Zendaya lança seu primeiro tênis em parceria com a On

Zendaya acaba de estrear no mundo do design de calçados com o lançamento do Cloudzone Moon, criado em colaboração com a marca suíça On. O modelo chega como parte da nova campanha Be Every You, que celebra a versatilidade e a autenticidade no dia a dia. Desenvolvido ao lado do estilista de longa data da atriz, Law Roach, o Cloudzone Moon reinventa a silhueta clássica do Cloudzone, combinando desempenho e estilo urbano. Desempenho com estilo Com apenas 259 gramas, o tênis traz entressola de dupla densidade, que une amortecimento macio e suporte estável, cabedal esportivo em mesh para respirabilidade e acolchoamento extra na parte frontal, pensado para conforto em qualquer momento, seja correndo para uma reunião ou passeando pela cidade. O modelo conta ainda com o amortecimento CloudTec® aprimorado, entressola esculpida para mais maciez sem perder estabilidade, Speedboard® em nylon para flexibilidade e resposta rápida, e solado de borracha que garante tração em diferentes superfícies. “O movimento sempre fez parte de como me conecto comigo mesma, e ele é diferente para cada um”, comentou Zendaya sobre a parceria. Além do tênis, a coleção Be Every You inclui peças de vestuário como uma jaqueta bomber estruturada, um body Studio elegante e um conjunto esportivo com jaqueta e shorts. Um segundo lançamento de calçados está previsto para outubro. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Alimentos Ultraprocessados ‘Bons’ vs. ‘Ruins’: Como Identificar a Diferença

A American Heart Association acaba de dar um reset no debate sobre ultraprocessados. Num novo parecer, a entidade afirma o que muita gente já suspeitava: nem todo industrializado é igualmente prejudicial. A nova visão abre espaço para pães integrais e cereais fortificados na rotina, provando que o jogo do bem-estar é sobre escolhas inteligentes, não terrorismo nutricional. Afinal, o que vai para o carrinho e o que fica na prateleira? A diferença está nos detalhes. Por outro lado, opções como pães integrais, cereais ricos em fibras e alguns laticínios fortificados ganham sinal verde. Esses produtos entregam nutrientes importantes, como fibras e proteínas, que dão suporte ao metabolismo e à saúde intestinal. Do outro, a luz vermelha acesa para bebidas açucaradas, lanches refinados e carnes processadas, que turbinam a inflamação, a resistência à insulina e aumentam os riscos de infarto, obesidade e diabetes tipo 2. Como hackear sua dieta com a regra 80:20? A chave para navegar nesse cenário é virar um detetive de rótulos. A recomendação é clara: priorize produtos com ingredientes que você regularmente e que entreguem pelo menos 3 gramas de fibras e de 5 a 10 gramas de proteínas por porção. Para simplificar, adote a regra 80:20, 80% da sua alimentação com comida de verdade e 20% com espaço para ultraprocessados mais saudáveis. É sobre equilíbrio e conveniência, sem abrir a mão da saúde. O mercado de olho na conveniência saudável Essa mudança de perspectiva não acontece por acaso e já movimenta a indústria. O setor de alimentos fortificados, que envolve processamento e nutrição, está em plena expansão para atender um consumidor que busca praticidade sem culpa. Essa desmistificação dos UPFs é um divisor de águas para quem tem uma rotina agitada ou orçamento limitado, permitindo conciliar conveniência e bem-estar. No final das contas, uma conversa sobre ultraprocessados é mais madura. Sair da polarização “bom vs. mau” e adotar uma visão baseada em qualidade nutricional é o verdadeiro upgrade. A nova era do bem-estar não exige perfeição, mas sim consciência para fazer escolhas que funcionem para o seu corpo, sua rotina e seu estilo de vida. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Oura apresenta novas ferramentas para gravidez e perimenopausa

A Oura Ring, avaliada em US$ 5,2 bilhões, acaba de dar um passo ousado que redefine o mercado de wearables. Com os novos lançamentos Pregnancy Insights e Perimenopause Check-In, a marca deixa claro que o jogo não é mais sobre contar passos ou calorias. A nova estratégia é mergulhar de cabeça em uma abordagem holística que atende às necessidades mais complexas e sub-representadas da saúde feminina. Dados que transformam a jornada: como funciona? A Oura agora entrega insights baseados em dados para duas fases cruciais da vida da mulher. O Pregnancy Insights usa dados agregados para rastrear a idade gestacional e monitorar tendências em biométricos como temperatura corporal, oferecendo um acompanhamento contextualizado trimestre a trimestre. Para a perimenopausa, o novo Check-In utiliza a Menopause Rating Scale (MRS) para quantificar sintomas e seu impacto na qualidade de vida. Com mulheres nessa transição perdendo até duas horas de sono por semana, ter uma ferramenta que traduz essa experiência em dados concretos é um verdadeiro game-changer. Mais que um app, um ecossistema de cuidado A grande sacada da Oura não está só nos dados, mas em como eles se conectam com o mundo real. A funcionalidade de perimenopausa, por exemplo, gera relatórios analíticos que podem ser compartilhados diretamente com médicos, facilitando discussões informadas sobre tratamentos. Além disso, a plataforma está criando um verdadeiro ecossistema de bem-estar ao conectar suas usuárias a parceiros especialistas como a Progyny. Essa abordagem reforça o posicionamento da marca como uma líder em saúde reprodutiva conectada, mostrando que a tecnologia pode e deve criar pontes para um cuidado mais integrado e personalizado. O futuro do wellness é específico O movimento da Oura sinaliza uma tendência clara: o futuro do bem-estar digital está em soluções de nicho que geram valor real. Ao transformar inovação biométrica em ferramentas práticas e comercialmente relevantes, a empresa não só fideliza suas usuárias, mas também mostra ao mercado como se constrói uma conexão autêntica com o cliente. No fim, a lição é que entender e atender a jornadas específicas não é apenas bom para a saúde, é um excelente negócio. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Smart Fit na África?

A Smart Fit não está para brincadeira. Consolidada como a maior rede de academias da América Latina, a empresa já opera em 15 países com mais de 1.800 unidades e uma base de 5,2 milhões de alunos. Só no primeiro semestre de 2025, foram 75 novas inaugurações, provando que o ritmo de expansão é mais intenso que um treino de HIIT. Os números não mentem O fôlego financeiro da Smart Fit impressiona. No segundo trimestre de 2025, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 189 milhões, um salto de 32% em relação ao ano anterior. A receita líquida bateu R$ 1,79 bilhão, com um EBITDA de R$ 576 milhões, números turbinados pelo aumento de 16% na base de alunos e de 10% no ticket médio. Fica claro: o modelo de negócio não só atrai, como também retém e monetiza com eficiência. Da América Latina para o mundo Se a liderança na América Latina já é um fato, os planos futuros são ainda mais ousados. A Smart Fit planeja abrir entre 340 e 360 novas academias ao longo de 2025, consolidando sua presença em mercados estratégicos e evitando a saturação de regiões como os EUA. O próximo grande passo? Aterrissar na África, começando pelo Marrocos, um mercado com alto potencial e menor concorrência. É a visão global em ação. Mais que academia, um ecossistema de bem-estar O segredo do sucesso não está apenas na escala, mas na estratégia. O Grupo Smart Fit integra marcas como Bio Ritmo, Velocity e a plataforma TotalPass, criando um ecossistema diversificado que atende diferentes perfis e fortalece a fidelização. Essa abordagem, combinada com um modelo de mensalidades acessíveis, democratiza o acesso ao fitness de alta qualidade e se conecta diretamente com as novas tendências de saúde e bem-estar, incluindo o boom de medicamentos para emagrecimento. No fim das contas, a Smart Fit não vende apenas treinos. Ela entrega uma solução completa e acessível para um público cada vez mais consciente da importância de cuidar do corpo e da mente, provando que é possível construir um império alinhando propósito e resultado. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Como a Xivic está usando inteligência de dados para redefinir o jogo do fitness?

No universo supercompetitivo do wellness, tomar decisões no “achismo” é a receita para o fracasso. É aqui que a Xivic, uma agência de inovação digital, entra em campo para mudar as regras. Com um arsenal que combina inteligência de negócios (BI), design UX/UI e transformação digital, a empresa está ajudando academias e marcas a transformar dados brutos em estratégias que realmente funcionam. O fim da intuição, o começo da precisão Em um mercado saturado, entender o cliente é o que separa o sucesso do esquecimento. A Xivic aposta em um modelo de BI de três etapas: testar pequeno, monitorar de perto e escalar com base em resultados reais. Nada de investimentos arriscados em ideias que não foram validadas. O segredo é a segmentação de valor dos membros. Ao analisar o comportamento dos clientes, a agência consegue personalizar ofertas, prever o risco de cancelamento (churn) e criar um engajamento que vai além do básico. É a estratégia certa para a pessoa certa, na hora certa. Da teoria à prática: resultados que falam por si O modelo não fica só no discurso. A parceria com a franquia de fitness Bünda, por exemplo, ajudou a rede a saltar de duas para dez unidades, com um plano de crescimento que mira vinte locais. Em outra frente, a Xivic colaborou com a NEOGOV para criar um aplicativo de bem-estar mental para socorristas, alcançando uma impressionante taxa de adoção de 95% em apenas seis meses, tudo graças a uma análise comportamental afiada e um design focado no usuário. Mais que uma agência, um parceiro estratégico O grande diferencial da Xivic é democratizar o acesso à inteligência de negócios. A empresa se posiciona como um parceiro estratégico que permite a marcas e academias navegarem pela complexidade dos dados sem precisar de uma infraestrutura interna gigante. Para os executivos do setor, o recado é claro: investir em plataformas que integram BI e uma experiência de usuário personalizada não é mais opcional. É o caminho para antecipar tendências, evitar desperdícios e garantir um crescimento rentável e escalável. No fim das contas, a Xivic prova que, no jogo do bem-estar, os dados são o novo pré-treino. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Como Decidir Qual O Melhor Wearable Para Você?

Nós sabemos que é uma questão difícil, a gente sempre fica cheio de dúvidas quando vai escolher um wearable para comprar, ainda mais agora que o assunto está super em alta. Entre tantas marcas, recursos e preços, é normal se sentir perdido. Afinal, será que vale investir em um modelo premium, focar no mais tecnológico ou no mais resistente? Seja para monitorar passos, acompanhar o sono, medir batimentos cardíacos ou receber notificações, os wearables se tornaram aliados poderosos na busca por saúde, produtividade e bem-estar. Com tantas opções no mercado, escolher o dispositivo certo exige atenção a funcionalidades, autonomia, design e integração com seu estilo de vida. O que considerar antes de comprar Antes de decidir, avalie: Análise modelo a modelo Garmin Ideal para quem pratica corrida, ciclismo, triatlo ou esportes outdoor. A precisão do GPS e as métricas avançadas de treinamento fazem dele um favorito entre atletas sérios. A autonomia é um dos pontos fortes, podendo chegar a 2 semanas. Whoop Diferente dos smartwatches, o Whoop não tem tela. Ele foca em recuperação, esforço e sono, oferecendo relatórios diários com base na sua fisiologia. É vendido apenas com assinatura mensal, o que pode pesar no orçamento. Oura Ring Um anel inteligente que monitora 24h por dia sem chamar atenção. É excelente para quem busca entender melhor qualidade de sono, ritmo circadiano e saúde geral. Apesar do tamanho, entrega métricas precisas. Samsung Galaxy Watch Boa escolha para quem usa Android, especialmente celulares Samsung. Oferece recursos de saúde como ECG e pressão arterial, além de integração com o Google Wear OS, permitindo usar apps e personalizar a experiência. Apple Watch O mais popular entre usuários de iPhone. Traz funções avançadas de saúde (ECG, oxigenação do sangue, detecção de quedas), recursos de produtividade e integração completa com o ecossistema Apple. A bateria é o ponto fraco, compensado pelo carregamento rápido. Como decidir o melhor para você Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
A armadilha do ‘comer limpo’: como a ortorexia sequestrou o bem-estar

A busca por uma alimentação saudável foi longe demais e ganhou um nome: ortorexia nervosa. O que começa como um hábito positivo se transforma em uma obsessão com a pureza dos alimentos, afetando a saúde mental e a rotina diária. É a prova de que, no universo do bem-estar, o excesso também é um veneno. O feed que adoece As redes sociais jogaram gasolina nessa fogueira. Com a normalização de dietas rígidas e padrões alimentares extremos, a prevalência da ortorexia disparou, chegando a atingir até 45,5% entre adolescentes e jovens adultos. O scroll infinito por pratos perfeitos e corpos esculpidos cria um ambiente que incentiva comportamentos obsessivos, tornando a linha entre inspiração e transtorno cada vez mais tênue. Quando o saudável vira sinônimo de ansiedade Na prática, a ortorexia se manifesta como uma fixação pela qualidade e pureza da comida. Isso leva a rituais de limpeza corporal, vergonha por escolhas alimentares consideradas “impuras” e um ciclo de culpa e isolamento social. Diferente da anorexia, o foco não está na perda de peso, mas em uma rigidez que transforma a alimentação em uma fonte de ansiedade, não de nutrição. O desafio do diagnóstico e o caminho de volta Um dos maiores desafios da ortorexia é que ela se disfarça de virtude. A rigidez alimentar é frequentemente vista como disciplina, o que mascara um problema psicológico sério e dificulta o diagnóstico. A boa notícia? Existe tratamento. A recuperação envolve terapia cognitivo-comportamental e aconselhamento nutricional para reconstruir uma relação equilibrada com a comida. O caminho de volta exige tempo e, principalmente, a consciência de que é preciso buscar apoio profissional. Isso inclui fazer uma curadoria do conteúdo consumido nas redes sociais para reduzir gatilhos. No final, o verdadeiro wellness não está na perfeição, mas no equilíbrio e na liberdade de viver sem obsessões. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Gen Z e Sua Obsessão em eliminar as toxinas do dia a dia

Esqueça as dietas, a nova onda de bem-estar é fazer um detox completo no ambiente em que você vive. A Geração Z e os Millennials estão liderando um movimento para reduzir a exposição a produtos químicos sintéticos em casa, uma tendência que explodiu desde 2023, impulsionada pelo TikTok. O assunto ganhou tanta tração que especialistas como a Dra. Aly Cohen, reumatologista, já criaram métodos práticos para hackear o dia a dia e viver de forma mais limpa. Do TikTok para a sua sala: a força do #CleanLiving A conversa está rolando solta nas redes. Hoje, 56% da Geração Z já usa o TikTok para buscar conselhos de saúde e bem-estar. Influenciadores como Tara McKenna viralizam dicas para substituir químicos por alternativas naturais, e a hashtag #CleanLiving virou um guia para um consumo mais consciente. De olho nisso, o mercado de produtos domésticos ecológicos nos EUA, que já bateu US$ 150 bilhões em 2024, projeta alcançar US$ 220 bilhões até 2033. Ou seja, não é só um post, é um business em plena ascensão. Hackeando o bem-estar: um guia prático para um lar mais saudável Ok, mas por onde começar? O primeiro passo é mapear os vilões dentro de casa: água, produtos de limpeza e de cuidados pessoais, e até móveis. A partir daí, a estratégia é fazer trocas inteligentes e sem estresse. Pense em filtros de água por osmose reversa, purificadores de ar e a escolha por produtos de limpeza com fórmulas naturais. Outra jogada simples e com grande impacto é encher a casa com plantas que purificam o ar, melhorando a qualidade do ambiente de forma orgânica e acessível. A ideia não é zerar tudo de uma vez, mas fazer substituições estratégicas que protegem sua saúde no longo prazo. O lado B do lifestyle perfeito: greenwashing e os custos da mudança Nem tudo são flores (ou plantas purificadoras). Aderir a um estilo de vida 100% livre de toxinas tem seus desafios, a começar pelo custo. Sistemas de purificação de ar e outras tecnologias podem pesar no bolso, tornando a mudança inacessível para muitos. Além disso, é preciso ficar de olho no greenwashing — empresas que usam selos vagos como “eco-friendly” para enganar o consumidor. Críticos também apontam que o foco excessivo na ação individual pode desviar a atenção da real necessidade: reformas sistêmicas nas indústrias e em políticas públicas. Mais que tendência, uma mudança de mindset A real é que o movimento de redução de toxinas sinaliza uma evolução na consciência do consumidor. O objetivo não é a perfeição, mas um progresso prático e equilibrado, fazendo escolhas mais saudáveis sem sacrificar a qualidade de vida. O futuro aponta para uma combinação poderosa: consumidores mais informados pressionando por transparência e um esforço coletivo por mudanças que impactem não só a nossa casa, mas o planeta inteiro. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Hidradenite Supurativa: a doença de pele que o mercado de wellness precisa encarar
Existe uma doença inflamatória crônica que afeta os folículos pilosos e impacta a vida de quase 1% da população brasileira, mas que ainda vive nas sombras: a hidradenite supurativa. Mais do que uma questão dermatológica, ela é um sinal de alerta sobre como nosso estilo de vida e saúde mental estão diretamente conectados. O que está por trás das crises? A hidradenite supurativa não é só um problema de pele; é um reflexo do corpo. Fatores genéticos e desequilíbrios hormonais podem acender o estopim, mas o que realmente alimenta o ciclo de inflamação são hábitos do dia a dia. Obesidade, tabagismo e até o uso de roupas apertadas podem agravar as crises, transformando áreas de dobras, como axilas e virilhas, em zonas de inflamação recorrente. A real é que a doença expõe a ligação direta entre nossos hábitos e o bem-estar. O peso de um diagnóstico que não chega O impacto vai muito além do físico. As lesões visíveis e recorrentes abalam a autoestima e a vida social, gerando um fardo emocional pesado. Para piorar, o diagnóstico pode levar anos para chegar, já que a condição é frequentemente confundida com outras infecções ou acne. Esse atraso não só prolonga o sofrimento, como também evidencia uma falha gigante na conscientização sobre a doença. Um novo mindset para o tratamento A boa notícia é que o jogo pode virar. Embora não tenha cura definitiva, o controle da hidradenite é totalmente possível com uma abordagem 360°. O tratamento vai desde pomadas e antibióticos até imunobiológicos para casos mais severos. Mas a grande sacada está na prevenção e na mudança de mindset: ajustar o estilo de vida não é mais um “extra”, e sim parte central da estratégia para gerenciar a inflamação e dar um upgrade na qualidade de vida. Mais que pele, uma questão de consciência A hidradenite supurativa deixa claro que saúde da pele e bem-estar andam juntos. Aumentar a conscientização é o primeiro passo para quebrar o estigma e acelerar o diagnóstico. É um chamado para que o ecossistema de wellness encare a condição de frente, provando que cuidar de si é um movimento que começa de dentro para fora. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Treino em Jejum: ajuda ou atrapalha?

Popularizado no mundo do wellness, treinar em jejum (sem tomar café antes do exercício) é alvo de debates. Pesquisas mostram que exercitar de estômago vazio faz o corpo queimar um pouco mais de gordura durante a atividade, pois os níveis de insulina estão baixos e a glicose rápida não está disponível. Isso parece atrair quem deseja emagrecer. No entanto, não há evidências sólidas de que isso cause mais perda de gordura a longo prazo. Ou seja, mesmo que o corpo use mais gordura naquele treino, isso não garante emagrecimento extra. Pelo contrário, em alguns casos o treino em jejum pode fazer a pessoa treinar em intensidade menor, reduzindo os ganhos esperados. Impacto do jejum na performance física A performance física costuma ser afetada. Com pouca glicose disponível, o rendimento cai: você cansa mais rápido e levanta menos peso. O personal trainer Stefan Gleissner, coordenador de musculação na Bodytech Eldorado, em São Paulo, explica que a ideia por trás do treino em jejum é aumentar a oxidação de gordura durante o exercício, já que os níveis de insulina estão mais baixos e a disponibilidade de glicose é reduzida. Porém, ele alerta que essa estratégia não necessariamente leva a uma perda de peso significativa e pode representar riscos como tonturas e perda de massa muscular. Músculos grandes e exercícios de alta intensidade dependem de glicose; se você treina sem comer, o ganho de força e massa muscular pode sofrer. Por isso, especialistas recomendam: para treinos de musculação e intervalados, comer algo leve antes (como uma fruta) evita queda de rendimento. Benefícios potenciais do treino em jejum Entre os benefícios do treino em jejum estão o aumento da oxidação de gordura durante o exercício e, associado a uma dieta equilibrada, pode melhorar a sensibilidade à insulina e o perfil lipídico (colesterol e triglicérides). Estudos de jejum intermitente (como comer em janela restrita) mostram ganhos nesses marcadores metabólicos. Além disso, um estudo recente combinando jejum intermitente 5:2 com treinos HIIT em mulheres obesas observou redução de peso e gordura corporal, ganho de massa muscular e melhora do condicionamento físico. A combinação mostrou equilíbrio no balanço proteico (sem perder músculo) e mais melhoria no VO₂máx (capacidade aeróbia) do que só treinar sem jejum. Em suma, treinar em jejum pode acelerar mudanças no corpo se bem planejado (por exemplo, HIIT intercalado com dias de alimentação normal), mas só o jejum isolado não foi efetivo para emagrecer nessa pesquisa. Riscos e cuidados importantes Por outro lado, há riscos a considerar. Em iniciantes, exercitar em jejum pode causar hipoglicemia (queda de açúcar no sangue), trazendo tontura, fraqueza ou desmaio. Aumenta-se também o nível de cortisol (hormônio do estresse) ao treinar sem comer, o que em excesso pode prejudicar o metabolismo a longo prazo e até reduzir síntese muscular. Além disso, estudos sugerem que o jejum intermitente prolongado pode desregulantar hormônios e, sem proteína suficiente, levar à perda de massa magra. Por isso, também está ligado a efeitos indesejados: baixa energia, irritabilidade e alterações no humor se o corpo estiver “sob grande estresse”. Quem deve evitar o treino em jejum? Nem todo mundo deve treinar em jejum. Especialistas da área alertam que grávidas, idosos, sedentários acima do peso, diabéticos, hipertensos e atletas profissionais devem evitar essa prática. Em geral, se busca performance ou ganhar força, o ideal é sempre comer antes do treino. Quem optar pelo jejum deve fazê-lo sob orientação, mantendo hidratação e alimentação rica em proteínas ao longo do dia para não perder músculos. Um olhar cuidadoso do corpo é fundamental: sintomas como tontura, tremedeira, queda de pressão, tremores ou cansaço fora do normal indicam que algo não está certo. Conclusão: equilíbrio é a chave Treinar em jejum pode queimar um pouco mais de gordura no momento do exercício e, aliado a uma dieta controlada, oferecer benefícios metabólicos. Porém, não é um atalho milagroso e traz riscos de baixo rendimento, perda de massa muscular e hipoglicemia se não for bem planejado. Segundo Dr. Drauzio Varella, “se a pessoa busca performance, treinar em jejum é uma péssima alternativa. Se busca apenas emagrecer, pode ser uma opção, desde que acompanhada por profissionais”. No fim, a ciência reforça que o melhor caminho para saúde e emagrecimento sustentável é o equilíbrio: dieta adequada, exercícios regulares e respeito aos sinais do corpo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/