Seu sono irregular está te deixando doente? A resposta é sim.

Mais importante do que contar horas de sono, a nova fronteira do bem-estar é a consistência. Um estudo do Scripps Research Institute, que monitorou adultos com rastreadores digitais, revelou que a simples variação nos horários de dormir e acordar dispara os riscos de problemas graves de saúde. É a prova de que o caos na sua rotina noturna tem um preço alto. O alarme soou: os números não mentem Vamos direto aos dados: cada hora de variação no seu horário de sono aumenta o risco de hipertensão em 71% e de apneia obstrutiva do sono em impressionantes 159%. Em adultos mais velhos, o risco de doenças cardiovasculares simplesmente dobra. A mensagem é clara: o corpo ama rotina, e quebrar esse ciclo de forma consistente gera um estresse biológico com consequências reais. Por dentro da bagunça: o que acontece no seu corpo? Essa irregularidade não é apenas sobre se sentir cansado. Ela aciona uma cascata de problemas internos. Padrões de sono ruins geram uma inflamação crônica de baixo grau, aumentam os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e desregulam o metabolismo. Na prática, isso danifica os vasos sanguíneos, promove resistência à insulina e abre caminho para condições como infartos e derrames, mesmo que você durma a quantidade de horas recomendada. A tecnologia como aliada (e oportunidade de negócio) Seu smartwatch já está de olho nisso. O mercado de health tech percebeu que monitorar a regularidade do sono é o futuro da saúde preventiva. Wearables avançados e os dados que eles geram são uma mina de ouro para empresas focadas em bem-estar personalizado. A oportunidade não está apenas em vender dispositivos, mas em criar ecossistemas que traduzam esses dados em planos de ação para uma vida mais longa e saudável. No fim do dia, a ciência confirma o que a gente já suspeitava: a regularidade é a base da saúde. Estabelecer horários fixos para dormir e acordar não é apenas disciplina, é uma estratégia poderosa para proteger seu corpo e garantir sua longevidade. A revolução do sono não é sobre dormir mais, é sobre dormir melhor e de forma consistente. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui
Barbie lança primeiro modelo autista e amplia o debate sobre inclusão desde a infância

A Mattel anunciou o lançamento da primeira Barbie autista de sua história. Mais do que um novo produto, a boneca marca um passo importante na forma como a indústria de brinquedos passa a tratar diversidade, neurodivergência e representação desde a infância. Desenvolvida em parceria com a Autistic Self-Advocacy Network (ASAN), organização liderada por pessoas no espectro autista, a Barbie foi criada para refletir experiências reais vividas por muitas crianças autistas, sem caricaturas ou estereótipos. Como a Barbie representa o espectro autista A boneca incorpora elementos pensados para dialogar com o dia a dia sensorial e comunicacional de pessoas autistas. Entre eles: Segundo a Mattel, o objetivo não é explicar o autismo, mas permitir identificação. “Criada com orientação direta da comunidade autista, esta boneca convida mais crianças a se verem representadas e ajuda a ampliar a compreensão sobre diferentes formas de experimentar o mundo”, afirmou a empresa. Por que isso importa Brinquedos não são neutros. Eles moldam percepção, pertencimento e empatia desde cedo. Ao incluir uma Barbie autista em sua linha regular, a Mattel normaliza a neurodiversidade em um espaço historicamente dominado por padrões únicos de corpo, comportamento e expressão. Isso importa especialmente em um contexto em que o diagnóstico de transtornos do espectro autista cresce globalmente e em que famílias e crianças ainda lidam com invisibilidade, estigma e falta de compreensão no cotidiano. Representação, nesse caso, não é estética. É ferramenta social. Um movimento que vem de antes O lançamento faz parte de uma estratégia mais ampla da Mattel de diversificar o universo Barbie. Nos últimos anos, a marca introduziu bonecas com cadeira de rodas, prótese na perna, diferentes tipos de corpo, tons de pele, cabelos e até profissões ligadas à ciência e tecnologia. A diferença agora é o avanço para o campo da saúde mental e da neurodiversidade, um território mais complexo, sensível e ainda pouco explorado por grandes marcas. Disponibilidade e preço A Barbie autista ainda não está disponível no site da Mattel Brasil. Nos Estados Unidos, o preço gira em torno de US$ 11. A empresa informou que está avaliando a chegada do produto a outros mercados. O que essa Barbie sinaliza Mais do que um brinquedo, a nova Barbie sinaliza uma mudança de mentalidade. Inclusão não é criar uma linha paralela para “diferenças”. É integrar essas diferenças ao centro da cultura. Quando crianças crescem brincando com representações mais amplas da realidade, o mundo adulto tende a ser menos excludente. E talvez seja exatamente aí que mora o impacto mais duradouro dessa Barbie. Quer continuar acompanhando os avanços que estão redesenhando o futuro da longevidade e da saúde de precisão? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais relevantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Os supercentenários do Brasil estão mudando o que a ciência entende por envelhecer

O Brasil abriga algumas das pessoas mais longevas do planeta. E agora começa a mostrar por quê.Estudos recentes com brasileiros que ultrapassaram os 110 anos indicam que a chave da longevidade extrema pode não estar em dietas perfeitas ou tecnologia médica de ponta, mas em algo mais profundo: resiliência biológica. Em um dos casos acompanhados por pesquisadores, uma mulher chegou aos 110 anos enquanto vários de seus sobrinhos ultrapassaram os 100. Um deles, aos 106 anos, competiu em provas de natação aos 100. Não é exceção isolada. É padrão emergente. Essas famílias estão no centro de um novo estudo publicado em janeiro na revista Genomic Psychiatry, liderado pela professora Mayana Zatz, do Centro de Pesquisa em Genoma Humano e Células-Tronco da USP. O trabalho posiciona o Brasil como um dos laboratórios vivos mais relevantes e menos explorados da ciência da longevidade. Por que o Brasil importa para a ciência do envelhecimento Grande parte da pesquisa em longevidade foi construída a partir de populações ricas e geneticamente homogêneas. O Brasil foge completamente desse modelo. Sua população reflete séculos de miscigenação entre povos indígenas, africanos, europeus e asiáticos, criando uma diversidade genética rara no mundo. Quando cientistas analisaram o genoma de brasileiros muito longevos, encontraram mais de 8 milhões de variantes genéticas que não aparecem em bancos de dados globais. Algumas delas podem representar vantagens silenciosas, que só se manifestam ao longo de uma vida extremamente longa. Segundo o pesquisador Mateus Vidigal de Castro, primeiro autor do estudo, a falta de diversidade limita o avanço da ciência. Supercentenários geneticamente diversos podem carregar mecanismos protetores que simplesmente não existem em populações mais uniformes. Em outras palavras, a ciência pode ter passado décadas olhando para o lugar errado. Um dado que desafia a lógica Três dos homens validados mais longevos do mundo são brasileiros. Entre eles está o homem vivo mais velho do planeta, nascido em outubro de 1912 e hoje com 113 anos. Esse dado chama atenção porque a longevidade extrema masculina é rara. Homens costumam enfrentar maior risco cardiovascular, além de desvantagens hormonais e imunológicas ao longo da vida. Mesmo assim, o Brasil aparece de forma desproporcional nesse grupo. Entre as mulheres, o padrão se repete. Brasileiras figuram com frequência entre as mulheres mais longevas da história, superando países muito mais ricos e com sistemas de saúde mais robustos. O recado é claro: longevidade extrema não é apenas um produto de dinheiro ou medicina avançada. Nada de dietas perfeitas ou rotinas milagrosas Talvez o achado mais surpreendente seja o estilo de vida desses supercentenários. Eles não seguiram dietas restritivas, protocolos sofisticados ou rotinas biohackers. Comeram o que estava disponível, viveram vidas comuns e, muitas vezes, envelheceram em regiões com acesso limitado à saúde moderna. Isso desloca o foco da longevidade da otimização constante para algo mais estrutural. Esses corpos parecem tolerar melhor o estresse, a infecção e o acúmulo de danos celulares ao longo do tempo. O que acontece dentro dessas células No nível celular, os supercentenários brasileiros apresentam sistemas que continuam funcionando quando o esperado seria falhar. A autofagia, processo de limpeza celular, permanece ativa. O proteassoma, responsável por descartar proteínas danificadas, segue eficiente. O sistema imunológico também não simplesmente enfraquece. Ele se adapta. Certos tipos de células assumem funções extras, criando uma defesa mais flexível e funcional, mesmo sem perfeição. A pandemia de Covid-19 serviu como um teste extremo. Três supercentenários brasileiros contraíram o vírus antes da existência das vacinas e sobreviveram. Análises posteriores mostraram produção robusta de anticorpos neutralizantes e sinais fortes de resposta imune inata. Esses organismos não escapam do envelhecimento. Eles aprendem a conviver com ele. O que isso muda para o futuro da longevidade Para Mayana Zatz, esses indivíduos não são apenas curiosidades biológicas. Eles expõem falhas na forma como a ciência estuda o envelhecimento e para quem essa ciência tem sido feita. A equipe agora avança além do sequenciamento genético, aprofundando o estudo do sistema imune e desenvolvendo modelos celulares a partir desses indivíduos. O recado aos consórcios globais é direto: sem diversidade populacional, os principais mecanismos da longevidade saudável podem continuar invisíveis. A lição que emerge do Brasil é poderosa e contraintuitiva. Viver mais talvez não exija perfeição constante. Talvez exija resiliência construída lentamente, ao longo de uma vida inteira. E isso muda tudo sobre como pensamos envelhecimento, prevenção e saúde no longo prazo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Como fotos de corrida viraram a nova forma de ostentação no Instagram?

Durante muito tempo, ostentar nas redes sociais era mostrar viagens, carros, restaurantes ou looks caros.Mas, nos últimos anos, surgiu um novo símbolo de status: a foto de corrida. Após a fase da foto no espelho da academia com #TaPago, a moda agora é ter fotos correndo ao ar livre para colocar no Instagram, foto de perfil do whatsapp e até mesmo em apps de relacionamento para achar o par ideal. Com rosto mostrando esforço, olhar focado, quilômetros percorridos, relógios mostrando pace e calorias, suor, medalhas, tênis de carbono, tudo virou um tipo de “comprovante social” de disciplina, autocuidado e estilo de vida saudável. O sociólogo Pierre Bourdieu explicava que existem diversos tipos de capital: econômico, cultural e simbólico. Hoje, na era do wellness, treinar virou capital simbólico. Postar foto de corrida não comunica apenas que você corre; comunica que você: cuida de si, tem autocontrole, foco, rotina e disciplina. A foto de corrida está tão em alta no Brasil, que virou um negócio milionário. Plataformas como Fotop, Banklek, Foco Radical e Fotto permitem que os esportistas comprem fotos suas treinando sem burocracias; sem ter que agendar ensaios fotográficos, sem ter fotógrafos particulares e sem gastar muito por isso. Hoje, a empresa de fotos esportivas Banklekk, tem mais de 5 milhões de usuários mensais, está entre os 500 sites mais acessados do Brasil e mira bater 40 milhões de reais em receita em 2025. O treino deixou de ser um momento isolado para se tornar uma camada de identidade. Uma extensão de quem a gente é e do que comunica para o mundo. Em um contexto em que mais pessoas buscam hubs para compartilhar seus valores e interesses e mostrar tudo o que sabem dentro desse aspecto, o esporte passou a preencher muitos desses quesitos. Comunidades como corredores da USP, Nike Run, clubes de corrida, grupos de rua têm estética, linguagem, vestimentas e símbolos próprios. Usar um Vaporfly ou AdiZero virou tão identitário quanto usar uma bolsa de grife. Mostrar e discutir o pace, distância e progressão semanal formam novas amizades que identificam os novos corredores que não estão satisfeitos em apenas correr para manter sua saúde em dia, mas que fazem questão de compartilhar isso com centenas de pessoas nas redes sociais. Hoje em dia, postar fotos em provas de corrida, treinando em lugares badalados, frequentar certos ambientes de treino e performance deixou de ser apenas pela saúde. Mas uma forma também de criar novas comunidades, fazer amizades e encontrar parceiros amorosos com os mesmos gostos. E como quase tudo que a geração Z faz, postar estar nesses lugares se tornou quase obrigação também, afinal, como fala a gen Z; “Se não postar, não aconteceu. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Para além das festas: o projeto wellness do Réveillon Arcanjos N1

Em meio à intensidade do réveillon mais disputado de Alagoas, o Heaven Lounge surge como um convite ao equilíbrio um espaço de pausa, conexão e experiências que ampliam o conceito de celebração para além das noites. Entre festas concorridas, line-ups de peso e a energia que transformou a Barra de São Miguel em um dos destinos mais desejados da virada brasileira, o Arcanjos N1 dá um passo além da programação tradicional. A proposta do Heaven Lounge é simples e potente: celebrar também é saber desacelerar. Integrado à paisagem natural e com vista para o mar alagoano, o lounge funciona como um ponto de respiro ao longo da semana. Um espaço pensado para quem busca uma vivência mais completa, alternando movimento e descanso, encontros sociais e momentos de silêncio. Aqui, o dia ganha protagonismo tanto quanto a noite. A iniciativa acompanha uma mudança clara no comportamento do público: viver o verão de forma mais equilibrada. Aproveitar as festas, sem abrir mão do bem-estar, do descanso e da conexão com o corpo. Nesse contexto, o Heaven Lounge deixa de ser um complemento e passa a ser parte central da experiência Arcanjos N1, transformando a virada em uma semana de vivências, natureza e autocuidado. A programação reúne aulas funcionais e de yoga, sessões de massagem, torneio de tênis, banheira de gelo, além de drinks proteicos e snacks saudáveis ao longo do dia. Fora do lounge, a própria Barra de São Miguel amplia o repertório com atividades ao ar livre como kitesurf, futevôlei, beach tennis, passeios de quadriciclo e surf na Praia do Francês. No Arcanjos N1, o réveillon deixa de ser apenas sobre atravessar a noite. Ele passa a ser sobre como você escolhe viver cada dia da virada. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
O relatório 2025 do Strava explica por que todo mundo entrou em um run club este ano.

A Geração Z está direcionando tempo, dinheiro e atenção para o movimento. Se você sentiu que todo mundo entrou para um grupo de corrida este ano, ou começou aulas coletivas, comprou um wearable e não parou mais de falar sobre isso, o Strava acaba de confirmar: não é impressão sua. No Year in Sport 2025, a plataforma analisou bilhões de atividades e identificou uma mudança cultural clara. Mais da metade da Geração Z pretende usar mais o Strava no próximo ano, enquanto a maioria planeja usar Instagram e TikTok igual ou menos. Hoje, o Strava reúne mais de 1 milhão de clubes. Só os run clubs cresceram 3,5 vezes em 2025, e os clubes de hiking avançaram ainda mais. Os eventos organizados por clubes também aumentaram 1,5 vez, transformando grupos online em encontros presenciais semanais. Movimento como novo ponto de encontro Se sua agenda começou a encher com treinos de fim de semana em vez de happy hour, você está no fluxo da tendência. A Geração Z usa a atividade física para conhecer pessoas em uma frequência 39% maior que a Geração X e é 23% mais propensa a considerar treinar nas férias algo inegociável. O treino de força segue como prioridade: jovens têm o dobro de chance de citá-lo como seu esporte principal. E talvez o dado mais emblemático: caminhar se tornou a segunda atividade mais registrada no Strava em 2025, ultrapassando o ciclismo pela primeira vez. A barreira de entrada nunca foi tão baixa, não exige academia, equipamentos ou performance. Só companhia. O dinheiro está indo para o mesmo lugar O comportamento financeiro confirma essa mudança. Mesmo com 65% da Geração Z afetada pela inflação, cerca de 30% pretende aumentar seus gastos com fitness em 2026. Wearables lideram com folga: a Gen Z compra dispositivos de rastreamento 63% mais do que a Gen X. E quando o assunto é prioridade de gastos, 64% dizem que preferem investir em equipamentos a pagar um date. Essa geração está colocando dinheiro onde realmente aparece: atividades que exigem presença, envolvimento e criam conexão real, não só consumo passivo. O recado final Os dados do Strava mostram uma reorganização social profunda: uma geração usando o movimento para se conectar, criar comunidade e estruturar a própria rotina. Se você está pensando em entrar para um run club ou testar uma aula coletiva, este é o momento cultural empurrando você para frente. Movimento virou vida social e as comunidades estão crescendo rápido para receber quem quiser chegar. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
O fitness virou a nova vida social? Como o movimento está preenchendo o vazio da conexão

Em 2025, 84% das pessoas dizem que o bem-estar é prioridade. Elas monitoram macros, otimizam o sono, investem em treinos personalizados. Mas, enquanto cuidam de tudo isso, uma peça essencial continua fora do radar: a conexão social. Isso tem um custo. A solidão impacta a saúde tanto quanto fumar 15 cigarros por dia, aumentando inflamação, prejudicando o sono e enfraquecendo o sistema imunológico. Mesmo assim, a maioria não enxerga vínculo social como parte da saúde física. Em uma pesquisa com mais de 2.300 pessoas, poucas acreditavam que sentir-se conectado influenciava o bem-estar. Entre profissionais de saúde, muitos sequer consideravam a solidão um fator clínico relevante. A ciência já levantou o alerta. A resposta, porém, continua lenta. E enquanto o sistema tenta se adaptar, as pessoas estão resolvendo o problema por conta própria. Onde a solução está emergindo A lacuna começou a ser preenchida fora dos consultórios: nas comunidades de movimento. Aplicativos e grupos de treino estão crescendo justamente porque resolvem dois problemas de uma vez, atividade física e pertencimento. O Sweatpals, que já ultrapassou 1 milhão de usuários, é um exemplo claro desse fenômeno. A cofundadora Mandi Zhou descobriu cedo o poder do movimento. Ao chegar aos EUA aos 14 anos, sem dominar o idioma, encontrou nos treinos um lugar seguro para construir vínculos. “Sempre que me mudei ou me senti sozinha, o fitness foi minha forma de fazer conexão”, diz. “Em campo, não importava de onde eu vinha ou que língua eu falava.” Hoje, ela vê o mesmo padrão na plataforma: à medida que as pessoas combinam treino e socialização, melhoram não só a saúde física, mas também a mental. Há histórias de melhores amigos, roommates, casais — todos surgidos depois de suar juntos. “Quando você aparece e treina lado a lado”, diz o cofundador Salar, “abre espaço para relacionamentos reais.” Run clubs e aulas coletivas experimentam o mesmo boom. Por que suar junto funciona O movimento cria um tipo de conexão diferente. Não exige “puxar assunto”; basta estar ali. A atividade física se torna o foco compartilhado e isso reduz a pressão social. Além disso, existe a biologia. Exercícios liberam endorfinas, diminuem cortisol e tornam a interação mais leve. As pessoas se sentem bem, voltam na semana seguinte e, na repetição, formam comunidade. É rotina, mas também é química. Repensando o bem-estar social Conexão não é um extra. É parte estrutural da saúde. A dificuldade está em como priorizá-la em uma vida cada vez mais isolada. As comunidades de fitness oferecem uma porta de entrada realista. Não exigem revolução no estilo de vida, só presença. Um treino semanal, um grupo de caminhada, um parceiro de academia. Esses microencontros acumulados fazem diferença. A questão nunca foi transformar o fitness em estratégia social única, mas reconhecer: o movimento dá à conexão o que ela precisa para nascer: propósito compartilhado, repetição e um espaço seguro para aparecer como você é. E, hoje, é exatamente nesses lugares que novos vínculos estão sendo construídos. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Hyrox lança cruzeiro fitness e mira mercado de experiências de bem-estar

Hyrox, competição que transformou corrida + funcional no novo esporte global do momento, acaba de anunciar seu próximo passo: levar sua comunidade para o alto mar. A marca revelou o Hyrox Cruise, um cruzeiro exclusivo para adultos que acontecerá entre 21 e 25 de outubro de 2026, marcando a estreia oficial da categoria Hyrox Experiences, uma aposta em turismo de bem-estar que deve incluir, em breve, campos de treinamento e resorts dedicados. Um cruzeiro com treino, sol e… Hyrox em alto mar A viagem parte de Palma de Mallorca, com paradas em Marselha e Barcelona, além de um dia completo de navegação. A bordo do navio Mein Schiff 4, conhecido por sua estrutura de restaurantes, lounges, spa e decks amplos, os participantes poderão alternar descanso com 5 a 6 sessões de treino, clínicas técnicas, painéis, experiências especiais nas cidades e encontros com atletas convidados. Mas o destaque vai para algo inédito: os passageiros poderão assistir a uma corrida Hyrox em um formato nunca visto, com participações especiais da comunidade global do esporte. Hyrox acelera no turismo esportivo A movimentação acompanha a fase de ascensão da marca. Só nesta temporada, a Hyrox projeta ultrapassar um milhão de competidores e firmou novas parcerias, como a colaboração com a fabricante de carros elétricos Lucid. Agora, entra oficialmente no território do wellness travel, um dos mercados que mais crescem no setor de saúde e bem-estar. Por enquanto, o cruzeiro é restrito a moradores da União Europeia e do Reino Unido, mas a marca sinaliza que novas experiências para fãs dos EUA e da Ásia-Pacífico já estão em preparação. Os ingressos começam a ser vendidos em 9 de dezembro. Cruzeiros de bem-estar, um mercado em expansão A Hyrox não é a única a apostar nesse formato. A Zumba já anunciou o retorno do Zumba Cruise em 2026, transformando o navio Norwegian Pearl em um festival flutuante de dança, movimento e experiências sensoriais. A disputa agora é por quem vai dominar o novo segmento: as férias fitness. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Treinar é o novo rolê: Smart Fit lança programa de treinos gratuitos para adolescentes nas férias

A Smart Fit anunciou uma iniciativa que conversa diretamente com a nova geração interessada em bem-estar, movimento e estilo de vida ativo. A campanha “Rolê na Smart”, criada pela agência Milà, oferece acesso gratuito às academias da rede para jovens de 14 a 18 anos durante as férias, incentivando desde cedo a construção de hábitos que sustentam saúde física, mental e social. A proposta nasce em um momento em que treinar deixou de ser apenas exercício: virou ponto de conexão, autocuidado e comunidade. Ao convidar adolescentes para viver essa experiência sem custo, a Smart Fit reforça a academia como um espaço de convivência saudável onde energia, música e movimento se encontram. Para participar, é necessário fazer a matrícula e preencher o PAR-Q na unidade. Jovens de 14 anos precisam apresentar atestado médico, enquanto menores de 18 devem estar acompanhados de um responsável. A partir dos 15 anos, a exigência do atestado depende da região. O acesso gratuito é válido entre 10h e 16h, conforme as regras do regulamento oficial. A campanha publicitária amplia essa narrativa de wellness para as gerações Z e Alpha, trazendo dois videoclipes produzidos pela Kondzilla. No Brasil, o filme apresenta “Rolê na Smart”, com estética, música e coreografia inspiradas no funk. Já no restante da América Latina, o destaque é “El Mejor Plan”, em ritmo de reggaeton. Ambos são desdobramentos criativos da Milà e serão exibidos em canais digitais, OOH e unidades Smart Fit. Ao transformar o treino em um ambiente de descoberta, pertencimento e rotina positiva, a Smart Fit reforça um ponto importante para o mundo wellness: saúde começa com acesso e se consolida com comunidade. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
O fim do álcool nos shows? A aposta da Live Nation em bem-estar.

A Live Nation, gigante do entretenimento por trás de festivais como o Rock in Rio e da Ticketmaster, acaba de fazer uma aposta ousada: um investimento estratégico na Hiyo, uma marca de bebidas sociais não alcoólicas. O movimento sinaliza uma virada de chave no mercado de eventos, que agora mira um público que busca moderação e bem-estar, sem abrir mão da experiência social. Afinal, por que essa mudança agora? Os números não mentem. Uma pesquisa global da própria Live Nation revelou que 60% dos fãs já alternam entre bebidas alcoólicas e não alcoólicas em eventos. Além disso, a Geração Z lidera uma forte tendência de redução no consumo de álcool. O mercado responde a essa demanda: a projeção é que o setor de bebidas funcionais, que movimentou US$ 125 bilhões em 2022, salte para mais de US$ 200 bilhões até 2028. A Hiyo se encaixa perfeitamente nesse cenário, oferecendo tônicos com ingredientes como ashwagandha e l-theanine, que prometem melhorar a experiência sem os efeitos do álcool. O que a Hiyo traz para a festa? Fundada em 2019, a Hiyo não é um simples refrigerante. A marca se posiciona com tônicos funcionais, orgânicos, veganos e de baixa caloria. A parceria já começa com o lançamento do sabor Blackberry Lemon em locais e festivais selecionados da Live Nation. Ao integrar a Hiyo ao seu portfólio, que já conta com nomes como Liquid Death, a Live Nation diversifica sua oferta e cria uma nova fonte de receita, aproveitando o ambiente dos shows para fortalecer a conexão emocional do público com a marca. Uma nova era para os eventos ao vivo A estratégia vai além de apenas vender uma bebida diferente. É sobre redesenhar a experiência do consumidor. Ao oferecer alternativas que promovem bem-estar, a Live Nation se posiciona como uma empresa atenta às mudanças culturais, transformando o consumo em eventos em um ato mais consciente e alinhado a um estilo de vida saudável. Para o mercado, fica o recado: o futuro dos grandes eventos também é funcional e, quem sabe, cada vez mais sóbrio. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/