24 - 26 de Abril

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Nutricionistas agora são proibidos de usar IA para simular resultados

O Conselho Federal de Nutrição (CFN) apertou o cerco e redefiniu as regras do jogo para o uso de tecnologia na área. Com a atualização do seu Código de Ética, o uso de inteligência artificial generativa para criar imagens simuladas de resultados e a substituição completa do contato humano por sistemas automatizados estão com os dias contados. A medida visa preservar a integridade da profissão e a saúde dos pacientes em um ambiente cada vez mais digital.

Adeus, promessas milagrosas?

A principal mudança proíbe nutricionistas de usar IA para criar aquelas imagens de “antes e depois” que podem gerar expectativas irreais e comprometer a saúde mental dos pacientes. Além disso, qualquer material produzido com auxílio de automação ou IA deverá ser claramente declarado. A regra é clara: a tecnologia é bem-vinda para complementar, mas a interação direta e personalizada entre profissional e paciente é insubstituível. Sistemas que oferecem consultas totalmente automatizadas já estão na mira do conselho.

E o marketing de influência, como fica?

O CFN também reforçou a proibição de vínculos publicitários diretos entre nutricionistas e marcas de alimentos, suplementos ou laboratórios. O objetivo é reduzir conflitos de interesse e garantir a imparcialidade nas prescrições. Isso não elimina parcerias, mas abre caminho para colaborações mais estratégicas, onde o profissional atua como responsável técnico, e não como garoto-propaganda, fortalecendo a confiança no setor.

Qual o recado para o mercado de wellness?

Para os empreendedores e executivos do setor, o recado é direto: a inovação precisa andar de mãos dadas com a ética. A decisão estimula o desenvolvimento de soluções que ampliem a expertise do nutricionista, em vez de substituí-lo. O não cumprimento das novas regras pode acarretar sanções severas, que vão de advertência até o cancelamento do registro profissional. A atualização do CFN não é um freio à tecnologia, mas um guia para seu uso responsável, reforçando que, no mercado de bem-estar, a confiança e a transparência são os ativos mais valiosos.

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