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Healthtechs lideram a nova fase do VC brasileiro, com foco em M&A e escala real

O ecossistema de startups no Brasil está passando por uma transformação silenciosa, mas poderosa. Embora o volume de investimentos tenha crescido de forma consistente em 2025, chegando a US$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, a lógica do jogo mudou. Menos rodadas, mais qualidade e uma concentração de capital que coloca o Brasil no centro do mapa latino-americano.

Dinheiro tem, mas pra quem?

A euforia deu lugar à estratégia. Com o mercado de IPOs ainda fechado, as fusões e aquisições se tornaram a principal rota de saída, e os investidores ajustaram suas expectativas para um horizonte de 10 anos. Prova disso é a VOX Capital, que antecipou o fechamento de seu fundo para aproveitar as oportunidades, mas com um olho nas taxas de juros ainda elevadas. A mensagem é clara: o capital está disponível, mas busca negócios robustos, com governança sólida e capacidade de escalar de forma sustentável.

IA: O novo sócio-fundador?

A inteligência artificial deixou de ser buzzword para se tornar uma ferramenta essencial, democratizando o empreendedorismo tecnológico. A Antler Brasil já nota o crescimento de fundadores solo que usam IA para acelerar a criação de MVPs. De olho nessa tendência, players corporativos como a Vivo estão dobrando a aposta, ampliando seu fundo Vivo Ventures para R$ 470 milhões com foco em IA, saúde, energia e serviços financeiros. O movimento sinaliza que a inovação alinhada ao bem-estar e à sustentabilidade é o caminho.

O custo da inovação: desafios no radar

Nem tudo são flores. O cenário macroeconômico impõe desafios, como a crescente pressão tributária. A aprovação do aumento da CSLL para fintechs, por exemplo, gerou reação negativa no mercado, pois o ônus financeiro pode frear a expansão de um dos setores mais inovadores do país. Isso exige que as empresas otimizem a operação e fortaleçam o planejamento financeiro para garantir a sobrevivência e o crescimento a longo prazo.

O recado final é que o ecossistema brasileiro amadureceu. A era do crescimento a qualquer custo acabou. Agora, vencem os negócios que combinam tecnologia de ponta, como as healthtechs e biotechs em alta, com eficiência operacional e conexões estratégicas. É a consolidação de um mercado mais consciente, resiliente e, acima de tudo, inteligente.

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