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Ele foi atropelado por uma máquina de 6 toneladas.

Ele foi atropelado por uma máquina de 6 toneladas. Dezenas de fraturas, pulmão perfurado. Meses depois, estava andando de novo.

Em janeiro de 2023, Jeremy Renner foi atropelado por uma máquina de remover neve de mais de seis toneladas. Foram dezenas de fraturas, tórax colapsado e pulmões perfurados. Um acidente que quase tirou a vida dele.

O que a medicina fez?

A maioria dos médicos trata esse tipo de trauma com analgésicos. Mas um acidente assim atinge muito mais do que os ossos: mitocôndrias, tecido conjuntivo, hormônios, sistema nervoso. A recuperação dele exigiu reconstruir mobilidade, força e capacidade de reabilitar.

O primeiro passo foi hormonal. Traumas severos podem derrubar a testosterona a níveis muito baixos, e isso significa perda muscular, recuperação fraca, humor no chão e zero energia para a reabilitação. Jeremy usou TRT para voltar ao nível basal e dar ao corpo condição de se recuperar.

Depois vieram os peptídeos BPC-157 e TB-500, associados à regeneração de ligamentos, tendões e articulações, ao aumento do fluxo sanguíneo nas áreas lesionadas e à redução da inflamação. Os estudos em humanos ainda são limitados, eles não têm registro na Anvisa e são proibidos no esporte pela WADA.

O trauma também derruba a função mitocondrial, e as células deixam de produzir energia com eficiência. Aí entram MOTS-C e NAD+, compostos estudados pelo papel na energia celular, no reparo dos tecidos e na sensibilidade à insulina. Porque, na recuperação, a saúde metabólica é o que sustenta tudo.

Por fim, os multiplicadores: luz vermelha, câmara hiperbárica e exposição ao frio, tecnologias estudadas pelo efeito na inflamação, na oxigenação dos tecidos e na recuperação, cada uma com aplicações e níveis de evidência diferentes.

E você não precisa de um acidente catastrófico para se importar com isso. Muitos homens andam por aí com testosterona baixa, inflamação crônica, dor nas articulações, sono ruim e aquela “névoa mental”, sem nunca investigar a causa.

A ciência não começa a estudar a longevidade quando envelhecemos. Começa na maneira como cuidamos da nossa capacidade de continuar fazendo o que queremos.

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