24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Paraguai identifica canetas emagrecedoras falsas, como diferenciar?

Tem um mercado crescendo na sombra, bem na nossa cara: canetas emagrecedoras compradas na fronteira, sem prescrição, sem rastreio e, em alguns casos, falsificadas. E agora o próprio Paraguai colocou isso no papel. A Dinavisa (o “equivalente” da Anvisa por lá) publicou um alerta reconhecendo a comercialização não autorizada de produtos que dizem conter tirzepatida em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, e classificou como risco grave à saúde pública. No alerta, a Dinavisa diz que esses produtos não têm registro sanitário vigente no país e que, por isso, não dá para garantir composição, qualidade, segurança nem eficácia. é como se você estivesse eaplicando qualquer coisa E eles listam nomes que aparecem nessas falsificações, como “Mounjaro”, “Tirzapatide injection”, “TirzseBound”, “Tirzepatide – Freedom Research” e “Tirzepatide Synedica Labs”. O barato que sai caro… O alerta é direto: produtos irregulares podem ter substâncias não declaradas ou concentrações erradas, além de não existir informação validada sobre dose, preparo e modo de uso. E tem um detalhe que quase ninguém lembra: mesmo quando o produto fosse “real”, medicamento injetável exige cadeia de conservação e transporte. Se isso já é difícil no formal, imagina no clandestino. Como isso abastece o Brasil? Porque o mercado se organiza como mercado paralelo mesmo: compra na fronteira, revende por rede social, entrega “por fora”, e tenta driblar fiscalização de tudo quanto é jeito. Enquanto isso, a Anvisa vem apertando o cerco: já proibiu a comercialização e determinou apreensão de lotes irregulares de tirzepatida associadas às chamadas “canetas do Paraguai”, justamente por falta de registro e situação irregular. Em novo alerta, a Anvisa reforçou que essas canetas não são produto de “uso livre”: devem ser usadas apenas conforme a bula e com prescrição e acompanhamento profissional, citando o risco de eventos adversos graves, como pancreatite aguda. Segundo a própria agência, há 225 notificações suspeitas de pancreatite associadas ao uso desses medicamentos e seis mortes sob investigação por possível relação com o uso de canetas emagrecedoras. A Dinavisa recomenda não comprar pela internet, redes sociais ou canais não autorizados e diz que, se a pessoa estiver usando algo do tipo, deve interromper e buscar orientação de profissional de saúde. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Nova febre pet: “smartwatch” que avisa antes deles ficarem doentes

A tecnologia vestível saiu do pulso humano e foi direto pro pescoço dos pets e isso não é modinha. O Brasil, terceiro maior mercado pet do mundo, virou alvo de um setor que deve ultrapassar US$ 250 milhões até 2030: coleiras inteligentes e rastreadores GPS. Uma nova camada de health tech que muda a forma como cuidamos e nos conectamos com nossos animais. Por que o Brasil virou o epicentro dessa corrida? Com cerca de 168 milhões de animais de estimação, o país reúne o combo perfeito: escala, afeto e consumo premium. A “humanização” dos pets deixou de ser discurso e virou comportamento. Tutor virou cuidador. Cuidado virou dado. Resultado: o mercado brasileiro de wearables para pets deve mais que dobrar em seis anos, crescendo a 14,1% ao ano. Segurança, bem-estar e saúde preventiva entraram no carrinho. Startups como Maven Pet, que monitora hidratação e sono, e a austríaca Tractive, com 1,7 milhão de usuários, miram a América Latina, começando pelo Brasil. O modelo é claro: hardware com assinatura. Dados contínuos, receita recorrente e vínculo emocional no centro da estratégia. Como as coleiras funcionam? As novas coleiras usam sensores e IA para analisar padrões de atividade, sinais vitais e mudanças sutis de comportamento. A promessa não é só localizar, mas prever problemas de saúde antes que eles apareçam. Isso conversa com iniciativas públicas como o SinPatinhas, que amplia a microchipagem e ajuda a formar um ecossistema de cuidado, dados e prevenção. O que isso diz sobre o futuro do wellness O bem-estar virou multiespécie. Dados personalizados, prevenção contínua e tecnologia como cuidado, agora também para os animais. Para o mercado, é fidelização. Para o tutor, é amor traduzido em informação. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

O que acontece com seu corpo quando você toma creatina todos os dias?

A mudança vem durante um longo prazo, mas os benefícios são gigantescos, entenda alguns deles: Você satura seus músculos e isso muda a performance A creatina fica armazenada principalmente no músculo e ajuda a regenerar energia rápida, o famoso “gás” do esforço curto e intenso. Tomar diariamente mantém esses estoques mais altos, o que tende a virar mais força, mais repetições e mais potência quando o treino pede explosão. Seu músculo puxa mais água e a balança pode subir Ela tem um efeito osmótico. Aumenta a água dentro da célula muscular. Resultado comum nas primeiras semanas é um leve aumento de peso. Muita gente confunde isso com ganho de gordura, mas na maioria dos casos é água intramuscular. Recuperação e volume de treino ficam mais fáceis Com mais energia disponível, você costuma sustentar melhor o ritmo do treino. Ao longo do tempo, isso facilita evolução de força e massa muscular, principalmente quando combinado com treino de resistência bem feito. O cérebro entra na conversa, mas sem prometer milagre Existe pesquisa ligando creatina à função cognitiva, especialmente em situações de alta demanda energética, como privação de sono. No dia a dia normal, os resultados ainda são mistos. Ajuda em alguns contextos, não é pílula da genialidade. Segurança é o ponto que precisa ser entendido A creatina monohidratada é um dos suplementos mais estudados do mundo e, em doses usuais, tende a ser segura em adultos saudáveis, inclusive no uso prolongado. Um detalhe importante é que ela pode aumentar a creatinina nos exames de sangue, o que nem sempre significa problema renal. Quem já tem doença renal, está grávida, amamentando ou usa medicações específicas precisa alinhar com médico ou nutricionista. Quanto tomar no dia a dia O mais comum é de 3 a 5 gramas por dia. A chamada fase de saturação existe, mas não é obrigatória. A constância diária já resolve. Efeitos colaterais possíveis Os mais relatados são desconforto gastrointestinal em doses altas e retenção hídrica. Hidratação adequada e respeito às doses fazem diferença. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Apple desiste de lançar IA de saúde após anos de tentativa

A Apple sempre vendeu uma promessa silenciosa: um dia, saúde seria o legado.Só que agora o jogo acelerou mais rápido do que a empresa conseguiu acompanhar. Segundo a Bloomberg, a Apple está recuando nos planos de lançar um coach de saúde com IA. O projeto interno, chamado Mulberry, tinha uma ambição clara: unir dados do Apple Watch e do app Saúde para oferecer orientação personalizada, passando por prevenção, alimentação, tracking e conteúdo médico. No papel, fazia sentido, mas na prática, não funcionou. Após atrasos sucessivos e uma reorganização interna na divisão de saúde, a avaliação foi dura: o projeto não acompanhou a velocidade dos novos players de wellness, como Oura, WHOOP e Ultrahuman, que já entregam leitura contínua do corpo com linguagem simples e foco em ação diária. A Apple avançou em frentes importantes, como recursos aprovados por reguladores para pressão arterial e funções auditivas. Mas outras apostas estratégicas, como o monitoramento contínuo de glicose, continuam presas ao futuro. O Fitness+ também segue sem um posicionamento claro dentro desse novo ciclo de saúde digital. Enquanto isso, o mercado não espera. Wearables, diagnósticos, IA e infraestrutura estão convergindo para algo maior: um sistema operacional de saúde pessoal. Com regulações mais flexíveis e consumidores mais ativos, o modelo de “cuidar só quando adoece” começa a perder espaço para prevenção contínua, personalizada e orientada por dados. O ponto central é simples. Saúde virou um sistema A decisão agora é estratégica. Ou a Apple segue como um grande coletor de dados, ou assume o papel de orquestradora, conectando informação, contexto e decisão no dia a dia das pessoas. Essa escolha define o jogo. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Como Viver Até os 100? Annete Marum discute se existe uma dieta certa pra todo mundo

No novo episódio do Como Viver Até os 100?, Michel Cohen recebe a nutricionista Dra. Annete Marum para uma conversa direta e desconfortável sobre um dos maiores mitos da saúde moderna: a ideia de que existe uma dieta certa para todo mundo. A provocação é simples.Você pode fazer tudo “certo” no papel e ainda assim não ter resultado.E isso não é falta de disciplina. Ao longo do episódio, Annete explica por que pessoas que comem igual, treinam igual e seguem o mesmo plano podem ter respostas completamente opostas. A razão está na biologia. Genética, metabolismo, resposta inflamatória, sono e capacidade de construir músculo fazem cada corpo jogar um jogo diferente. FICHA RÁPIDA DO EPISÓDIO Convidada: Dra. Annete MarumFunção: Nutricionista, pesquisadora e fundadora do Instituto de Medicina e Nutrição de PrecisãoDuração: 34 minutosTema central: Nutrição de precisão • Longevidade • Estratégia de saúde Quem é a Annete? Concursada no Hospital das Clínicas, doutora pela Unifesp e com mais de 25 anos entre pesquisa, atendimento e ensino, Annete construiu sua carreira tentando responder a uma pergunta incômoda: por que a nutrição tradicional falha mesmo quando o paciente “faz tudo certo”. Essa inquietação levou à escrita do primeiro livro brasileiro sobre Nutrição de Precisão e à criação de um instituto focado em entender o corpo antes de prescrever protocolos. Quando a nutrição tradicional deixa de funcionar Um dos pontos centrais da conversa é a virada de chave na carreira da Annete. Ao observar pacientes altamente disciplinados, mas sem evolução, ficou claro que insistir no mesmo plano não era persistência, era erro de estratégia. A lógica muda: menos tentativa e erro, mais leitura do organismo. Em vez de copiar dietas, entender respostas individuais. O episódio passa por pilares clássicos da longevidade, sempre sob o mesmo filtro: nada funciona isolado. Sono aparece como regulador central do metabolismo e da inflamação.Treino entra como ferramenta de construção de músculo e proteção funcional ao longo do tempo.Alimentação deixa de ser lista de alimentos “bons ou ruins” e passa a ser contexto biológico.Suplementos só fazem sentido quando corrigem déficits reais, não modismos.Exames são tratados como radar, não como sentença. 5 ideias que atravessam o episódio A mensagem final O episódio fecha com uma frase que resume toda a conversa: disciplina é importante, mas não é suficiente. Entender o próprio corpo muda o jogo. Se você já fez tudo “certo” e travou, talvez o problema não seja esforço.Talvez seja estratégia. Onde assistir? O Como Viver Até os 100? vai ao ar toda segunda no Spotify e no YouTube da FitFeed, com conversas práticas sobre hábitos, ciência e decisões que constroem saúde no longo prazo. Sem atalhos. Sem fórmulas mágicas. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

TikTok é acusado de afetar à saúde mental

Sabe quando você abre o TikTok “só pra ver um vídeo” e, do nada, ficou 4 horas rolando a for you? Pois é. A Comissão Europeia disse, em conclusão preliminar, que o app pode estar violando a Lei de Serviços Digitais (DSA) por usar um design considerado viciante. O que entrou no radar? Recursos que colocam o cérebro no piloto automático: rolagem infinita, reprodução automática, notificações push e um sistema de recomendação altamente personalizado. A acusação é que o TikTok não avaliou nem mitigou direito os riscos que isso pode gerar para bem-estar físico e mental, especialmente em crianças e adultos vulneráveis. O recado de Bruxelas é pesado: se a investigação se confirmar, o TikTok pode ter que mexer no “design básico” do app, não só ajustar uma telinha de “tempo de uso”. E, no limite, pode rolar multa de até 6% do faturamento global. E o TikTok?A empresa reagiu dizendo que as conclusões são “categoricamente falsas” e prometeu contestar. Por que isso importa? Porque essa discussão é sobre arquitetura de atenção: quando o produto é desenhado para você não sair, quem paga a conta é seu sono, sua concentração e seu humor. E a UE está tentando colocar isso no mesmo patamar de “risco sistêmico” que precisa de regra, auditoria e freio. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Geração Alpha em queda: Pela primeira vez filhos têm QI inferior ao dos pais

Segundo o neurocientista francês Michel Desmurget, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, algo inédito está acontecendo: em países desenvolvidos, filhos estão apresentando QI inferior ao dos pais. Pela primeira vez na história recente. Durante décadas, o chamado efeito Flynn mostrou que a inteligência média crescia geração após geração. Agora, em lugares como França, Noruega, Dinamarca, Holanda e Finlândia, essa curva virou. O principal suspeito?Não é um fator isolado. Mas o tempo de tela pesa muito. Desmurget aponta que o uso excessivo de dispositivos digitais impacta diretamente os pilares da inteligência: linguagem, atenção, memória, sono e repertório cultural. Quanto mais tela recreativa, piores tendem a ser os indicadores cognitivos e o desempenho escolar. O problema não é a tecnologia em si. é o desequilíbrio que ela causa Telas reduzem interações familiares, roubam espaço de atividades que estruturam o cérebro (leitura, música, esporte, estudo), fragmentam o sono e superestimulam a atenção. O resultado é um cérebro menos treinado para concentração profunda e pensamento complexo. Há também um ponto-chave: plasticidade cerebral.Na infância e adolescência, o cérebro é altamente moldável. É quando experiências constroem ou empobrecem circuitos neurais. Depois, essa janela se estreita. Desmurget usa uma metáfora simples:o cérebro é como massa de modelar. No começo, fácil de esculpir. Com o tempo, endurece. Nem toda tela é igual, nem todo uso é vilão.Ferramentas digitais com propósito educacional podem ajudar. O problema é que, na prática, o consumo dominante ainda é entretenimento passivo, videogames de ação e redes sociais. E os números assustam:crianças pequenas passam horas diárias diante de telas. Antes dos 18 anos, isso equivale a décadas de tempo letivo perdido. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Equipamento de recuperação ganha versão olímpica que só atletas da Nike vão usar

Enquanto os atletas desembarcam na Itália para as Olimpíadas de Inverno de 2026, uma coisa fica clara: recuperação não é mais “extra”. É parte do kit de performance. A Hyperice se juntou à Nike ACG para criar uma edição especial do Normatec Elite (aquelas botas de compressão que parecem coisa de laboratório, mas viraram rotina no alto rendimento). Só que tem um detalhe importante: não vai vender.Esse modelo foi feito exclusivamente para atletas olímpicos assinados pela Nike. O visual segue a estética ACG: laranja assinatura, detalhes pretos e co-branding. E as unidades vão aparecer nas Nike activation houses durante os Jogos, como parte da experiência da marca na Itália. A intenção é ajudar no interval odos treinos O conceito por trás da collab consiste em ajudar os atletas nos momentos de transições, nos momentos do meio do caos, como: É nesse “vazio” entre uma coisa e outra que o corpo cobra a conta. E é exatamente ali que esse Normatec foi pensado pra entrar. O que é o Normatec? O sistema usa compressão de ar dinâmica para apoiar a circulação, reduzir o inchaço e ajudar a manejar dor e rigidez muscular. Pra atleta de inverno, isso faz ainda mais sentido: o corpo alterna entre temperaturas agressivas e esforço máximo, em pouco tempo. Essa collab puxa o fio de um movimento maior. Depois do Hyperboot (Nike x Hyperice) em Paris, a mensagem ficou direta: recuperação está sendo desenhada com o mesmo nível de intenção que tênis e roupa.Não é “autocuidado”. É estratégia de desempenho. E no topo da pirâmide, o jogo é esse: quem recupera melhor, compete melhor. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Infarto entre jovens crescem 150% nos ultimos anos

Tem um alarme tocando baixinho no Brasil: mais jovens estão sendo internados por infarto. E não é por acaso. Segundo dados do SUS, as internações por infarto em pessoas com menos de 39 anos mais que dobraram nos últimos 15 anos. Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostra que, na última década, os casos em menores de 40 cresceram mais de 150%. Ou seja: o coração está cobrando a conta mais cedo. O que está empurrando esse risco pra baixo dos 40? Médicos apontam um combo conhecido, mas frequentemente ignorado: O cardiologista José Guilherme Rodrigues explica que hábitos cada vez mais comuns entre jovens estão antecipando um problema que antes aparecia majoritariamente na velhice. A história da empresária Ana Lígia, de 35 anos, mostra isso com clareza. Tudo começou com dor na nuca. Depois vieram pontadas no peito. A pressão estava em 22 por 10. No hospital, o diagnóstico: infarto. No cateterismo, uma veia estava 100% obstruída e foi necessário colocar um stent. Ela já havia tido miocardite dois anos antes e fumava. Um alerta que virou decisão de mudança. Já a enfermeira Rayane, de 30 anos, sentiu algo diferente. A primeira dor foi no estômago. No caso dela, além do estilo de vida, entra outro fator importante: hereditariedade. Vários familiares já tiveram problemas cardíacos. Infarto jovem nem sempre começa como a gente imagina. Os sinais que não podem ser ignorados Dor ou desconforto no peitoIrradiação para braços, costas ou pescoço E o aviso mais importante dos especialistas: não tente resolver sozinho. Ao perceber os sinais, acione o SAMU. O atendimento rápido pode salvar vidas. Tanto Ana quanto Rayane relatam a mesma virada: mudança total de rotina, alimentação mais consciente e acompanhamento médico constante. Infarto em jovens raramente é azar, geralmente é sobre hábito acumulado com o tempo. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Jovem tetraplégico recupera movimentos no Brasil

Doze dias.Foi esse o tempo entre a aplicação de uma proteína experimental e o momento em que Luiz Otávio Santos Nunez, de 19 anos, percebeu algo que não acontecia mais: o movimento na ponta do dedo. Pode parecer pouco. Mas, para quem sofreu uma lesão medular e perdeu os movimentos, é gigantesco. Luiz Otávio é o paciente mais jovem do Brasil a receber a polilaminina e o primeiro em Mato Grosso do Sul. A aplicação aconteceu no dia 21 de janeiro, no Hospital Militar de Campo Grande, após autorização judicial. O tratamento ainda está em análise pela Anvisa. Um micro movimento virou sinal Tetraplégico após um acidente com arma de fogo em outubro do ano passado, Luiz Otávio conta que antes não conseguia mexer a ponta do dedo indicador. Agora, consegue. É um movimento pequeno. Quase imperceptível para quem olha de fora. Mas, para ele, é um marco. Algo que não existia antes. Além da mão, ele também relata sensações e pequenos sinais de ativação nos nervos das pernas, áreas que haviam perdido sensibilidade e movimento após o trauma. A fisioterapia segue sendo parte central do processo. O que é a polilaminina? A polilaminina não surgiu agora. Ela vem sendo estudada há mais de 20 anos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela é uma versão recriada em laboratório da laminina, proteína fundamental no desenvolvimento embrionário e na conexão entre neurônios. Em lesões na medula, o problema é claro: os sinais elétricos do cérebro não chegam ao corpo porque as fibras nervosas são rompidas. A proposta da polilaminina é ajudar essas fibras a crescer novamente, restabelecendo parte da comunicação neural. Ainda é uma pesquisa, mas os relatos clínicos começam a desenhar possibilidades. Ciência, cautela e esperança no mesmo pacote É importante deixar claro: não se trata de cura anunciada, nem de tratamento liberado. A substância segue em avaliação regulatória e os casos acompanhados exigem cautela, acompanhamento médico e mais dados científicos. Mas histórias como a de Luiz Otávio mostram por que essa linha de pesquisa mobiliza tantos pacientes, médicos e cientistas. Na medicina neurológica, milímetros de avanço já são avanço. E, às vezes, tudo começa com um dedo que volta a mexer. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui