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Conhecida como “Nike queniana”, Enda traz ao Brasil tênis inspirados na elite africana da corrida

Cansado da mesmice entre os gigantes do sportswear? Prepare-se. A Enda, marca de tênis de corrida nascida no Quênia e inspirada na realeza do atletismo africano, acaba de desembarcar no Brasil com uma proposta ousada: combinar alta performance, sustentabilidade e uma narrativa que os concorrentes só conseguem patrocinar.

Da altitude do Quênia para o asfalto global

O que faz um corredor queniano ser imbatível? A Enda aposta que a resposta está na combinação de altitude, cultura e biomecânica. Fundada em 2017, a marca traduz o legado dos campeões do Vale do Rift em produtos para corrida, trilha e treino, com um forte compromisso de zerar as emissões de carbono. Não é só sobre correr mais rápido, é sobre honrar uma herança que domina as grandes maratonas mundiais desde os anos 60.

A estratégia por trás da expansão

A virada de chave veio com a aquisição da marca pelo empresário ganês Nana Baffour, que já tem negócios no Brasil e enxergou o potencial global da Enda. Com Ademir Paulino no comando da operação local, o plano é agressivo e inteligente. Mais do que apenas colocar tênis nas prateleiras, a marca quer construir comunidades, patrocinar eventos e até criar sua própria maratona em Angola, transformando-se em um ecossistema de wellness.

Autenticidade como arma secreta

Enquanto Nike e Adidas usam atletas africanos em suas campanhas, a Enda é a África. Esse é o seu maior trunfo. A marca aproveita uma tendência global de valorização de players locais com histórias autênticas, oferecendo acesso a equipamentos de ponta que antes eram inacessíveis para os próprios corredores locais. Em vez de apenas exportar talentos, a África se posiciona como um polo de inovação e produção, desafiando a lógica do mercado.

A chegada da Enda é um sinal claro dos novos tempos no mercado de bem-estar. A marca prova que identidade cultural, propósito sustentável e construção de comunidade não são mais diferenciais, mas o centro da estratégia. Para os gigantes, fica o recado: a corrida pela preferência do consumidor ficou mais interessante.

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