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30% dos jovens da geração Z já pediram afastamento por danos à saúde mental

Uma nova revolução está acontecendo nos escritórios, e ela é silenciosa — mas nem tanto. Cerca de 30% dos jovens da Geração Z já pediram afastamento do trabalho por questões de saúde mental, um sinal claro de que o bem-estar deixou de ser um benefício para se tornar uma condição inegociável. Movimentos como ‘quiet quitting’ são apenas a ponta do iceberg de uma geração que não está disposta a sacrificar sua saúde pelo crachá.

Por que o burnout virou bandeira?

Criada entre a crise financeira de 2008 e a pandemia, a Geração Z entende de instabilidade. Como nativos digitais, eles não só cresceram com o diálogo sobre saúde mental normalizado nas redes sociais, mas também ganharam plataformas como o TikTok para transformar a exaustão em protesto. Fenômenos como o ‘quiet quitting’, ‘loud quitting’ e a hashtag # ActYourWage viralizaram como uma forma de resistência à cultura da correria, mostrando que o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional vale mais do que um salário alto.

O discurso não bate com a prática

Apesar do hype corporativo em torno do bem-estar, a realidade parece outra. Uma pesquisa da Serasa Experian aponta que 60% dos jovens sentem que as empresas pregam uma coisa, mas mantêm práticas incompatíveis com a saúde mental, como pressão excessiva e longas jornadas. O resultado? Apenas 28% deles se sentem confortáveis ​​para discutir o tema no ambiente de trabalho. A desconfiança é grande e mostra um abismo entre o que é dito e o que é feito.

A conta vai chegar: o que o mercado exige agora

Ignorar essa demanda não é mais uma opção. A legislação está se movendo, e a Norma Regulamentadora 1 (NR-1) foi atualizada para incluir riscos psicossociais, exigindo que as empresas implementem programas de saúde mental e canais de denúncia, com multas previstas para quem não se adequar. Especialistas como a psicóloga Fernanda Guglielmi e Rodrigo Dib, do CIEE, reforçam que a solução não está em medidas isoladas, como o fim da escala 6×1, mas na criação de ambientes de trabalho genuinamente flexíveis e focados no bem-estar.

Para a Geração Z, o recado é claro: o propósito, a inclusão e o cuidado com a saúde mental são inegociáveis. As empresas que entendem essa mudança e agem de forma autêntica não querem apenas reter talentos, mas liderando o futuro do trabalho.

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