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Saúde mental sobe no ranking de resoluções para 2026 e muda a lógica do bem-estar

A temporada de resoluções chegou e, pela primeira vez em anos, o foco não está só no corpo. A saúde mental avançou de forma clara na lista de prioridades dos americanos para 2026, sinalizando uma mudança relevante na forma como o bem-estar é entendido, praticado e consumido.

Segundo novos dados da American Psychiatric Association, mais de 38% dos adultos nos Estados Unidos afirmam que pretendem adotar resoluções ligadas à saúde mental no próximo ano. O número representa um crescimento de cinco pontos percentuais em relação a 2025 e coloca o tema cada vez mais perto do topo.

O corpo ainda lidera, mas a mente encostou

A aptidão física segue como prioridade número um, citada por 44% dos entrevistados, seguida por objetivos financeiros, com 42%. Ainda assim, o avanço da saúde mental é consistente e simbólico. Ela deixa de ser um tema periférico e passa a disputar espaço direto com treino, dieta e dinheiro.

A pesquisa ouviu 2.208 adultos no início de dezembro e revela um retrato interessante do momento atual. Ao avaliar o próprio estado mental em 2025, 63% disseram estar com saúde mental boa ou excelente. Outros 28% classificaram como regular e 8% como ruim.

Ansiedade segue como pano de fundo coletivo

Apesar do avanço no discurso, a ansiedade continua presente no dia a dia. Os principais gatilhos apontados foram finanças pessoais, citadas por 59% dos entrevistados, incerteza sobre o futuro próximo, com 53%, e eventos atuais, com 49%. Questões relacionadas à saúde física e mental aparecem logo em seguida.

Esse cenário ajuda a explicar por que a saúde mental ganhou tanto espaço nas resoluções. Não se trata apenas de desejo, mas de necessidade prática.

Geração Z puxa a conversa para frente

Os dados ganham ainda mais peso quando observados à luz da Geração Z. Embora os jovens enfrentem desafios crescentes relacionados à saúde mental, eles também são os que mais buscam estratégias ativas de proteção do bem-estar. Terapia, atividade física, mindfulness e ajustes de rotina deixaram de ser exceção e passaram a ser comportamento.

A leitura da APA é clara. O novo ano traz possibilidades, mas também incertezas, e isso exige atenção intencional à saúde mental, com ações pequenas ou grandes que façam sentido no cotidiano.

Saúde mental como ecossistema, não solução única

Um ponto importante destacado pelos especialistas é a visão mais integrada que vem ganhando força. As estratégias mais adotadas combinam exercício físico regular, sono adequado, tempo ao ar livre, práticas de atenção plena e participação em terapia. A lógica deixa de ser corretiva e passa a ser preventiva.

Essa mudança reforça a ideia de que saúde mental não é um produto isolado, mas um reflexo direto dos hábitos diários.

Capital, tecnologia e bem-estar convergem

Esse novo comportamento já começa a redesenhar para onde vai o dinheiro. O mercado global de tecnologia em saúde mental deve crescer mais de 12% ao ano até 2030, impulsionado por soluções de teleterapia, inteligência artificial e integração com dispositivos vestíveis.

Novos produtos também começam a unir mundos antes separados, como aplicativos que combinam aconselhamento psicológico com atividade física estruturada, reforçando a visão de corpo e mente como um sistema único.

O recado final é claro

Em 2026, cuidar da mente deixou de ser um complemento do treino. Virou parte central da rotina de bem-estar. O que antes era visto como fragilidade agora aparece como prioridade estratégica de vida.

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