde que você ajuste a dose e fique de olho na qualidade do produto. O futuro é sobre inovação e escolhas inteligentes que funcionem para o seu corpo e para o planeta. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Oura apresenta novas ferramentas para gravidez e perimenopausa

A Oura Ring, avaliada em US$ 5,2 bilhões, acaba de dar um passo ousado que redefine o mercado de wearables. Com os novos lançamentos Pregnancy Insights e Perimenopause Check-In, a marca deixa claro que o jogo não é mais sobre contar passos ou calorias. A nova estratégia é mergulhar de cabeça em uma abordagem holística que atende às necessidades mais complexas e sub-representadas da saúde feminina. Dados que transformam a jornada: como funciona? A Oura agora entrega insights baseados em dados para duas fases cruciais da vida da mulher. O Pregnancy Insights usa dados agregados para rastrear a idade gestacional e monitorar tendências em biométricos como temperatura corporal, oferecendo um acompanhamento contextualizado trimestre a trimestre. Para a perimenopausa, o novo Check-In utiliza a Menopause Rating Scale (MRS) para quantificar sintomas e seu impacto na qualidade de vida. Com mulheres nessa transição perdendo até duas horas de sono por semana, ter uma ferramenta que traduz essa experiência em dados concretos é um verdadeiro game-changer. Mais que um app, um ecossistema de cuidado A grande sacada da Oura não está só nos dados, mas em como eles se conectam com o mundo real. A funcionalidade de perimenopausa, por exemplo, gera relatórios analíticos que podem ser compartilhados diretamente com médicos, facilitando discussões informadas sobre tratamentos. Além disso, a plataforma está criando um verdadeiro ecossistema de bem-estar ao conectar suas usuárias a parceiros especialistas como a Progyny. Essa abordagem reforça o posicionamento da marca como uma líder em saúde reprodutiva conectada, mostrando que a tecnologia pode e deve criar pontes para um cuidado mais integrado e personalizado. O futuro do wellness é específico O movimento da Oura sinaliza uma tendência clara: o futuro do bem-estar digital está em soluções de nicho que geram valor real. Ao transformar inovação biométrica em ferramentas práticas e comercialmente relevantes, a empresa não só fideliza suas usuárias, mas também mostra ao mercado como se constrói uma conexão autêntica com o cliente. No fim, a lição é que entender e atender a jornadas específicas não é apenas bom para a saúde, é um excelente negócio. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Hidradenite Supurativa: a doença de pele que o mercado de wellness precisa encarar
Existe uma doença inflamatória crônica que afeta os folículos pilosos e impacta a vida de quase 1% da população brasileira, mas que ainda vive nas sombras: a hidradenite supurativa. Mais do que uma questão dermatológica, ela é um sinal de alerta sobre como nosso estilo de vida e saúde mental estão diretamente conectados. O que está por trás das crises? A hidradenite supurativa não é só um problema de pele; é um reflexo do corpo. Fatores genéticos e desequilíbrios hormonais podem acender o estopim, mas o que realmente alimenta o ciclo de inflamação são hábitos do dia a dia. Obesidade, tabagismo e até o uso de roupas apertadas podem agravar as crises, transformando áreas de dobras, como axilas e virilhas, em zonas de inflamação recorrente. A real é que a doença expõe a ligação direta entre nossos hábitos e o bem-estar. O peso de um diagnóstico que não chega O impacto vai muito além do físico. As lesões visíveis e recorrentes abalam a autoestima e a vida social, gerando um fardo emocional pesado. Para piorar, o diagnóstico pode levar anos para chegar, já que a condição é frequentemente confundida com outras infecções ou acne. Esse atraso não só prolonga o sofrimento, como também evidencia uma falha gigante na conscientização sobre a doença. Um novo mindset para o tratamento A boa notícia é que o jogo pode virar. Embora não tenha cura definitiva, o controle da hidradenite é totalmente possível com uma abordagem 360°. O tratamento vai desde pomadas e antibióticos até imunobiológicos para casos mais severos. Mas a grande sacada está na prevenção e na mudança de mindset: ajustar o estilo de vida não é mais um “extra”, e sim parte central da estratégia para gerenciar a inflamação e dar um upgrade na qualidade de vida. Mais que pele, uma questão de consciência A hidradenite supurativa deixa claro que saúde da pele e bem-estar andam juntos. Aumentar a conscientização é o primeiro passo para quebrar o estigma e acelerar o diagnóstico. É um chamado para que o ecossistema de wellness encare a condição de frente, provando que cuidar de si é um movimento que começa de dentro para fora. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Treino em Jejum: ajuda ou atrapalha?

Popularizado no mundo do wellness, treinar em jejum (sem tomar café antes do exercício) é alvo de debates. Pesquisas mostram que exercitar de estômago vazio faz o corpo queimar um pouco mais de gordura durante a atividade, pois os níveis de insulina estão baixos e a glicose rápida não está disponível. Isso parece atrair quem deseja emagrecer. No entanto, não há evidências sólidas de que isso cause mais perda de gordura a longo prazo. Ou seja, mesmo que o corpo use mais gordura naquele treino, isso não garante emagrecimento extra. Pelo contrário, em alguns casos o treino em jejum pode fazer a pessoa treinar em intensidade menor, reduzindo os ganhos esperados. Impacto do jejum na performance física A performance física costuma ser afetada. Com pouca glicose disponível, o rendimento cai: você cansa mais rápido e levanta menos peso. O personal trainer Stefan Gleissner, coordenador de musculação na Bodytech Eldorado, em São Paulo, explica que a ideia por trás do treino em jejum é aumentar a oxidação de gordura durante o exercício, já que os níveis de insulina estão mais baixos e a disponibilidade de glicose é reduzida. Porém, ele alerta que essa estratégia não necessariamente leva a uma perda de peso significativa e pode representar riscos como tonturas e perda de massa muscular. Músculos grandes e exercícios de alta intensidade dependem de glicose; se você treina sem comer, o ganho de força e massa muscular pode sofrer. Por isso, especialistas recomendam: para treinos de musculação e intervalados, comer algo leve antes (como uma fruta) evita queda de rendimento. Benefícios potenciais do treino em jejum Entre os benefícios do treino em jejum estão o aumento da oxidação de gordura durante o exercício e, associado a uma dieta equilibrada, pode melhorar a sensibilidade à insulina e o perfil lipídico (colesterol e triglicérides). Estudos de jejum intermitente (como comer em janela restrita) mostram ganhos nesses marcadores metabólicos. Além disso, um estudo recente combinando jejum intermitente 5:2 com treinos HIIT em mulheres obesas observou redução de peso e gordura corporal, ganho de massa muscular e melhora do condicionamento físico. A combinação mostrou equilíbrio no balanço proteico (sem perder músculo) e mais melhoria no VO₂máx (capacidade aeróbia) do que só treinar sem jejum. Em suma, treinar em jejum pode acelerar mudanças no corpo se bem planejado (por exemplo, HIIT intercalado com dias de alimentação normal), mas só o jejum isolado não foi efetivo para emagrecer nessa pesquisa. Riscos e cuidados importantes Por outro lado, há riscos a considerar. Em iniciantes, exercitar em jejum pode causar hipoglicemia (queda de açúcar no sangue), trazendo tontura, fraqueza ou desmaio. Aumenta-se também o nível de cortisol (hormônio do estresse) ao treinar sem comer, o que em excesso pode prejudicar o metabolismo a longo prazo e até reduzir síntese muscular. Além disso, estudos sugerem que o jejum intermitente prolongado pode desregulantar hormônios e, sem proteína suficiente, levar à perda de massa magra. Por isso, também está ligado a efeitos indesejados: baixa energia, irritabilidade e alterações no humor se o corpo estiver “sob grande estresse”. Quem deve evitar o treino em jejum? Nem todo mundo deve treinar em jejum. Especialistas da área alertam que grávidas, idosos, sedentários acima do peso, diabéticos, hipertensos e atletas profissionais devem evitar essa prática. Em geral, se busca performance ou ganhar força, o ideal é sempre comer antes do treino. Quem optar pelo jejum deve fazê-lo sob orientação, mantendo hidratação e alimentação rica em proteínas ao longo do dia para não perder músculos. Um olhar cuidadoso do corpo é fundamental: sintomas como tontura, tremedeira, queda de pressão, tremores ou cansaço fora do normal indicam que algo não está certo. Conclusão: equilíbrio é a chave Treinar em jejum pode queimar um pouco mais de gordura no momento do exercício e, aliado a uma dieta controlada, oferecer benefícios metabólicos. Porém, não é um atalho milagroso e traz riscos de baixo rendimento, perda de massa muscular e hipoglicemia se não for bem planejado. Segundo Dr. Drauzio Varella, “se a pessoa busca performance, treinar em jejum é uma péssima alternativa. Se busca apenas emagrecer, pode ser uma opção, desde que acompanhada por profissionais”. No fim, a ciência reforça que o melhor caminho para saúde e emagrecimento sustentável é o equilíbrio: dieta adequada, exercícios regulares e respeito aos sinais do corpo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Vacinas de Herpes e Vsr Seriam Aliadas Contra Demência Aponta Estudo
A ciência da longevidade acaba de ganhar um novo capítulo, e ele vem de um lugar inesperado: a sala de vacinação. Um estudo da Universidade de Oxford aponta que vacinas comuns, como as contra herpes-zóster e o vírus sincicial respiratório (VSR), podem ser uma ferramenta poderosa na redução do risco de demência em idosos, indo muito além da simples prevenção de infecções. Os números que redesenham a prevenção Para idosos vacinados contra o VSR, o risco de desenvolver demência caiu 29%. Para os que receberam a vacina contra herpes-zóster, a redução foi de 18%. E o mais impactante: para quem tomou ambas, a proteção subiu para impressionantes 37% nos 18 meses seguintes à imunização. São números que não apenas chamam a atenção, mas abrem uma nova perspectiva sobre a saúde cerebral. Mas qual é o segredo? O adjuvante AS01 A chave para esse efeito protetor parece não ser apenas a prevenção das doenças em si, mas um componente específico das vacinas: o adjuvante AS01. Estudos anteriores já indicavam que essa substância pode ajudar a inibir o acúmulo de placas amiloides no cérebro, uma das principais marcas registradas de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. Ou seja, o segredo pode estar em como a vacina “turbina” a resposta do corpo, gerando um benefício colateral valiosíssimo. Um upgrade para a saúde do cérebro Essa descoberta transforma a conversa sobre vacinação. As vacinas com o adjuvante AS01 deixam de ser vistas apenas como um escudo contra infecções para se tornarem um investimento proativo na saúde cognitiva. Para uma condição com tratamentos ainda tão limitados como a demência, encontrar uma abordagem preventiva tão acessível é uma promessa enorme, alinhando proteção imediata com um cuidado de longo prazo para o cérebro. No fim das contas, embora mais ensaios clínicos sejam necessários para cravar a causalidade, a pesquisa de Oxford sinaliza um futuro promissor. A ideia de que uma vacina pode, ao mesmo tempo, proteger seu corpo e blindar sua mente é a prova de que o futuro do wellness está na integração inteligente entre prevenção, ciência e longevidade. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Mais perigoso que o burnout? Conheça o ‘rust out’, o esgotamento por monotonia

Todo mundo já ouviu falar de burnout, o esgotamento por excesso de trabalho. Mas e quando o problema não é a sobrecarga, e sim a falta de desafios? O nome disso é ‘rust out’, um declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas e monótonas que está ganhando o radar do wellness e do business. Quando a rotina vira uma jaula O ‘rust out’, ou “enferrujamento”, acontece quando há um desalinhamento total entre suas habilidades e as tarefas do dia a dia. Pense em burocracia excessiva e falta de oportunidades de crescimento. Uma pesquisa com educadores no Reino Unido e Irlanda revelou um dado alarmante: cerca de 70% da carga de trabalho deles era puramente administrativa, sufocando o tempo para atividades criativas e desenvolvimento profissional. Esse cenário cria um ciclo vicioso de desmotivação, apatia e estagnação. Mesmo profissionais super engajados com sua vocação acabam perdendo o propósito, sentindo que seu potencial está sendo subutilizado. É o cérebro pedindo estímulo e recebendo apenas o piloto automático. O fantasma silencioso da saúde mental no trabalho Enquanto o burnout grita, o ‘rust out’ sussurra. Por ser menos dramático, ele é pouco discutido e, muitas vezes, ignorado pelas empresas. O problema é que ignorá-lo tem um custo alto: o risco de quadros de ansiedade e depressão aumenta, a rotatividade dispara e a produtividade despenca. O foco excessivo no burnout fez com que a pesquisa sobre o ‘rust out’ ficasse para trás, criando um ponto cego perigoso na gestão de pessoas. Reconhecer que a subutilização é tão prejudicial quanto a sobrecarga é o primeiro passo para virar o jogo. Como hackear o tédio e reativar o propósito A solução não é um bicho de sete cabeças. Para combater o ‘rust out’, gestores e empresas precisam recalibrar o sistema: reduzir a burocracia, equilibrar as demandas e, principalmente, criar oportunidades que desafiem e valorizem as habilidades de cada um. A discussão já é central no ecossistema de wellness, mostrando que a saúde mental no trabalho vai muito além de apenas gerenciar o estresse. No fim das contas, a mensagem é clara: o bem-estar profissional depende de um equilíbrio fino. Não basta evitar o esgotamento por excesso, é preciso nutrir o engajamento e o sentido no trabalho. Afinal, um time motivado não é só mais produtivo, é mais saudável e preparado para o futuro. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Mais peso ou mais repetições?

Se você treina já deve ter se feito essa pergunta: vale mais a pena pegar pesado com poucas repetições ou aliviar na carga e aumentar o número de séries? Essa disputa é antiga no mundo da musculação mas estudos recentes publicados no Journal of Strength and Conditioning Research mostram que não existe uma verdade absoluta. Tudo depende do seu objetivo (como por exemplo: hipertrofia, emagrecimento ou desempenho), da forma como você organiza o treino e seu plano alimentar. Hipertrofia: intensidade é a chave Quer ganhar massa muscular? Então esqueça a ideia de que só peso alto faz milagre. Pesquisas e especialistas são claros: o que realmente importa é levar as séries próximas da falha, independente se você faz 8 ou 30 repetições. (Schoenfeld et al., 2015; Morton et al., 2016). Estudos mostram que tanto cargas moderadas/altas (6–12 rep) quanto leves (20+ rep) entregam resultados similares em hipertrofia, desde que o volume e a intensidade estejam no jogo. Em outras palavras: não existe “número mágico” de repetições, mas sim treino bem estruturado e regularidade. Quer variar? Misture estímulos: peso alto recruta fibras rápidas e turbina força máxima; peso leve aumenta o estresse metabólico, outro gatilho importante para o crescimento. A linha de base que os especialistas indicam: 10 a 20 séries semanais por grupo muscular, ajustando carga e repetições para equilibrar resultado e recuperação. Emagrecimento: treino de força é aliado, mas não faz milagre sozinho Para perder gordura, o jogo é outro: déficit calórico manda no placar. Mas musculação tem papel de destaque porque ajuda a preservar (ou até aumentar) massa magra e isso acelera o metabolismo. Como diz o Biomédico e Dr. Fisiologia da UNIFESP, Turíbio Barros: “O músculo é a maquinaria metabólica. Quanto mais massa, mais calorias você gasta até parado.” Estratégia prática? Cargas moderadas e mais repetições (15–20) combinadas com aeróbicos. Treinos em circuito (alternando musculação com cardio, intervalos curtos) também são armas poderosas para manter a frequência cardíaca lá em cima e potencializar o gasto energético. Mas vale o alerta: nenhum treino compensa dieta desregulada. Para definir, precisa controlar a ingestão calórica. Desempenho e composição corporal: o melhor dos dois mundo Cargas pesadas (2–6 rep) são imbatíveis para quem busca força e explosão, enquanto séries longas (12–20 rep) entregam resistência muscular. Pesquisa clássica de Schoenfeld mostra isso na prática: peso alto aumentou mais a força no agachamento, enquanto peso leve brilhou na resistência. E a composição corporal? Combinar estímulos é a receita: mais massa magra significa menos gordura a longo prazo e metabolismo acelerado. No fim das contas, não existe um único caminho para resultados. Tanto treinar pesado com poucas repetições quanto usar cargas leves com muitas repetições pode funcionar, desde que você mantenha a intensidade, respeite o volume e tenha consistência. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Vero Bioscience: a nova era do exame de sangue

O Paul Coletta, CEO da Vero Bioscience, chegou chegando com uma visão disruptiva que vai além do check-up comum. Um exame de sangue que você faz em casa, mas que não mede só se seus níveis estão OK, ele revela sua idade biológica e a função real dos seus órgãos em detalhe total. Proteômica + IA: a dupla que está mudando o jogo A sacada da Vero Bioscience é usar proteômica (que, na prática, mapeia milhares de proteínas no seu sangue) com o poder da inteligência artificial para detectar quais órgãos estão envelhecendo acelerado. Nada de esperar os sinais do corpo darem xis. O sistema aponta o alvo certo e indica o que fazer: mudar a rotina, suplementar, aplicar terapias específicas. O universo da prevenção acaba de ganhar um upgrade, transformando dados em ações certeiras. E tem mais: o teste simplifica o acesso à medicina de precisão, antes privilégio das clínicas top. O futuro já bate à porta, e em breve essa tecnologia vai sair do backstage para o seu dia a dia e o impacto é a revisão dos protocolos tradicionais e o início de uma nova era para quem busca saúde sob medida. O hype existe, mas a clareza pede passagem Claro, vale ficar de olho. A proposta da Vero é high-tech e promissora, mas ainda falta aquele pulo do gato: provar que a IA e a proteômica entregam tudo o que prometem com consistência. A ciência segue em andamento, e a jornada é de equilíbrio entre ousadia e validação. Ou seja: inovação na prática, nem sempre é plug-and-play. Hora de atualizar seu conceito de saúde A Vero Bioscience não está só lançando um produto, está entregando um mindset novo. Uma experiência que conecta tecnologia de ponta com cuidado customizado, ideal para biohackers, amantes da longevidade e quem não quer ficar refém do tempo. O plano é um programa beta com coaching de saúde guiado por IA, pensado para tornar o autocuidado ainda mais estratégico. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
7 maneiras comprovadas pela ciência para impulsionar seu treino

Encontrar tempo para se exercitar já é um desafio. Por isso, quando você finalmente consegue encaixar um treino na rotina, é natural querer aproveitar ao máximo esse momento. Sim, fatores como uma boa noite de sono, alimentação balanceada, hidratação e roupas adequadas são essenciais. Mas, se você busca aquele algo a mais, algumas estratégias simples podem dar um upgrade real no seu desempenho. 1. Aposte no suco de beterraba Nada contra as bebidas esportivas tradicionais, mas o suco de beterraba pode ser um aliado natural e potente. Rico em vitamina C, ácido fólico, ferro e potássio, ele também é fonte de nitratos, que ajudam a aumentar o óxido nítrico no sangue, substância que dilata os vasos, melhora o fluxo de oxigênio e dá aquele gás extra. Um estudo publicado em novembro de 2024 no American Journal of Physiology mostrou que mulheres que beberam meio copo da bebida 2 a 3 horas antes do treino tiveram uma melhora temporária na capacidade aeróbica. Tudo sem adição de açúcar. 2. Troque o podcast por uma playlist animada Por mais envolvente que seja aquele episódio sobre crimes reais, a trilha sonora ideal pode ser o estímulo que faltava. “Música é o que transforma o treino”, diz Lauren Fortener, CEO da Turbo Zone Fitness. Batidas aceleradas e letras inspiradoras fazem diferença e a ciência confirma. Segundo um estudo de 2017 no International Journal of Physiology, Pathophysiology and Pharmacology, as pessoas se esforçam mais com música alta. E o ritmo? Tanto faz o ritmo: o importante é que ela te energize. 3. Um cafezinho antes do treino Não é só para despertar: a cafeína também pode melhorar o desempenho físico. De acordo com um artigo de 2021 no Journal of the International Society of Sports Nutrition, cerca de 200 mg (o equivalente a uma xícara média de café) consumidos uma hora antes do exercício ajudam em atividades aeróbicas e de força. Mas atenção: a FDA recomenda o limite de 400 mg por dia para adultos saudáveis. 4. Treine com companhia Chamar um amigo para caminhar, fazer yoga ou até compartilhar metas num grupo online pode aumentar a motivação. Essa tendência tem nome: efeito Köhler, a ideia de que a gente se esforça mais quando há alguém por perto (ou observando). “Um parceiro de treino traz mais motivação, compromisso e ainda deixa tudo mais divertido”, afirma Sydney Yeomans, especialista em fitness da BODY20. 5. Experimente treinar à tarde Seu corpo pode render mais no fim do dia. Isso porque a temperatura corporal tende a subir naturalmente à tarde, o que aquece os músculos e melhora o desempenho, segundo uma revisão de 2010 no Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports. Um estudo de 2019 publicado na Diabetologia também apontou que exercícios feitos nesse período ajudam a estabilizar os níveis de glicose no sangue. Mas se esse horário não funciona pra você, não se preocupe: o mais importante é manter a constância. 6. Inclua rajadas de velocidade no treino Quer queimar gordura e melhorar o condicionamento em menos tempo? O HIIT pode ser a resposta. Essa técnica intercala períodos curtos de esforço intenso com descansos ativos, acelerando o metabolismo e otimizando os ganhos. Se você está começando, experimente caminhar por 20 minutos, acelerando por 30 segundos e depois reduzindo por um ou dois minutos, repetindo esse ciclo. Para quem já está em outro nível, a dica da especialista é: 40 segundos de exercício intenso (como corrida ou agachamento com salto) e 20 segundos de descanso leve. 7. Finalize com um banho morno Tem outro treino chegando logo em seguida? Um banho quente pode ajudar. Um estudo apresentado em 2024 durante a conferência Integrative Physiology of Exercise mostrou que pessoas que ficaram imersas em água a 40 °C após correr apresentaram melhor desempenho físico em testes posteriores do que aquelas que usaram água fria ou não tomaram banho. A pesquisa ainda não foi publicada oficialmente, mas tentar um banho relaxante (e seguro) pode ser um bom experimento pessoal. E se estiver com dores, vale adicionar sais de Epsom à água, recurso considerado útil por algumas pessoas para aliviar músculos cansados, segundo a Cleveland Clinic. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
TRX Suspension Trainer: reabilitação e desempenho

O TRX Suspension Trainer chegou pra quebrar a divisão entre alta performance e reabilitação. A proposta é simples: usar o peso do próprio corpo como uma ferramenta prática, versátil e acessível seja na academia, na clínica ou ao ar livre. Sem complicação, o equipamento oferece uma abordagem que se adapta a diferentes níveis e convida profissionais e praticantes a enxergar o treino como uma combinação de técnica precisa e cuidado com o corpo como um todo. Da performance ao rehab com um clique Com seu design de ancoragem única, o TRX cria níveis controlados de instabilidade que turbina a identificação de desequilíbrios em mobilidade, força e estabilidade. Na prática, é o aliado perfeito para prevenir lesões e promover um fortalecimento sustentável. Fora do consultório, clínicos e fisioterapeutas contam com um equipamento que ajuda a reconstruir força, coordenação e resiliência numa pegada progressiva, sem abrir mão da segurança e precisão. Fora da clínica: autonomia que vale ouro O TRX não fica preso só aos ambientes tradicionais. Instala fácil em portas, árvores e qualquer cantinho que combine com treino. E ainda vem acompanhado por um suporte digital afiado: apps, cursos e conteúdos que reforçam a continuidade do treino aliado à motivação emocional. Neste novo olhar, o foco deixa de estar nas limitações e passa a ser sobre as possibilidades. O exercício ganha um novo significado, torna-se uma expressão de potência e um gesto de compromisso genuíno com você mesmo. Engenharia de ponta encontra o toque humano Apesar de não ter parceria exclusiva confirmada, a colaboração com instituições como a University of North Carolina Wilmington dá aquele selo de confiança na robustez técnica e no mindset inovador do TRX. É o clássico encontro entre alta engenharia e cuidado holístico, que convida a enxergar o exercício além do físico, entrando numa dimensão que conecta corpo, mente e bem-estar. Nada básico, isso é que faz o jogo virar. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/