24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Vacina contra dependência de cocaína e crack avança nos estudos

Tem um tipo de notícia que dá um choque de realidade: a ciência brasileira está tentando tirar a cocaína e o crack do atalho até o cérebro. A UFMG avançou com a Calixcoca, uma vacina experimental criada para ajudar no tratamento da dependência. Depois de resultados animadores em animais, o projeto entrou em uma nova etapa pré-clínica mais robusta, com um plano que mira os primeiros ensaios em humanos entre o terceiro e o quarto ano dessa fase, em uma jornada estimada em até quatro anos. O que a Calixcoca faz, na prática? A lógica é direta: treinar o corpo para produzir anticorpos que se ligam à cocaína no sangue. Se a molécula fica capturada ali, ela tem mais dificuldade de atravessar a barreira até o cérebro, onde dispara o efeito de recompensa que sustenta o ciclo de uso. Esse tipo de estratégia é diferente do imaginário popular de “vacina que cura”. Aqui o foco é reduzir o impacto da droga no sistema nervoso, o que pode ajudar a diminuir reforço, recaídas e danos, mas não substitui acompanhamento clínico, psicológico e social. O dado que mais chamou atenção nos estudos em animais Além da produção de anticorpos, pesquisadores observaram sinais de benefício em um ponto sensível: gestação exposta à droga, com relatos de melhora em desfechos nos filhotes em modelos animais. Autoridades de saúde citaram esse ponto como uma das grandes urgências por trás do projeto. A Calixcoca já acumula marcos importantes, como patentes no Brasil e nos Estados Unidos, além de apoio institucional que coloca a pesquisa na trilha regulatória formal. O Governo de Minas anunciou R$ 18,8 milhões para viabilizar as próximas etapas, com previsão de novos aportes até 2027 em parceria com a Fapemig. Prêmios e reconhecimento O projeto também recebeu reconhecimentos relevantes, incluindo o Prêmio Euro Inovação na Saúde e o Prêmio Veja Saúde & Oncoclínicas de Inovação Médica. Isso não prova eficácia clínica, mas sinaliza relevância e maturidade científica da iniciativa. Mesmo com o entusiasmo, a regra é simples: resultado em animal não significa resultado em humanos. A fase clínica é onde a ciência precisa responder o que realmente importa: segurança, dose adequada, duração do efeito e impacto real na redução de recaídas e na adesão ao tratamento. Se funcionar, a Calixcoca pode se tornar uma ferramenta brasileira com potencial de impacto em saúde pública dentro de um dos maiores desafios sociais e sanitários do país. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

L’Oréal acaba de lançar suplemento de colágeno

A L’Oréal está oficialmente pisando no território onde beleza vira “rotina de dentro pra fora”: os nutricosméticos. O grupo vai lançar o primeiro suplemento de colágeno da Vichy Laboratoires, marca conhecida pelo peso no universo dermocosmético, com um produto que a empresa descreve como clinicamente testado e desenvolvido junto com dermatologistas e nutricionistas. O nome já diz a que veio: Vichy Laboratoires Liftactiv Collagen Supplements. A proposta é ser um suplemento diário para homens e mulheres, com posicionamento de “saúde + estética” na mesma frase, mirando algo que virou padrão no consumidor de skincare premium: o tal do 360º. Por que isso importa? A Vichy construiu autoridade por décadas no tópico de pele e couro cabeludo com tópicos (produtos de uso externo). Agora, a marca está dizendo em voz alta o que o mercado já vem sentindo na pele: o consumidor quer tratar causa percebida, não só “dar acabamento”. E, quando uma gigante como a L’Oréal entra nesse segmento com uma marca médica/dermo, ela está basicamente validando que nutricosmético deixou de ser nicho e virou categoria séria na prateleira. O que foi divulgado até aqui Pelo que já saiu sobre o lançamento, o suplemento: (Detalhes como fórmula completa, dosagens e dados do estudo podem variar conforme o mercado e nem sempre ficam abertos em matérias fechadas para assinantes.) Colágeno, hoje, é quase um dialeto. Ele aparece como: E aqui mora o ponto-chave: quando uma marca dermo entra em suplemento, ela precisa jogar o jogo da credibilidade. Porque suplemento não é maquiagem: promessa grande com evidência fraca vira dor de cabeça rápida. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Lançou produto inovador que fortalece seu sono sincronizando suas ondas cerebrais

Tem gente que faz tudo “certo” no papel, 7 a 8 horas por noite, e mesmo assim acorda como se tivesse levado um caminhão. A Muse está apostando que, muitas vezes, o gargalo não é quantidade, é profundidade. A novidade da vez se chama Deep Sleep Boost: um recurso novo do headband Muse S Athena que monitora a atividade cerebral durante a noite e solta estímulos sonoros bem discretos, no timing certo, para reforçar o sono de ondas lentas (o tal do deep sleep). O que a Muse está fazendo? O Deep Sleep Boost roda no Muse S Athena, que combina sensores de EEG e fNIRS para acompanhar o que o cérebro está fazendo enquanto você dorme. Quando o sistema detecta que você entrou em sono profundo, ele emite pulsos de pink noise (um ruído “rosado”, mais suave que o branco) sincronizados com as oscilações lentas do cérebro, tentando “estabilizar” essa fase sem te acordar. Se o algoritmo percebe sinais de perturbação, ele pausa automaticamente. Aqui tem um ponto importante: isso é a virada do “relatório do dia seguinte” para uma lógica de intervenção em tempo real. Por que o deep sleep virou o troféu da noite Sono profundo (slow wave sleep) é o estágio mais ligado a recuperação física, consolidação de memória e saúde cerebral. É a parte do sono que, quando falta, deixa o corpo inteiro “sem atualização”. E sim, existe ciência por trás da ideia de estímulo sonoro sincronizado (closed-loop auditory stimulation) para aumentar atividade de ondas lentas em alguns contextos. O clássico do tema mostrou que dá para reforçar ritmos do sono com estímulos em fase. A Muse também cita resultados “fortes” em materiais de divulgação, como aumento relevante de atividade de ondas lentas e melhora em memória noturna, mas vale ler isso como evidência apresentada pela marca (não como promessa garantida para todo mundo, na sua casa, toda noite). A Muse quer controlar a jornada inteira do sono O Deep Sleep Boost entra como parte de um “sistema”: A tese é simples: cair mais rápido, dormir mais fundo, acordar mais limpo. Esse tipo de tecnologia é promissor, mas tem três verdades incômodas: Disponibilidade O Deep Sleep Boost já está disponível em iOS e Android e vem incluído para quem tem Muse S Athena, sem custo adicional, segundo a empresa 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Gracyanne Barbosa anuncia sua mais nova linha de ovos

Depois de “quebrar a internet” com uma marca de ovos que era, na real, uma ação publicitária com o Canva, Gracyanne Barbosa (42) voltou ao tema, só que desta vez com produto de verdade: nasce a linha “GracIANA Ovos”, em parceria com a Iana Ovos, marca do grupo Granja Faria. O movimento é simples de entender: transformar meme em prateleira. A conversa orgânica virou entrega tangível, como definiu a gerente de marketing da Granja Faria, mantendo o humor que o público já tinha comprado, mesmo quando não tinha nada pra comprar. O que está sendo lançado? A “GracIANA Ovos” não é um SKU único. É uma linha assinada que reúne o portfólio de ovos especiais da Iana, com variações como: E a promessa é direta ao ponto: produto já disponível no varejo pelo Brasil, reforçando o ovo como proteína prática pra rotina de quem pensa em saúde e performance, sem romantizar. O case tem uma lógica poderosa da wellness economy: quando um comportamento vira identidade, a marca certa consegue virar categoria. Gracyanne não inventou o ovo. Ela virou o rosto cultural do ovo no Brasil, e isso tem valor de mídia. O que antes era piada, eu comi todo o estoque, virou estratégia: primeiro atenção, depois conversão. Relembra o gatilho? Em novembro de 2025, ela anunciou uma linha de ovos premium com embalagem e identidade visual caprichadas, e depois revelou que era uma ação com o Canva, usando a plataforma para criar a marca. A estética, tipo caixa aveludada, vibe luxo, ajudou a história a parecer real rápido. Agora, a diferença é que o produto existe. A brincadeira virou modelo de lançamento: primeiro o storytelling, depois o supply. A Iana Ovos fica em Pouso Alto, no sul de Minas, tem mais de 30 anos e foi adquirida pela Granja Faria em 2019. Segundo informações divulgadas, a unidade concentra cerca de 2 milhões de aves de postura. Já a Granja Faria, fundada em 2006, em Nova Mutum, MT, é um peso pesado do setor, com operações em múltiplas unidades e um volume relevante de produção e processamento. O fundador, Ricardo Faria, é conhecido como o Rei do Ovo, com patrimônio estimado em mais de R$ 17 bilhões segundo a Forbes Brasil. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Fim da calvície se aproxima: cientistas chineses mostram novo caminho para recuperação capilar

Todo mundo quer um atalho pra recuperar cabelo. E, quando o assunto é calvície androgenética (o famoso “padrão genético” que afina os fios até o folículo desistir), os caminhos mais conhecidos hoje continuam sendo os de sempre: minoxidil e finasterida. Funcionam pra muita gente, mas também carregam o “custo da conversa”: uso contínuo, paciência, e o medo de efeitos colaterais, principalmente no caso da finasterida. Agora entra um personagem improvável: uma raiz usada há séculos na medicina tradicional chinesa, chamada Polygonum multiflorum, também conhecida como He Shou Wu. Uma revisão científica publicada no Journal of Holistic Integrative Pharmacy juntou evidências de estudos laboratoriais, relatos clínicos e registros históricos e levantou a hipótese: essa planta pode atuar em várias frentes ao mesmo tempo, algo que pouca terapia faz. O que ela estaria fazendo no “ciclo da calvície” A revisão aponta alguns caminhos biológicos que fazem sentido no mapa da alopecia androgenética: A tese é sedutora: em vez de mirar num alvo só, a planta seria uma espécie de combo biológico. Isso é revisão de literatura, não tratamento comprovado. A própria publicação reforça que ainda faltam ensaios clínicos robustos para dizer se funciona mesmo em gente, qual dose, por quanto tempo, para quem e com que risco. E tem um alerta grande que muita manchete esquece O Polygonum multiflorum, He Shou Wu, tem um histórico importante na literatura médica: há inúmeros relatos de lesão hepática, inclusive casos graves associados ao uso da planta e de preparações em cápsulas ou comprimidos. Ou seja, natural não é sinônimo de inofensivo. A revisão e notícias derivadas dela mencionam que o processamento tradicional seria uma etapa relevante para segurança, mas isso não resolve o principal: sem padronização e sem estudo clínico forte, o risco vira loteria. O que isso sinaliza? O valor real dessa história é outro. A ciência está voltando para a medicina tradicional com lupa, tentando separar folclore, marketing e farmacologia. Às vezes não sai nada. Às vezes sai uma molécula útil. E, no mínimo, sai um mapa melhor do problema. Calvície é biologia mais tempo. Qualquer promessa simples demais costuma ser cara, no bolso, no fígado ou na frustração. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Beckham inicia expansão da sua rede de academias pelo Brasil

O Brasil já é um “país academia”: segundo maior mercado do mundo em número de unidades, atrás só dos EUA.E é exatamente por isso que um player global resolveu aterrissar aqui com barulho. A F45 Training, rede de treinos funcionais de 45 minutos com tecnologia, padronização e cultura forte de comunidade, oficializou sua entrada no país com um plano que parece roteiro de startup em modo agressivo: R$ 30 milhões de investimento inicial, operação avaliada em cerca de R$ 350 milhões e ambição de 1.000 unidades em 5 anos via franquias. O detalhe que puxa atenção: no pacote vêm os nomes de David Beckham e Mark Wahlberg como investidores e embaixadores, não apenas como licenciamento de imagem, mas como usuários do método segundo a própria marca. Por que franquia pensar em franquias? A estratégia é o clássico modelo asset light: crescer rápido sem carregar o peso de capital de cada unidade. Pelos números apresentados pelo executivo: Por que começar no Rio antes de São Paulo? A primeira unidade anunciada fica no Vogue Square, na Barra. A leitura da operação é direta: o Rio tem lifestyle, hábito de treino e sociabilidade que explicam a proposta com menos esforço. São Paulo entra na sequência. A marca quer ser percebida como estilo de vida, não como lugar de aparelho e o Rio vai ajudar a construir essa narrativa. A Smart Fit precisa tomar acuidado A Smart Fit representa o outro polo do mercado: escala, preço acessível e operação massiva, com milhares de unidades na América Latina. A entrada da F45 reforça um movimento claro no setor. Academia deixando de ser projeto verão e virando experiência contínua, construindo comunidade e criando rituais. Plano agressivo é bonito no papel. Execução é o que separa hype de rede consolidada. Expandir mil unidades em cinco anos exige padronização real, franqueado alinhado e consistência de entrega. No Brasil, mercado aquecido não significa mercado fácil. Fecho FitFeed A entrada da F45 é mais um sinal de que o Brasil virou vitrine da wellness economy.E que o jogo das academias está mudando: quem ganhar comunidade, ganha recorrência. Pergunta simples: você acredita mais no modelo de escala acessível ou no modelo de clube experiência? 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

É aprovado colírio que promete melhorar sua visão e diminuir uso de óculos

Sabe o momento em que você começa a afastar o celular pra conseguir ler? Isso tem nome: presbiopia, a famosa “vista cansada” que costuma aparecer a partir dos 40+, quando o cristalino, a “lente” natural do olho, vai perdendo elasticidade. Agora entra a novidade: o FDA, agência reguladora dos EUA, aprovou o VIZZ, um colírio de prescrição com aceclidina 1,44%, feito justamente pra melhorar a visão de perto por até 10 horas. O que ele faz? Ele contrai a pupila e pupila menor significa mais nitidez de perto, como quando você está no sol e, de repente, lê melhor as letras pequenas. Ou seja, não é cura da presbiopia. É um recurso temporário para melhorar o foco em tarefas do dia a dia, como ler tela, embalagem ou texto pequeno. Como usar? A orientação do rótulo do FDA é 1 gota em cada olho, esperar 2 minutos, e aplicar uma segunda gota em cada olho, uma vez ao dia, a partir do mesmo flaconete de dose única. Na cobertura do tema, a promessa é que ele começa a agir em 15 a 30 minutos e dura até 10 horas. Como ele mexe na pupila, tem efeitos que fazem sentido: E tem alertas importantes.Pode dar visão temporariamente mais escura, então é importante ter cuidado ao dirigir à noite ou em ambientes com pouca luz se você perceber a visão pior. Foram relatados casos raros de rasgo ou descolamento de retina com colírios mióticos em pessoas suscetíveis. Por isso, o rótulo orienta atenção a sinais como flashes de luz, “moscas volantes” ou perda súbita de visão. Disponibilidade e preço Por enquanto, a venda é nos Estados Unidos e com prescrição.Na matéria citada, o valor aproximado foi de R$ 420 por cerca de 25 dias, mas isso pode variar conforme câmbio, farmácia e cobertura de seguro. O que isso diz sobre o mercado de longevidade? A presbiopia é um daqueles marcadores clássicos do envelhecimento. Não é doença, mas muda rotina, autoestima e produtividade. Esse colírio é um sinal claro de tendência, onde as pessoas vão precisar fazer menos cirúrgica e vão depender menos de acessórios 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Primeiro remédio que combate o envelhecimento celular começa a ser testado

Tudo esta acontecendo graças a Retro Biosciences, startup de longevidade bancado pelo Sam Altman, e que virou uma espécie de laboratório de apostas grandes. A promessa da vez tem nome técnico e ambição emocional: uma molécula chamada RTR242, prestes a entrar em testes clínicos, com a ideia de religar um mecanismo do corpo que funciona como modo faxina. A pílula do “modo faxina” do cérebro Autofagia é isso. Um processo natural de reciclagem celular. A célula identifica peça quebrada, proteína defeituosa, resíduo que não deveria estar ali, e dá destino. Só que com o envelhecimento esse sistema vai ficando menos eficiente. E quando o cérebro para de limpar direito, o acúmulo vira terreno fértil para problemas maiores, inclusive os relacionados a proteínas tóxicas associadas a quadros neurodegenerativos como Alzheimer e Parkinson. A aposta é direta: se eu reativo a limpeza, eu indiretamente também combate o envelhecimetno celular E como funciona esse medicamento? E é aí que a história fica perigosa e fascinante ao mesmo tempo, porque uma coisa é entender o mecanismo. Outra é transformar isso em remédio seguro. O caminho é cheio de gargalos. A molécula precisa chegar ao cérebro, passar pela barreira que protege o sistema nervoso e que barra quase tudo. Precisa ativar limpeza sem virar bagunça, porque limpeza demais também pode ser problema se o corpo começar a “descartar” o que não deveria. E precisa provar, em humanos, que não é só elegante no laboratório. É útil na vida real. Por isso vale um pé no chão: ensaio clínico no começo é sobre segurança, dose, tolerância. Não é sobre cura. E no mundo da longevidade, promessa é fácil. Evidência é cara e lenta. O Vale do Sílicio está obcecado com essa ideia Em poucas décadas, a proporção de pessoas acima de 60 explode no planeta. O desafio não é só viver mais. É viver sem perder autonomia. E é aqui que a Retro conecta os pontos: além dessa pílula, ela também investe em regeneração com células-tronco e em usar inteligência artificial para acelerar ciência, como se estivesse tentando encurtar o intervalo entre hipótese e molécula viável. A narrativa oficial é quase provocativa: adicionar até 10 anos de vida saudável. Porque se isso funcionar, a pergunta deixa de ser médica e vira social. Quem vai ter acesso primeiro. Quanto vai custar. O que acontece quando longevidade vira produto premium. E tem outra pergunta que ninguém gosta de encarar, mas ela sempre aparece quando o alvo é o cérebro. Se você melhora performance, memória, clareza, limpeza de resíduos, você continua sendo você ou vira uma versão 2.0. Não é papo filosófico vazio. É o tipo de dilema que chega antes da lei. Mesmo que essa pílula dê certo, ela não substitui o básico. Ela potencializa um terreno. E terreno de cérebro não se constrói com promessa, se constrói com rotina. Sono consistente, movimento, alimentação que não inflama o corpo inteiro, relações, desafio cognitivo, estresse sob controle. É o tipo de lista que não viraliza, mas é exatamente a lista que faz tecnologia funcionar melhor quando ela chega. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Cientistas desenvolvem spray que estanca sangramentos em segundos

Um corte grave não te dá minutos de vida, dá segundos. E é exatamente nesse intervalo que pesquisadores da Coreia do Sul estão tentando mexer: um pó em spray que, ao encostar no sangue, vira um gel macio e flexível e ajuda a estancar hemorragias em menos de um segundo. Pelo menos nos testes descritos em um estudo publicado na Advanced Functional Materials, com divulgação do próprio KAIST (Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia). A ideia é simples e brutalmente lógica: em trauma grave, controlar o sangramento rápido é o que decide se a pessoa chega viva ao hospital. Em cenários como resgates, atendimento pré-hospitalar, regiões remotas e até campo de batalha, cada segundo vira moeda. Como esse spray funciona? O “truque” está no material que forma o gel, chamado AGCL, feito a partir de componentes de origem natural: Pensa assim: alginato + gelana montam a “estrutura” do gel. A quitosana entra como peça de performance: ajuda a atrair glóbulos vermelhos e plaquetas, acelerando a coagulação. Segundo os pesquisadores, o material ainda consegue absorver até 7x o próprio peso em sangue, o que importa quando o sangramento é intenso e o curativo tradicional não dá conta. Dois pontos chamam atenção no que o KAIST divulgou: Isso é o tipo de atributo que transforma uma inovação de “bonita” em utilizável. E quando isso vai chegar nos hospitais? Ainda não chega. Por enquanto, não há previsão de disponibilidade ao público. O spray segue em testes e etapas adicionais, além de todo o caminho de produção e aprovação regulatória (que costuma ser o funil mais longo). Um dos cientistas envolvidos, Kyusoon Park, resumiu a motivação do projeto como missão de salvar vidas, começando por emergências militares, mas com potencial de uso médico mais amplo no futuro. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Foi aberto o primeiro clube social de longevidade de Londres

A Unbound abriu sua primeira unidade em Shoreditch (zona leste da cidade) juntando duas coisas que quase nunca andam juntas no mesmo endereço: check-up clínico de verdade + rotina social que dá vontade de voltar. Na prática, é um membership criado por um time que mistura médicos, designers e empreendedores, com um espaço pensado para ser “todo dia”, não “uma vez por ano”. Como funciona? A Unbound organiza a jornada em 4 passos, indo do dado à ação: 1) OnboardVocê preenche um perfil com histórico médico, estilo de vida e objetivos, pra equipe já saber onde apertar. 2) ExperienceNo espaço, você passa por uma sequência guiada de avaliações: exames de sangue, testes de movimento, body mapping e uma sessão de mindfulness pra identificar padrões de estresse e alinhar metas. 3) ResultsUm médico cruza os resultados com comportamento e histórico, e traduz isso em prioridades claras: o que importa, por quê, e o que mexe mais no ponteiro. 4) RitualsPlano personalizado de exercício, nutrição e hábitos, somado a “rituais” e consistência: sauna, ice bath, breathwork, run club e eventos comunitários. O conceito central deles é simples e afiado: número sozinho não muda comportamento. Contexto muda. Eles chamam isso de “dar significado às métricas”. O club também funciona como coffee shop e listening bar, com workshops, talks e eventos mais artísticos. A proposta é quase um paradoxo gostoso: “ascetic hedonism” (disciplina, mas com prazer). Por que isso importa? A Unbound está apostando que transformar cuidado em rotina social (e não em obrigação solitária) aumenta a chance de você continuar quando a empolgação acaba. É o wellness virando experiência + pertencimento. Prevenção como algo que você faz com outras pessoas, não só o que você rastreia sozinho no celular. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui