24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Cientistas brasileiros criam pomada que cicatriza feridas sem deixar marcas

Tem cicatriz que não é só uma marca. Ela vira volume, coça, incomoda, chama atenção e às vezes até dói. É o caso do queloide, aquela cicatriz protuberante que aparece quando o corpo exagera na produção de colágeno. Agora, o Instituto Butantan diz que está mais perto de resolver esse problema com uma pomada que, em testes pré-clínicos, acelerou a regeneração do tecido e reduziu a chance de queloide. E o detalhe mais brasileiro dessa história é o ponto de partida. O ativo vem de um fungo da Caatinga. Sim. Um bioma ainda pouco explorado pela ciência, mas com uma biodiversidade que pode esconder soluções gigantes em “coisas pequenas”. Segundo o Butantan, a pesquisa começou lá atrás, em 2010, com a cientista Ana Olívia de Souza, do Laboratório de Desenvolvimento e Inovação. Ela isolou um fungo da família Pleosporaceae, presente na vegetação da Caatinga, que existe em vários estados do Brasil. A Caatinga foi escolhida por ser um ambiente pouco estudado e justamente por isso promissor. Quando você olha para onde quase ninguém está olhando, você tem mais chance de encontrar algo novo. Em um dos testes, as moléculas do fungo estavam sendo avaliadas por um motivo bem diferente, o possível efeito antitumoral. Foi aí que surgiu a virada: a equipe levantou a hipótese de que uma dessas moléculas poderia ter papel na regeneração celular, processo diretamente ligado à cicatrização. Dali em diante, vieram novos experimentos in vitro, em células, para entender efeito e mecanismo. O que os mostraram? A notícia principal é esta: de acordo com o instituto, os estudos pré-clínicos indicaram que a formulação é segura e tem alto poder cicatrizante, com potencial para ajudar a fechar feridas sem formar queloides. Importante colocar o pé no chão aqui. Pré-clínico não é “já está na farmácia”. Pré-clínico é a fase que dá sinal verde para seguir avançando com mais etapas e validações. Com resultados positivos, o Butantan entrou em 2018 com pedido de patente de uma formulação cicatrizante no INPI. Agora, a tecnologia está sendo testada em convênio com a BiotechnoScience Farmacêutica, startup fundada em 2021 e que tem acordo para usar infraestrutura e laboratórios do próprio Butantan. O instituto afirma que a empresa está desenvolvendo o produto seguindo as normas da Anvisa para registrar um dermatológico. Se e quando o produto for comercializado, a farmacêutica pagará royalties ao Butantan. Traduzindo: é ciência virando produto, com modelo de parceria e retorno para pesquisa. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Redes sociais podem ser banidas pra menores por afetar saúde mental

A discussão sobre saúde mental e ambiente digital acaba de ganhar um novo capítulo em Brasília. O deputado federal Mauricio Neves apresentou na Câmara um Projeto de Lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos a redes sociais no Brasil. A proposta altera a Lei 15.211/2025, conhecida como Lei 15.211/2025, o chamado ECA Digital. Se aprovado, o texto cria uma vedação expressa e total ao uso de redes sociais por quem tem menos de 16 anos. O que isso vai mudar? Hoje, não existe no Brasil uma proibição geral por lei para menores de 16 anos usarem redes sociais. Plataformas como Instagram, TikTok, Facebook e X já adotam idade mínima de 13 anos para criação de conta, seguindo padrões internacionais. Para menores de 18, há restrições extras como contas privadas por padrão, limitação de mensagens de desconhecidos e filtros de conteúdo. O problema é que, na maioria dos casos, o cadastro depende apenas da data de nascimento informada pelo próprio usuário. Sem checagem documental obrigatória. Na prática, basta declarar outra idade. O novo projeto obriga as plataformas a adotarem mecanismos efetivos de verificação etária e controle de cadastro. O descumprimento pode gerar sanções administrativas previstas na própria lei. Na defesa da proposta, o autor cita riscos à saúde mental de crianças e adolescentes, incluindo ansiedade, distúrbios do sono, exposição a conteúdos sensíveis e cyberbullying. O argumento parte de um ponto cada vez mais debatido: o impacto do ambiente digital na formação emocional e cognitiva. Pesquisas de comportamento digital no Brasil indicam que uma parcela relevante dos jovens cria perfil antes da idade mínima exigida pelas plataformas. Especialistas em proteção digital apontam que a autodeclaração facilita esse descompasso entre regra formal e prática real. O que já existe hoje O próprio Lei 15.211/2025 já obriga empresas de tecnologia a implementar medidas de proteção a menores, como ferramentas de supervisão parental e retirada de conteúdos prejudiciais. Além disso, outra lei federal restringe o uso de celulares nas escolas públicas e privadas durante aulas, recreios e intervalos, com exceções pedagógicas, de acessibilidade e saúde. Ou seja, o movimento de restrição digital já está em curso. A proposta atual eleva o nível da intervenção. Proibição resolve? Aqui começa a parte mais complexa da conversa. Proibir pode reduzir exposição? Talvez.Pode empurrar o uso para ambientes menos regulados? Também é possível. O debate não é apenas jurídico. É cultural, tecnológico e comportamental. Redes sociais hoje não são apenas entretenimento. São espaço de socialização, informação, pertencimento e identidade. Ao mesmo tempo, são ambientes de comparação constante, estímulo dopaminérgico e exposição precoce. A pergunta central não é simples. O problema é a existência da rede ou a forma como ela é usada?É a idade cronológica ou a maturidade digital?É a falta de proibição ou a falta de alfabetização digital? O projeto ainda aguarda despacho para começar a tramitação nas comissões da Câmara. Depois dessa fase, precisa passar pelo plenário e pelo Senado antes de eventual sanção presidencial. Nada muda imediatamente. Mas o sinal está dado: o debate sobre limites digitais para adolescentes entrou de vez na agenda legislativa brasileira. No fundo, a discussão é maior do que redes sociais.É sobre como equilibrar proteção, autonomia e desenvolvimento numa geração que já nasceu conectada. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Surto de novo vírus Nipah no Carnaval: existe o risco de outra pandemia?

Nos últimos dias, com um novo surto do Nipah virus na Índia e a fama de alta letalidade da doença, começou a pergunta inevitável nas redes: o Brasil pode enfrentar uma nova epidemia graças ao Carnaval? A resposta, segundo especialistas e autoridades de saúde, é objetiva: não, o risco atual para o Brasil é considerado muito baixo. E entender o porquê ajuda a separar alerta real de pânico digital. Por que o risco no Brasil é baixo O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, passa de animais para humanos. O principal reservatório natural são morcegos frugívoros do gênero Pteropus, conhecidos como raposas-voadoras, comuns na Ásia e em partes da África. O Brasil não abriga essa espécie específica, o que reduz drasticamente a chance de circulação natural do vírus por aqui. O Ministério da Saúde chegou a divulgar nota oficial desmentindo rumores de casos confirmados no país e reforçando que mantém protocolos permanentes de vigilância para agentes altamente patogênicos. A avaliação é a mesma da Organização Mundial da Saúde: o surto recente na Índia está praticamente encerrado e o risco de pandemia global é considerado baixo neste momento. O que é o Nipah e por que ele preocupa? Apesar do risco baixo no Brasil, o Nipah não é um vírus trivial. Ele pode causar infecções respiratórias agudas e encefalite, que é a inflamação do cérebro. O que começa como uma virose comum pode evoluir rapidamente para um quadro neurológico grave. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dor muscular, fadiga e tontura. Em alguns casos, surgem dificuldades respiratórias. Nos quadros mais severos, aparecem confusão mental, desorientação, sonolência, convulsões e até coma. A taxa de mortalidade pode chegar a 70% em determinados surtos. E aqui está o ponto crítico: não existe vacina nem tratamento antiviral específico aprovado. O cuidado é de suporte, com hidratação, controle da pressão e monitoramento intensivo. É por isso que ele está na lista de vírus prioritários da OMS. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o vírus é transmitido principalmente de animais para humanos, especialmente por meio de morcegos frugívoros e porcos. Também pode ocorrer transmissão por alimentos contaminados e, em menor escala, de pessoa para pessoa, especialmente em ambientes hospitalares. Ao entrar no organismo, o vírus afeta o sistema respiratório e o sistema nervoso central. Histórico de surtos O Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto entre criadores de suínos na Malásia. Desde 2001, Bangladesh registra episódios quase anuais. A Índia também enfrentou surtos importantes, incluindo um em 2018 na cidade de Calecute, com alta mortalidade. Especialistas apontam que a perda de habitat natural aproxima morcegos de áreas urbanas e rurais, facilitando o salto do vírus para humanos. Esse é um padrão que já vimos em outras zoonoses. Então, devemos nos preocupar com o Carnaval? Preocupação informada é diferente de pânico. No cenário atual, não há evidência de circulação do vírus no Brasil, não há registro de casos confirmados no país e não existe o principal hospedeiro natural por aqui. Isso não significa ignorar vigilância sanitária. Significa entender que risco epidemiológico depende de contexto ecológico, circulação ativa e cadeias de transmissão estabelecidas. Nenhum desses fatores está presente no Brasil neste momento. O caso do Nipah reforça uma lição maior da saúde global: zoonoses emergem quando há desequilíbrio entre ambiente, animais e humanos. Não é sobre espalhar medo antes do Carnaval.É sobre manter sistemas de vigilância fortes e informação de qualidade circulando mais rápido que o boato. E, neste caso específico, a ciência é clara: o risco para o Brasil hoje é baixo. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Cachorros treinados conseguem farejar câncer antes da doença aparecer

Pesquisadores da University of Pennsylvania, nos Estados Unidos, descobriram que cachorros treinados conseguem identificar sinais de câncer antes mesmo do diagnóstico formal da doença. O estudo foi publicado no The Veterinary Journal e abre uma discussão interessante sobre o futuro da triagem precoce. Câncer tem cheiro? A pesquisa focou no hemangiossarcoma, um tipo agressivo de câncer canino que costuma ser descoberto tarde demais. O objetivo era entender se existia um perfil olfativo detectável na doença. Em testes duplo-cegos, uma das cadelas do projeto acertou 70% das vezes ao identificar amostras de sangue com o câncer. A média geral dos cães ficou nessa mesma faixa. Pode parecer “apenas 70%”. Mas para um estudo de prova de conceito, isso é relevante. Mostra que existe um padrão químico no sangue que pode ser reconhecido e isso muda o jogo. Estudos anteriores já indicavam que cães conseguem detectar câncer em humanos, como ovário, pâncreas, bexiga e pulmão, com taxas que podem chegar a 90% dependendo do protocolo e do tipo de amostra analisada. Como os cães foram treinados? Cinco cães de biodetecção participaram do estudo. Eles já tinham sido treinados para reconhecer odores ligados a outras doenças, incluindo câncer humano e transtornos como estresse pós-traumático. Os testes utilizaram amostras de soro sanguíneo de três grupos: Cada animal avaliou conjuntos de amostras em múltiplos ensaios controlados. Para evitar interferência humana, os pesquisadores usaram olfatômetros de alta tecnologia, com sensores a laser que registravam o tempo de análise do cão. Quando o animal permanecia tempo suficiente na amostra correta, recebia um sinal sonoro e a recompensa. O hemangiossarcoma é devastador principalmente porque se espalha silenciosamente. Quando os sintomas aparecem, muitas vezes já é tarde. Se a detecção acontecer antes da ruptura do baço ou da metástase, veterinários poderiam considerar intervenções mais cedo, como cirurgia preventiva ou início antecipado de quimioterapia. E aqui entra o ponto mais interessante. O objetivo não é colocar cães em todos os consultórios.É usar o que eles revelam para desenvolver máquinas e testes laboratoriais capazes de replicar esse reconhecimento olfativo. Se os cães conseguem detectar um padrão químico específico, significa que ele existe. E se existe, pode ser medido. Uma das hipóteses levantadas pelas pesquisadoras é que um teste de odor poderia virar um exame anual de triagem. Algo que sinalizasse um alerta precoce, direcionando o tutor para exames como ultrassom ou tomografia. O que essa pesquisa realmente diz Ela não diz que cães “veem” câncer.Ela mostra que doenças alteram nosso metabolismo a ponto de produzir odores detectáveis. E se o olfato animal consegue perceber isso antes de exames tradicionais, talvez estejamos diante de uma pista poderosa para a medicina preventiva. No fim, a pergunta não é se o cachorro é melhor que a máquina, mas é como transformar o faro em dado. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Brasileiros criam IA que detecta sinais de depressão pela voz

Você já reparou como o tom de voz muda quando alguém está triste, cansado ou sem energia? Não é só impressão. Pesquisadores brasileiros pegaram essa pista do dia a dia e transformaram em tecnologia: uma inteligência artificial capaz de identificar sinais de depressão pela voz, analisando o “jeito” de falar, não o conteúdo das frases. Em vez de interpretar palavras, a IA olha para características acústicas como ritmo, entonação, intensidade e variações do som. E isso importa porque, em quadros depressivos, a fala pode ficar mais lenta, com menos variação de tom e com aquela energia mais baixa que a gente reconhece de longe. O estudo foi publicado em 21 de janeiro no periódico científico PLOS Mental Health, e a sacada central foi ensinar esses padrões para modelos de IA, para que o sistema consiga detectar sinais que muitas vezes passam batido, inclusive para a própria pessoa. Qual a mudança que a IA enxerga? A pesquisa foi liderada pelo psiquiatra Ricardo Uchida, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Para treinar o modelo, o time usou áudios enviados pelo WhatsApp com respostas simples, do tipo descrever atividades da semana ou contar de um a dez. No total, foram treinados sete modelos de inteligência artificial com gravações de 160 pessoas, sendo 78 com diagnóstico de depressão e 82 sem o transtorno. Mesmo trabalhando com falas neutras e cotidianas, os modelos conseguiram identificar padrões vocais associados à depressão com resultados fortes. A taxa de acerto chegou a 91,9% entre mulheres e cerca de 78,3% entre homens. O motivo dessa diferença ainda está sendo investigado. Entre as hipóteses estão diferenças naturais entre vozes masculinas e femininas, o menor número de homens na amostra e o fato de a depressão ser mais diagnosticada em mulheres, o que pode influenciar o tipo de padrão que o modelo aprende. ( Mudança no ritmo e frequência da voz podem ajudar IA a detectar sinais de depressão ) Os próprios autores fazem um alerta importante: a ferramenta ainda não está pronta para uso clínico direto. A amostra é relativamente pequena e a diferença de desempenho entre os sexos mostra que ainda falta robustez. Além disso, IA funciona de forma estatística. Ela encontra padrões na voz, mas não conhece a história de vida da pessoa, o contexto social, emocional ou familiar. E em saúde mental, contexto não é detalhe, é parte do diagnóstico. Por isso, a proposta não é substituir médico ou psicólogo. A visão é mais pé no chão: funcionar como triagem e apoio, ajudando a sinalizar quem pode precisar de avaliação especializada. Se esse tipo de solução evoluir com mais estudos, amostras maiores e validação clínica, pode abrir um caminho importante, especialmente em lugares com poucos profissionais de saúde mental. Uma ferramenta digital, de baixo custo, pode ampliar o rastreamento e acelerar o primeiro passo, que é perceber que algo não está bem. E talvez esse seja o ponto mais relevante aqui: não é sobre uma IA “diagnosticar” alguém. É sobre reduzir o tempo entre o sofrimento e a ajuda. No fim, a pergunta que fica é simples: se a voz muda antes da pessoa pedir socorro, como a gente cria sistemas que escutem isso com responsabilidade? 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Cientistas chineses acham a chave para combater o câncer

Tem uma cena que se repete em vários tipos de câncer: o sistema imunológico até chega junto no começo, mas com o tempo as células de ataque entram em “modo exaustão” e perdem potência. Agora, dois trabalhos publicados em 14 de janeiro de 2026 detalharam um pedaço específico desse quebra-cabeça e apontaram um caminho para deixar imunoterapias mais duráveis, incluindo estratégias como CAR-T. O problema é que os “soldados” do nosso corpo cansam As células T CD8+ são um dos principais braços de ataque do sistema imune contra tumores. O ponto é que, diante de um câncer que insiste e não dá trégua, elas recebem sinal de combate o tempo todo. Isso pode empurrar essas células para um estado chamado exaustão: menos energia, menos função, menos capacidade de manter a luta no longo prazo. E isso não é detalhe técnico. Exaustão de célula T é uma das grandes barreiras para a imunoterapia continuar funcionando por mais tempo em parte dos pacientes. A pesquisa, conduzida por equipes na China e nos Estados Unidos, conectou os pontos de um eixo molecular que funciona assim: O sinal crônico do tumor ativa um mecanismo interno que derruba a atividade de uma proteína chamada FOXO1, que ajuda a manter a célula em forma e isso leva à queda de KLHL6, uma peça que atua como um tipo de controle de qualidade interno, ajudando a remover proteínas que atrapalham o funcionamento celular. Na prática, quando a KLHL6 cai, começa a bagunça. Proteínas prejudiciais se acumulam, a célula perde eficiência energética e entra num cansaço que não é só emocional. É bioquímico. É possível recarregar essa célula? Nos experimentos, quando os pesquisadores aumentaram artificialmente KLHL6, as células T recuperaram parte do fôlego. Houve mais energia e melhor capacidade de combate contra o tumor. Isso sugere que a KLHL6 pode ser um gargalo manipulável, um possível alvo para melhorar a resistência dessas células. E aqui entra o impacto direto no mundo real. Se você consegue evitar ou atrasar a exaustão, você aumenta a chance de terapias como: Esses resultados não significam que já existe um remédio para acordar o sistema imune amanhã. O que existe aqui é algo valioso na ciência biomédica: um mecanismo mais claro e um alvo mais claro. E isso costuma ser o tipo de descoberta que, com tempo e validação, vira base para novas combinações terapêuticas e novas gerações de imunoterapia. Por que isso importa? Se a imunoterapia foi uma virada no tratamento do câncer, a próxima virada provavelmente é esta: não só ativar o sistema imune, mas manter ele forte quando o jogo fica longo. Entender o eixo FOXO1 e KLHL6 pode ser uma das chaves para isso. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Como fazer primeiros socorros nos seus pets em situações de emergência

Emergência com pet não avisa. Um engasgo, uma queda feia, um atropelamento, uma intoxicação, uma convulsão… e, em poucos minutos, o que era “só um susto” vira risco real. Aqui vai o ponto central: primeiros socorros não substituem o veterinário. Eles existem para estabilizar, ganhar tempo, reduzir dor e estresse e evitar que a situação piore até chegar no atendimento. A ideia é simples e poderosa: agir rápido, mas agir certo. O que são primeiros socorros veterinários? Primeiros socorros são medidas imediatas antes do atendimento profissional, com foco em: E sim: uma atitude errada pode piorar tudo. Por isso, calma, observação e cuidado são parte do “protocolo”. Em qualquer emergência, comece por aqui Antes de “fazer alguma coisa”, faça o mais importante: Agora, o checklist rápido: Isso guia sua prioridade e ajuda o veterinário depois. 1) Falta de ar ou parada respiratória Sinais comuns O que fazer Evite: tentar respiração boca a boca sem orientação adequada. 2) Engasgo ou corpo estranho na boca Sinais O que fazer Forçar pode empurrar o objeto ainda mais. 3) Hemorragias e sangramentos Sangramento externo é clássico em acidentes e pode ser grave. O que fazer 4) Ferimentos e cortes O que fazer Ferimento profundo = avaliação profissional obrigatória. 5) Queimaduras térmicas ou químicas Pode ser calor, fogo, eletricidade ou produto químico. O que fazer 6) Convulsões Sinais O que fazer Convulsão prolongada ou repetida = emergência veterinária. 7) Intoxicação e envenenamento Sinais O que fazer Produtos de limpeza, remédios humanos, plantas tóxicas e alimentos “inofensivos” são vilões comuns. 8) Quedas, atropelamentos e traumas Mesmo se “parecer bem”, pode ter lesão interna. O que fazer 9) Golpe de calor Muito comum em dia quente e evolui rápido. Sinais O que fazer O que nunca fazer Kit básico de primeiros socorros para pets Um kit não resolve tudo, mas ganha segundos preciosos: Primeiros socorros são a primeira etapa. Quem diagnostica, trata a causa e garante segurança de verdade é o médico-veterinário. Ter um profissional de confiança, saber onde fica a clínica 24h mais próxima e agir com responsabilidade muda o desfecho. Cuidar bem também é saber agir quando mais importa. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Os EUA declararam guerra contra o fast food?

Quase metade da população dos Estados Unidos vive com diabetes ou pré-diabetes.Três em cada quatro americanos têm alguma doença crônica.E 90% dos gastos em saúde vão para tratar essas condições. O diagnóstico oficial é simples: os EUA estão doentes.A solução proposta? Mudar radicalmente o que vai à mesa. A guerra ao açúcar e aos ultraprocessados Dentro do movimento Make America Healthy Again, liderado pelo secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., o governo anunciou novas diretrizes nutricionais. A mensagem é direta: “Estamos encerrando a guerra contra as gorduras saturadas. Hoje declaramos guerra ao açúcar adicionado. Comam comida de verdade.” Durante o intervalo do Super Bowl, um comercial com Mike Tyson apareceu mordendo uma maçã e repetindo exatamente isso: eat real food. O alvo declarado são os açúcares adicionados e os ultraprocessados como fast food, congelados prontos, salgadinhos e refrigerantes. O ponto curioso é que o documento não define claramente o que é ultraprocessado. A parte que dividiu opiniões foi outra. As novas diretrizes sugerem inverter a pirâmide alimentar: Para uma pessoa de 75 kg, por exemplo, a recomendação de carne vermelha sobe para algo entre 90 e 120 gramas por dia. Na prática, dois bifes todos os dias. O debate científico Aqui começa a tensão. A ciência já associa consumo elevado de gordura saturada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e AVC. Ao mesmo tempo, há um movimento global defendendo mais proteína para preservação muscular, metabolismo e envelhecimento saudável. É um embate entre dois discursos. Combater o açúcar e o ultraprocessado faz sentido.Mas aumentar carne vermelha como base da dieta é consenso? Não exatamente. Existe ainda o impacto ambiental. Mais consumo de proteína animal significa: Proteínas vegetais têm pegada ambiental significativamente menor. Saúde humana e saúde do planeta são duas conversas que caminham juntas. Essas diretrizes não ficam só no papel. Elas afetam diretamente 30 milhões de crianças e adolescentes que se alimentam nas escolas públicas dos EUA todos os dias. É política pública moldando prato, hábito e cultura alimentar de uma geração inteira. Não é apenas guerra ao fast food. É uma tentativa de redesenhar o sistema alimentar americano, no país que ajudou a exportar o modelo global de ultraprocessados. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Amazon lança plataforma de longevidade que mostra como está sua saúde

A Amazon deu mais um passo para virar o sistema operacional da sua saúde. A empresa anunciou o Health Insights, um novo recurso do Amazon One Medical que pega seus exames de sangue e traduz tudo em um “wellness score” (nota de bem-estar), com uma leitura de mais de 50 biomarcadores divididos por áreas como saúde cardiovascular, metabólica e imunidade. Na prática, a Amazon está tentando resolver um problema bem comum: você faz o exame, recebe um PDF cheio de número, faixa de referência e a sensação de “ok… e agora?”. O que é o Health Insights? Disponível para membros do One Medical (sem custo adicional, segundo o anúncio), o Health Insights organiza e interpreta resultados de exames de rotina e entrega insights acionáveis para o paciente conversar melhor com o time clínico. O motor por trás dessa camada de “longevidade” vem da Lifeforce, plataforma focada em protocolos de nutrição, treino, sono e estresse e a Amazon encaixa isso no seu próprio ecossistema com um chatbot de Health AI que personaliza orientações e acompanha tendências ao longo do tempo. Desde que comprou a One Medical, a Amazon acelerou no health stack: farmácia, telemedicina, parcerias e expansão do modelo de assinatura. E tem mais peça entrando nesse quebra-cabeça: a empresa também fez parceria com a Reperio Health, conectando triagens preventivas feitas em casa com um caminho direto para acompanhamento em atenção primária. Se você juntar os pontos, a estratégia fica clara: exame + interpretação + cuidado contínuo + farmácia + jornada dentro do app. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Câmara acelera projeto que pode tornar Mounjaro genérico no Brasil

O Congresso colocou fogo no debate dos medicamentos para obesidade. Por 337 votos a 19, a Câmara aprovou o regime de urgência para o projeto que pode derrubar a patente de Mounjaro e Zepbound no Brasil. Na prática, isso significa uma coisa:o texto passa a tramitar em ritmo acelerado, sem precisar passar pelas comissões antes de ir ao plenário. E estamos falando de um dos medicamentos mais comentados da última década. O que está em jogo? O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, é usado no tratamento de diabetes tipo 2 e também no manejo da obesidade. O projeto propõe alterar as regras de propriedade intelectual para permitir licença compulsória por interesse público. O argumento central do autor do projeto é simples e direto:o preço atual impede o acesso em escala. E, segundo ele, nem o SUS teria capacidade orçamentária para incorporar amplamente o tratamento com os valores praticados hoje. Estamos falando de um país com mais de 200 milhões de habitantes e com mais da metade da população adulta vivendo com sobrepeso ou obesidade. A conta não fecha. O debate também chegou ao Senado No Senado, a senadora Dra. Eudócia apresentou proposta semelhante para suspender temporariamente a patente da tirzepatida por interesse público. O texto prevê inclusive produção nacional e ampliação do acesso pelo SUS. Ou seja: o movimento não é isolado. O Grupo FarmaBrasil criticou a proposta. A entidade afirma que quebras de patentes desestimulam inovação e reforça que o licenciamento compulsório já existe na legislação brasileira dentro das regras do acordo internacional TRIPS. A defesa deles é clara:patente tem prazo de 20 anos. E mexer nisso pode afetar o ecossistema de pesquisa e desenvolvimento no país. Esse não é apenas um debate jurídico. É uma discussão sobre: • acesso• sustentabilidade do SUS• incentivo à inovação• modelo de medicina de massa E, principalmente, sobre o futuro dos medicamentos para obesidade no Brasil. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui