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Nike lança o Pegasus Plus 2 com 18% mais retorno de energia

Esqueça a placa de carbono. A Nike apresentou o Pegasus Plus 2, um tênis que promete pelo menos 18% mais retorno de energia por passada em relação ao modelo anterior, e faz isso sem placa nenhuma. O ganho vem de uma unidade de ar curva e visível no antepé, combinada com a espuma ZoomX na entressola. O modelo chega ao mercado no fim de agosto, pela Nike.com e por varejistas selecionados.

O que muda embaixo do seu pé

A unidade de ar fica exatamente no ponto em que o pé empurra o chão para sair dele. Dentro dela, fibras tensoras funcionam como molas pré-carregadas, comprimindo e devolvendo energia a cada passo. A curvatura cumpre o papel que a placa cumpriria, dando propulsão sem a rigidez que torna um tênis de prova desconfortável para o uso diário.

O detalhe mais interessante é a calibragem por tamanho. A unidade tem 9,5 mm de espessura e 15 PSI nos numerais menores e chega a 11,5 mm e 20 PSI nos maiores, para que o retorno de energia seja o mesmo independentemente do seu pé. O modelo pesa cerca de 265 gramas no masculino 10 americano, é 10% mais leve que o Pegasus 42, tem 38 mm de altura e drop de 10 mm. O antepé ganhou mais espaço, a caixa dos dedos ficou mais larga e o solado waffle foi redesenhado com novas zonas de flexão. Mais de 30 atletas de elite testaram o tênis, entre maratonistas e corredores de pista, com acompanhamento do Nike Sport Research Lab.

Retorno de energia virou moeda de disputa

Por que 18% importa. Retorno de energia é a fatia do impacto que o material devolve em vez de dissipar, e cada ponto percentual significa menos esforço para manter a mesma velocidade. Em corrida longa, isso se converte em fadiga adiada, o que na prática é mais volume de treino e menos tempo parado por lesão.

A corrida virou laboratório de material. Desde que as supershoes reescreveram os recordes de maratona, a competição entre marcas migrou da estética para a engenharia, e o campo de batalha agora é o treino comum, não o dia da prova. Levar a sensação de tênis de competição para a terça-feira à noite é a tentativa de capturar o corredor amador, que treina muito mais dias do que compete.

O lançamento chega num momento delicado

O contexto financeiro dá outra camada à história. A JD Sports, uma das principais varejistas parceiras da Nike, reduziu a projeção anual de lucro após queda de 6,8% nas vendas comparáveis na América do Norte. O canal direto da Nike recuou 7% no quarto trimestre fiscal. A empresa tem encontro com investidores marcado para novembro.

Nesse cenário, o preço diz tanto quanto a tecnologia. O Pegasus Plus 2 chega na faixa de 165 a 170 dólares, segundo o noticiado por diferentes veículos especializados, abaixo do preço de lançamento da geração anterior. Mais tecnologia por menos dinheiro é um movimento de quem precisa girar produto no preço cheio, não no desconto.

O tênis de corrida do futuro é menos vitrine de material e mais promessa de constância, e a disputa real não é por quem devolve mais energia no laboratório, é por quem faz você calçar o mesmo par na terça seguinte.

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