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O que realmente faz você dormir melhor? As lições de Jason Jin

Jason Jin passou a última década estudando como as pessoas dormem, acordam e se movem ao longo do dia. Ex-pesquisador do sono e hoje fundador da Zest, ele dedica seu trabalho a uma tese simples (e cada vez mais verdadeira): a vida moderna nos tira do ritmo e precisamos de ferramentas que nos ajudem a sincronizar corpo, mente e rotina com nosso relógio biológico.

Em uma conversa sobre sono, energia e hábitos que realmente funcionam, Jin compartilha o que aprendeu testando desde comportamentos ancestrais até os gadgets mais sofisticados do mercado.

O que ele aprendeu sobre sono desde que fundou a Zest

Para Jin, a primeira grande verdade é dura: quase tudo ao nosso redor bagunça nosso sono. Luzes fortes e telas à noite empurram o horário de dormir para mais tarde. Alarmes cedo demais encurtam o descanso. E refeições tardias quebram sinais internos que deveriam manter a energia estável ao longo do dia.

Nossos ancestrais acordavam com o sol, se moviam ao longo do dia, comiam cedo e dormiam no escuro e no frio”, diz Jin. A fadiga que sentimos hoje não é mistério, é a consequência de lutar contra a própria biologia.

Essa percepção guiou seu trabalho: criar ferramentas que ajudem as pessoas a voltar para um ciclo mais natural, mesmo vivendo em um mundo artificial.

O que as pessoas mais confundem sobre estar realmente descansadas

Jason já testou praticamente todo hack, dispositivo e suplemento de sono disponível, primeiro por curiosidade científica, depois enquanto construía um enorme banco de dados na Crescent, analisando o que realmente melhorava o sono das pessoas.

E um padrão ficou claro: muita gente ignora o básico e pula direto para o gadget caro. “Existe uma espécie de ‘lei de potência’ no que realmente melhora o sono”, explica.

Ou seja: uma pequena quantidade de hábitos fundamentais gera a maior parte do resultado. Para ele, antes de tentar otimizar, o foco deveria ser outro: arrumar a base da rotina.

O hábito mais simples para acordar mais alerta

Jason não hesita: “Exponha seus olhos à luz forte nos primeiros minutos após acordar.”

Esse único hábito é um dos maiores âncoras do relógio circadiano e, segundo ele, aumenta a sensação de alerta matinal muito mais do que a maioria das soluções modernas.

Outro ponto prático: Dormir múltiplos de 90 minutos (7h30 ou 9h) reduz a chance de acordar no meio de um ciclo profundo e começar o dia grogue.

O que ele gostaria que todos soubessem sobre “descanso real” e energia sustentada

Para Jin, existe uma confusão básica: as pessoas tratam energia como algo linear. Mas não é. “O corpo é um sistema altamente adaptativo, que ajusta a necessidade de sono de acordo com estresse, doença, treino, carga emocional e qualquer outro fator do estilo de vida”, diz.

Ele insiste em algo que a neurociência confirma: não existe ‘almoço grátis’ biológico.

Todo pico artificial de energia, de alerta, de dopamina, vem seguido de uma queda compensatória. As pessoas que se sentem bem de forma consistente são aquelas que protegem seus ritmos, e não as que buscam estímulos o tempo todo.

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