Noom aposta em GLP-1 em microdose e avança como plataforma de saúde preventiva

A Noom, conhecida globalmente por seu aplicativo de hábitos e perda de peso, acaba de dar mais um passo estratégico na transformação do seu modelo de negócio. A empresa anunciou o lançamento do Proactive Health Microdose, um programa que combina GLP-1 em microdose com diagnósticos regulares, reposicionando a marca de “app de dieta” para uma plataforma completa de medicina preventiva e longevidade. Na prática, a Noom está tornando a medicina da longevidade algo habitual, mensurável e contínuo. De hábitos digitais a saúde baseada em dados O novo programa integra a base já existente da Noom — micro-hábitos guiados por IA e prescrição de GLP-1 em doses reduzidas — com exames diagnósticos domiciliares. A proposta é acompanhar a saúde ao longo do tempo, não apenas reagir a doenças instaladas. Para isso, a empresa utiliza a tecnologia de coleta de sangue por microneedle da Tasso+, permitindo que usuários façam exames em casa, de forma minimamente invasiva. Os marcadores são avaliados trimestralmente e incluem indicadores metabólicos, cardiovasculares, hormonais, além de inflamação e status de nutrientes. O foco deixa de ser apenas peso corporal e passa a ser performance metabólica e envelhecimento saudável, com dados longitudinais orientando ajustes de comportamento e tratamento. GLP-1 como ferramenta de longevidade O movimento acompanha uma mudança maior no setor. Cada vez mais, grandes farmacêuticas e plataformas de saúde tratam os GLP-1 não apenas como medicamentos para diabetes ou obesidade, mas como potenciais aliados na prevenção de doenças crônicas e no aumento do healthspan. A diferença da Noom está na estratégia de microdosagem: usar a menor dose eficaz, com acompanhamento contínuo, para reduzir efeitos colaterais, aumentar adesão e normalizar o uso do medicamento como parte de um cuidado de longo prazo e não como uma solução pontual. Um movimento que ganha escala A Noom não está sozinha nessa corrida. A convergência entre diagnósticos domiciliares, medicina personalizada e longevidade já está moldando o setor. Recentemente, a Hims & Hers adquiriu a empresa de diagnósticos por microneedle YourBio Health, reforçando que dados biológicos frequentes serão a base da próxima geração de cuidados de saúde. O que isso sinaliza O lançamento do Proactive Health Microdose indica uma mudança clara: o futuro do cuidado ao consumidor passa por peptídeos, GLP-1, exames regulares e plataformas digitais integradas, onde prevenção, comportamento e biologia caminham juntos. Mais do que ajudar pessoas a emagrecer, a Noom agora quer ajudar pessoas a envelhecer melhor, com dados, constância e mínima intervenção. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Por que não é falta de disciplina e sim a fase da vida em que você está?

Não é falta de disciplina. É a fase da vida em que você está. Vivemos como se a vida fosse linear, mas ela é cíclica, e cada ciclo pede uma estratégia emocional diferente. Hábitos não falham sozinhos; eles falham quando não conversam com a fase que estamos vivendo. Existem ciclos de performance, reconstrução, expansão, recolhimento e reorganização silenciosa, cada um com uma exigência emocional própria. A disciplina funciona na performance; o descanso serve na cura; o foco ajuda na expansão; a introspecção guia o caos; a leveza acolhe a retomada. Forçar um hábito na fase errada é como exigir força quando a mente está pedindo recuperação: a intenção é boa, mas o contexto derruba. As pessoas confundem falta de disciplina com falta de energia emocional compatível, mas a capacidade não desaparece; o que muda é a habilidade de sustentar. Isso explica por que tantas metas morrem em fevereiro: elas ignoram a fase, ignoram o corpo e ignoram o momento psíquico. Hábitos não são mecânicos, são biográficos. Os desafios de 21 dias funcionam porque oferecem estrutura, início e direcionamento para cérebros sobrecarregados; eles não transformam tudo, mas destravam o que estava parado. Para alguns, o desafio é treinar; para outros, comer bem; para muitos, é simplesmente se reconectar, ligar para alguém, socializar de novo. Sempre haverá um pilar negligenciado, e isso é humano. A pergunta não é qual hábito você não tem, mas qual hábito sua fase atual consegue sustentar. A fase determina o esforço, e a mudança começa com um compromisso pequeno. No fim, somos feitos de ciclos, e reconhecer o ciclo atual é o que torna qualquer hábito sustentável. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
UFRGS desenvolve IA para detectar câncer bucal ainda na fase inicial

Um projeto interdisciplinar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) está abrindo um novo caminho para o diagnóstico precoce do câncer bucal. Pesquisadores das áreas de Odontologia e Informática trabalham juntos no desenvolvimento de um sistema de inteligência artificial capaz de identificar sinais muito iniciais da doença, antes mesmo do surgimento de lesões visíveis, um avanço que pode aumentar de forma significativa as chances de tratamento e cura. Prevenção focada em grupos de risco A proposta do estudo é clara: sair da lógica reativa e avançar para o rastreamento preventivo. O foco está em grupos com maior probabilidade de desenvolver câncer bucal, especialmente pessoas com histórico de consumo de tabaco e álcool, fatores reconhecidos como os principais gatilhos da doença. O processo começa com a coleta de fluidos da cavidade oral dos pacientes, seguida de um acompanhamento ao longo do tempo. Hoje, esse tipo de análise celular costuma ser feito de forma manual, por especialistas observando amostras ao microscópio, um método preciso, porém lento, caro e difícil de escalar. IA para acelerar e escalar o diagnóstico É aí que entra a inteligência artificial. O sistema em desenvolvimento é treinado para analisar imagens de células da boca e identificar alterações sutis no núcleo celular, como mudanças de forma, coloração e crescimento de estruturas internas, sinais associados a um maior risco de desenvolvimento do câncer. Ao automatizar essa leitura, a tecnologia substitui a inspeção visual manual por uma análise de alta velocidade, capaz de processar grandes volumes de dados em pouco tempo. Na prática, isso torna o rastreamento mais rápido, mais acessível e muito mais escalável, algo essencial para aplicações em larga escala no sistema de saúde. Um exame complementar, não substitutivo Os pesquisadores reforçam que a tecnologia não pretende substituir exames clínicos definitivos, como a biópsia. O papel da IA é atuar como um exame complementar, ajudando a estratificar o risco dos pacientes e indicar quem deve ser acompanhado mais de perto. Ao estabelecer valores de referência e padrões celulares associados à predisposição à doença, o sistema pode sinalizar riscos ainda invisíveis ao exame clínico tradicional, antecipando decisões médicas e intervenções preventivas. Validação a longo prazo e impacto no SUS Por se tratar de uma pesquisa acadêmica longitudinal, o projeto exige anos de acompanhamento para validar os padrões identificados pela inteligência artificial. A estimativa dos pesquisadores é de cerca de 10 anos para a conclusão e validação completa do sistema. A expectativa, no entanto, é ambiciosa: após validada, a tecnologia poderá ser incorporada à rede pública de saúde, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce do câncer bucal no Brasil. Se bem-sucedido, o projeto reforça um movimento cada vez mais forte na saúde: usar tecnologia não apenas para tratar doenças, mas para antecipá-las. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Como o beach tennis virou um negócio milionário?

O mercado esportivo brasileiro, que movimenta mais de R$ 180 bilhões por ano, encontrou sua nova mina de ouro na areia. O beach tennis deixou de ser apenas um hobby de verão para se transformar em um negócio estruturado e altamente escalável, e a ex-atleta Samantha Barijian está liderando essa virada. Por que a febre pegou (e não vai passar)? O boom do beach tennis não é por acaso. O esporte é democrático, fácil de aprender e perfeito para socializar, fatores que explodiram durante a pandemia, quando atividades ao ar livre se tornaram essenciais. Mas, com a popularização, veio o caos: a falta de um padrão de ensino. Foi essa lacuna que a tricampeã Pan-Americana Samantha Barijian identificou, criando uma metodologia própria para profissionalizar a instrução da modalidade, com materiais didáticos e vídeo-aulas. Transformando paixão em franquia A resposta para organizar o mercado veio na forma da BASA Beach Tennis, um modelo de franquia que estrutura o esporte como negócio. A proposta é acessível: a licença da metodologia começa com um investimento de R$ 999, enquanto uma franquia completa da escola sai por R$ 6.500. Para quem quer montar uma unidade física, o investimento médio é de R$ 50 mil, com um potencial de faturamento que pode chegar a R$ 90 mil por mês. O modelo híbrido, que une o ensino online à presença local, garante escalabilidade sem perder a conexão com a comunidade. O futuro do esporte é um negócio bem gerido O sucesso da BASA mostra que a profissionalização é o caminho. Com uma gestão dividida entre a expertise técnica de Barijian e a visão financeira de Juliana Lima, a startup já conta com 15 arenas parceiras pelo Brasil. A lição para o setor de wellness é clara: a transformação de uma tendência esportiva em um negócio sustentável exige mais do que paixão. Requer metodologia, governança e um modelo de negócio que una qualidade técnica com potencial de escala. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Evvy lança teste caseiro de urina com PCR para diagnóstico preciso de infecção urinária

A Evvy, empresa de saúde feminina conhecida pelo seu teste de microbioma vaginal, acaba de ampliar sua atuação com o lançamento do UTI+, um exame de urina feito em casa que utiliza tecnologia PCR para identificar infecções urinárias com precisão laboratorial. O teste detecta 12 uropatógenos principais e 7 marcadores de resistência a antibióticos, entregando resultados em apenas um dia útil, um avanço relevante em um cenário ainda marcado por diagnósticos imprecisos e tratamentos por tentativa e erro. Atualizando um modelo defasado de cuidado As infecções urinárias estão entre as condições mais comuns entre mulheres, mas o modelo tradicional de diagnóstico segue falhando. Segundo dados da própria Evvy, culturas de urina convencionais deixam de identificar entre 60% e 70% dos patógenos e ainda podem levar vários dias para ficar prontas. Esse atraso frequentemente resulta em prescrições empíricas, uso inadequado de antibióticos e ciclos recorrentes de infecção. O UTI+ surge justamente para corrigir esse gargalo, identificando com precisão qual bactéria está causando a infecção e quais antibióticos têm maior chance de funcionar. Como funciona o UTI+ O processo é simples: a usuária coleta a amostra de urina em casa e envia ao laboratório da Evvy, certificado pelo padrão CLIA nos Estados Unidos. Em até um dia útil, os resultados ficam disponíveis. Para usuárias elegíveis, a plataforma oferece prescrição direcionada no mesmo dia, baseada nos dados do teste — eliminando o “achismo” comum no tratamento de infecções urinárias. Conectando microbioma vaginal e saúde urinária O lançamento também reforça uma abordagem mais integrada da saúde feminina. Dados da Evvy mostram que 47% das usuárias que relataram uma infecção urinária recente apresentavam bactérias relacionadas à UTI no microbioma vaginal, sugerindo uma conexão direta entre saúde vaginal e urinária. Com isso, o UTI+ se soma ao portfólio da empresa, que agora cobre microbioma vaginal, infecções urinárias e ISTs, além de oferecer cuidado contínuo com prescrição personalizada e acompanhamento individual. Um passo rumo à medicina de precisão para mulheres Ao unir testes moleculares, diagnóstico rápido e tratamento direcionado, a Evvy avança na construção de um modelo de cuidado mais preciso, conectado e centrado na experiência real das mulheres, indo além do tratamento pontual para atacar as causas recorrentes dos problemas. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Maternidade: a nova realidade da fertilidade após os 35 anos

A ideia de um “precipício da fertilidade” aos 35 anos está com os dias contados. O que antes era um marco de ansiedade para muitas mulheres, hoje é visto como um marcador prático, e não um limite biológico absoluto. A combinação de mudanças sociais e avanços da ciência está reescrevendo as regras do planejamento familiar. O que realmente acontece com o corpo? Esqueça a ideia de um declínio abrupto. The New York Times registrou que a fertilidade feminina diminui de forma progressiva, resultado da redução natural na quantidade e qualidade dos óvulos, aos 37 anos, por exemplo, restam cerca de 25 mil. Fatores como alterações hormonais, miomas, diabetes e obesidade também entram na equação, assim como o aumento no risco de anomalias e abortos espontâneos. A recomendação é clara: após seis meses de tentativas sem sucesso, mulheres com mais de 35 devem buscar avaliação médica especializada. E os homens? A conta não é só delas A conversa sobre fertilidade precisa ser inclusiva. A partir dos 40 anos, a fertilidade masculina também entra em declínio, com a redução na qualidade do esperma e na produção de testosterona. Entender que o planejamento familiar é uma via de mão dupla é fundamental para um diagnóstico completo e decisões mais assertivas. A tecnologia como aliada da maternidade tardia O adiamento da maternidade por questões de carreira, educação e finanças já é um fato. Dados mostram que, enquanto a fertilidade global cai, o número de nascimentos em mulheres com mais de 40 anos aumentou 2%. Esse movimento é impulsionado pelos avanços na reprodução assistida, que ampliaram as possibilidades e a segurança para gestações mais tardias. O resultado é um mercado em plena expansão, com clínicas especializadas e tecnologias de monitoramento personalizado ganhando cada vez mais espaço. No fim das contas, a narrativa está mudando. Menos pânico com o calendário e mais foco em informação de qualidade e acompanhamento individualizado. Desmistificar a pressão dos 35 anos não só reduz a ansiedade, mas abre caminho para um planejamento reprodutivo mais consciente, alinhado ao estilo de vida e aos objetivos de cada um. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Lumati lança primeiro teste caseiro para medir microplásticos no corpo

A Lumati acaba de apresentar o Lumati Detect, um teste de saliva que identifica a presença e a concentração de microplásticos no organismo, um tema que deixou de ser ambiental para se tornar questão central de saúde humana. Com microplásticos sendo encontrados em tecidos, sangue e até placenta, cresce a preocupação sobre seus efeitos no corpo: inflamação, estresse oxidativo, alterações metabólicas e até impactos em energia, humor e envelhecimento acelerado. Como funciona O processo foi pensado para ser simples e rápido. Em poucos minutos, o usuário coleta a saliva com o kit Lumati e envia para o laboratório da empresa nos EUA.A análise identifica: O relatório chega ao usuário com linguagem acessível e detalhamento exato dos contaminantes encontrados. Monitoramento contínuo A Lumati recomenda repetir o teste a cada 90 dias, especialmente para quem segue protocolos de detox da marca, que incluem terapias como hidrogênio, fotobiomodulação e suporte antioxidante via suplemento Lumati Red. Segundo David Perez, CEO e fundador da empresa, o objetivo é trazer clareza, não pânico:“O teste não é sobre medo, é sobre foco. Quando você mede o que está te afetando, consegue agir para restaurar seu sistema e sua cabeça ao equilíbrio.” O início de uma nova linha O Lumati Detect inaugura a futura plataforma de testes da empresa. Novos exames caseiros devem ser lançados para acompanhar outros marcadores de saúde e ajudar usuários a monitorarem seu bem-estar com precisão ao longo do tempo. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Peptídeos: performance e longevidade ou uma promessa boa demais para ser verdade?

Entenda a verdade científica por trás do hype do momento. Peptídeos são o novo hype das academias e fóruns de conversa sobre performance. Para muitos, são a certeza dos sonhos realizados: mais músculos, menos gordura, melhor sono, pele firme, energia estável… tudo isso com pequenas injeções de moléculas que o próprio corpo produz. Mas será que essa febre tem fundamento ou estamos apenas diante de mais uma moda disfarçada de ciência? Antes de tudo, é importante entender o que são peptídeos. Em termos simples e sem bioquímica demais, imagine que eles são pequenas frases dentro de um livro gigante chamado proteína. Dependendo da frase, o corpo interpreta uma mensagem específica: “produza mais colágeno”, “regule o apetite”, “recupere melhor”, “otimize a liberação de hormônios”. É esse potencial de comandar para efeitos bons, evitando colaterais que transformou os peptídeos nas estrelas do momento. No entanto, como médica e pesquisadora, preciso ressaltar que existe um abismo entre mecanismo biológico plausível e resultado real na prática clínica. Para cada 10.000 moléculas promissoras estudadas apenas uma realmente chega ao mercado com evidências robustas e segurança! E é aqui que a conversa sobre peptídeos precisa amadurecer. Alguns deles, como semaglutida e tirzepatida, já têm respaldo científico robusto para tratamento da obesidade e não à toa viraram fenômenos globais. Estudos publicados no NEJM mostram perdas de 15% a 22% do peso corporal, algo jamais visto em medicamentos tradicionais. Porém, esses fármacos não são “peptídeos fitness”; são medicamentos que exigem acompanhamento rigoroso e não substituem mudanças no estilo de vida. Outros peptídeos muito citados na cena fitness, como BPC-157, CJC-1295, Ipamorelina, TB-500, carecem de evidências, mas são anunciados por supostos experts como milagres! Os estudos são escassos, muitos feitos apenas em animais, com doses e pureza diferentes da prática de consultório ou dos frascos vendidos online. A promessa é bonita, mas a ciência ainda não entrega a mesma beleza. Há também um risco negligenciado: o mercado paralelo. Como não são regulamentados pela Anvisa para fins estéticos ou de performance, muitos peptídeos são produzidos sem controle adequado. É como comprar uma medicamento em um brechó químico, você nunca sabe o que realmente está introduzindo em seu corpo! Mas nem tudo é alarmismo. A era dos peptídeos aponta para algo maior: a medicina de precisão para performance e longevidade. O futuro, provavelmente, incluirá moléculas altamente específicas, com rastreabilidade e estudos robustos, atuando como finos ajustes no corpo humano. Enquanto esse futuro não chega, minha orientação é simples e prática:• Desconfie de soluções milagrosas.• Avalie se o benefício prometido existe em literatura científica humana.• Entenda que nada substitui treino consistente, sono adequado e alimentação consciente.• Consulte um médico que conheça tanto fisiologia quanto tendências do mercado.. Cuidado com discursos do tipo : só eu tenho acesso a esse medicamento! Peptídeos podem até ser parte da conversa sobre longevidade. Mas, por enquanto, não são o protagonista — e definitivamente não são o atalho Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Implanon: A estratégia bilionária que está redefinindo a saúde feminina no Brasil

A farmacêutica Organon não está para brincadeira. Com o Implanon, seu implante contraceptivo de longa duração, a empresa dobrou sua participação no mercado brasileiro em apenas um ano, saltando de 29,5% para 59%. O movimento foi impulsionado por um contrato gigante com o SUS e uma mudança regulatória que promete transformar o acesso à saúde da mulher no país. Mas como eles fizeram isso? O pulo do gato foi a combinação de uma demanda crescente com uma estratégia regulatória afiada. A procura pelo Implanon explodiu, com um crescimento de 370% desde 2021. De olho nesse movimento, a Organon fechou um contrato de R$ 244 milhões com o SUS para fornecer 1,8 milhão de unidades até 2026, garantindo uma fatia de 81% no setor público. Para completar, a partir de setembro de 2025, os planos de saúde serão obrigados a oferecer o implante, abrindo de vez as portas do mercado privado. Produção a todo vapor para atender o boom Para dar conta do recado, a Organon está acelerando sua operação. A fábrica em Campinas (SP) virou um hub estratégico para escalar a produção e aumentar as exportações para a América Latina. A empresa também aposta na terceirização, que hoje responde por 45% da produção e deve chegar a 53%. É um modelo de negócio flexível e eficiente, que mostra como escalar uma operação de saúde feminina em mercados emergentes. O que fica de lição? O case da Organon é um manual para o setor de wellness. A empresa não só identificou uma preferência crescente por soluções contraceptivas mais tecnológicas e convenientes, como atuou de forma decisiva no ambiente regulatório para destravar o mercado. Com uma projeção de crescimento de 143% na sua área de saúde da mulher até 2029, a Organon prova que aliar um produto inovador a uma execução disciplinada é a fórmula para liderar e transformar um setor inteiro. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/
Tecnologia de escaneamento corporal potencializa o cuidado com o GLP-1.

A Bodd, startup australiana conhecida pelos seus scanners corporais 3D, acaba de dar um salto estratégico. A empresa levantou A$ 15 milhões (US$ 10 milhões) para acelerar a expansão global e já alcança um valuation de US$ 73 milhões ao mergulhar de vez no universo da saúde e do bem-estar. De ajuste de roupa a check-up em 90 segundos O que começou como uma solução para varejo de moda virou infraestrutura biométrica.Hoje, os scanners da Bodd capturam dados de alta fidelidade em menos de 90 segundos, incluindo: É literalmente um “check-up instantâneo” que dispensa ambiente clínico e leva avaliação corporal para o dia a dia. A empresa já levantou US$ 25 milhões no total, e o próximo passo mira um mercado enorme: monitoramento de peso, com previsão de entrada em farmácias em 2026 para oferecer dados precisos a pacientes em uso de GLP-1, um público que precisa acompanhar composição corporal com regularidade. A biometria saiu da clínica e está invadindo o cotidiano A tendência é clara: exames de última geração estão se tornando infraestrutura para academias, centros de longevidade e clínicas estéticas. O movimento inclui: A lógica é simples: quanto mais dados, mais precisão e quanto mais acessível essa tecnologia, maior o potencial de prevenção. A próxima fronteira da saúde personalizada Com a convergência entre perda de peso, cuidados preventivos e performance, scanners corporais de alta tecnologia estão deixando de ser uma curiosidade futurista e se tornando parte real da rotina de saúde. A Bodd surge nesse contexto como uma das marcas que podem moldar a próxima era da biometria personalizada: menos suposições, mais dados, decisões melhores e tudo isso em menos de dois minutos. Quer continuar por dentro do que realmente está acontecendo no wellness? A newsletter da FitFeed entrega, toda semana, um radar com os movimentos mais importantes do setor. Se inscreva em 👉 https://fitfeed-newsletter.beehiiv.com/