Reynaldo Gianecchini aparece em uma nova campanha fitness falando algo que todo mundo que treina há anos sabe, mas o mercado insiste em fingir que não existe: “Comecei por estética, mas o que me fez ficar foi minha cabeça”.
Simples assim. Sem discurso motivacional genérico, sem promessa de transformação em 90 dias, sem coach gritando no seu ouvido.
E isso importa porque estamos vendo uma virada de chave no jeito como o Brasil enxerga exercício. O foco está saindo da estética pura e migrando pra longevidade, saúde mental e bem-estar emocional independente da idade ou do corpo que você tem.
Uma narrativa mais inclusiva
O mercado fitness brasileiro foi construído em cima de um padrão muito específico: jovem, corpo definido, busca estética. Isso deixou muita gente de fora ou pior, fez muita gente se sentir deslocada dentro da própria academia.
Mas tem gente fugindo disso. Procurando espaços onde se sintam bem, encontrem gente parecida com elas, ambientes leves, com troca de verdade. Lugares onde você não precisa parecer “fitness” pra estar ali.
Lá fora, chamam isso de soft wellness: uma forma mais humana de cuidar da saúde. No Brasil, isso está chegando aos poucos, mas chegando.

Por que essa campanha acerta?
A escolha de Gianecchini e Fernanda Souza não é à toa. Não são influencers da geração Z com corpo jovem. São figuras públicas que têm trajetória, que já passaram por mudanças no corpo ao longo de décadas, que têm uma relação com o cuidado construída com o tempo.
A mensagem que eles passam é de que academia não é projeto de verão. É ferramenta de saúde que você usa a vida inteira, do seu jeito, no seu ritmo.
Isso conversa direto com um público que cansou de ser cobrado, que não quer mais academia que parece escritório corporativo competitivo, que prefere movimento a “treino pesado”. Um público que existe em todas as idades e que finalmente está sendo representado.
A mudança de narrativa
O mercado fitness brasileiro foi construído em cima de promessa de transformação rápida. Isso funcionou por décadas. Mas agora, uma fatia cada vez maior de consumidores não compra mais esse discurso.
Querem consistência. Querem se sentir bem, não deslocados. Querem um espaço que respeite seu tempo, sua idade, seu corpo.
E campanhas como essa da Ultra Academia mostram que algumas marcas já perceberam isso e estão ajustando sua proposta. A Ultra surgiu em 2021 justamente com esse propósito: se você conhecer o espaço, vai ver que não tem catracas, as cores são claras, tudo é pensado pra não levar pressão pra quem está dentro.
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