24 - 26 de Abril

Expo Center Norte - SP

Hyrox anuncia primeiro cruzeiro fitness do mundo

A HYROX acabou de anunciar um cruzeiro.E não, não é aquele rolê de “descansar com drink na mão”. A proposta é outra: um training camp em alto-mar, dentro de um novo guarda-chuva chamado Hyrox Experiences. E a primeira experiência já chegou com uma frase implícita bem direta: se você quer performance, vai ter que pagar com tempo, suor e rotina. Mesmo viajando. É como se fosse uma academia gigante O cruzeiro acontece na Europa e faz um loop: Começa em Palma de Mallorca, passa por Marseille, vai para Barcelona e volta para Palma. O que eles estão vendendo é volume pesado: E não para no treino. Tem também: E tudo isso é só para adultos Sem criança no navio, só adultos. Isso deixa o posicionamento mais claro: não é turismo família-friendly.É um produto premium para um público que quer: performance + comunidade + status + história pra contar. O que isso revela de verdade O Hyrox está pegando o “fim de semana de corrida” e transformando em experiência de viagem premium. E isso conversa com duas ondas que estão crescendo ao mesmo tempo: 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

ARC-4: O tênis pensado para quem corre e faz academia ao mesmo tempo

Tem uma cena nova crescendo no fitness: gente que faz quilômetro na rua e, no mesmo dia, vai pro agachamento. E aí nasce um problema real:o tênis bom pra correr (leve, rápido, com placa) quase sempre é ruim pra treinar (instável, “mole” pro lado).E o tênis bom pra treinar, normalmente, mata sua corrida. Foi exatamente nessa lacuna que a 247, braço performance da Represent, decidiu entrar com o ARC-4: um modelo com placa de carbono, mas com a promessa de manter estabilidade pra movimentos híbridos. Como funciona sua tecnologia? A ideia do ARC-4 é misturar “cara de tênis de prova” com “pé no chão de academia”: Tradução FitFeed: é um tênis tentando ser dois mundos ao mesmo tempo sem virar “meio-boca” em ambos. Por que isso importa agora Porque o “atleta híbrido” deixou de ser nicho. A cultura de treino misto (corrida + força + condicionamento) está empurrando o mercado a criar produtos mais específicos, inclusive pra provas híbridas como HYROX. E o próprio George Heaton resume bem o espírito: ele queria um tênis que funcionasse tanto na corrida quanto no treino híbrido. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

A formação médica no Brasil está falhando?

Tem um dado que bate diferente: quase 1 em cada 3 cursos de medicina avaliados ficou nas faixas mais baixas. Na edição de 2025, 351 cursos foram avaliados e mais de 30% entraram em zona de alerta (conceitos 1 e 2), segundo a divulgação oficial do governo. Mas o que essa nota mede? O critério do exame é direto: qual porcentagem de concluintes atinge um nível mínimo de proficiência. O próprio Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira explica que o Enamed nasce para avaliar competências esperadas pelas diretrizes curriculares e unificar instrumentos que antes estavam espalhados (incluindo a parte do Enade de medicina). E olha o que acontece com quem foi mal Aqui o recado ficou mais duro: tem consequência regulatória. Pelos critérios anunciados pelo Ministério da Educação, cursos com baixa proficiência podem sofrer desde redução de vagas até suspensão de novos ingressos, além de restrições relacionadas a programas federais. Ou seja: não é só “nota feia”. É tentativa de frear uma máquina que pode estar formando gente sem lastro. O dilema por trás do dilema O Brasil está numa fase de “boom” de formandos. E o dado que deixa isso ainda mais sensível é a projeção: estudos de demografia médica indicam que o país pode chegar perto de 1,2 milhão de médicos por volta de 2035, com crescimento forte da força de trabalho médica. Só que aqui entra a pergunta que ninguém quer responder no automático: Formar mais médicos melhora a assistência… ou só aumenta o volume? Porque medicina não é linha de produção.É decisão clínica. É segurança do paciente. É humildade pra pedir ajuda. É supervisão de verdade. Sem estrutura, hospital-escola, preceptoria e régua alta de competência, o risco é um só: a conta estoura no sistema e no paciente (e aí não tem jaleco que resolva). O movimento do Conselho Federal de Medicina adiciona mais pressão Pra piorar (ou “pra ajustar”, dependendo do lado), o CFM avalia medidas para impedir que parte dos recém-formados com desempenho muito baixo consiga registro para atender, segundo reportagens recentes. É uma discussão espinhosa: de um lado, proteção do paciente. Do outro, o que fazer com quem já está no sistema, com diploma na mão, dívida no bolso e futuro travado. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

1 em cada 3 mulheres no Brasil relatam insônia

Tem um dado que dá aquele incômodo bom, porque obriga a gente a encarar a realidade. Pela primeira vez, o Vigitel 2025 colocou o sono no centro do retrato da saúde nas capitais brasileiras. E o recado é direto: as mulheres dormem pior que os homens. O que o Vigitel está mostrando Na média, 36,2% das mulheres relataram sintomas de insônia. Entre os homens, 26,2%. E tem mais um corte que pesa: 21,3% das mulheres disseram dormir menos de 6 horas por noite (nos homens, 18,9%). Agora olha o mapa. Em algumas capitais, a coisa piora: Pergunta honesta: em que momento a gente normalizou viver cansada? A biologia ajuda a explicar, mas não carrega a culpa sozinha Sim, tem corpo na história. Ciclo menstrual, gestação e climatério mexem com temperatura, humor, dor, ansiedade, despertares. Isso existe. Mas tem o outro lado que costuma ser o mais ignorado: a carga mental. Quando o dia nunca termina, o cérebro não entende que “agora é hora de desligar”.Ele só entende que ainda tem coisa pendente. Tudo isso tem causa um risco grave Dormir pouco, repetidamente, costuma andar junto de um combo que cobra juros: O “futuro do descanso” já virou pauta de wellness Tem duas tendências acontecendo ao mesmo tempo: Só que tem um lembrete importante: wearable nenhum resolve uma vida impossível.Ele só te mostra o tamanho do incêndio. O caminho mais pé no chão costuma começar pelo básico: rotina mais regular, menos tela perto da hora de dormir, luz mais baixa à noite, cafeína mais cedo. E, quando tem componente hormonal, ansiedade importante ou insônia frequente, vale buscar avaliação profissional. No fim, a pergunta que fica é simples: o seu sono está sendo prioridade ou está sobrando para depois? 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Assaí Atacadista cria plano para abrir farmácias próprias por causa do “efeito Ozempic”

A onda de Ozempic, Wegovy e Mounjaro não mexeu só com a balança. Mexeu com o supermercado. Segundo InvestNews, o CEO do Assaí, Belmiro Gomes, disse que a empresa está acelerando um plano para abrir farmácias próprias porque o consumo está mudando e o varejo precisa acompanhar esse novo “kit de sobrevivência” do dia a dia. Respira e pensa: se o seu cliente está comendo diferente, comprando diferente e cuidando do corpo diferente, o ponto de venda também muda de papel. Já estão se preparando para abrir as primeiras unidades Enquanto a venda de medicamentos em supermercados ainda depende de projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional do Brasil, o Assaí criou o projeto Farmácia Assaí, com 25 unidades até julho, instaladas no complexo comercial das lojas (o que reduz custo de implantação, segundo o executivo). E aqui está o detalhe que entrega a estratégia. O Assaí não quer “só remédio”. Quer estar onde o consumidor GLP-1 vai passar: suplementos e vitaminas entram no pacote da oportunidade. O carrinho está mudando na prática: menos doce, menos álcool, mais proteína O diagnóstico do CEO é bem direto: E até o básico do básico sentiu. Ele cita que, em “carboidratos primários”, o arroz estaria com queda de preço puxada mais por retração de demanda do que por excesso de oferta. E um dado virou símbolo dessa virada: queda de 36% no faturamento do arroz em novembro de 2025, segundo a Scanntech, o que sugere também recuo em volume. Do outro lado: suplemento e carne em alta Na “cesta do corpo”, algumas linhas aceleraram: O Assaí conecta isso com uma decisão anterior: reforçar açougue e proteína dentro das lojas porque já via o movimento chegando. Por que isso importa para wellness, e não só para varejo Porque é um sinal de que o wellness está saindo do “canto da loja” e virando infraestrutura de consumo. Quando o atacarejo começa a desenhar farmácia, suplemento e vitamina como parte do ecossistema, a mensagem é simples: o cuidado com o corpo está entrando na rotina como quem entra no mercado na terça. E isso muda a briga pela atenção do consumidor. Não é mais só preço por quilo. É conveniência por hábito. Pergunta que fica: se o carrinho está migrando para proteína, suplemento e rotina, quem vai ganhar espaço na “prateleira mental” do brasileiro nos próximos 12 meses? 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Como ficar acordado até tarde pode prejudicar seu coração?

Tem gente que rende melhor à noite. E isso, por si só, não é um problema. Mas um estudo grande acaba de acender um alerta importante: pessoas que se identificam como noturnas tendem a apresentar um perfil pior de saúde do coração do que quem acorda cedo. O efeito foi mais evidente entre mulheres. A pesquisa foi publicada no Journal of the American Heart Association e analisou dados de mais de 322 mil adultos do UK Biobank, um dos maiores bancos de dados de saúde do mundo. O que exatamente foi avaliado Os participantes responderam questionários sobre seu cronotipo, basicamente se funcionam melhor de manhã, à noite ou em algum ponto intermediário. A partir disso, os pesquisadores calcularam um score de saúde cardiovascular baseado no Life’s Essential 8, métrica criada pela American Heart Association. Esse score considera oito pilares bem diretos:1. sono2. atividade física3. alimentação4. peso corporal5. glicemia6. pressão arterial7. colesterol8. exposição ao tabaco ou nicotina Os números que chamam atenção Comparados ao grupo intermediário, os chamados night owls apresentaram: 79% mais prevalência de saúde cardiovascular ruim, definida por um score abaixo de 5016% mais risco de infarto ou AVC ao longo de cerca de 14 anos de acompanhamento Já as pessoas matutinas não apresentaram aumento de risco e, em alguns recortes, tiveram um perfil levemente melhor. Quando os pesquisadores olharam onde o score mais “afundava”, dois pontos apareceram com força: qualidade do sono e exposição à nicotina. Isso não é uma sentença Especialistas reforçam que ser noturno não condena ninguém a ter doença cardíaca. O efeito observado foi estatisticamente relevante, mas modesto, e parece acontecer muito mais por meio de comportamentos associados do que pelo cronotipo em si. Ou seja, existe margem de ajuste. O que ajuda, mesmo para quem dorme tarde Sem papo de virar pessoa das 5 da manhã. A ideia é agir onde o impacto é maior: Buscar entre 7 e 9 horas de sono, priorizando regularidadeReduzir ou eliminar nicotina, que afeta o coração e bagunça o relógio biológicoEvitar refeições muito próximas do horário de dormirTomar luz natural pela manhã e reduzir luz artificial à noiteCortar cafeína muitas horas antes de deitar Tudo isso conversa diretamente com os pilares de saúde cardiovascular, independentemente do seu cronotipo. Importante reforçar: isso é curadoria de evidência, não recomendação médica. Quem tem condição cardíaca, usa medicação ou tem sintomas deve sempre conversar com um profissional de saúde. Limitações do estudo O estudo é observacional, ou seja, aponta associação, não causa direta. O cronotipo foi auto relatado e a população analisada foi majoritariamente branca e de meia idade para cima. Mesmo assim, o tamanho da amostra e o longo acompanhamento tornam o sinal difícil de ignorar. No fim das contas, o recado é simples: não é sobre acordar cedo ou tarde. É sobre alinhar sono, rotina e hábitos para não empurrar o risco cardiovascular pra frente sem perceber. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Marca inovadora lança bebida proteica feita apenas com água e proteína

Tem uma mudança silenciosa acontecendo nas prateleiras. Enquanto a maioria das bebidas proteicas vem com uma lista de ingredientes que parece bula, a Mineral Pro foi para o extremo oposto: lançou uma bebida pronta feita apenas com água e proteína. É proteína no modo “limpo e direto”. O que vem na caixinha? A proposta é simples de entender e fácil de encaixar na rotina: A ideia não é competir com shakes docinhos ou bebidas com gosto de sobremesa. É outra categoria: proteína pronta que não briga com o seu paladar. Você toma puro, ou usa como “base” com café, frutas, refeição… sem mudar o gosto de nada. Por que isso importa agora Esse tipo de produto nasce de dores bem reais do consumidor atual: No fundo, é o clean label levado ao limite: quando a marca decide que “menos” pode ser o diferencial. Embalagem e a lógica do “sem conservantes” A Mineral Pro usa Tetra Pak, que ajuda a proteger o conteúdo da luz e do oxigênio e pode reduzir a necessidade de conservantes, além do apelo de reciclabilidade e materiais renováveis (pelo menos em parte). O que a marca sinaliza para o próximo passo Segundo a empresa, o plano agora é ampliar a distribuição, fechar parcerias e se posicionar no debate de clean label. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Como treinar na adolescência pode reduzir o risco de câncer de mama?

Por muito tempo, prevenção de câncer de mama ficou presa em um lugar meio óbvio: rastrear mais cedo, diagnosticar mais rápido, tratar melhor. Só que a ciência está puxando a conversa para trás no tempo. Um estudo publicado em janeiro de 2026 na Breast Cancer Research analisou adolescentes (11 a 20 anos) e encontrou uma associação direta entre atividade física recreativa e marcadores biológicos ligados ao risco futuro, como composição do tecido mamário e estresse oxidativo. E um detalhe importante: isso apareceu independentemente do percentual de gordura corporal. O que muda em quem prática exercício? A ideia não é que exercício seja um escudo mágico. É fisiologia acontecendo cedo. No estudo, adolescentes mais ativas mostraram sinais de tecido mamário em um perfil mais favorável e menor estresse oxidativo (um tipo de “ferrugem celular” medida por biomarcadores). Isso importa porque adolescência é uma fase em que o tecido mamário está em desenvolvimento e, basicamente, “aprendendo” como vai se organizar no longo prazo. E tem o combo que costuma aparecer em outros trabalhos sobre o tema: melhor regulação hormonal, melhora de sensibilidade à insulina, menos inflamação de baixo grau e um ambiente metabólico menos favorável ao surgimento de problemas lá na frente. Tá, mas isso vira risco real lá na frente? Em adultas, a evidência é mais consolidada: revisões e meta-análises mostram que mulheres mais ativas tendem a ter algo como 12% a 21% menos risco de câncer de mama quando comparadas às menos ativas (a faixa varia por estudo, método e população). O que esse estudo novo faz é fortalecer uma hipótese forte: começar cedo pode “mexer no terreno” antes da vida adulta, alterando marcadores que são usados como pistas de risco. E há dados observacionais sugerindo que manter níveis altos de esporte/exercício na infância e adolescência (ex.: 7+ horas/semana dos 5 aos 19) se associa a menor risco mais tarde, embora isso dependa do desenho do estudo e não prove causa e efeito sozinho. A leitura FitFeed Se você quer um jeito simples de guardar isso: movimento cedo = construção de base.Não é sobre “corpo perfeito”. É sobre reduzir ruído metabólico e criar um ambiente biológico mais protetor. E isso abre um espaço gigante para escola, família, políticas públicas e produtos: menos “atividade física como obrigação” e mais atividade física como hábito cultural, do tipo escovar os dentes. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Aspirina em baixas doses pode aumentar o risco de mortalidade por câncer

Por anos, a aspirina de baixa dose teve um status meio “mítico” na prevenção: coração, vasos e até câncer. Só que a ciência está colocando esse hábito no lugar certo. Um estudo publicado na JAMA Oncology (usando dados do grande ensaio ASPREE) mostrou um recado bem direto para idosos saudáveis: tomar aspirina todo dia não reduziu a incidência de câncer e, no período observado, esteve associada a maior mortalidade por câncer. O que foi o ASPREE, na prática Estamos falando de um ensaio clínico com ~19 mil pessoas, na Austrália e nos EUA, em geral com 70+ anos (com algumas inclusões a partir de 65 em grupos específicos), acompanhadas por anos, comparando aspirina 100 mg/dia vs placebo. No seguimento analisado, a aspirina: “Mas aspirina não era ‘boa’ contra câncer?” A história é mais sutil. Parte dos estudos antigos sugeria benefícios mais à frente (tipo 10 anos) e muito focados em alguns cânceres, especialmente colorretal, só que a idade muda o jogo. Em adultos mais velhos, os mecanismos (inflamação, coagulação, microambiente tumoral, fragilidade do organismo) podem fazer a interferência virar efeito colateral de contexto, não “proteção”. Então devo largar a aspirina? O ponto é: não faz sentido começar aspirina por conta própria “para prevenir câncer” depois dos 65/70. Isso conversa com recomendações atuais que já ficaram mais conservadoras com aspirina em prevenção primária (sem doença cardiovascular prévia), por causa do balanço risco–benefício. Se você já usa aspirina por orientação (ex.: indicação cardiovascular), o caminho é simples:converse com seu médico antes de mudar qualquer coisa. A prevenção que dá resultado real Quando a “pílula mágica” perde força, o básico volta a ser protagonista: É menos sexy, mas muito mais real. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui

Como a semaglutida passou de remédio para emagrecer a aliada contra infarto

Por um tempo, a conversa sobre semaglutida ficou presa numa métrica preguiçosa: quantos quilos desceram. Só que o jogo está mudando. Um megaestudo chamado SELECT, com mais de 17 mil adultos, apontou um recado bem direto: o uso de semaglutida foi associado a uma redução relevante de eventos cardiovasculares (como infarto e derrame). E o ponto mais interessante é que esse efeito não depende só do peso perdido. Se não é só emagrecer, o que a semaglutida faz com o coração? A semaglutida é um agonista de GLP-1. No dia a dia, isso aparece como: Mas o coração não “agradece” porque você trocou um número na balança. O coração “agradece” quando o corpo para de operar em modo inflamação crônica e quando você mexe no que mais importa no risco cardiometabólico: gordura visceral e cintura. Cintura é um marcador mais honesto do que peso Aqui entra uma das viradas mais úteis dessa discussão: perder barriga pode dizer mais sobre risco cardiovascular do que perder peso total. No SELECT, apareceu uma relação do tipo: a cada 5 cm a menos de cintura, o risco cardiovascular caía em média 4%. É quase um tapa na cara do “foco no espelho”. Porque o corpo pode perder peso de vários jeitos. Mas quando a cintura desce, geralmente desce junto um pedaço do risco. O número que fez o mercado prestar atenção Outro dado que virou headline: em participantes sem diabetes, o uso de semaglutida foi associado a até 20% menos eventos cardiovasculares. E isso ajuda a explicar por que o papo está migrando de “remédio para emagrecer” para “ferramenta de prevenção cardiometabólica”. Não é um milagre. É um reposicionamento do que a gente mede como “resultado”. 📩 Jornal FitFeed Para acompanhar o mundo de saúde e bem-estar pelo nosso jornal 🧬 👉 Inscreva-se aqui