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Coca-Cola testa versões prebióticas da Coca-Cola Zero, do Sprite Zero e da Fresca

A Coca-Cola acaba de levar a fibra prebiótica para o coração do seu portfólio. A gigante começou a testar versões prebióticas da Coca-Cola Zero Sugar, do Sprite Zero Sugar e da Fresca nos Estados Unidos, cada lata com 6 gramas de fibra. O piloto começa no fim de outubro em partes de Nova York, Nova Jersey e Pensilvânia. Pode parecer só mais um lançamento. Não é.

O que muda dentro da lata?

O sabor, segundo a empresa, continua o mesmo. O que entra é o benefício. A lata de 355 ml tem 15 calorias e zero açúcar, e a fibra adicionada equivale a cerca de 20% do consumo diário recomendado.

A comparação com a rival ajuda a medir a aposta. A Pepsi Prebiotic Cola, já vendida em todo o território americano, traz 3 gramas de fibra, 5 gramas de açúcar e 30 calorias. A Coca-Cola entra em campo com o dobro de fibra e sem açúcar nenhum, mas num formato mais cauteloso. É um teste regional, desenhado para medir a resposta do consumidor antes de qualquer expansão.

Da marca nova para a marca icônica

A empresa não é estreante na categoria. Em 2025, lançou a Simply Pop, refrigerante prebiótico com suco de fruta. A diferença agora é estratégica. Em vez de criar uma marca do zero para brigar com os nativos do segmento, a Coca-Cola coloca a fibra dentro dos rótulos que você reconhece de longe na gôndola.

É uma virada de chave. A marca nova precisa conquistar confiança. A marca icônica já tem, e só precisa de um motivo a mais para continuar no carrinho.

Um portfólio inteiro em movimento

O teste faz parte de um pacote maior de lançamentos para 2027. Estão no plano uma Vitaminwater zero açúcar com 100% do valor diário de vitaminas C, E e do complexo B, prevista para março de 2027, e a Core Power Banana, bebida proteica que chega em janeiro com versões de 26 e 42 gramas de proteína. É o primeiro sabor novo da marca em quase uma década.

Fibra, vitamina, proteína, zero açúcar. Cada bebida do portfólio passa a ter uma função além de matar a sede.

O consumidor não quer abrir mão do sabor que já conhece, mas quer algum benefício junto. E as grandes marcas entenderam o recado. O refrigerante do futuro é menos indulgência pura e mais funcionalidade com cara de velho conhecido, e quem dominar essa mistura de familiaridade e propósito sai na frente na nova disputa pela gôndola.

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