Fila fecha parceria com Ironman e lança super tênis de corrida para triatletas

A marca agora é patrocinadora oficial do Ironman Brasil 2026, uma das provas mais importantes do calendário de endurance no país. A estreia começa em Curitiba A parceria já começa na etapa de Curitiba, no dia 8 de março, e vale para toda a temporada. Com isso, a Fila poderá vender produtos no Iron Village, fazer ações com atletas e se aproximar ainda mais do público do triatlo. A entrada no Ironman vem acompanhada de um lançamento estratégico. O Racer Carbon 3 Tri foi desenvolvido especialmente para triatletas. O modelo estará disponível nas lojas próprias da marca dentro do evento. É a Fila reforçando sua presença no universo da alta performance. Ao todo, 15 atletas, entre profissionais e amadores, passam a integrar o time da marca. Entre os profissionais estão nomes como Luis Ohde, Pamella Oliveira, Igor Amorelli, Enzo Krauss, Gabriel Klein e Reinaldo Colucci. A estratégia é clara, eles querem construir autoridade dentro do endurance. O que isso significa? O Ironman é mais do que uma prova, é um símbolo de resistência, disciplina e comunidade. Ao virar patrocinadora oficial, a Fila consolida sua aposta no running performance e no triatlo como território estratégico. Endurance virou ativo cultural e as marca sabem disso
“Bolsa Mounjaro”: Região de São Paulo cria programa que fornece o remédio pelo SUS

Uma cidade pequena do interior de São Paulo decidiu enfrentar a obesidade de frente. Urupês, na região de Rio Preto, virou a primeira do estado a oferecer tirzepatida pelo SUS para pacientes com obesidade. A iniciativa ganhou o apelido de “Bolsa Mounjaro”. Hoje, 43,56% da população do município é considerada obesa e o número acendeu um alerta. Como vai funcionar? A Secretaria de Saúde já começou a triagem de 50 pacientes. Para entrar no programa, é preciso cumprir alguns critérios. Ter baixa renda, ter 40 anos ou mais, diagnóstico de obesidade com IMC acima de 30, já ter tentado tratamento sem remédio por pelo menos seis meses e ter indicação de um endocrinologista. Quem tem IMC acima de 35 precisa apresentar pelo menos uma doença associada. Casos mais graves têm prioridade. A cidade também tem cerca de 80 pessoas na fila para cirurgia bariátrica, que já foram chamadas para avaliação. O tratamento A proposta é aplicar a medicação uma vez por semana, durante três meses. A dose inicial será de 2,5 mg por aplicação. Cada ampola permite até 24 aplicações. O acompanhamento será feito por uma equipe completa. Endocrinologista, nutricionista, psicólogo, educador físico e assistente social. A ideia não é só aplicar a injeção, é mudar o estilo de vida junto. O que isso significa? Medicamentos como a tirzepatida ficaram conhecidos por ajudar na perda de peso e no controle do diabetes. Mas ainda são caros e difíceis de acessar. Quando uma prefeitura decide bancar isso pelo SUS, o debate muda de escala. A discussão deixa de ser só individual e vira política pública. Será que vai funcionar? Vai dar resultado a longo prazo?Outras cidades vão copiar? Na dúvida, Urupês decidiu testar.
Nike anuncia linha de tênis para acalmar a mente que vem com porta-incenso

A nova coleção Running Is Mental parte de uma ideia simples: correr não é só físico, é mental. E dessa vez, além dos tênis, o pacote inclui algo inesperado. Um incensário metálico acompanha cada par. Sim, um acessório para queimar incenso junto com o tênis de corrida. Três modelos foco em calma e concentração A coleção traz três modelos conhecidos da marca: ( Reprodução do Nike Pegasus Premium ) As cores seguem uma paleta mais neutra, com tons de prata, cinza e branco. A mensagem é clara. Foco, equilíbrio e tranquilidade também fazem parte do treino. O destaque fica para o Pegasus Premium, versão mais amortecida da linha Pegasus, com unidade Air de ponta a ponta para transição mais suave e calcanhar esculpido para absorver impacto. Todos os modelos trazem a frase Running Is Mental e uma mensagem nas palmilhas reforçando a busca por paz interior sem abrir mão da velocidade. O que o incenso tem a ver com corrida? A Nike vem estudando há anos como estímulos sensoriais influenciam foco e recuperação. Já tinha lançado produtos baseados em pesquisa de neurociência aplicada ao esporte. Agora a abordagem é diferente. Em vez de inserir tecnologia no hardware do tênis, a marca trabalha o lado mental por meio de cor, mensagem e ritual. O incensário simboliza isso, recuperação mental também é treino. O que isso representa? Marcas de corrida sempre falam em força mental, normalmente associada a dor, superação e limite. Aqui a narrativa muda, falando menos sobre sofrimento e mais sobre equilíbrio e recuperação.
Deputados aprovam lei que libera venda remédios em supermercados

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que permite a venda de medicamentos dentro de supermercados. O texto já tinha passado pelo Senado e agora segue para sanção presidencial. Se for sancionado, supermercados poderão ter uma farmácia instalada dentro da loja. O projeto deixa claro que os medicamentos não poderão ficar misturados nas gôndolas comuns, pra isso acontecer os mercados precisam seguir uma regra simples. A farmácia deve funcionar em espaço separado, físico e exclusivo para atividade farmacêutica, dentro do supermercado. É como se fosse uma farmácia instalada ali dentro, não uma caixa de comprimido ao lado do macarrão. Farmacêutico será obrigatório Outro ponto importante. A presença de farmacêutico será obrigatória durante todo o horário de funcionamento da farmácia instalada no supermercado. Ou seja, a venda não será liberada sem profissional responsável. O Conselho Federal de Farmácia afirmou que o texto mantém as exigências sanitárias e não flexibiliza regras de segurança. E os medicamentos controlados? Remédios de uso controlado continuam com regras específicas. Eles só poderão ser entregues ao cliente após o pagamento e mantendo as exigências já previstas na legislação. O projeto divide opiniões. De um lado, defensores dizem que mais pontos de venda aumentam a concorrência e podem reduzir preços. Do outro, críticos afirmam que medicamento é equipamento de saúde e que ampliar a oferta pode estimular a automedicação. O que muda na prática? Se sancionado, o consumidor poderá encontrar farmácias dentro de supermercados. Não muda a exigência de receita quando necessária e nem elimina a presença de farmacêutico. Mas pode mudar a forma como o brasileiro compra medicamentos no dia a dia.
Ozempic deve ficar mais barato e ganhar 13 novos concorrentes no Brasil

Março de 2026 pode marcar uma virada no mercado das canetas para diabetes e obesidade. Com a provável queda da patente do Ozempic, empresas brasileiras e estrangeiras poderão registrar versões genéricas ou similares do medicamento, além de alternativas para Wegovy e Rybelsus. Segundo Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil, já existem pelo menos 13 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida. Sete deles são de empresas brasileiras. O que muda na prática? Com mais empresas produzindo, a tendência é que os preços caiam ao longo de 2026. Não deve ser imediato, porque os produtos entram no mercado em etapas. Mas a lógica de mercado é clara. Mais concorrentes significam disputa por preço. Para o consumidor e para o SUS, isso pode representar acesso mais amplo a um medicamento importante tanto para diabetes quanto para obesidade. E a Anvisa? A Anvisa já publicou edital para acelerar a análise desses medicamentos, justamente por causa do aumento de importações paralelas e falsificações. A expectativa da indústria é que os registros avancem de forma mais rápida ao longo do ano. Hoje o país já é considerado o maior polo de biossimilares da América Latina. Isso acontece porque o Brasil tem indústria instalada, profissionais qualificados e políticas públicas que incentivaram produção local, como as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo. O próximo passo é produzir medicamentos biológicos mais avançados e, no futuro, desenvolver moléculas próprias. O principal desafio, segundo Arcuri, é coordenação entre governo e indústria. Empresas nacionais investem entre 6% e 8% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Mas para dar um salto maior, é preciso alinhamento regulatório, incentivo à pesquisa clínica e integração mais forte com universidades. A recente aprovação da lei de pesquisa clínica é vista como avanço importante. Próxima década A meta da indústria é ambiciosa. O foco segue nas áreas que mais crescem no mundo: oncologia, diabetes, doenças cardiovasculares e imunológicas.
Olimpíadas Fitness: Americanos anunciam nova competição de CrossFit de US$ 15 milhões

O esporte fitness está virando espetáculo e a nova peça no tabuleiro atende pelo nome de XENOM. A liga levantou US$ 15 milhões para lançar eventos em escala de estádio voltados para atletas de CrossFit e modalidades híbridas. O movimento coloca a XENOM no centro de uma disputa silenciosa com o modelo padronizado da HYROX. A XENOM nasce como evento licenciado da CrossFit, com apoio da fabricante de equipamentos Rogue Fitness. A estreia acontece em junho, no centro de treinamento do Dallas Cowboys, e a temporada inaugural passa por 11 cidades, incluindo Londres, Miami e Paris. O diferencial está no formato. Enquanto os CrossFit Games mudam as provas todos os anos, a XENOM aposta em 10 eventos fixos, com pontuação estilo decatlon. Por que isso importa? A HYROX cresceu rápido porque seu modelo é simples e replicável. Mesmas provas. Mesmo formato. Mesmo produto. Isso facilita vender treino licenciado, equipamento, roupas, viagens e experiência. CrossFit sempre foi mais imprevisível. E isso é incrível para performance. Mas difícil para escalar como produto global padronizado. A XENOM tenta ser essa ponte. Rivalidade ou coexistência? A CrossFit afirmou que não vê a HYROX como rival direta e que os dois modelos podem coexistir. Mas a realidade é clara. Com fitness virando esporte de massa, o formato mais simples de entender tende a crescer mais rápido. E a XENOM quer revitalizar afiliados CrossFit usando rede, marca e infraestrutura para construir o que chama de plataforma cultural definitiva de alta performance.
Novo aparelho que lê o cérebro de atletas recebe US$ 54 milhões para sair do papel

Semanas após deixar o cargo de CEO da Zomato, Deepinder Goyal voltou ao jogo com uma nova aposta. O empreendedor indiano levantou US$ 54 milhões para a startup Temple, focada em wearables para atletas de elite. A rodada foi feita com amigos, familiares e primeiros apoiadores do Zomato, com avaliação pós dinheiro de aproximadamente US$ 190 milhões. O que a Temple quer fazer? A proposta é ambiciosa. A Temple está desenvolvendo um dispositivo para ser usado na têmpora que monitora continuamente o fluxo sanguíneo cerebral. A ideia é medir métricas que, segundo Goyal, os wearables atuais ainda não conseguem capturar. Enquanto o mercado monitora sono, frequência cardíaca e recuperação, a Temple quer entrar na camada cerebral do desempenho. Goyal deixou o comando da Zomato e da holding Eternal em janeiro, passando o cargo para Albinder Dhindsa, que lidera a unidade de comércio rápido Blinkit. Depois de quase duas décadas à frente da empresa de delivery, ele já havia sinalizado uma virada estratégica para projetos de maior risco e experimentação. Temple é a expressão mais clara dessa mudança. Além dela, Goyal também investiu US$ 25 milhões do próprio bolso na Continue Research, focada em prolongar a vida humana. Ele também é cofundador da LAT Aerospace, que expandiu atuação para tecnologia de defesa. Um mercado difícil A Temple entra em um cenário competitivo pesado. Empresas como Whoop, Oura e Garmin já dominam métricas como sono, recuperação e desempenho atlético. O desafio da Temple será provar que monitorar o cérebro agrega valor real e não vira apenas mais um dado complexo difícil de interpretar. Se funcionar, a Temple pode inaugurar uma nova categoria dentro do high performance. Se não, vira apenas mais uma startup tentando encontrar espaço em um mercado saturado de wearables. Por enquanto, é promessa e capital.
Índia entra na corrida da saúde com seu próprio anel inteligente que lê o corpo

A marca indiana Ultrahuman lançou seu anel mais avançado até agora, o Ring PRO, junto com uma nova camada de IA chamada Jade, que promete agir sobre seus dados de saúde em tempo real. O Ring PRO é a terceira geração do anel da marca e vem com foco em três pontos: bateria, precisão e processamento. Bateria de até 15 dias, três a quatro vezes maior que muitos concorrentes.Sensores de frequência cardíaca com arquitetura redesenhada para melhorar leitura durante sono e recuperação.Processador dual core com machine learning embarcado para análise mais rápida e precisa. O design mantém estrutura unibody em titânio, disponível em quatro acabamentos, com tamanhos do 5 ao 14. O novo estojo PRO Charging Case também chama atenção. Ele tem bateria para até 45 dias, armazena até um ano de dados do anel e utiliza carregamento magnético que gera menos calor que o wireless tradicional. Existe ainda a ProRelease Technology, que permite cortar o anel com facilidade em caso de emergência. A Jade é o que muda o jogo A grande aposta não está só no anel, está na IA. Jade é a nova camada de inteligência da plataforma Ultrahuman. Em vez de apenas mostrar gráficos históricos, ela foi projetada para agir sobre dados em tempo real. Ela integra dados do Ring PRO, biomarcadores do Blood Vision, tendências de glicose do M1 CGM e dispositivos da Ultrahuman Home. Na prática, pode acionar sugestões de respiração, sinalizar irregularidades cardíacas associadas a fibrilação atrial e gerar recomendações imediatas. Funciona em dois modos: Segundo a marca, a diferença é clara. Enquanto muitas ferramentas de IA consultam histórico, Jade conecta dados ao vivo e entrega orientação no momento em que o dado acontece. O ecossistema está ficando mais complexo A plataforma PowerPlugs, que organiza ferramentas adicionais sobre os dados do anel, também foi expandida. Entraram novos módulos para acompanhamento de estilo de vida associado a GLP 1, análise de ronco e saúde respiratória e insights para enxaqueca baseados em tecnologia terapêutica digital aprovada pelo FDA. O anel vira o centro de um sistema maior de biofeedback contínuo. O que isso representa? Wearables estão saindo da fase de rastreamento passivo para a fase de recomendação ativa. A promessa é menos “veja seus números” e mais “faça isso agora”. O ponto crítico será precisão clínica, responsabilidade regulatória e como o usuário reage a alertas constantes.
Febre da proteína: Tirolez lança requeijão PRO em versão proteica

A Tirolez entrou oficialmente na onda dos alimentos com proteína adicionada e lançou a linha Tirolez PRO+, começando pelo requeijão cremoso PRO+ de 180g. 17g de proteína a cada 100g, o que segundo a marca é três vezes mais do que a versão tradicional. Por que isso importa? Proteína virou uma moeda forte na economia do wellness, com: E o que a Tirolez fez foi simples e estratégico: pegar um alimento já presente na mesa do brasileiro e turbinar o teor proteico. Em vez de criar mais um produto nichado de academia, colocou proteína no café da manhã comum. O requeijão é um dos espalháveis mais consumidos no país. Está no pão, na tapioca, na receita de forno, no lanche da tarde. A aposta foi começar pelo produto com maior penetração e hábito consolidado. Segundo dados da Euromonitor citados pela marca, o consumo de alimentos nutritivos e ricos em proteína deve crescer mais de 50% no Brasil neste ano. A estratégia por trás do PRO+ A gerente de categoria da marca afirmou que a proposta é atender consumidores que buscam equilíbrio entre saudabilidade e sabor. Aqui vale o olhar crítico: proteína adicionada ajuda, mas o contexto da dieta continua sendo o principal. Se a pessoa já consome proteína adequada ao longo do dia, o impacto é menor. Para quem tem ingestão baixa, pode ser um reforço prático. O que observar Sempre vale olhar o rótulo completo. Nem todo alimento high protein é automaticamente melhor, mas pode ser mais funcional dependendo do objetivo.
Cientistas brasileiros criam mel de chocolate que faz bem para o coração

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas desenvolveram um produto que mistura mel de abelhas nativas com casca de cacau, um subproduto normalmente descartado na produção de chocolate. O resultado é um mel com sabor marcante de chocolate, que pode ser consumido puro ou usado em alimentos e formulações cosméticas. O estudo foi publicado na revista ACS Sustainable Chemistry & Engineering e ganhou destaque na capa da edição. O que tem dentro desse mel de chocolate? A lógica é inteligente. Os pesquisadores usaram o mel como solvente natural e comestível para extrair compostos bioativos das cascas do cacau. Entre eles, teobromina e cafeína, associadas à saúde cardiovascular. O processo com ultrassom também aumentou os níveis de compostos fenólicos no mel, conhecidos por ação antioxidante e anti-inflamatória. Segundo os próprios pesquisadores, o sabor de chocolate varia de acordo com a proporção entre mel e casca de cacau. Novos testes sensoriais ainda serão feitos. O projeto também destaca o uso sustentável da biodiversidade local. Foram testados méis de cinco espécies brasileiras de abelhas sem ferrão: O mel de mandaguari foi usado inicialmente para ajustar o processo por apresentar viscosidade e teor de água intermediários. Diferente do mel de abelhas europeias, o mel das espécies nativas costuma ter mais água e menor viscosidade, o que facilita a extração dos compostos. Extração com ultrassom e química verde O método utiliza uma sonda de ultrassom inserida no recipiente com mel e cascas de cacau. As ondas sonoras criam microbolhas que colapsam e elevam temporariamente a temperatura, ajudando a liberar os compostos da matriz vegetal. Na indústria de alimentos, a extração assistida por ultrassom é considerada mais eficiente e ambientalmente amigável do que métodos convencionais. A sustentabilidade do processo foi avaliada com o software Path2Green, medindo alinhamento com princípios da química verde. O uso de um solvente local, comestível e pronto para uso foi apontado como vantagem estratégica. Os pesquisadores já buscam parceiro comercial para licenciar o método patenteado e levar o produto ao mercado. A ideia é que cooperativas ou pequenos negócios que já trabalhem com cacau e mel de abelhas nativas possam agregar valor ao portfólio, inclusive para gastronomia de alto padrão. E a estabilidade do produto? Um próximo passo será estudar o impacto do ultrassom na microbiologia do mel. O mel de abelhas nativas costuma exigir refrigeração ou processos adicionais para estabilidade. A hipótese é que o ultrassom também ajude a reduzir microrganismos, aumentando vida útil e estabilidade. O que isso representa? É inovação em três frentes. Não é só chocolate diferente, é química verde aplicada à economia do cacau.