Always Fit: da barraca no Mercadão à ambição de faturar R$ 100 milhões em 2025

Em 2012, um adolescente de 15 anos começou a trabalhar num box de 6m² no Mercadão, em São José do Rio Preto. Aos finais de semana, Zhang Ye vendia chás e suplementos para um público fiel, que logo o apelidou de “o chinês de cabelo azul”. Entre selfies com clientes e longas conversas de balcão, ele se cansava de defender marcas que mudavam fórmulas sem aviso, aumentavam preços sem critério e raramente entregavam mudanças reais na vida das pessoas. Foi nesse incômodo que surgiu o desejo de criar algo próprio, em que pudesse confiar de verdade. O embrião da Always Fit A virada começou quando Zhang Ye compartilhou a inquietação com o amigo de infância, Herly, parceria que se mantém até hoje. Os dois se conhecem literalmente desde a barriga das mães. Inspirado por um evento de negócios em São Paulo, Ye voltou decidido: “Precisamos criar algo na área da saúde”.A primeira ideia foi um chá, mas a própria mãe cortou: “Brasileiro não toma chá todo dia”. A solução veio da observação prática: produtos que garantiam recorrência eram suplementos de sono e vitaminas para cabelo. Assim nasceram os primeiros pilares da marca, logo acompanhados de um pré-treino e um chá solúvel gelado. Do improviso ao primeiro boom No começo, as vendas vinham quase todas dos Stories de Zhang Ye. Eram 15 a 20 pedidos por mês, faturando cerca de R$ 7 mil. Em paralelo, ele trabalhava na loja, cursava faculdade e ainda embalava e despachava cada caixa.Em 2021, a empresa quase fechou, faturou apenas R$ 2 mil em fevereiro. Foi nas férias da faculdade que Ye decidiu mergulhar em marketing digital, investindo em cursos caros e aplicando tudo sozinho. A curva de crescimento foi rápida: R$ 7 mil viraram R$ 20 mil, depois R$ 70 mil e, em poucos meses, R$ 100 mil por mês.O primeiro boom veio com o suplemento de sono (FitDreams) e, logo depois, com o óleo de abóbora e Curcumais, que levaram a empresa de R$ 300 mil a R$ 1 milhão de faturamento mensal. Resiliência em Balneário Camboriú A falta de estrutura logo cobrou seu preço: estoque zerado, atrasos de 40 dias e clientes no Procon. Foi nesse caos que Zhang Ye e Herly decidiram transferir a operação para Balneário Camboriú, onde a família de Herly já mantinha negócios. Lá nasceu a “República Always Fit”: cinco empreendedores vivendo em um apartamento alugado, financiado com as últimas economias da mãe de Zhang Ye.Dessa base improvisada saíram inovações que sustentam a empresa até hoje, como o sistema próprio de cotação de frete e a automação de processos. Foi o que permitiu à marca chegar a mais de 100 mil pedidos mensais em operação estável.Os anos seguintes foram duros: quatro anos seguidos de caixa negativo, dívidas acumuladas e equipe trabalhando por salários simbólicos. Ainda assim, o grupo resistiu e seguiu inovando. A aposta ousada A estratégia mais arriscada veio em 2024: distribuir mais de 2 milhões de amostras grátis. A ação quase esgotou o caixa, em dezembro, a empresa fechou com apenas R$ 10 mil disponíveis. Mas, em janeiro, a resposta do mercado foi clara: recorde de R$ 4,5 milhões em faturamento mensal. O presente e o futuro Hoje, a Always Fit já ultrapassou a marca de R$ 100 milhões em faturamento acumulado e projeta atingir R$ 100 milhões em 2025. O portfólio vai além dos suplementos tradicionais: inclui fórmulas próprias, multimarcas premium e projetos em expansão.Os próximos marcos já estão no radar: a abertura da Always Fit Pharma, farmácia de manipulação em Balneário Camboriú, e uma linha de bebidas funcionais, os chamados “refris saudáveis”. O objetivo é tornar-se a maior plataforma de e-commerce de saúde preventiva do Brasil e expandir para fora do país. A essência Mais que suplementos, a Always Fit se posiciona como movimento de saúde preventiva simples, acessível e transparente. “A saúde é o alicerce da autoestima e da longevidade”, resume Zhang Ye.Da barraca de 6m² no Mercadão à ambição de se tornar referência internacional, a trajetória da Always Fit reflete resiliência, propósito e uma crença inegociável: cuidar da saúde deve ser tão democrático quanto necessário. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Gen Z troca terapeutas por chatbots: revolução ou risco na saúde mental?

A geração Z encontrou um novo confidente: a inteligência artificial. Uma pesquisa da Common Sense Media revelou que 72% dos adolescentes americanos utilizam chatbots como companhia, sendo que 12,5% deles, cerca de 5,2 milhões de jovens, buscam apoio emocional nessas ferramentas digitais. O que começou com ELIZA nos anos 1960 evoluiu para um mercado bilionário que promete revolucionar o bem-estar mental. O boom das terapias digitais O lançamento do Replika e a explosão do ChatGPT em 2022 mudaram o jogo. Plataformas como TikTok e Instagram viralizaram os chatbots através de milhões de publicações, expondo adolescentes à ideia de interagir com IA para suporte emocional. Ferramentas como Therabot já demonstram resultados: redução significativa nos níveis de ansiedade e depressão entre usuários jovens. O segredo do sucesso? Acessibilidade total. Chatbots estão disponíveis 24 horas, são gratuitos ou baratos, e oferecem um espaço sem julgamentos. Para uma geração que enfrenta listas de espera intermináveis para terapeutas humanos, a IA surge como alívio imediato. O lado sombrio da revolução digital Mas nem tudo são flores nesse jardim tecnológico. Chatbots podem fornecer conselhos perigosos, incluindo incentivos a automutilação e ideias suicidas. O cérebro adolescente em desenvolvimento torna essa faixa etária especialmente vulnerável a influências inseguras, criando um cenário de risco real. Illinois já tomou uma posição radical: baniu profissionais de saúde mental de usar IA para decisões terapêuticas, com multas que podem chegar a $10.000. A APA também alerta sobre os perigos da privacidade e dos relacionamentos simulados para jovens. O futuro híbrido do bem-estar O mercado não para de crescer. Avaliado em $1,78 bilhão em 2024, deve alcançar $7,94 bilhões até 2034. Google e OpenAI investem pesado em parcerias com profissionais de saúde para tornar essas ferramentas mais seguras. A solução pode estar nos modelos híbridos, como o da Wysa, que combina IA com terapeutas humanos. Afinal, chatbots devem complementar, não substituir, o cuidado humano. O desafio agora é regular sem sufocar a inovação que pode democratizar o acesso à saúde mental. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
IA para dormir: Sleep.ai capta US$ 5,5 milhões para melhorar seu descanso

A Sleep.ai, antiga SleepScore Labs, acaba de levantar US$ 5,5 milhões em uma rodada de investimentos para turbinar sua plataforma de inteligência artificial focada na saúde do sono. O objetivo é claro: usar uma década de dados acumulados para decodificar nosso descanso e combater a crise global que afeta o bem-estar de bilhões de pessoas. A ciência por trás do travesseiro No mercado de wellness, onde promessas vazias são comuns, a Sleep.ai aposta em dados para se diferenciar. A empresa acumulou mais de 800 milhões de horas de dados de sono, validados por mais de 250 estudos científicos e 90 publicações revisadas por pares. Essa base robusta permite que a plataforma ofereça insights personalizados e cientificamente embasados, combatendo o ceticismo do consumidor e construindo confiança através da ciência. O que o dinheiro vai comprar? O novo capital será usado para escalar a plataforma, acelerar a comercialização e expandir parcerias estratégicas em setores como saúde, bem-estar e seguros. A empresa já tem integrações de peso, como a parceria com a Therabody para validar os benefícios dos SmartGoggles e a inclusão do seu app na plataforma de bem-estar corporativo Wellhub. A estratégia é levar a inteligência do sono para além do aplicativo, integrando-a ao lifestyle e às rotinas de saúde dos usuários. A nova era do bem-estar é movida a dados A iniciativa da Sleep.ai reflete uma tendência maior: o uso de IA para criar soluções de saúde personalizadas e escaláveis. Em um cenário onde a privação de sono está ligada a problemas cognitivos, riscos de saúde mental e doenças crônicas, a demanda por ferramentas eficazes nunca foi tão alta. A plataforma converte dados fragmentados de mais de 500 wearables em insights preditivos, oferecendo um modelo de como a tecnologia pode transformar o bem-estar. Para o futuro, a Sleep.ai não só aponta o caminho para um sono de mais qualidade, mas também serve de lição para empreendedores do setor. A mensagem é que, com uma base científica sólida, é possível transformar um nicho de expertise em uma plataforma de IA escalável, gerando novas oportunidades de receita e, o mais importante, melhorando a vida das pessoas. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Recovery as a service: como o bem-estar virou a nova mina de ouro das academias

O jogo virou no mercado fitness. As academias estão deixando de ser apenas um lugar para malhar e se transformando em verdadeiros hubs de bem-estar. A grande sacada? Integrar serviços de recuperação para aprimorar a experiência do cliente e, principalmente, criar um modelo de negócio muito mais lucrativo e focado em retenção. Mais que um plano, um ecossistema completo A estratégia central é a criação de planos de assinatura por níveis. Esqueça o pacote único: agora, a oferta vai do acesso básico aos equipamentos a um plano premium que inclui hidroterapia, massagem, terapia de luz vermelha e até coaching de nutrição. Empresas como a JK Products, com suas tecnologias RedWave Plus e HydroWave, estão na vanguarda desse movimento, oferecendo as ferramentas para essa transformação. E o público está comprando a ideia, com cada vez mais membros optando pelos tiers mais altos para ter acesso a uma jornada de saúde completa. A ciência por trás da estratégia A aposta em recuperação não é só marketing. Serviços como a terapia de luz vermelha aceleram a recuperação muscular e melhoram o humor, enquanto a hidroterapia alivia dores e o estresse. Ao oferecer essas soluções, as academias não só aumentam o valor percebido de seus planos, mas também se diferenciam da concorrência e fortalecem a lealdade do cliente. A lógica é simples: um membro que se sente cuidado integralmente tem menos motivos para cancelar a matrícula, tornando o bem-estar uma ferramenta poderosa de fidelização. O futuro do fitness é holístico Essa mudança de chave, de um foco em aquisição de clientes para uma obsessão pela retenção, está redesenhando a indústria. O futuro do setor é tecnológico e altamente personalizado, onde o bem-estar e a longevidade são o centro de tudo. As empresas que entenderem que o consumidor moderno busca uma solução “all-in-one” para sua saúde sairão na frente, provando que investir no bem-estar é, sem dúvida, um excelente negócio. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Vasa Fitness: a fórmula que une treino de força e biohacking para dominar o mercado.

A rede de academias Vasa Fitness, sediada no Colorado, está jogando pesado para redefinir a experiência de treino. A marca anunciou uma expansão agressiva do seu programa Studio LFT, um conceito de treinamento de força guiado por instrutores que une base científica, comunidade e um preço acessível, mirando direto na jugular das academias-boutique. O que explica todo esse hype? Lançado como um piloto em quatro unidades, o Studio LFT virou um sucesso imediato. Nos primeiros seis meses, foram mais de 3.000 aulas com listas de espera em mais de 1.500 delas, provando que a demanda por treinos de força personalizados e em grupo é real. Com base nesses dados, a Vasa está escalando a operação: o programa chegará a mais seis clubes no Colorado em 2025 e já será incluído em todas as novas unidades a partir de 2026. Não é só sobre peso, é sobre bem-estar 360°. A grande sacada da Vasa é entender que o fitness moderno vai além do exercício. A empresa está transformando suas academias em verdadeiros hubs de bem-estar. Além do Studio LFT, a rede oferece o Studio Red para HIIT e o Studio Flow para yoga com infravermelho. E para fisgar a Geração Z e os entusiastas do biohacking, a aposta é em amenidades de recuperação, como banheiras de imersão em gelo, saunas e terapia de luz vermelha. A estratégia é clara: diferenciar-se em um mercado saturado e aumentar a retenção dos membros. A estratégia: desafiar o modelo boutique. Ao oferecer uma experiência premium a um custo mais baixo, a Vasa ataca diretamente o modelo de negócio dos estúdios especializados. A expansão não é um tiro no escuro; é uma jogada calculada, baseada em dados que mostram um engajamento altíssimo. Em um mercado onde o treinamento personalizado e a tecnologia vestível ditam as regras, a Vasa se posiciona como um player inteligente, que entrega performance, recuperação e comunidade em um único plano de assinatura. O recado é claro: o futuro do fitness é integrado. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A ciência encontrou a receita do sono perfeito

Esquece pílulas milagrosas: a revolução do sono agora vem direto da cozinha. Pesquisas recentes mostram que nutrientes como triptofano, melatonina e magnésio são muito mais que “coisas da bula”, eles funcionam como reguladores naturais do ciclo circadiano. Estudos com mais de mil pessoas já provaram: quem aumenta o consumo de frutas e vegetais dorme melhor. O trio que virou hack do sono O truque por trás disso? Esses alimentos têm triptofano, que o corpo transforma em melatonina, o hormônio que regula seu relógio biológico. Já o magnésio, presente em dietas à base de plantas, ajuda a derrubar os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e dá aquele empurrãozinho no relaxamento noturno. Estudos mostram até melhorias nas fases mais profundas do sono, incluindo o REM. Não é só o que você come, mas quando Aqui o timing é rei. Comer pesado perto da hora de dormir atrapalha seu ciclo. Já manter horários regulares de refeição ajuda a sincronizar o ritmo circadiano e a turbinar a produção natural de melatonina. Dica extra: combinar triptofano com carboidratos fibrosos (tipo aveia ou batata-doce) facilita a chegada desse nutriente ao cérebro, maximizando o efeito sonífero natural. O mercado do bem-estar tá de olho Esse boom científico abriu espaço pra um novo filão: os alimentos funcionais e suplementos personalizados pro sono. Magnésio em cápsulas, snacks com triptofano e até águas com melatonina já estão virando tendência global. A mensagem é direta: melhorar o sono não depende só de suplementos isolados, mas de uma alimentação equilibrada, rica em plantas e pensada junto com o seu ritmo biológico. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Magic Science levanta grana pra mudar o jogo do skincare

Fundada em 2023 por Justin e Chelsea Kerzner, a Magic Science Corporation acabou de garantir um investimento estratégico da NexPhase Capital. O objetivo é acelerar sua presença no varejo e turbinar a produção dos seus produtos feitos com ácido hipocloroso, um ingrediente que promete revolucionar o skincare de forma acessível e científica, já com selo de aprovação da FDA. O segredo: ácido hipocloroso O tal ácido não é nenhuma invenção futurista, o próprio corpo já produz essa substância nos glóbulos brancos como defesa natural contra infecções e pra ajudar na cicatrização. O destaque é o Spray Antimicrobiano da marca, com 0,018% de concentração. Ele é aprovado pela FDA pra tratar mais de 50 condições de pele (de acne e eczema até queimaduras de sol e picadas de insetos). O produto ainda tem selo da National Eczema Association, é testado dermatologicamente e seguro até pra bebês a partir de 1 mês. Crescimento no modo turbo A marca começou vendendo direto ao consumidor, mas não demorou pra explodir no varejo. Hoje já está em gigantes como Target, Ulta Beauty, Amazon e em mais de 1.000 lojas especializadas. Em 2024, a Magic Science chegou a 600 lojas da Ulta Beauty em julho e, no mês seguinte, já estava em 1.400 unidades. Em 2025, garantiu presença em toda a rede Target. Pra não depender de ninguém, a empresa comprou seu próprio fabricante, apostando na integração vertical como estratégia de qualidade e velocidade na inovação. O futuro do skincare é ciência + acessibilidade Esse investimento mostra uma tendência clara: wellness com base científica e preço justo tá chamando cada vez mais atenção dos investidores. A parceria com a NexPhase Capital, fundo focado em consumo, saúde e software, reforça que alianças estratégicas são essenciais pra escalar rápido. No fim, a Magic Science prova que quando ciência encontra acessibilidade, o resultado é skincare que realmente funciona. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Alerta para elas: dormir pouco está envelhecendo seu coração

Um novo estudo acende o alerta vermelho para a saúde feminina. Dormir menos de oito horas por noite não é só sobre cansaço, é sobre um processo de dano celular silencioso chamado estresse oxidativo, que está colocando a saúde do coração das mulheres em risco real e acelerado. A ciência comprova: até uma leve restrição no sono já é suficiente para causar estragos. Mas afinal, o que acontece no corpo? Imagine uma batalha interna: de um lado, os radicais livres (os vilões) e, do outro, os antioxidantes (os heróis). O estresse oxidativo acontece quando os vilões vencem, causando inflamação e danificando as células dos vasos sanguíneos. Para as mulheres, a privação de sono desequilibra essa luta, e fatores hormonais, como os da menopausa, podem intensificar ainda mais o problema, tornando as artérias mais rígidas e prejudicando o fluxo sanguíneo. Seu coração está pagando a conta da produtividade Os dados são diretos: mulheres com insônia crônica e sono curto têm um risco de 70% a 75% maior de sofrer eventos cardiovasculares. O estudo, que monitorou mulheres saudáveis, mostrou que bastaram seis semanas dormindo cerca de seis horas por noite para que os níveis de dano vascular disparassem. Na prática, cada hora de sono perdida é um passo a mais em direção à aterosclerose e hipertensão, as fases iniciais de doenças cardíacas, principal causa de morte entre mulheres. O mercado do sono acordou (e está faturando) A descoberta está movimentando o business do bem-estar. A demanda por tecnologias de monitoramento, como anéis e relógios inteligentes, explodiu. O mercado de suplementos naturais para o sono e produtos focados na saúde cardiovascular feminina também está em alta. A tendência aponta para soluções cada vez mais integradas e personalizadas, combinando tecnologia, nutrição e rotinas para combater os efeitos da privação de sono. No fim do dia, a mensagem é clara: priorizar o sono é uma estratégia de saúde preventiva e inteligente. Enquanto o mercado corre para oferecer soluções, a mudança mais poderosa começa com uma rotina consistente, um ambiente adequado e a decisão de colocar o descanso como pilar essencial para a longevidade. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A interação entre comida e fármacos que ninguém te contou

Imagine que um simples suco de romã pode transformar um medicamento comum em uma emergência médica, causando uma ereção prolongada e dolorosa. Esse caso real não é um fato isolado, mas a ponta do iceberg de um universo pouco explorado: a interação entre o que comemos e os remédios que tomamos, um fator decisivo para a eficácia e segurança de qualquer tratamento. Como um simples suco vira vilão (ou herói)? A resposta está na bioquímica. Alimentos podem alterar a forma como nosso corpo absorve e metaboliza medicamentos, e a grande estrela desse processo é a enzima CYP3A4, presente no fígado e no intestino. A toranja, por exemplo, é famosa por inibir essa enzima, fazendo com que os níveis de remédios para colesterol e pressão alta disparem no organismo, aumentando o risco de toxicidade. O mesmo mecanismo explica por que o suco de romã potencializou o sildenafil: ao bloquear a enzima que o decompõe, a bebida turbinou seu efeito. Do leite com antibiótico às ervas da moda: o que mais está na lista? As interações vão muito além dos sucos. O consumo de leite ou alimentos ricos em fibras pode reduzir a absorção de certos antibióticos, tornando o tratamento menos eficaz. Até mesmo as escolhas consideradas saudáveis exigem atenção: verduras ricas em vitamina K, como o espinafre, podem diminuir a eficácia do anticoagulante varfarina. No universo wellness, ervas populares como a cúrcuma e a erva-de-são-joão também entram na lista, podendo alterar o metabolismo de diversos fármacos e seus resultados. O futuro é personalizado (e digital) A boa notícia é que esse conhecimento está abrindo um novo mercado de inovação em saúde. Já se explora o uso de interações positivas de propósito, como dietas com baixo teor de açúcar para potencializar tratamentos contra o câncer. A tecnologia entra em campo com o desenvolvimento de aplicativos para rastrear e gerenciar essas combinações, transformando dados complexos em orientação prática. A tendência aponta para um futuro de nutrição personalizada, com parcerias entre farmacêuticas e empresas de alimentos para criar soluções integradas. O que fica? Mapear todas as interações ainda é um desafio, e muitas delas, como a do suco de cranberry com a varfarina, permanecem controversas. No entanto, a mensagem é clara: a era de olhar para alimentação e medicação como mundos separados acabou. Entender como seu prato conversa com sua pílula não é apenas um detalhe, é o próximo passo para uma gestão de bem-estar verdadeiramente integrada e inteligente. A conversa está só começando. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Wellhub lança fundo de R$ 100 milhões para investir em academias e estúdios

A Wellhub (ex-Gympass) acaba de disparar na frente com o lançamento do “Soluções Financeiras by Wellhub”, um fundo de crédito de R$ 100 milhões destinado aos seus 37.000 parceiros no Brasil. A jogada é estratégica: enquanto o mercado global de fitness caminha para US$ 603,94 bilhões até 2030, a empresa quer garantir que suas academias e estúdios parceiros não fiquem para trás na corrida por inovação e expansão. O que muda no jogo? Esqueça os empréstimos tradicionais com burocracias intermináveis. O fundo da Wellhub usa dados proprietários da própria plataforma para avaliar riscos e oferecer taxas reduzidas. São prazos de 12 a 24 meses para repagamento, com dois meses de carência e pagamentos deduzidos diretamente das receitas dos parceiros. A estratégia é liderada por Daniel Mazini, VP de Parcerias e Novos Negócios, e conta com parcerias estratégicas da Galapagos Capital, OpenCo e QI Tech. Mais que dinheiro: é sobre ecossistema O funding vai além de equipamentos novos. Os recursos podem financiar expansões, novos serviços ou melhorias na experiência do usuário – tudo pensado para fortalecer o ecossistema de bem-estar. Após uma fase piloto, o fundo estará totalmente disponível a partir de 1º de setembro, prometendo promover lealdade entre parceiros e reduzir a rotatividade no mercado competitivo. A revolução silenciosa dos dados Para executivos, essa iniciativa exemplifica como plataformas de bem-estar estão estendendo suas ofertas para suporte financeiro. A Wellhub demonstra o valor de inovar com dados existentes para criar serviços adicionais, fortalecendo redes de negócios e se adaptando às demandas crescentes do setor. É uma tendência que pode elevar os padrões de longevidade global ao incentivar investimentos estratégicos em saúde e bem-estar, criando um ciclo virtuoso entre tecnologia, financiamento e qualidade de vida. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/