24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Marca australiana lança o primeiro óculos inteligente para ciclistas

A Minimis anunciou o Flow, um óculos esportivo inteligente que promete fazer o trabalho do seu GPS watch, do ciclocomputador e até do celular. Tudo direto na lente. Sem olhar para o pulso. Sem suporte no guidão. Sem depender do telefone no bolso. A proposta é simples: colocar seus dados de performance no campo de visão, em tempo real. O que o Minimis Flow faz? No lado direito da lente, um pequeno display projeta informações como frequência cardíaca, pace, distância e navegação curva a curva. Você continua olhando para frente. Os dados aparecem sobrepostos, sem bloquear a visão natural. Dentro da armação, vem um pacote tecnológico completo: Os óculos ainda contam com lente fotocromática que se adapta à luz, proteção UV400, tratamento antiembaçante, apoio nasal antiderrapante e opção de lente magnética com grau. O apelo do head up display é manter os olhos na rota e as mãos livres. Segurança e fluidez. Óculos inteligentes para atletas não são novidade. O problema sempre foi peso, bateria ou tela ilegível sob sol forte. A Minimis afirma ter resolvido esses gargalos com conectividade independente e uma tecnologia de display mais eficiente. Se entregar o que promete, pode transformar o relógio esportivo em intermediário desnecessário. Em vez de olhar para baixo para entender seu treino, você passa a viver o treino com dados integrados ao ambiente. É uma camada digital sobre a realidade física. Performance sem distração. A Minimis também abriu lista de espera no site minimis.co e está captando investimento via Wefunder, com planos de expandir para golfe, esportes de neve e natação. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Nestlé fecha parceria para relançar “charge proteico”

A Nestlé acaba de lançar, em parceria com a Nutrata, o Charge Proteico. Uma barra de 45 gramas com 11 gramas de proteína, sem adição de açúcar e zero glúten. A proposta é simples no papel e ambiciosa na prática: manter o sabor icônico do Charge, mas entrar de vez na onda dos alimentos funcionais. Segundo dados da Euromonitor, o segmento de alimentos com proteína movimenta cerca de 2 bilhões de reais por ano no Brasil. E cresce rápido. Não é mais nicho de marombeiro. É prateleira de supermercado. A barra foi desenvolvida pela equipe da Nutrata e combina chocolate ao leite, caramelo, amendoim e proteína do whey protein. A promessa é equilibrar indulgência com funcionalidade. Ou, como o próprio discurso das marcas sugere, provar que prazer e performance não precisam ser opostos. Charles Formigari, sócio fundador da Nutrata, afirma que o foco foi preservar a identidade sensorial do clássico da Nestlé. Já Nathaly Glashan, gerente executiva de Marketing da divisão de Chocolates da Nestlé, reforça que o consumidor brasileiro vive um momento de convergência. Energia, sabor e nutrição no mesmo produto, alinhados à rotina de quem busca performance sem abrir mão do prazer. Quando um dos chocolates mais tradicionais do país ganha versão proteica, não estamos falando só de inovação de portfólio. Estamos falando de um reposicionamento cultural da indulgência. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

McDonald’s testa cardápio adaptado para quem usa canetas emagrecedoras

O McDonald’s está se preparando para um novo tipo de cliente. Gente que está usando as canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, e que passa a comer de um jeito diferente. Em uma teleconferência de resultados financeiros, executivos da rede disseram que já estão testando itens de cardápio pensados para esse público, segundo o Business Insider. O CEO, Chris Kempczinski, foi direto. Ele espera que o uso de medicamentos análogos do GLP 1 continue crescendo e lembrou um ponto importante: quando essas canetas entram na rotina, o comportamento do consumidor muda. Segundo Kempczinski, esse público tende a buscar produtos ricos em proteína e ele argumenta que o McDonald’s já tem opções nessa linha. A vice-presidente Jill McDonald citou exemplos que entram nesse território, como o Snack Wrap, o sanduíche de tortilla com linguiça e as tiras de frango McCrispy. Mas a mudança não seria só no prato. O CEO também mencionou ajustes no padrão de consumo como um todo, com menor consumo de lanches e menos bebidas açucaradas. E é aí que a conversa fica interessante, porque não é apenas “um novo produto”. É um cardápio respondendo a um novo metabolismo social. Ele não detalhou quais itens estão em teste. Mesmo assim, especialistas começaram a especular o que poderia aparecer. Mike Haracz, ex chef corporativo do McDonald’s nos EUA, disse ao The Post que os consumidores devem notar uma direção clara: menos carboidratos e mais proteína. E, do ponto de vista de marketing, mais destaque para gordura, como forma de aumentar a intenção de compra desse público. Na mesma linha, a nutricionista Amy Goodson, da região de Dallas Fort Worth, apontou possíveis apostas. Tiras ou nuggets de frango grelhado, tortilhas de couve flor no lugar de trigo ou milho, e hambúrgueres menores, com alface substituindo o pão, num estilo que já aparece em outras redes. O pano de fundo de tudo isso é um ponto que médicos vêm reforçando: usuários desses medicamentos são frequentemente orientados a consumir proteína suficiente para reduzir o risco de perda de massa magra, ou seja, músculos. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Sala de fúria: o clube onde a terapia é pagar pra quebrar coisas

Pagar para destruir uma TV com um taco de beisebol e sair de lá bem mais leve. Essa é a proposta das chamadas “salas da fúria”, espaços onde você veste equipamento de proteção, escolhe sua trilha sonora e pode quebrar objetos antigos sem culpa. Sim, isso está ficando cada vez mais popular.E, segundo proprietários desses espaços, a maioria do público é feminino. Mas o que está por trás disso? Deena, entrevistada pela BBC, conta que sua primeira experiência foi diferente do que imaginava, ela achou que sairia agressiva, caótica. Mas aconteceu o oposto. Ela descreveu a sensação como uma liberação física, não uma explosão emocional.Comparou com apertar um botão de reset. Ou fazer uma massagem muito boa. Ela não se considera uma pessoa irada, muito pelo contrário.Mas trabalha sob pressão constante, tomando decisões o tempo todo. E ali, por alguns minutos, ela simplesmente não precisava sustentar nada. De onde veio isso? O conceito ganhou força no Japão no fim dos anos 2000, mas também surgiu quase simultaneamente nos Estados Unidos, quando Donna Alexander montou uma sala improvisada na própria garagem, no Texas. Hoje, há espaços no Reino Unido, nos Estados Unidos e em outros países oferecendo a experiência como forma de alívio do estresse. Por que tantas mulheres? Aqui a conversa fica mais interessante. A psicoterapeuta Jennifer Cox, que falou sobre o tema na BBC Radio 4, levanta um ponto importante.Mulheres são frequentemente condicionadas a reprimir frustração, agressividade e raiva. Enquanto isso, acumulam trabalho, cuidado com filhos, responsabilidades emocionais, pressão social. Segundo Cox, quando a raiva é reprimida, ela pode aparecer no corpo: ansiedade, enxaqueca, problemas gastrointestinais, depressão. Já a terapeuta Shelly Dar defende que a raiva é uma emoção saudável. O problema não é sentir, é não ter espaço seguro para expressar. E talvez as salas da fúria estejam ocupando exatamente esse espaço. Funciona mesmo? A ciência é cautelosa aqui. Alguns estudos antigos sugerem que “descarregar” agressivamente pode até reforçar padrões de agressividade se virar hábito.Por outro lado, práticas físicas intensas e controladas são reconhecidas como ferramentas eficazes de regulação emocional. O que as entrevistas mostram é que, para muitas pessoas, a experiência é menos sobre violência e mais sobre liberação corporal consciente. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Governo Federal suspende edital que aumentaria vagas de medicina

O Ministério da Educação (MEC) revogou o Edital nº 1/2023, que abria caminho para novos cursos de Medicina em instituições privadas e projetava até 5.900 novas vagas no país. A revogação foi formalizada pela Portaria MEC nº 129/2026, publicada em edição extra do Diário Oficial, com data de 10 de fevereiro de 2026. A decisão veio depois da divulgação dos resultados da primeira edição do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) e das medidas de supervisão anunciadas pelo próprio MEC. Em janeiro, o ministério publicou a lista de cursos avaliados e indicou que mais de 100 cursos tiveram desempenho considerado insatisfatório (notas 1 e 2), com consequências como restrições no Fies e suspensão de vagas. O Conselho Federal de Medicina (CFM) criticou a expansão “no automático” e reforçou um ponto que pega direto na segurança do paciente: curso sem campo de prática vira diploma com lacuna. Na nota, a entidade aponta situações em que vários cursos se concentram na mesma região sem estrutura hospitalar compatível, e menciona critérios técnicos como a proporção mínima de leitos por vagas que nem sempre é respeitada. O CFM também apoia a ideia de um exame de proficiência tipo OAB para Medicina, o Profimed, que segue em debate no Congresso. Do lado do MEC, a justificativa é que o edital deixou de refletir a realidade atual do sistema. Entre as mudanças apontadas estão: O ministério também diz que a revogação não encerra a política de expansão, mas abre espaço para um redesenho “mais coerente e sustentável”, com foco em qualidade e alinhamento com as necessidades do SUS. Por que isso importa para quem não é do MEC nem da Medicina? Porque “ter médico” não é só sobre quantidade. É sobre confiança. A formação médica é uma daquelas engrenagens invisíveis da saúde: quando funciona bem, ninguém percebe. Quando funciona mal, todo mundo paga a conta. E o Enamed colocou luz numa parte que estava no escuro: crescemos em número, mas nem sempre em estrutura. A grande pergunta agora é se o país vai conseguir fazer o difícil, que é menos manchete e mais obra: subir o padrão, não só o volume. No fim, é isso que sustenta um sistema de saúde que não depende de sorte. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Engenheiros da Tesla criam acessório que monitora seu treino de força

Um wearable pensado para a academia, não para esteira A Fort é uma pulseira focada em treino de força, criada por ex-engenheiros da Tesla que quiseram trazer a mesma lógica de sensores e precisão de engenharia para o mundo da musculação. A promessa é simples de entender e difícil de executar bem: contar repetições automaticamente, reconhecer o exercício que você está fazendo e organizar sua sessão inteira sem você ter que logar nada manualmente. Na prática, ela registra séries, reps, descanso e tipo de movimento direto do pulso, usando sensores de movimento e dados de frequência cardíaca para identificar mais de 50 exercícios, de básicos com barra a acessórios na polia. O ponto mais interessante aqui é que a Fort tenta traduzir musculação para métricas que façam sentido no mundo real, especialmente pra quem treina com consistência e quer ver evolução, não só “fechar treino”. Ela promete entregar: Leitura de estímulo por grupo muscularDepois da sessão, o app indicaria se cada músculo recebeu um estímulo de manutenção, crescimento ou sobrecarga. Em outras palavras: seu treino de costas foi costas mesmo… ou você só saiu cansado? Feedback de forma ao longo da fadigaA Fort acompanha amplitude de movimento e velocidade das repetições, mostrando como isso degrada conforme você cansa. É aquele momento em que a técnica “vai embora” e você nem percebe. Um score de sessãoUm número único que mistura intensidade, qualidade de movimento e objetivo do dia, pra responder a pergunta que todo mundo faz no fim: hoje foi dia de avançar ou só de sobreviver? Metas semanais de volumeUma visão contínua do quanto ainda falta de volume “útil” na semana, pra você distribuir esforço sem se matar num dia e abandonar no outro. E ainda faz o “básico” do mercado Além do foco em força, a Fort também entra no pacote padrão dos wearables: zonas de frequência cardíaca ao longo do dia, estimativa de VO₂ máx, rastreio de sono por estágios (incluindo REM), tendência de HRV, score de recuperação e detecção de estresse em tempo real. A marca também comunica bateria de até 7 dias e peso por volta de 28g. Um detalhe que dá pista de ambição e validação: a Fort aparece como “backed by Y Combinator” (YC). Preço e lançamento A Fort está em pré-venda por US$ 289 (preço cheio US$ 349) e a previsão de envio é Q3 de 2026. O pré-order inclui a pulseira, 1 ano de analytics premium, acesso a beta e updates vitalícios de firmware, segundo o próprio site de pedidos. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Oura Ring fecha parceria para mostrar níveis hormonais no aplicativo

A Mira, empresa de testes hormonais, acabou de integrar seus dados com o Oura Ring. Na prática, isso significa que agora dá para ver, dentro do app da Mira, seus níveis hormonais lado a lado com métricas diárias do Oura como sono, readiness e tendência de temperatura. A proposta é simples e poderosa: parar de olhar tudo separado e finalmente entender o que está puxando os fios do que você sente no dia a dia. Porque é isso que mais confunde. Você dorme mal por uma semana, se sente drenada, acha que exagerou no treino ou que “é só estresse”. E aí descobre que pode ter coincidido com uma queda de progesterona, uma fase do ciclo mais sensível, ou uma transição hormonal que estava passando batida. O que muda quando os dados conversam 1) Ciclo e fertilidade com mais contextoEm vez de só “prever”, a ideia é ajudar a confirmar padrões, cruzando hormônios com a temperatura e os scores diários. Isso pode ajudar a enxergar sinais de ovulação e até levantar bandeiras de irregularidade com mais clareza. 2) Perimenopausa e menopausa sem adivinhaçãoOscilações de temperatura e sono picotado são clássicos dessa fase. Ver isso colado nos hormônios pode facilitar conversas mais objetivas com o médico e ajustes de rotina com menos tentativa e erro. 3) Sintomas com “prova” em vez de sensaçãoFadiga persistente, brain fog, recuperação ruim. Quando você correlaciona com hormônios, você chega na consulta com um mapa, não com um desabafo genérico. E isso muda o jogo. A CEO da Mira, Sylvia Kang, coloca esse ponto de um jeito direto: muita gente já mede sono, estresse e atividade, mas raramente consegue ver o porquê por trás do sintoma. Wearables deixaram de ser “passos e calorias” faz tempo. O próximo degrau é integração de verdade, quando biometria diária encontra dados que explicam o bastidor biológico. A própria Oura vem ampliando parcerias focadas em saúde feminina, e a Mira entra exatamente nessa lógica: hormônio como camada que dá sentido ao resto. E tem um dado curioso que ajuda a entender por que isso pega: uma pesquisa recente da Mira com 2.000 mulheres apontou que 77% acreditam que acompanhar métricas com wearables e monitores pode ajudar a prevenir problemas de saúde no futuro. Como ativar A integração já está disponível no app da Mira. Você precisa ter conta na Mira e um Oura Ring e, claro, autorizar o compartilhamento de dados entre as plataformas (opt-in). 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Gigante farmacêutica aposta em nova geração de remédios para insônia

EMS fechou acordo com a suíça Idorsia para trazer ao Brasil o daridorexanto, medicamento já comercializado no exterior como Quviviq. O produto ainda aguarda avaliação regulatória da Anvisa, mas, se aprovado, inaugura no país uma nova classe terapêutica para tratamento da insônia: os antagonistas duplos dos receptores de orexina, conhecidos como DORA. Hoje, a EMS já domina uma fatia relevante do mercado com o Patz, versão comercial do zolpidem. Segundo a companhia, o medicamento vende mais de 100 mil unidades por mês e supera R$ 100 milhões anuais em faturamento. O zolpidem ficou conhecido como padrão-ouro da indução do sono. Mas também carrega críticas: risco de uso crônico, dependência, amnésia episódica e efeito rebote. O próprio laboratório reconhece a necessidade de uso racional e acompanhamento médico. O daridorexanto atua bloqueando a orexina, neurotransmissor responsável por manter o cérebro acordado. A promessa é oferecer um sono mais próximo do fisiológico, com menor sonolência residual no dia seguinte. Na prática, é uma mudança de lógica terapêutica. O tamanho da aposta O acordo de licenciamento envolve US$ 20 milhões, além de royalties atrelados ao desempenho comercial. A produção seguirá na Suíça, já que a Idorsia não autorizou transferência de tecnologia neste primeiro momento. No Brasil, a meta é ambiciosa: R$ 75 milhões no primeiro ano após lançamento, com previsão de 16,5 milhões de comprimidos anuais. Antes disso, dois checkpoints importantes: 1. Aval da Anvisa2. Definição de preço pela CMED A expectativa interna é que o produto chegue ao mercado em meados de 2027. Por que isso importa? Segundo dados frequentemente citados por entidades como Fiocruz e Associação Brasileira do Sono, cerca de 72% dos brasileiros relatam algum tipo de alteração no sono. Insônia não é só cansaço. Ela impacta humor, risco cardiovascular, performance cognitiva e produtividade. E aqui entra um ponto delicado. O Brasil vive um cenário de uso disseminado de hipnóticos. Casos de abuso, consumo elevado e necessidade de desmame não são incomuns. A EMS afirma que não incentiva uso crônico indiscriminado e reforça a prescrição controlada. Da insônia às canetas emagrecedoras O movimento da EMS também conversa com outra frente estratégica da companhia. Em 2024, a empresa inaugurou a primeira fábrica de peptídeos do Brasil, focada em análogos de GLP-1 como liraglutida e semaglutida, usados no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. Em 2025, lançou sua versão nacional desses medicamentos, com vendas 20% acima das expectativas no primeiro mês. Ou seja. A estratégia é clara: acessar moléculas proprietárias globais e posicionar a empresa nas terapias de alta complexidade que moldam o futuro do mercado farmacêutico. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Bryan Johnson anúncia programa de longevidade por U$ 1 milhão

O Bryan Johnson, fundador de fintech que virou o rosto mais famoso da longevidade performática, anunciou o Immortals: um programa de saúde que custa US$ 1 milhão por ano e tem só três vagas. A promessa é simples e ousada: você compra o mesmo protocolo que ele diz seguir há cinco anos, só que agora no formato “serviço completo”, com gente, tecnologia, acompanhamento e acesso. O que vem no pacote? O Immortals é apresentado como um programa totalmente gerenciado, com: E ele já adiantou que pretende lançar camadas mais acessíveis: uma opção “supported” de US$ 60 mil e uma versão digital gratuita. O Johnson é um dos caras mais transparentes desse universo. Ele publica rotina, exames, dieta, sono, treino, suplementos. O “core” do método é o básico muito bem feito, com uma régua obsessiva de consistência: medir, ajustar, repetir. Então por que custa sete dígitos? Porque o produto real não é “o que fazer”. É a infraestrutura para você fazer:time em cima, monitoramento contínuo, acesso, automação, curadoria de terapias e a exclusividade como selo social. É tipo pagar caro não pela receita, mas pela cozinha, pelo chef, pela compra no mercado e por alguém te impedir de furar a dieta na terça-feira. O desconforto que fica Não tem nada de errado em empurrar a fronteira da saúde preventiva. Mas um programa que exige assistente pessoal e um cheque de US$ 1 milhão não está “democratizando longevidade”. Está reforçando uma ideia perigosa: a de que a versão mais séria de saúde é um clube VIP. Onde se inscrever? A lista de espera está aberta no site da Blueprint, na página do Immortals. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Ex-ginasta Lais Souza conhece cientista que está trabalhando na cura de tetraplégicos

Nesta semana, a ex-ginasta Laís Souza foi ao Rio de Janeiro para conhecer a pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, uma molécula experimental que vem chamando atenção por seu potencial em lesões medulares. Laís ficou tetraplégica após um acidente em janeiro de 2014, durante um treino de esqui aéreo em Park City, nos Estados Unidos. Ela teve fraturas na região cervical (C3 e C4) e, desde então, passou por cirurgias, tratamentos e fisioterapia contínua. O tom do relato dela foi exatamente o que muita gente precisa ouvir quando o assunto é inovação em saúde: esperança com cautela. Nas redes, Laís contou que acompanhou estudos do mundo inteiro ao longo desses 12 anos, sem criar expectativas, e que a polilaminina foi uma das poucas coisas que mexeram com ela de verdade. Também disse que sempre acreditou que viajaria para qualquer lugar do mundo se surgisse uma pesquisa promissora, mas que não imaginava que essa “luz” estaria no Brasil. E reforçou um ponto raro e maduro: segue otimista, mas com os pés no chão. Onde a polilaminina está hoje? O que existe até agora é uma autorização para início de estudo clínico de fase 1, etapa que avalia principalmente segurança. Ou seja, é um marco, mas ainda não é tratamento disponível de forma ampla. Em português claro: é ciência avançando do jeito certo, por etapas, com validação e método. Por que essa foto comoveu tanta gente? Porque, para o Brasil, Laís sempre foi uma ferida aberta. Quando ela aparece sorrindo ao lado de uma pesquisadora brasileira, muita gente sente que não é só sobre ela. É sobre um país que, apesar de tudo, ainda consegue colocar inteligência, laboratório e persistência na mesma frase. Nos comentários, atletas e seguidores reagiram com torcida explícita. A imagem virou uma espécie de “vai dar certo” coletivo. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui